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Maçonaria e Poder (VII)

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Illinois Masonic Medical Center, Chicago A implantação e evolução da Maçonaria americana seguiu linhas muito próprias, diferentes do que sucedeu no resto do mundo. O imenso continente foi sendo povoado de leste para oeste, em localidades distantes umas das outras e cada uma autossuficiente. Em cada localidade com alguma importância (e mesmo em algumas de reduzida importância...) estabeleceu-se pelo menos uma Loja maçónica, que geralmente tinha como membros os elementos mais destacados dessa sociedade: o juiz, o médico, o banqueiro, os principais comerciantes, etc.). Em cada povoação, a Loja maçónica integrava a rede social ali existente, fazia parte da vida da comunidade. Cedo começou a perfilar-se o que viria a ser uma importante caraterística da Maçonaria americana: a sua vertente filantrópica. Em termos espirituais muito influenciados pelo puritanismo, para a mentalidade americana é muito importante o conceito de charity (que, no meu entendimento, mais corretamente se tradu...

Maçonaria e Poder (VI)

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Um dos primeiros destinos de exportação da Maçonaria foram as colónias britânicas no Novo Mundo. A colonização do imenso espaço que hoje são os Estados Unidos da América estava ainda na sua fase inicial, praticamente confinada à costa leste e a pouco mais, com colónias separadas por grandes distâncias e evidentes dificuldades de comunicação - mas cedo as Lojas maçónicas se começaram a implantar ali! A Loja maçónica era mais um fator de congregação, um elemento importado da terra de origem que confortava quem desenvolvia e explorava um Novo Mundo. Nelas se juntavam os grandes e pequenos proprietários de terras, militares, professores e outros intelectuais. Enfim, a Loja maçónica era a reprodução, na colónia, de instituição existente na terra de origem de cada um. Nas Lojas maçónicas das colónias juntava-se a elite dos colonizadores. O conflito entre as colónias do Novo Mundo e a Coroa Britânica que iria redundar na Independência dos Estados Unidos da América começou a desenvolve...

O tempo, esse maravilhoso conselheiro.

Há algum (muito) tempo atrás, tinha adquirido de forma instintiva um exercício diário, visitar o A Partir Pedra. Era por aqui que passava o meu tempo livre, por aqui vagueava horas a fio, onde lia e relia todos os textos, desde os novos aos mais antigos, desde os que me chamavam de forma natural a atenção até àqueles que pouco ou nada me diziam. O tempo, esse maravilhoso conselheiro, que tudo cura e tudo constrói, foi passando e quando me apercebo o exercício era já rotineiro, em que a necessidade era superior à curiosidade. Quando se perde a necessidade e, a curiosidade é algo sempre presente, algo está por acrescentar no nosso dia a dia… Era inevitável o querer ser maçom, disse-o uma e outra vez, durante alguns dias. Se mais depressa o decidi, mais devagar o concretizei. O tempo, esse maravilhoso conselheiro, surpreendeu-me pelo seu lado original e à altura negativo, pois avançou silenciosamente e sobretudo sem pressa alguma e como eu tinha pressa, queria ser maçom, queria ...

Parabéns!

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Uma vez mais, e pontualmente - como, de resto, tem sucedido há mais de meio século - o nosso Rui Bandeira ficou um ano mais velho sábio. Que os contes pontualmente por mais outros tantos quantos contaste até aqui - se esse for o teu desejo! Um grande abraço de parabéns!

Maçonaria e Poder (V)

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Desde o seu início, a Maçonaria especulativa foi, em Inglaterra, interclassista, reunindo no seu seio nobres, burgueses, artesãos e intelectuais. No século XVIII, muito por influência dos espíritos progressistas do Iluminismo inglês, as Lojas eram polos de divulgação do espírito científico, do Conhecimento. A reunião dos melhores espíritos da época, a sua influência nos círculos populares e urbanos, não escaparam à atenção da nobreza, da classe que detinha e continuava a deter o essencial das rédeas do Poder. E a nobreza inglesa teve a lucidez suficiente para embarcar no mesmo barco e, mesmo, rapidamente, capitanear o navio. A Maçonaria inglesa, como instituição nascida nesse país, compartilhava da idiossincracia muito particular do povo inglês. Assim, as Lojas assumiam também as características conviviais dos clubs ingleses - e a tradição da sua exclusiva masculinidade, que permanece ainda hoje na Maçonaria Regular... -, particularmente na importância atribuída aos ágapes (refeições) ...

Maçonaria e Poder (IV)

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Príncipe Edward, Duque de Kent A transição entre a Maçonaria Operativa e a Maçonaria Especulativa decorreu num período de instabilidade e conflito em Inglaterra: Stuarts contra Hanovers, Protestantes contra Católicos, Parlamento contra Rei. Foi um período de conflitos, de guerras civis, de tumultos e vinganças. As Lojas maçónicas eram pontos de encontro de todos, independentemente dos lados dos conflitos em que se situassem, fossem católicos ou anglicanos, leais aos Stuarts ou aos Hanovers, adeptos do Parlamento ou fieis ao Rei. Por isso se instituiu na Maçonaria inglesa a regra de que em Loja não se discute política nem religião. Esta regra, a admissão, permanência e convívio mútuo de pessoas que defendiam ideias diferentes, que, mesmo, batalhavam por conceções diversas, teve uma consequência benéfica para a Maçonaria inglesa: os detentores do Poder, em cada momento, estavam nela inseridos - tal como os derrotados desse momento... Mas, se os ventos sopravam diferentemente e os derrota...

Niny Sequeira - Maçon de corpo inteiro

Niny Sequeira – assim de repente o nome não diz nada a ninguém, ou a apenas poucas pessoas, a mim diz-me. Diz-me que já passaram muitos anos desde o dia em que o conheci, uns 20 talvez, ou quase. Diz-me que nos idos tempos da “expansão pela província” da Maçonaria, privei muito de perto com ele. Pela aurora se marcava a hora de encontro, ali para um posto de abastecimento de combustível na Encarnação. Niny era inconfundível, magro, enérgico e sempre com um cigarro, mas não era por isso que era inconfundível, era pelo smoking. Homem prático não queria saber de levar muita coisa com ele e por isso o fatito de cerimónia ia logo vestido pela manhã, aliás de uma das vezes quis ser tão prático, e ao mesmo tempo tão irreal, que o smoking acabou por ser o seu pijama. As idas eram para Bragança, e evidentemente não voltávamos no mesmo dia !! Sim porque isto de ir realizar sessões maçónicas a sério, para ele só podia ser de smoking. Foram algumas as viagens, foram muitas as peripécias. For...

Maçonaria e Poder (III)

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No tempo das Lojas Operativas, a relação entre os construtores em pedra e o Poder era de simbiótica subordinação. Os construtores em pedra detinham o exclusivo conhecimento - ou quase - de técnicas de construção baseadas em princípios geométricos há muito descobertos, mas perdidos, na sua aplicação, no obscurantismo da Idade Média. A sua associação em núcleos profissionais, Lojas, que asseguravam a formação e treino de novos elementos e a transmissão dos conhecimentos e técnicas herdados de gerações e gerações de profissionais, buscava também garantir a manutenção do conhecimento dessas técnicas e conhecimentos no restrito círculo de profissionais. Esse desiderato, porém, só era possível de atingir e manter, com o beneplácito dos senhores detentores do Poder - a nobreza -, que assegurava as condições e práticas legais que garantissem o quase monopólio das Lojas operativas nas grandes construções. Em troca, os construtores tinham de bem servir os senhores que lhes encomendavam os trabal...

Maçonaria e Poder (II)

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Antes de se avançar, importa estabelecer bem o significado das palavras, para que não se estabeleçam confusões. Maçonaria e Poder - que significado neste conjunto de textos se atribui a Maçonaria? E qual o alcance do termo Poder? Neste conjunto de textos, sempre que utilizar simplesmente a palavra Maçonaria, estarei a utilizá-la no sentido mais amplo possível, tanto quanto possível procurando abarcar o conceito tal como o entende o comum cidadão, de fora, sem grandes precisões ou distinções. Precisamente porque o objetivo deste conjunto de textos é proporcionar ao cidadão comum, sem grandes conhecimentos ou noções precisas sobre a Maçonaria informação que lhe possibilite assentar as suas ideias sobre o tema com algum fundamento, não faria sentido utilizar a palavra senão no sentido amplo que o cidadão comum lhe atribui. Assim, neste conjunto de textos, a palavra Maçonaria respeita tanto à Maçonaria Regular como à Liberal, masculina como feminina ou mista, de corrente mais esotérica ou ...

Marreteando

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É curioso como, quando sentimos que temos de lidar com algo de maior peso do que a normal rotina, acabamos por retomar hábitos antigos e com que nos demos bem. Brevemente, vai ser tempo para tomar uma decisão importante. E, cientes de que assim iria ser, os dois Marretas , sem que cada um previamente tivesse consultado o outro, naturalmente retomaram o antigo hábito e ultimamente têm dado uso ao telefone e ao teclado do correio eletrónico. Desta vez, nem sequer existe, à exceção porventura de um ou outro pormenor, mais adjetivo do que substantivo, desacordo entre ambos. Ambos estão de acordo quanto ao sentido da decisão, ambos se mostram favoráveis à decisão a tomar. Mas, como a decisão é mesmo importante e não basta estar de acordo com ela, há que prevenir perigos, preparar coisas, estar preparado para alguns possíveis imprevistos, prever, gerir e efetuar algumas adaptações, para que, chegada a hora de a decisão ser tomada e, sobretudo, tendo em vista o tempo depois de a mesma ser tom...

Mais um Ano ou será mesmo um dos Anos?

A Loja Mestre Affonso Domingues fecha mais um ano de actividade, o 21º e consequentemente pelos cânones antigos atinge a maioridade. O inicio do 22º ano é assim simbolicamente o inicio da Idade adulta da Loja. Os caminhos seguidos ao longo destes anos todos, a cultura e a forma de estar serão os pilares para os anos vindouros. As bases e fundamentos estão criadas e a moldagem - entenda-se ensino - dos irmãos está estruturada. Estou certo, convencido e seguro, que este ano que ora se inicia será um ano MARCO na história da Loja, que o Venerável agora eleito será preponderante (talvez muito mais que o ele pensa) para que daqui a uns anos alguém (eventualmente eu próprio) venha aqui contar do meio século da Loja. A Maçonaria passa por muitas fases e por muitas transformações, com algumas pequenas derivas à esquerda ou à direita (ou à direita e à esquerda – que não quero que ninguém associe conotações onde elas não existem), mas segue sempre o seu caminho rumo ao futuro na fidelidade aos p...

Maçonaria e Poder (I)

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Corrente e repetidamente, a Maçonaria é acusada de secretismo e de influenciar, ou exercer, o Poder, de forma subreptícia, escondida, por detrás das cortinas, obtendo benefícios para os seus, e de comandar os destinos do país, quiçá do mundo. Quanto ao secretismo, a melhor prova de que a acusação é infundada é este blogue, bem acompanhado pelo sítio da Loja Mestre Affonso Domingues e por centenas de outros blogues e sítios de Lojas e Grandes Lojas maçónicas, em todas as línguas e publicados por todo o globo, em toda a parte onde há Maçonaria. Poucas instituições, nesta era da Sociedade de Informação, disponibilizam mais e mais detalhada informação sobre o que são, o que fazem, quais os seus propósitos, do que a Maçonaria. No entanto, o anátema persiste, a mentira mil vezes repetida continua a ser tomada por verdade. O tempo e a paciência acabarão por, paulatinamente, ir mostrando a todos que a acusação é vã. E tempo e paciência é algo que os maçons aprendem que são bens preciosos... ...

O símbolo da MAD e a vesica piscis

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O texto do Rui Bandeira sobre o símbolo da Loja Mestre Affonso Domingues veio a suscitar - de novo - a questão de fazer a vesica piscis   parte ou não do referido símbolo. Não faz, e vamos ver porquê - sem argumentos, que os factos falam por si mesmos. Quando dois círculos se intersetam, forma-se uma figura nessa zona de interseção. Caso os círculos sejam diferentes, a figura resultante é assimétrica; caso sejam idênticos, é simétrica: Nem sempre que dois círculos idênticos se intersetam se forma a mesma figura; esta depende do afastamento entre os centros dos círculos: À esquerda, a distância entre os centros dos círculos é menor do que o seu raio. No centro, é igual ao raio. Á direita, é maior do que o raio. Quando a distância entre os centros é igual ao raio, cada circunferência passa pelo centro da outra. Isso só sucede na figura do centro, que traça aquilo a que se chama uma vesica piscis ; as outras não têm esse nome. Note-se esta curiosa propriedade da vesica pisci...

Vem aí o 22º Veneravel

À semelhança de anos anteriores na primeira sessão do mês de Julho a Loja Mestre Affonso Domingues elege os seus Veneravel Mestre e Tesoureiro. Para os cargos de Veneravel e Tesoureiro foram eleitos respectivamente Nuno L. e Vitor M. ambos mestres. Vitor é uma das apostas da Loja. Não tendo sido iniciado na Mestre Affonso Domingues, nela ingressou vindo de outra Loja quando ainda era Companheiro, concluindo o seu tempo e passando a Mestre. A sua forma de estar não passou despercebida e a sua integração decorreu sem sobressaltos, tanto que hoje foi eleito tesoureiro. Nuno pelo seu lado é já membro da Loja ha uns anos e progrediu paulatinamente passando por quase todos os oficios de Loja. Nuno apesar da sua antiguidade ainda está na "casa dos trintas" sendo por isso um jovem. Porque esperamos trabalho de qualidade fomos absolutamente unanimes na escolha. A instalação decorrerá, previsivelmente, na primeira sessão de Setembro. José Ruah

O símbolo da Loja Mestre Affonso Domingues

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Em comentário ao texto, Maçonaria e Filosofia Pitagórica - o QUATRO , Jocelino Neto perguntou: Perdoe-me pela análise superficial, mas a vesica piscis faz parte do partido construtivo da imagem que identifica visualmente a R.´.L.´. (Respeitável Loja) Mestre Affonso Domingues? O significado deste símbolo é desvelado apenas aos seus O.`. (Obreiros) ? Quanto à primeira questão, a resposta é negativa. Repare-se que, enquanto a vesica piscis é o espaço comum resultante da interseção de dois círculos iguais com centros na mesma linha horizontal, a uma distância entre si inferior ao diâmetro de cada círculo (cfr. figura abaixo), a estrutura do símbolo da Loja Mestre Affonso Domingues é constituída por três círculos interligados, para além dos outros elementos. Também a resposta á segunda pergunta é igualmente negativa. Parece haver tendência para envolver tudo o que respeita à maçonaria num véu de mistério, de segredo... Como o propósito deste blogue é precisamente mostrar que essa tend...

O Tempo, a Idade e a Maçonaria - I

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São condições mais ou menos universais (mas cada Obediência segue regras ligeiramente distintas) de admissão na maçonaria a maioridade e a independência económica; um menor não pode ser maçon, bem como o não pode ser alguém que não tenha meios de sustento. Na GLLP a idade mínima de admissão é de 21 anos, podendo admitir-se candidatos mais novos desde que maiores de 18 anos e apenas em casos excecionais que carecem sempre de autorização especial. Não há, todavia, uma idade superior limite; basta que, como se disse, se seja economicamente independente - pois pertencer à maçonaria acarreta alguns custos fixos - e que se esteja em posse das faculdades mentais. O limite inferior de idade é compreensível. Mesmo os 21 anos são uma idade muito tenra para se ingressar... Mais do que a idade, é imprescindível a capacidade de ouvir (pois só ouvindo se aprende), a abertura para se admitir estar errado (pois só se aprende se se admitir ou o erro ou a ignorância...) e a capacidade de aceitar que...

Oração de um Mestre a outros Mestres

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Novos Mestres: Foi longo o tempo que mediou entre a vossa iniciação e este dia. É assim que deve ser, porque o Tempo também é construtor e as mudanças perenes não se fazem de um dia para o outro. No dia da vossa Iniciação, simbolicamente terminaram a vossa vida profana e iniciaram a vossa vida maçónica. Hoje, renascem Mestres, em perpétua continuidade do trabalho dos que vos antecederam e em esperançosa construção do futuro que porão à disposição dos que vos sucederem. Tiveram um longo tempo de aprendizagem, estudo e preparação. A partir de hoje, têm a vossa “carta de condução” de Mestres maçons, que vos possibilita ensinar os que trilham o caminho por vós já percorrido, mas sobretudo testemunha a vossa capacidade para estudar, meditar, trabalhar, melhorar, por vós próprios, segundo as vossas escolhas, os vossos critérios, os vossos métodos. A Sabedoria da Maçonaria, a sua Força, igualmente a sua Beleza, consistem também nesta absoluta, pujante e entusiasmante Igualdade: a todos os que...

Bem comum e liberdades individuais

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Li hoje uma notícia sobre um "motoqueiro" de 55 anos que, de cima da sua Harley, protestava contra a lei que passava a obrigar ao uso do capacete. Enquanto o fazia teve que fazer uma travagem brusca, foi lançado sobre o guiador, caiu de cabeça e, como não usava capacete... morreu. Uma vez mais se me colocou esta questão: até onde pode, ou deve, a sociedade regular as liberdades individuais? Dever-se-á deixar ao juízo (ou falta dele...) de cada um o uso de capacete? E se o motoqueiro for um pai de família, que depende dele para o seu sustento? E se for uma pessoa com um cancro em fase terminal? E se do acidente decorrerem custos de tratamento enormes, pagos por todos os contribuintes - muitos dos quais até teriam votado a obrigatoriedade do uso do capacete? O consumo de drogas deve ser liberalizado? E a condução sob a influência de drogas? E conduzir zangado? Se uma Testemunha de Jeová (religião que proíbe as transfusões de sangue) se apresentar inconsciente num hospital em c...

Lição de um Mestre aos seus Companheiros - II

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Nota - A primeira lição de um Mestre aos seus Companheiros foi publicada neste blogue por Jean-Pierre Grassi, em 13 de abril de 2009 Meus muito prezados Irmãos: O vosso aumento de salário é, na realidade, um aumento de responsabilidades. Ao vos conferir o 2.º grau, vos declarar prontos a trabalhar sem a proteção da abeta do vosso avental, que passa, assim, a partir de agora, a repousar estendida sobre o corpo principal do vosso vestuário de trabalho, ao vos atribuir a designação de Companheiros, esta Oficina reconhece o vosso bom trabalho até aqui, as vossas qualidades intrínsecas, a mudança para melhor operada em vós, o vosso imenso potencial. Por tudo isso, cabe-me a mim – e com muito gosto e regozijo o faço! – dar-vos os parabéns. Mas também me incumbe alertar-vos de que a vossa celebração, embora merecida, deve ser breve. Sois agora Companheiros, mas não deixastes de ser Aprendizes. Sois agora Aprendizes também já Companheiros, adicionalmente. Por isso comecei por vos dizer que o v...