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A mostrar mensagens de junho, 2007

Novas funcionalidades no blogue

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A partir de agora o blogue A Partir Pedra disponibiliza duas novas funcionalidades para quem tem interesse nos textos que aqui se publicam. Uma delas já podia ser utilizada por quem usa as aplicações de navegação na Rede Internet Explorer 7 e Mozilla Firefox 2.0: as actualizações via RSS. Mas talvez alguns dos que já tinham essa possibilidade não a utilizassem, por desconhecimento da sua existência na sua aplicação de navegação na Rede. Para esses e também para aqueles que usam outras aplicações de navegação sem essa funcionalidade, colocámos um atalho, logo abaixo do Arquivo do Blogue, com um pequeno ícone similar à imagem que ilustra este texto e sob o título ÚLTIMOS TEXTOS VIA RSS. Quem quiser beneficiar da funcionalidade, basta clicar no ícone e abrir-se-á uma página onde, ao alto, está o nome do blogue e, à direita, vários ícones. Basta clicar no ícone que prefira e, após confirmação da subscrição do serviço (inteiramente gratuito, é claro!), passará a dispor, na barra de tarefas ...

O quarto Venerável Mestre

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O Venerável Mestre no período entre Setembro de 1993 e Setembro de 1994 foi Ilídio P. C.. Foi o homem certo na altura certa. A Loja aprendera a trabalhar em condições mais difíceis do que aquelas em que se formara. A Loja aproveitara para perceber as vantagens de fazer rodar os Mestres - particularmente os mais recentes - nos vários ofícios rituais. É verdade que tal ocorrera por necessidade, devido à diminuição de assiduidade nas reuniões havidas às quartas-feiras. Mas ultrapassara a dificuldade e ainda obtivera um ganho com a forma como a ultrapassara. Mas a Loja necessitava de obter uma maior empatia com o seu líder. E Ilídio P. C. era o homem ideal para isso. Ilídio P. C. teve a seu favor, desde logo, o factor emocional. A Loja aprendera a trabalhar sob uma liderança menos carismática, mas recordava com alguma saudade a ligação emocional e carismática que tivera com José M. M.. E, na verdade, com Ilídio P. C. teve o mais próximo disso que era possível, até num plano simbólico: Ilíd...

Uma História da Maçonaria Britânica (1856-1874)

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O descontentamento com a administração da Maçonaria por Lord Zetland culminou em 1855 com a secessão de um grupo de maçons canadianos para formarem a sua própria Grande Loja. Isto foi seguido pouco depois pela formação da Grande Loja dos Maçons Mark Master. Estes eventos fizeram parte de uma breve, mas profunda, crise política e social precipitada pele Guerra da Crimeia. Os ataques a Lord Zetland foram encabeçados por um jornal maçónico chamado Masonic Observer , escrito por um grupo de jovens e radicais maçons, entre os quais Canon George Portal e o Conde de Carnavon. Este defendia um maior papel para as províncias na organização maçónica. Estas reivindicações ligavam-se com as reformas da organização provincial, tais como a introdução dos Anuários Provinciais, reuniões provinciais mais frequentes e um papel mais activo para os Grão-Mestres Provinciais. Tudo isto pode ser visto como a exigência de um maior acesso à autoridade política e social por parte dos líderes sociais das novas ...

Aniversário da Grande Loja

Decorreu este fim de semana a Sessão de Grande Loja do Solsticio de Verão. Esta sessão é coincidente com o Aniversário da Grande Loja, que este ano festejou o seu 16º. Optou o M.R.Grao Mestre por dar maior enfase a questões de trabalho que a questões ludicas, indiciando assim o caminho que pretende ver percorrido. Aproveitou a oportunidade para lançar a nova edição do ritual de aprendiz do R.E.A.A. que foi revisto, corrigido e melhorado. Ficou a informaçao que brevemente os demais ritos praticados terão também os seus rituais revistos e editados. Seguiu-se jantar branco em ambiente muito agradavel. Evidentemente que a organização de toda esta logistica teve o cunho das nossas queridas amigas Milu e Sandra, o que agradecemos. Jose Ruah

Uma História da Maçonaria Britânica (1834-1856)

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A crescente clivagem social entre a maçonaria e outras formas de organização fraternal foi impressivamente expressa em 1834, quando elementos de uma organização fraternal foram presos e julgados ao abrigo da Lei das Sociedades Proibidas, um evento que foi aproveitado por oficiais da Grande Loja para lembrar às lojas maçónicas que a excepção que isentava a Maçonaria dessa Lei continuava em vigor. No entanto, as mudanças sociais começavam a colocar grandes desafios à Grande Loja. Para o Duque de Sussex, a capacidade da Maçonaria de reformar a sociedade expressava-se melhor na sua capacidade de transcendência dos conceitos cristãos. Para outros, como Robert Crucefix, a Maçonaria precisava de aumentar a sua acção social. Crucefix elaborou um projecto de criação de um lar para os maçons idosos e pobres, a que Sussex se opôs. A publicação da Nova Lei dos Pobres em 1834 deu um novo impulso ao projecto de Crucefix: havia agora a possibilidade de os maçons poderem obter instalações para o Lar. ...

Mestre de Cerimónias

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No texto sobre o mandato do terceiro Venerável Mestre , fiz, a dado passo, referência ao ofício de Mestre de Cerimónias. Tendo sempre presente que este blogue se destina a ser lido por maçons e por não maçons, este é um bom pretexto para descrever mais um dos ofícios da Loja , após já ter feito referência aos de Venerável Mestre e de Vigilantes . O ofício de Mestre de Cerimónias existe no Rito Escocês Antigo e Aceite (aquele que é praticado na Loja Mestre Affonso Domingues ) e bem pode ser exercido por um mudo. Com efeito, não me recordo de existir uma única fala especificamente do Mestre de Cerimónias em qualquer das cerimónias rituais deste rito. Toda a actividade deste Oficial se faz pelo movimento e pelos gestos. No entanto, este ofício é um dos mais importantes do mencionado rito! O Mestre de Cerimónias é o oficial de Loja que executa, dirige e conduz todas as movimentações em Loja. Sempre que um qualquer dos elementos da Loja deve circular nela, fá-lo acompanhado pelo M...

Uma História da maçonaria Britânica (1797-1834)

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A política de realce do prestígio social da maçonaria sofreu um severo golpe em 1797/98, com a publicação de escritos alegando que a Maçonaria tinha sido usada como uma organização de cobertura por elementos jacobinos promovendo a Revolução Francesa. William Preston prontamente escreveu ao Gentleman's Magazine protestando a lealdade dos maçons ingleses às instituições estabelecidas. Mas as tensões assolavam a Maçonaria Britânica. Em Sheffield, lojas maçónicas cindiram, na sequência de desacordos sobre o uso das instalações maçónicas pela Sheffield Society para Informação Constitucional. Espiões apresentaram relatórios ao Ministério do Interior sobre actividades em lojas maçónicas. Uma loja maçónica em Brentford foi acusada de conspirar para assassinar o rei. A reacção das Lojas consistiu em energicamente protestarem a sua lealdade à Coroa. A Loja das Luzes, em Warrington, tornou-se ela própria num ramo da milícia local. Muitas lojas mudaram de nome, para enfatizar a sua lea...

O mandato do terceiro Venerável Mestre

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No texto em que relembrei as circunstâncias da sua eleição , descrevi como a Loja foi convencida a eleger José C. C. para exercer o ofício de Venerável Mestre para o período entre Setembro de 1992 e Setembro de 1993, apesar do desacordo inicial de muitos dos obreiros, e como, tomada essa decisão, todos manifestaram o seu apoio ao candidato. A forma como foi construído o consenso removeu um grande escolho no caminho do novo Venerável Mestre. Mas as circunstâncias adversas acumulavam-se e o mandato de José C. C. não podia deixar de se ressentir. A Loja estava exausta: quase dois anos de actividade ritual extremamente intensa, dedicados a iniciar, passar e elevar quase todos os obreiros da nóvel grande Loja deixaram marcas que inevitavelmente cobrariam o seu preço. A equipa que dirigira a Loja durante o mandato de José M. M. e que, com notável coesão, assegurara todo o trabalho ritual esrava cansada e dispersava-se. José C. C. teve de efectuar uma renovação do quadro de oficiais da Lo...

Uma História da Maçonaria Britânica (1763-1797)

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1763 foi o ano em que terminou a Guerra dos Sete Anos, um degrau importante na emergência da Grã-Bretanha como uma potência mundial. Similarmente, a primeira Grande Loja inglesa assumiu-se como uma potência maçónica em tudo digna desse novo poder imperial. Por exemplo, na Suécia a primeira Grande Loja actuou em ligação com diplomatas britânicos para impedir a implantação de uma maçonaria de orientação francesa, como parte de um ataque global à influência política francesa no Norte da Europa. A primeira Grande Loja arrogou-se ser a Suprema Grande Loja do Mundo e energicamente estabeleceu a sua influência em todo o Império Britânico, por exemplo através de acções como a iniciação do príncipe indiano Omdit-ul-Omrah Bahauder em 1779 em Madras (actual Chennai , capital do Estado indiano de Tamil Nadu ). A primeira Grande Loja assinalou este evento com o envio de uma carta de congratulação escrita a tinta de ouro, acompanhada de uma cópia do Livro das Constituições soberbamente encadernada...

O Mundo dá muitas voltas

Ai as voltas que o Mundo dá. Vai mais ou menos para um ano a generalidade da imprensa,e a generalidade das pessoas era rápida a condenar o exercito de Israel pelas suas acções na faixa de Gaza e no Libano, com o intuito de reduzir as incursões dos terroristas e o disparo de rockets. Acusou-se o exercito de Israel de atingir civis inocentes, etc etc. Hoje e nos mesmos cenários Libano e Faixa de Gaza ocorrem situaçoes similares. No Libano o exercito regular bombardeia campos de refugiados onde estaõ entrincheirados grupos radicais terroristas. Em Gaza as milicias do Hamas perseguem e aniquilam as forças da Fatah. Sabe-se de execuções sumárias com tiros na nuca e outras atrocidades. Em qualquer dos casos existem mortos civis. Curiosamente os média olham com paternalismo para a desgraça. Não olham como se um conflito se tratasse mas como se uma catastrofe tipo tsunami fosse. Tenho que concluir, fria e cruelmente, que quando Israel está envolvido há chacinas e massacres e morrem mui...

Uma história da Maçonaria Britânica (1737-1763)

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A crise precipitada pelo apoio da Grande Loja ao Príncipe de Gales culminou em 1741, com a parada solene da Grande Loja em Londres a ser interrompida por tumultos. Em 1747, a Grande Loja sentiu-se incapaz de continuar a organizar a sia parada pública anual. Em 1751, formou-se a Ancients Grand Lodge (Grande Loja dos Antigos), reflectindo a crescente divisão do mundo maçónico. Em Inglaterra, esta crise de autoridade da primeira Grande Loja evidentemente que conduziu a uma saída de muitos elementos. No entanto, nessa mesma altura a Maçonaria difundia-se para além das Ilhas Britânicas. Benjamin Franklin tinha impresso uma edição americana do Livro das Constituições em 1734 e, por volta de 1740, foi instalado Grão-Mestre Provincial de Filadélfia. Entretanto, à medida que a Maçonaria se espalhava pelo Mundo, tornava-se uma maior fonte de conflitos. As discordâncias entre as Maçonarias francesa e inglesa, por vezes reflectindo o explícito envolviento jacobino, criou tensões entre as Grandes...

Se a moda pega ou a lei passa...

Tamos metidos num molho de brocolos !!! Refiro-me claro aos autarcas arguidos. Há uns tempos atrás abordei este assunto, hoje retoma actualidade. De repente ficamos a saber ( o que já sabiamos mas agora de forma oficial) que uma quantidade de autarcas são arguidos nos mais variados processos. Ficamos a saber que o Governo pretende aprovar legislação que obrigue autarcas arguidos a suspenderem o mandato. Já sabiamos que alguns partidos são inflexiveis (mais ou menos conforme lhes convêm e dá jeito) nas suas opções e forçam os seus autarcas a suspenderem o mandato se forem constituidos arguidos. Se a moda pega ou a lei passa podemos de repente decapitar o poder autarquico. Podemos cair no ridiculo de um cidadão acordar mais mal disposto (eventualmente vitima de uma fortissima dor de cabeça sofrida pela sua mulher na noite anterior) e decidir apresentar queixa crime contra o Presidente da Camara da localidade onde vive porque o cão do vizinho defecou na via publica e os serviços camarário...

Centro Cultural Malaposta

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Como alguns sabem vivo em Odivelas, e já lá vão 40 anos que fiz esta emigração, o que explica o carinho com que vejo a evolução destas "terras do fim do mundo" (há 40 anos, eram...). Acontece que "cultura" não é própriamente uma filha estimada do Estado ou das entidades governamentais, nem pelo exemplo dos interesses pessoais e muito menos pelo interesse público demonstrado. Ora Odivelas escapa a este vazio de interesse. O Centro Cultural Malaposta ("A Malaposta"...) trata de corrigir, cá pelo burgo, as faltas culturais nacionais, mantendo tempos de programação com 2 anos de distância, uma actividade permanente, variada e, por vezes, ultrapassando em muito a sua área de actuação específica como foi exemplo a "BIENAL DE CULTURA LUSÓFONA" que transformou Odivelas na Capital da Lusofonia Universal durante um mês. Ontem foi inaugurada mais uma exposição para cuja visita deixo aqui um convite. É Victor Belém com os seus projectos, objectos e instalaç...

Dia Mundial do Dador de Sangue: Obrigado!

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Hoje assinala-se o Dia Mundial do Dador de sangue, que foi instituído pela Assembleia de 2005 da Organização Mundial da Saúde. É assinalado nesta data, por a mesma ser a data de nascimento de Karl Landsteiner , prémio Nobel da Medicina, que descobriu o sistema de grupos sanguíneos ABO, permitindo assim a transfusão de sangue. Esta efeméride destina-se também a assinalar o reconhecimento pelos dadores de sangue. E, neste aspecto, todos os dadores de sangue de Portugal bem merecem os parabéns que o Instituto Português do Sangue muito justamente lhes endereça, já que, no ano passado, Portugal atingiu a auto-suficiência nas reservas de sangue, graças às mais de 360.000 unidades de sangue colhidas, equivalentes a 39 dádivas por mil habitantes. O número ideal de dádivas por milhar de habitantes é de 40 a 50 por ano. Em Portugal existem presentemente 400.000 dadores de sangue, segundo o número de cartões emitido pelo Instituto Português do Sangue. Só em 2006, esse Instituto registou 298.00...

Uma História da Maçonaria Britânica (1717-1737)

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Continua-se a divulgação do trabalho do Professor Andrew Prescott , que constituiu a sua lição de despedida do Center for Research in Masonry da Universidade de Sheffield . É no contexto de uma reacção contra a existência do grupo dos Aceites na Companhia dos Maçons de Londres que se insere a criação da Grande Loja em 1717. Esta organização reclamou a jurisdição sobre os construtores de Londres e arredores e um dos seus objectivos nos primeiros vinte anos da sua existência foi a organização e articulação de uma estrutura administrativa de controlo sobre as Lojas existentes nessa área, designadamente com a emissão de cartas-patente das Lojas pela Grande Loja e a exigência desta de que aquelas obedecessem às regras por si instituídas. Paralelamente a este controlo administrativo. foi desenvolvida uma apreciável actividade cultural e social, para além de um alinhamento político no apoio ao Príncipe de Gales contra seu pai, o rei Jorge II . Por outro lado, exerceu um forte esforço no est...

Boas noticias

Em Fevereiro Rui Bandeira no seu post Carta a um Irmão deu-nos a conhecer que a filha de um Irmao da Loja tinha graves problemas de visão. Problemas que foram detectados alguns dias após o nascimento. Este Fim de Semana este Irmão usando da palavra no momento apropriado e agradecendo a todos informou que a sua filha tinha recuperado a visão a praticamente 100% num dos olhos e que no outro a evolução era muito boa e que se esperava que recuperasse também. Foram alguns meses de angustias para a familia proxima do Irmão mas com felicidade podemos dizer que as coisas correram bem. Correram bem porque R&G (chamemos-lhes assim) não desistiram não se conformaram e foram para a guerra. Correram bem porque o sistema de saude portugues ( hospitais publicos) tem equipamento e pessoas qualificadas tal qual como no estrangeiro. Correram bem porque também o Grande Arquitecto assim o quis. PAra R&G e evidentemente para a filha, que vivam até aos 120 anos com saude e prosperidade. José Ruah

Transparências 2

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O nosso JoséSR passou a assinar José Ruah, conforme Ele próprio disse, na sequência na notícia da Sábado, abandonando o “pseudónimo” que eu continuarei a usar sempre que a Ele me refira. Tal como digo num comentário, o “SR”, muito mais do que abreviatura do nome é a abreviatura do “Senhor” que ele é na vida, dentro e fora da Maçonaria. O Rui já antes era Rui Bandeira e assim continua, naturalmente. E eu mantenho o JPSetúbal que foi a “alcunha” (na linha será um “petit-nom”…) que me foi colada ao meu “Eu” quando em 1973 entrei na Xerox. Naquela casa, na altura pelo menos, todos os colaboradores, desde o “director geral” ao “paquete dos cafés”, eram conhecidos por 3 letras, iniciais dos nomes, atribuídos por uma lógica que nem sempre era coerente, e com exclusão total e absoluta de quaisquer outras designações, honoríficas ou profissionais. Em 1973 esta forma de relacionamento foi uma lição de democracia, ainda mais significativa por sair de uma multinacional americana, naturalmente ape...

Transparências

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Há algum tempo, 1 ano e tal, exprimi a minha opinião sobre o “estado da arte” no relacionamento da Maçonaria com o mundo profano. Desde sempre pensei que o “secretismo” maçónico deveria ser equacionado de maneira a que, sem perder a condição de organização discreta, pudesse transmitir à sociedade envolvente a verdade dos sentimentos, da vontade, da actividade e dos objectivos dos maçons. A curiosidade legítima do mundo profano sobre o que se passa na Maçonaria origina, se não tiver resposta adequada, toda a sorte de hipóteses e de “deitar a adivinhar”, que levam ao surgimento de ideias fantasistas, sistematicamente muito afastadas da realidade. É frequente ser confrontado com a opinião de que a Maçonaria não é senão uma organização secreta, qual antro de piratas, destinada à protecção dos interesses próprios, à conquista do poder político e económico para os seus membros, com ligações obscuríssimas aos centros de decisão nacionais e internacionais. Devo dizer que foi muito por esta raz...

Balanço

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Este é o primeiro texto do segundo ano deste blogue. Parece-me adequado que seja um texto de balanço do blogue, desde o dia 4 de Junho de 2006, em que o JPSetúbal publicou um texto, ainda com o título CHEGÁMOS fora do sítio (pois é, fomos aprendendo a lidar com isto da blogosfera à medida que... íamos fazendo). 365 dias passados, publicámos 375 textos. Desses, 191 (51%) foram publicados por Rui Bandeira, 93 (25%) por José Ruah, 81 (22%) por JPSetúbal, 5 (1%) por PauloFR e os restantes 5 (1%) por Fernão de Magalhães (2, um em Junho, o outro em Julho de 2006 e depois... entrou de férias prolongadas!), Erato (2 em Julho de 2006) e Templuum Petrus (1 experiência em Julho de 2006). Até agora, portanto, 7 Mestres Maçons da Loja Mestre Affonso Domingues publicaram aqui textos. Mas só três o fazem com regularidade, tendo publicado textos todos os meses (Rui Bandeira, José Ruah e JPSetúbal). PauloFR tem publicado textos ocasionalmente (três em Julho de 2006, 1 em Janeiro e outro em Abri...

A Santificação do Homem

O post de hoje, para desanuviar, é sobre um tema um pouco diferente da maçonaria , ou talvez não. Reproduzo aqui uma comunicação que apresentei há umas semanas atrás no coloquio: " Turres Veteras X - a Historia do Sagrado e do Profano" O Texto foi escrito para ser lido e por isso perdoarão alguma incorrecção. As citações são extridas do Livro " Torá" editado recentemente pela editora Sefer do Brasil e consequentemente estão escritas em português do lado de lá. A Santificação do Homem Quando me foi lançado este desafio, de vir aqui falar sobre o Sagrado e o Profano do ponto de vista do judaísmo, aceitei sem saber bem o que iria dizer sobre o tema. É importante lembrar que não sou Rabino nem estudioso de matérias religiosas pelo que corro o sério risco de vos apresentar algo que fique muito aquém das expectativas, mas é a minha visão do assunto. O judaísmo enquanto religião e forma de vida visa sempre a santificação do homem numa perspectiva de o tornar mais próximo d...

Uma história da Maçonaria Britânica (1583-1717)

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Prossseguindo com a divulgação do trabalho do Professor Andrew Prescott por ele apresentado na sua lição de despedida do Center for Research into Masonry da Universidade de Sheffield : 1583-1717 Em 1583, à fase do sindicalismo sucedeu a que David Stevenson chamou de “Século da Escócia”. Em 21 de Dezembro de 1583, William Schaw foi nomeado Mestre das Obras pelo rei James VI da Escócia. Dois dias mais tarde, surgiu um novo manuscrito, contendo, além do mais, cópias das lendas constantes primeiramente nos manuscritos de Regius e de Cooke. Esse novo manuscrito é hoje conhecido por Old Charges (Antigos Deveres). Circulou primeiramente entre trabalhadores de construção (maçons) escoceses. Schaw reformou radicalmente a organização dos maçons escoceses, através de dois conjuntos de regras aprovados em assembleias de maçons escoceses, em 1598 e 1599. Essas reformas incluíram, designadamente, o estabelecimento de Lojas separadas, organizadas numa base territorial, respondendo directamente p...