Mensagens

A mostrar mensagens de janeiro, 2015

Sugestão Musical para a Coluna da Harmonia “Los Hermanos” de Atahualpa Yupanqui...

Imagem
A música que hoje publico, “Los Hermanos” , e que  em relação à qual  poderia ter feito a sua respetiva análise quanto à  simbólica  maçónica que se pode encontrar nela, não a farei. E não a farei apenas porque o simbolismo intrincado nela é bastante explícito, bem como quero deixar ao critério de quem a ouve ou mais abaixo lê a sua letra, fazer esse tipo de exercício. Esta canção pertence a um autor, compositor e músico argentino que nunca foi membro da Maçonaria, tendo sido   inclusive  perseguido e encarcerado pelo regime de Juan Domingo Péron (que era maçom) por ter pertencido durante algum tempo ao Partido Comunista Argentino. O autor desta canção, o argentino Héctor Roberto Chavero (31/01/1908-23/05/1992), mais popularmente conhecido por “Atahualpa Yupanqui” , legou-nos uma música que eu não poderia deixar de salientar neste espaço e também de a enaltecer, dada a beleza e o sentido fraterno contidos  nela. (Para quem afirmo...

Formalismos na Maçonaria…

Imagem
(imagem proveniente de Google Images) Na Maçonaria existe o costume de os seus membros se tratarem por irmãos ou manos , uma vez que a Augusta Ordem Maçónica é uma Irmandade de carácter fraternal. Mas para além deste hábito, existe outro que costuma fazer alguma confusão aos recém-chegados. É o facto de todos no seu trato habitual se tratarem por “tu”. Independentemente da idade, do grau ou da  qualidade maçónica   (cargo que se represente em Loja ou na Obediência) , todos, mas mesmo todos,  se tratam por “tu”. Enquanto na vida profana é habitual  as pessoas tratarem-se com alguma deferência, nomeadamente tratarem-se por “você” ou por “senhor” ou até mesmo pelo título académico que detenham, na Maçonaria não existe esse distanciamento pessoal. Quando se aborda um irmão, é por “tu  isto …” ou “tu  aquilo …” É “tu” e prontos! Isto por si só, é uma demonstração que aos maçons não interessam os cargos ou as profissões que um irmão desempen...

Sobre o "Método Maçónico" (II)...

Imagem
                                                                                                  (imagem proveniente de Google Images) Um pouco por todas as   correntes   do   pensamento humano , a   “dúvida”   sempre esteve presente e como tal foi   precursora de Conhecimento. Se nos casos dos Racionalistas e Existencialistas, a dúvida foi a “catalisadora” do ato de pensar, nas correntes Positivistas, Cepticistas e Empiristas da Filosofia foi mesmo a base do próprio pensamento. E se   “pensar”   é a   base   do Método Maçónico , a   “dúvida”   é um dos  instrumentos  pelos quais este método pode ser aplicado.  Não apenas duvidando por duvidar, ou questionan...

Os olhos azuis

Imagem
Apesar da baixa temperatura na rua, reinava a boa disposição: acabara mais um dia de trabalho. Trocávamos as últimas despedidas, quando notámos uns olhos azuis que, confrangedoramente mudos, procuravam os nossos. Aproximara-se, sem que notássemos, um vulto de casaco grosso - à moda antiga - na postura destruída de quem já viu melhores dias. Não o envolvia, porém a antecipada nuvem de álcool e tabaco, e muito menos o incontornável e penetrante cheiro da rua. De pé, a um metro de nós, interpelava-nos com o olhar, mas a boca não se abria, qual mola teimosamente contida, presa sabe-se lá em quê, mas desesperada por se libertar. - Boa tarde, posso ajudá-lo? E os olhos azuis, impotentes e embaraçados perante os vários segundos de imobilidade a que aquela boca se votou até que, a custo, lá acabou por deixar escapar qualquer coisa: - Queria apanhar o autocarro para... "O autocarro para". E a boca, entreaberta, como quem aguardava ordens; os olhos, suplicant...

Sobre o "Método Maçónico"...

Imagem
                                                                                                     (imagem proveniente de Google Images) Muito se fala e especula sobre o que é e o que será o tão propalado “método maçónico”. Ele não é mais que um método de busca, estudo e aprendizagem que auxilia o maçom ao longo da sua vida. Tal como outros métodos de estudo ou de vida, ele não é melhor nem pior, mas é o que o maçom utiliza. O maçom através da sua busca incessante de informação/conhecimento, a procura da dita “Luz”, o leva a questionar os motivos, as razões, os porquês …. “O que é?”, “O que será?”,“O porquê?” e “Para que serve?” são para os maçons, tal como para os profanos, a base do caminho de suplantação das suas dúvi...