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A pequena idade do gelo

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A segunda metade do primeiro  milénio  da nossa era foi uma época de crescente prosperidade, que culminou no período entre   os século XI e XIII. No seu apogeu, a vimos surgir na Europa as primeiras universidades, as primeiras cruzadas e a Magna Carta. Contudo, logo no século XIV a peste negra devassa a Europa, e durante cerca de quatro séculos viveu-se um período mais difícil. Sabemos o que se passou depois: entre 1775 e 1848 surge a "Idade das Revoluções", que alteraram o paradigma de governação, dando as monarquias absolutistas lugar às repúblicas e estados constitucionais. Era o tempo do Iluminismo, o século das Luzes, que iniciou um ciclo de permanentes e aceleradas transformações que não se fechou ainda. Na figura acima podemos ver um gráfico estimado das temperaturas médias no hemisfério Norte no último milénio. É clara a diminuição de temperatura que se verificou especialmente entre 1500 e 1700. A figura não tem escala, mas estamos a falar de uma diferenç...

6ª feira X fim de Semana

Hoje é 6ª feira, dia de Euromilhões... Se fosse a Vocês não falharia, jogava mesmo, e forte, a ver se sai o Euromilhões e se também conseguem ficar "excêntricos". Eu é o que farei, pois então !!! E se ficar excêntrico vão ter que me aturar (é uma ameaça, não é uma promessa !) Bem, excêntrico já eu estou, com o centro de gravidade deslocado para uma zona impensável há uns anos (!), mas não é essa excentricidade que me entusiasma, é a outra, aquela que, a acontecer, me vai permitir comprar este blog e pô-lo só com folclore... de Trás-os-Montes pois claro ! Entretanto, e até porque essas cabecinhas pensadoras andam muito à boa vida, aqui vai um "boneco" para entreter... e pensar. Já em pequenino me tinham que fazer bonecos para eu perceber, mas não estou só, não. E esse é o mal, porque um só ainda se come, mas começando a ser muitos é uma chatice. E a precisar de bonecos para perceber, de facto, há muitos. Há mesmo muitos... muitos... E se um já é demais, o que acontec...

Caldeirada (poluição)

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Há tempos escrevi uma série de artigos sobre Maçonaria e Ambiente. Dois conceitos que aparentemente nada têm a ver um com o outro. Procurei mostrara alguns pontos de contacto possíveis. Hoje, numa escala bem mais ligeira, proponho-me demonstrar uma ligação ainda mais difícil de conceber: FADO E MEIO AMBIENTE! A Antena 1 apresenta, um pouco antes das 13 horas, de segunda a sexta-feira, uma rubrica que genericamente se intitula Alma lusa . Nela, é transmitido, após um breve comentário do autor da rubrica, um fado - o género musical que o autor da rubrica entende (e eu concordo!) mais bem retratar a alma da lusa gente. Há dias, foi transmitido um fado, cantado pela grande Amália Rodrigues, que foi editado originalmente em 1977 e se encontra integrado em algumas colectâneas de fados por ela cantados. Ora vejam lá como a preocupação pela conservação do Meio Ambiente e pela acção depredatória do mesmo pelo Homem também pode ser objecto de um Fado. Da autoria de Alberto Janes (autor também do...

MAÇONARIA E AMBIENTE- Conclusão: Fazer diferença

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Apelar às boas práticas de poupança e protecção do ambiente há muito quem faça. Ele é o grupo que trata das espécies ameaçadas, ele é a associação que denuncia as duzentas e cinquenta e sete mil e quinhentas maneiras de poluir a água, o ar, o solo e as mentalidades, ele é a organização que pugna pelos parques naturais... Para chamar a atenção sobre a causa da protecção do ambiente existem muitas e variadas associações, organizações, comissões. Uns mais fundamentalistas, outros mais pragmáticos. Uns pugnando pelas energias renováveis, entre as quais a energia hídrica, outros lutando contra a construção de barragens produtoras de energia hídrica, em nome da preservação da Natureza mais natural, verde mais verde não há... A conservação do ambiente está na moda! O aquecimento global parece que está aí e agora todos acordaram, despertados pelo toque do despertador da urgência do aqui-del-rei que o efeito de estufa vai estragar isto tudo, somos todos uns inconscientes que estamos a dar cabo...

A Maçonaria X Ambiente

Estive estes últimos dias completamente fora do A-Partir-Pedra (claro, já sei que bem podia continuar, obrigado !) mas como o tema Maçonaria versus Ambiente se mantém resolvi incluir mais um apontamento. De facto tenho mais algumas coisas que gostaria de preparar para ajudar à discussão, mas as coisas têm estado demasiadamente animadas cá pró meu lado, fazendo com que não tenha tido nem disposição, nem concentração, para acompanhar os nossos queridos colaborantes blogueiros (o Rui, o Bandeira, o R.Bandeira, o RB, … uma data deles!). Entretanto apanhei alguns vídeos sobre a participação dos Maçons brasileiros na defesa da Amazónia. A Maçonaria Regular do Brasil, organizada sob o Grande Oriente do Brasil não é de capinar sentada no que se refere à participação política e todos os dias recebo notícias sobre intervenções do GOB e/ou de Lojas estaduais (como eles dizem) em assembleias, comissões de estudo, participação em iniciativas legislativas, sendo que na maioria dos casos a particip...

MAÇONARIA E AMBIENTE: O paradigma do Valor

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Para se trocar um bem por outro, há que calcular quanto vale cada um. Para facilitar o processo de troca, criou-se a moeda. A moeda é a referência do valor de todos os bens. A moeda, a troca, o mercado são os pés do tripé que sustenta a economia global. Mas não é a moeda que estabelece o valor de um bem. É suposto que uma dada quantidade de moeda represente o valor de um bem. O Valor dos bens é intrínseco e logicamente anterior à sua expressão monetária. O problema é que a nossa Civilização criou um paradigma de Valor que não é perfeito. O paradigma do valor que estabelecemos respeita à QUANTIDADE de algo que nele está inserido: quantidade de matéria, quantidade de trabalho nele introduzida, quantidade de custos necessários para o produzir e comercializar. Exemplificando: o valor de uma jarra corresponde ao valor da quantidade de material de que ela é composta, mais o valor do trabalho necessário para a fabricar, mais os custos de produção e comercialização da mesma (lucro dos divers...

Variações sobre e=mc2

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O simple elaborou um comentário ao texto MAÇONARIA E AMBIENTE: e=mc2 que merece ser puxado para o corpo principal do blogue, quer pelo seu interesse intrínseco, quer por suscitar várias questões. É algo longo e, com as considerações que o comentário me suscita, vai resultar num texto maior do que o habitual, mas acho que vale a pena ler. O Rui, como nos tem habituado, começou bem e acabou melhor. De facto, estamos em plena fase de transição de uma forma de energia (o petróleo) para outra (sabe-se lá qual...) e temos que ser cautelosos com o rumo que tomarmos. Pelo meio, contudo, o Rui vacilou um bocadinho - não é a sua área, e não tem obrigação de a dominar com precisão. Vou tentar, já que o Rui abordou o assunto - que, reconheça-se, não é nada simples - aclarar um ou outro ponto. Como descobriu Lavoisier, "nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" . Contrariamente ao que parece empiricamente, na combustão não há transformação de matéria em energia; o que há é liberta...

MAÇONARIA E AMBIENTE: e=mc2

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A civilização humana actual baseia-se no consumo de energia. Usa-se energia para produzir. Usa-se energia para transportar. Usa-se energia para consumir. A energia é tão vital para a civilização humana, tal como a entendemos nos tempos actuais, como o ar para uma pessoa. O problema é que a energia que existe em abundância (por exemplo, a solar) não é fácil de utilizar. Não é fácil pegar num pouco de energia solar e colocá-la dentro do reservatório do nosso automóvel, para a utilizar como combustível... O problema é que a civilização humana tem tendência para se desenvolver sempre através da solução mais fácil. Durante séculos, a necessidade de aquecimento foi suprida com o recurso à queima de madeira, recurso abundante e de fácil obtenção e utilização. Com a descoberta das potencialidades da energia do vapor de água, a obtenção deste fez-se à custa da queima de carvão. Com a descoberta do motor de explosão, a obtenção da energia necessária para movimentar o veículo fez-se à custa...

A Terra, 4600 milhões de anos depois... (HOJE)

Meus Caros, se puderem não deixem de acompanhar esta iniciativa. Aviso mesmo em cima da hora mas também só tive a notícia agora, e como "vem mesmo a calhar" relativamente a várias intervenções feitas aqui nestes últimos dias, entendi que pode e deve ser do interesse geral. A Terra, 4600 milhões de anos depois... Caro (a) amigo (a), como utilizar os recursos da Terra? Haverá diferenças entre a qualidade do ar que respiramos em casa e na rua? Sabia que o óleo que usa para fritar batatas pode ser reutilizado para fabricar sabão? No próximo Sábado, dia 10 de Novembro , os especialistas que o vão esclarecer sobre estes temas no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva não têm mais de dezoito anos. Vêm de diferentes pontos do país para apresentar os seus projectos Ciência Viva perante um painel de cientistas e animar o debate com o público. Às 16 horas, decorre a sessão oficial de lançamento do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT) em Portugal, com a participação do Director Exe...

MAÇONARIA E AMBIENTE - Demografia: Infecção ou nem por isso?

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Existe um sítio na Rede, em inglês, que mostra, de maneira particularmente impressiva, o ritmo de crescimento da população humana no Mundo e todo um conjunto de dados, quer inerentes à população (número de infectados por HIV, número de doentes com cancro, quantidade de pessoas que passam fome), quer inerentes ao estado do planeta, poluição e exploração dos seus recursos (temperatura média global, emissão de CO2, espécies extintas, área de floresta perdida e área de floresta replantada, área desertificada, petróleo extraído, petróleo derramado nos oceanos, reservas de petróleo, sua duração, resíduos nucleares). É o Relógio da Terra . A consulta dos dados deste sítio é elucidativa. No que a este texto respeita, fiquemo-nos pelos dados demográficos: existem presentemente mais de seis mil, seiscentos e trinta milhões de seres humanos à face da Terra, dos quais mais de quarenta e cinco milhões infectados com o vírus HIV e mais de sete milhões sofrendo de cancro. Só desde o princípio do corr...

Reincidência... reincidente

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Tive 2 dias muito complicados em termos de ocupação de tempo e tive que desleixar a atenção ao nosso “A-Partir-Pedra”. Agora que recuperei o “estado do blog” li o comentário do nosso Amigo e atento Simple Aureole. Bem, meu caro, obviamente que Lhe devo uma explicação. Tentarei, pois… 1- Não fiz, ou pelo menos não quis fazer, qualquer comparação entre coisas que, para mim, são incomparáveis, como sejam “um Pai”, ou candidato a tal, e os monstros que referi no post. Trata-se, meu caro Simple, de uma ilação que não tem qualquer correspondência com a minha cabeça e se o que escrevi o levou àquela conclusão, então peço-lhe desculpa pela falta de capacidade na expressão das ideias. 2- Não faço qualquer confusão entre controlo da natalidade, solidariedade e truques para obtenção de apoios sociais. 3- Os Pais têm, entre outros, o direito inalienável de decidir sobre ter ou não ter filhos, quantos e quando, competindo aos políticos de serviço a decisão sobre os apoios à natalidade que, do ponto...

Reincidência abelhuda

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HANDBAG € 32.- / Food for a week € 4.- A culpa não é minha ! Obrigam-me a isto… Quero estar sossegado a pensar em coisas simpáticas e vêm pôr-me debaixo do nariz artigos ou a expressão de opiniões que me fazem “comichão”. Não chegava o caríssimo “Simple Aureole” quando aparece o Expresso e o seu colaborador Fernando Madrinha, a moer-me o juízo com “fotografias” da realidade mais triste, brutal e incompreensível que podemos encontrar no nosso dia a dia. E vêm mesmo a propósito do tema que o R.B. pôs em foco no blog. Bom, mas antes de me virar para o outro lado deixem-me terminar o meu ponto do post passado. Não estou, nem um bocadinho, de acordo com aquela cena do pessoal deixar de ter filhos ! Meus Caros, deixem lá esse controlo dos excedentários para aqueles que se dedicam por inteiro a essas tarefas. Ao longo do tempo muito tem sido feito pelo “controlo dos excedentes humanos”, desde o tempo dos gregos e dos romanos, dos suecos que invadiram quase toda a Europa à espadeirada, a...

Meter o bedelho

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Procurava eu uma boa razão para trazer ao blog algumas imagens que tenho em reserva, e eis que o nosso bom Amigo “Simple Aureole” a proporciona com o comentário que nos deixou à última intervenção do Rui. E aqui estou eu a meter o bedelho no post/comentário do Rui/Simple ! AFTERSHAVE € 35.- Basics for a new home € 6.50 Caro “Simple”, o seu pensamento final, deixou-me com uma certa “comichão” espiritual. Indiscutivelmente parece haver falta de muita coisa (de tudo, diz o “Simple”) só que interessa analisar se de facto as coisas faltam ou se apenas estão mal distribuídas. Uma coisa é haver falta de muita coisa e outra é haver falta de muita coisa (tudo ?)… a alguns ! E estou de acordo que esta questão é, absolutamente, uma questão de ambiente. Meu Caro, ambiente é tudo, tudo o que produzimos e não produzimos, aproveitamos e não aproveitamos, usamos ou não usamos. Tudo isso é ambiente porque é disso tudo que o ambiente é feito. E não só da chuva, do vento ou do Sol. Mesmo mais, a influên...

MAÇONARIA E AMBIENTE - Intróito: desculpem lá, mas...

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O Muito Respeitável Grão-Mestre da GLLP/GLRP solicitou aos Irmãos da Obediência que procurassem reflectir e elaborar trabalhos sobre a temática do ambiente. A Maçonaria Regular não discute opções políticas, mas não ignora os grandes temas da Civilização e da Sociedade e procura ajudar a reflectir sobre eles, estejam ou não na ordem do dia, sejam ou não objecto de controvérsia. O Homem que se insere no seu tempo, que procura compreender-se a si próprio, compreender os demais, o Mundo, e busca descortinar o significado da Vida, da Criação e do relacionamento do Material com o Imaterial não pode deixar de reflectir sobre os grandes temas do seu tempo. E o Ambiente e sua defesa são, indubitavelmente, nesta fase da Civilização, temas candentes, urgentes, incontornáveis. A Maçonaria, que é Tradição na Modernidade, não deve, pois, abstrair-se de neles reflectir também. Sou, no entanto, obrigado a confessar que a temática ambiental não é uma das minhas preferidas. Até por deficiências - que a...

15001 blogues aderem ao Dia de Acção pelo Ambiente

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O anúncio da entrega do Prémio Nobel da Paz a um americano só se explica pelas razões que acompanham essa decisão. De facto a grande maioria das expectativas estiveram bem longe deste premiado, mas é preciso reparar atentamente no americano que foi premiado e as razões aduzidas. Não se trata de um americano qualquer, mas de um homem que tem feito da defesa do ambiente uma cruzada (bem paga, mas cruzada !) de esclarecimento pela necessidade de protecção do ambiente, percorrendo o mundo (esteve em Portugal há poucos meses) ensinando, divulgando o que está mal e e apontando a maneira de fazer bem. É claro que todas as questões relacionadas com o ambiente têm a ver com todos nós, com a manutenção da vida terrestre (pelo menos no formato que conhecemos e em que existimos) e com o futuro dessa mesma vida, qualquer que seja o modelo que se considere. Também é claro que esta decisão não é completamente inocente, sabemos que os Estados Unidos estão em plena corrida eleitoral, que a administraç...

Ambiente e Maçonaria

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Em posts anteriores todos os 3 habituais ocupantes deste espaço se referiram à deslocação que fizemos a Bragança, a “casa” dos nossos Irmãos da Respeitável Loja Rigor. Retorno ao assunto porque uma das surpresas que nos foram proporcionadas por aqueles nossos Irmãos foi um passeio pelo Douro internacional, com Portugal de um lado e Espanha do outro, dividindo (ou unindo ?) 2 partes de uma área ecológica, protegida como Parque Nacional, um lado de Portugal e o outro lado de Espanha. Tivemos a possibilidade de ser acompanhados por um antigo director daquele parque que com toda a paciência e saber, foi explicando, em complemento das explicações da guia oficial, os segredos do local, mostrando as aves, várias por cuja continuidade de existência se luta pois estão em vias de extinção, assim como espécies florestais raras que por estas paragens sobrevivem em condições de grande precaridade, enfiadas nas rochas que bordejam o Douro em alturas que atingem os 300 metros. Uma preocupação clarame...