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A mostrar mensagens de agosto, 2011

Maçonaria e Poder (VII)

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Illinois Masonic Medical Center, Chicago A implantação e evolução da Maçonaria americana seguiu linhas muito próprias, diferentes do que sucedeu no resto do mundo. O imenso continente foi sendo povoado de leste para oeste, em localidades distantes umas das outras e cada uma autossuficiente. Em cada localidade com alguma importância (e mesmo em algumas de reduzida importância...) estabeleceu-se pelo menos uma Loja maçónica, que geralmente tinha como membros os elementos mais destacados dessa sociedade: o juiz, o médico, o banqueiro, os principais comerciantes, etc.). Em cada povoação, a Loja maçónica integrava a rede social ali existente, fazia parte da vida da comunidade. Cedo começou a perfilar-se o que viria a ser uma importante caraterística da Maçonaria americana: a sua vertente filantrópica. Em termos espirituais muito influenciados pelo puritanismo, para a mentalidade americana é muito importante o conceito de charity (que, no meu entendimento, mais corretamente se tradu...

Maçonaria e Poder (VI)

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Um dos primeiros destinos de exportação da Maçonaria foram as colónias britânicas no Novo Mundo. A colonização do imenso espaço que hoje são os Estados Unidos da América estava ainda na sua fase inicial, praticamente confinada à costa leste e a pouco mais, com colónias separadas por grandes distâncias e evidentes dificuldades de comunicação - mas cedo as Lojas maçónicas se começaram a implantar ali! A Loja maçónica era mais um fator de congregação, um elemento importado da terra de origem que confortava quem desenvolvia e explorava um Novo Mundo. Nelas se juntavam os grandes e pequenos proprietários de terras, militares, professores e outros intelectuais. Enfim, a Loja maçónica era a reprodução, na colónia, de instituição existente na terra de origem de cada um. Nas Lojas maçónicas das colónias juntava-se a elite dos colonizadores. O conflito entre as colónias do Novo Mundo e a Coroa Britânica que iria redundar na Independência dos Estados Unidos da América começou a desenvolve...

O tempo, esse maravilhoso conselheiro.

Há algum (muito) tempo atrás, tinha adquirido de forma instintiva um exercício diário, visitar o A Partir Pedra. Era por aqui que passava o meu tempo livre, por aqui vagueava horas a fio, onde lia e relia todos os textos, desde os novos aos mais antigos, desde os que me chamavam de forma natural a atenção até àqueles que pouco ou nada me diziam. O tempo, esse maravilhoso conselheiro, que tudo cura e tudo constrói, foi passando e quando me apercebo o exercício era já rotineiro, em que a necessidade era superior à curiosidade. Quando se perde a necessidade e, a curiosidade é algo sempre presente, algo está por acrescentar no nosso dia a dia… Era inevitável o querer ser maçom, disse-o uma e outra vez, durante alguns dias. Se mais depressa o decidi, mais devagar o concretizei. O tempo, esse maravilhoso conselheiro, surpreendeu-me pelo seu lado original e à altura negativo, pois avançou silenciosamente e sobretudo sem pressa alguma e como eu tinha pressa, queria ser maçom, queria ...

Parabéns!

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Uma vez mais, e pontualmente - como, de resto, tem sucedido há mais de meio século - o nosso Rui Bandeira ficou um ano mais velho sábio. Que os contes pontualmente por mais outros tantos quantos contaste até aqui - se esse for o teu desejo! Um grande abraço de parabéns!

Maçonaria e Poder (V)

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Desde o seu início, a Maçonaria especulativa foi, em Inglaterra, interclassista, reunindo no seu seio nobres, burgueses, artesãos e intelectuais. No século XVIII, muito por influência dos espíritos progressistas do Iluminismo inglês, as Lojas eram polos de divulgação do espírito científico, do Conhecimento. A reunião dos melhores espíritos da época, a sua influência nos círculos populares e urbanos, não escaparam à atenção da nobreza, da classe que detinha e continuava a deter o essencial das rédeas do Poder. E a nobreza inglesa teve a lucidez suficiente para embarcar no mesmo barco e, mesmo, rapidamente, capitanear o navio. A Maçonaria inglesa, como instituição nascida nesse país, compartilhava da idiossincracia muito particular do povo inglês. Assim, as Lojas assumiam também as características conviviais dos clubs ingleses - e a tradição da sua exclusiva masculinidade, que permanece ainda hoje na Maçonaria Regular... -, particularmente na importância atribuída aos ágapes (refeições) ...

Maçonaria e Poder (IV)

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Príncipe Edward, Duque de Kent A transição entre a Maçonaria Operativa e a Maçonaria Especulativa decorreu num período de instabilidade e conflito em Inglaterra: Stuarts contra Hanovers, Protestantes contra Católicos, Parlamento contra Rei. Foi um período de conflitos, de guerras civis, de tumultos e vinganças. As Lojas maçónicas eram pontos de encontro de todos, independentemente dos lados dos conflitos em que se situassem, fossem católicos ou anglicanos, leais aos Stuarts ou aos Hanovers, adeptos do Parlamento ou fieis ao Rei. Por isso se instituiu na Maçonaria inglesa a regra de que em Loja não se discute política nem religião. Esta regra, a admissão, permanência e convívio mútuo de pessoas que defendiam ideias diferentes, que, mesmo, batalhavam por conceções diversas, teve uma consequência benéfica para a Maçonaria inglesa: os detentores do Poder, em cada momento, estavam nela inseridos - tal como os derrotados desse momento... Mas, se os ventos sopravam diferentemente e os derrota...

Niny Sequeira - Maçon de corpo inteiro

Niny Sequeira – assim de repente o nome não diz nada a ninguém, ou a apenas poucas pessoas, a mim diz-me. Diz-me que já passaram muitos anos desde o dia em que o conheci, uns 20 talvez, ou quase. Diz-me que nos idos tempos da “expansão pela província” da Maçonaria, privei muito de perto com ele. Pela aurora se marcava a hora de encontro, ali para um posto de abastecimento de combustível na Encarnação. Niny era inconfundível, magro, enérgico e sempre com um cigarro, mas não era por isso que era inconfundível, era pelo smoking. Homem prático não queria saber de levar muita coisa com ele e por isso o fatito de cerimónia ia logo vestido pela manhã, aliás de uma das vezes quis ser tão prático, e ao mesmo tempo tão irreal, que o smoking acabou por ser o seu pijama. As idas eram para Bragança, e evidentemente não voltávamos no mesmo dia !! Sim porque isto de ir realizar sessões maçónicas a sério, para ele só podia ser de smoking. Foram algumas as viagens, foram muitas as peripécias. For...

Maçonaria e Poder (III)

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No tempo das Lojas Operativas, a relação entre os construtores em pedra e o Poder era de simbiótica subordinação. Os construtores em pedra detinham o exclusivo conhecimento - ou quase - de técnicas de construção baseadas em princípios geométricos há muito descobertos, mas perdidos, na sua aplicação, no obscurantismo da Idade Média. A sua associação em núcleos profissionais, Lojas, que asseguravam a formação e treino de novos elementos e a transmissão dos conhecimentos e técnicas herdados de gerações e gerações de profissionais, buscava também garantir a manutenção do conhecimento dessas técnicas e conhecimentos no restrito círculo de profissionais. Esse desiderato, porém, só era possível de atingir e manter, com o beneplácito dos senhores detentores do Poder - a nobreza -, que assegurava as condições e práticas legais que garantissem o quase monopólio das Lojas operativas nas grandes construções. Em troca, os construtores tinham de bem servir os senhores que lhes encomendavam os trabal...