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Solstício de Inverno

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Ontem foi o solstício de Inverno. É o dia mais curto do ano, e a noite mais longa. Até aqui os dias foram progressivamente encurtando, cada um com menos luz do que o seu predecessor. A partir de hoje, porém, cada dia será, progressivamente, um pouco mais luminoso que a sua véspera - até ao solstício de Verão, dia mais longo do ano, e noite mais curta. Chegados aí, os dias passarão a ser progressivamente mais curtos, até que, de novo, chegue o solstício de Inverno. Este ciclo solar - a repetição das estações - não passou despercebido aos nossos antepassados, e o passar das eras carregou-o de simbolismo. O Homem, divinizando as forças da natureza - e o Sol em particular - interpretava como podia esta alternância entre  luz e escuridão, entre abundância e escassez,  entre vida e morte. As antigas feiticeiras -  ervanárias,  na verdade - atribuiam nomes fantásticos, como asas de morcego ou dentes de dragão, às ervas que usavam nas suas poções. Com essas iden...

Segurança informática

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Uma vez deixei o carro mal travado num parque de estacionamento, e ele foi bater noutros dois. Não houve danos pessoais, tanto mais que ninguém estava presente. A seguradora pagou os danos que o meu carro causou nos outros e os danos do meu carro saíram-me do bolso. Tirando as fotos e o gozo dos colegas, a história ficou por ali. Não é este, no entanto, o típico acidente automóvel. O normal é o condutor, ou um peão, fazerem alguma coisa de errado –pode ser uma manobra desastrada, ou mera distração que leve a uma omissão – e em consequência disso haver um acidente, frequentemente com danos pessoais. Quando os acidentes ocorrem na estrada já todos sabemos o que há a fazer. Afinal de contas, por um lado, as regras do código da estrada já têm muitos anos – de facto, é de 3 de Outubro de 1901 a publicação do Regulamento sobre Circulação de Automóveis, e de 1928 o primeiro Código da Estrada. Por outro, não podemos conduzir um automóvel sem aprender primeiro como se faz, e passar um ...

Homo homini lupus

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A organização social das alcateias tem vindo a ser extensivamente estudada desde os anos 60 do século passado por L. David Mech, que começou pela observação do comportamento de várias alcateias que se haviam constituído em cativeiro a partir de indivíduos dispersos - reproduzindo o entendimento que se tinha, de que estes se reuniriam para, juntos, fazerem frente aos desafios trazidos pelo Inverno.  A hipótese inicial a que as observações levaram este cientista foi a de que os lobos se organizariam em torno de um "macho alfa", mais forte, que exigia acesso preferencial à comida e às fêmeas, por exemplo, mas também a locais de abrigo ou certos papéis nas atividades do grupo. Esta hipótese do "macho alfa" explicava o comportamento verificado, de constantes lutas entre machos no sentido da dominância de uns indivíduos sobre os demais. Mais de trinta anos depois, Mech apercebeu-se de um erro que derrubava impiedosamente as suas conclusões: o que tomara por...

O TEMPLO MAÇÓNICO E A REGULARIDADE

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A \ G \ D \ G \ A \ D \ U \ i) Preliminar ii) Conceito de Templo iii) Conceito de Templo Maçónico iv) Desenho do Templo Maçónico v) Organização do trabalho no Templo vi) Significado esotérico do Templo Maçónico vii) Epílogo i) Preliminar Aspectos gerais do Templo Maçónico, de acordo com a prática do R \ E \ A \ A \ no Gr \ de A \ ii) Conceito de Templo Templo – segundo o Dicionário da Lingua Portuguesa é um edifício destinado ao culto de uma religião; um monumento em honra de uma divindade, ou um qualquer lugar sagrado ou venerável. O dicionário Priberam da Língua Portuguesa diz-nos ainda que é o lugar onde a maçonaria celebra as suas sessões e que também assim pode ser chamada a Ordem dos Templários. Templo – segundo a wikipedia, vem do latim templum , "local sagrado " e é uma estrutura arquitectónica dedicada a um serviço religioso ou a um culto . O termo no sentido figurado é o reflexo do mundo divino, a habitação de Deus sob...