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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

Um Bom Natal

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O Natal é, antes de tudo, uma pausa.  Um momento em que a luz volta a ganhar espaço, mesmo quando os dias ainda são curtos. É tempo de recolhimento, de silêncio útil, de olhar para dentro e perceber o que ficou por trabalhar, o que foi bem talhado e o que ainda pede paciência, método e tempo. Nenhuma obra se faz de um dia para o outro, e as mais importantes raramente se veem à primeira vista. Que este Natal seja simples.  Com poucos excessos e principalmente, c om sentido. Que haja luz suficiente para orientar o caminho, firmeza bastante para continuar a trabalhar e humildade para reconhecer que todos estamos ainda em construção. Aos que caminham connosco, aos que vieram antes e aos que virão depois, desejo um Natal sereno, consciente e verdadeiro. Boas Festas. 
                                                            DIA DE NATAL   Na verdade este poema desta minha querida Amiga Paula Nunes foi apresentado há já alguns anos numa emissão da TVL na rubrica "Um Poema e um café", espaço que apresentavamos regularmente com a participação de alguns dos Amigos que connosco quiseram colaborar. A Paula Nunes foi uma das principais e mais assíduas colaboradoras dizendo maravilhosamente palavras de outros mas dizendo também as suas próprias palavras como é o caso deste "Dia de Natal". Aqui Vos deixo este presentinho da Paula. J.Paiva Setúbal

O Inexplicável, explicável!

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A ciência ensinou-nos que o universo teve um início, o Big Bang, uma expansão primordial onde nasceram o espaço, o tempo e as leis que ainda hoje regem todo o conhecido. Muito mais tarde, nesse mesmo universo aparentemente indiferente, a matéria inerte deu um salto improvável, uma faísca, a química transformou-se em biologia, e a vida começou. Estes factos não diminuem o mistério. Pelo contrário, ampliam-no. Dos trilhões de combinações possíveis, num universo vasto e silencioso, as condições para a vida na Terra alinharam-se, um euromilhões galáctico. Não por uma vez apenas os números se acertaram, mas sim o suficientemente para de forma estável para permitir evolução e consciência. Chamar a isto simples coincidência parece-me intelectualmente insuficiente. É também aqui que se afirma a minha crença no Grande Arquitectom não como um Deus pessoal, interventivo ou religioso. Não como resposta fácil para o que ainda não compreendemos, mas como princípio criador, como a faísca inicial q...

Greve. O Momento em que o Direito se Esquece do Dever

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Em Maçonaria, não discutimos política partidária, mas reflectimos, com a profundidade que o silêncio da Loja permite, sobre as forças que moldam a sociedade onde o Homem vive, trabalha e aperfeiçoa a sua Obra . A greve, enquanto direito fundamental, é uma dessas forças, expressão da Liberdade, afirmação da Igualdade, busca pela Justiça.  Mas, como em tudo o que é humano, também a greve pode afastar-se da sua natureza original quando o seu uso deixa de servir o Homem e passa a servir outros desígnios. A greve geral da passada quinta-feira convida-nos a essa meditação. Historicamente, salvo uma única excepção marcada por fortes pressões externas (pré-troika) ao País, todas as greves gerais em Portugal surgiram quando um determinado lado do espectro político se encontrava mais representado no nosso parlamento. Não é este detalhe que importa, o que verdadeiramente nos deve inquietar é a regularidade do padrão , com o se a decisão de parar o Trabalho do país obedecesse mais a ritmos...

A mesa está posta! Qualquer candidato pode aparecer

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Nos últimos dias, voltou à discussão sobre o nosso futuro Presidente da República a ideia de que a Maçonaria apoia determinado candidato, ultimamente com mais ênfase no Almirante Gouveia e Melo. O Fábio respondeu com inteligência no seu  “ Vamos jantar, Cotrim? ” , mas parece-me importante clarificar alguns pontos, porque estes equívocos reaparecem sempre que entramos em época eleitoral e acabam por transformar um tema sério numa caricatura conveniente. A verdade é simples e jamais que explicada, seja neste blogue ou na   imprensa . A Maçonaria não apoia candidatos, não apoia partidos e não participa em campanhas. Não deve, não pode e, acima de tudo, não quer fazê-lo. Está tudo inscrito nos  landmarks ,  que, desde o século XVIII, determinam que nenhuma Loja pode envolver-se em política partidária ou tomar posições eleitorais. Qualquer Obediência que o fizesse deixaria de ser reconhecida como Maçonaria legítima. Por isso, em Portugal, falamos apenas de três Ob...