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Léxico maçónico: Ágape (republicação)

Este texto que hoje é republicado e que pode ser acessado no seu original aqui  é da autoria do  Rui Bandeira  e já foi alvo de uma consideração póstuma que foi publicada uns anos mais tarde neste mesmo blogue e que também pode ser consultada  aqui  . O Ágape ritual é uma das componentes mais belas do próprio ritual maçónico. Nele se vive e prolonga a fraternidade vivida na Cadeia de União. Ele é um prologo da vivência em Loja e onde todos, também ao mesmo nível, podem falar, sem estarem a violar qualquer preceito maçónico ou até mesmo por estarem subscritos ao "silêncio" referente ao grau a que alguns dos elementos da Loja possam estar remetidos durante a execução de uma sessão maçónica e ao mesmo tempo para aproveitar para tomar uma refeição em conjunto. Assim, depois desta pequena introdução ao tema de hoje, deixo-Vos com o texto na íntegra: "Léxico Maçónico: Ágape Nos vários textos anteriores, foi várias vezes mencionado o termo "ágape", aliás nu...

O visível limite da Tolerância!

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A Maçonaria, sendo algo de sério, não tem que ser sisuda. Os maçons tratam do que é sério com seriedade, mas também sabem descontrair, brincar e utilizar o humor para evidenciar pontos de vista, quando é o momento e o ambiente para tal. O episódio que vou contar é uma demonstração disso mesmo. Ocorreu recentemente, no decorrer de um ágape da Loja Mestre Affonso Domingues. Os ágapes são importantes complementos das reuniões maçónicas. No decorrer das sessões trabalha-se de modo sério, compenetrado, concentrado e tão eficiente quanto possível, sobre os assuntos que são objeto da reunião. Finda a sessão formal, os obreiros da Loja reúnem-se então à volta de uma mesa e, partilhando uma refeição, convivem, conversam, debatem, brincam, enfim, conhecem-se melhor e reforçam os laços entre si. É frequente que, mesmo nesse ambiente descontraído, sejam colocados temas para debate ou análise que, sendo sérios, não perdem nada em serem tratados de forma mais coloquial. Foi o caso num...

O saber calar-se

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A sessão fora produtiva e algo longa, e todos ansiavam já pelo momento de confraternização que se lhe seguiria. Como é regra, todos os aprendizes e companheiros haviam observado absoluto silêncio durante a sessão, não podendo pedir a palavra nem manifestar-se. Agora que a sessão tinha terminado, falavam aberta e incessantemente de tudo e de nada, uns aqui sobre um pormenor da sessão que não tinham percebido ou sobre o qual queriam saber mais, outros de assuntos mais mundanos, outros ainda auxiliando-se mutuamente na arrumação do templo - que é, precisamente, uma das incumbências dos aprendizes. Seguiu-se o ágape - uma refeição em conjunto - em que todos podem falar. E todos o fazem, e é precisamente o que se pretende. //  Em sessão de loja não se pode falar sem primeiro pedir a palavra, mas não basta pedir, não basta um "com licença" para legitimar que se tome a palavra de imediato; é necessário esperar que quem tenha a palavra termine o que tem a dizer, pedir...

O ágape

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Este tema já foi objeto de um texto aqui no blogue, nos idos de setembro de 2006. A estrutura de um blogue tem a desvantagem de sepultar nas profundezas dos índices os textos que vão ficando antigos - e, na voracidade do tempo que é apanágio da Sociedade de Informação, o mês passado já é tempo antigo, o ano transato já cheira a antiguidade remota... Pouco terei a acrescentar ao texto atrás referido, mas parece-me valer a pena retomar o tema e relembrar para que serve e o que significa, para os maçons, o ágape. O ágape é a refeição que os maçons partilham logo após (de preferência) ou imediatamente antes (se assim tiver de ser) de uma reunião de Loja. É considerado a extensão dos trabalhos da Loja. Destina-se a aprofundar os laços de amizade e fraternidade entre os elementos que compõem a Loja e a debater assuntos de interesse comum, num ambiente mais descontraído e informal do que os trabalhos rituais. Em termos de formalismo, o ágape pode ser ritual, formal com libações ou informal. ...

Léxico maçónico: Ágape

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Nos vários textos anteriores, foi várias vezes mencionado o termo "ágape", aliás num deles definido como refeição tomada em conjunto por maçons, em regra depois, ou imediatamente antes, das reuniões de Loja. Em circunstâncias ideais, as instalações onde decorrem reuniões de Lojas devem estar preparadas para ter uma sala, de tamanho adequado e devidamente mobilada, onde possa ser servida e consumida a refeição, e ainda local para a confecção desta. Durante um ágape, são efectuados pelo menos sete brindes, dedicados ao Presidente da República, a todos os Chefes de Estado que protegem a Maçonaria, ao Grão-Mestre, ao Venerável Mestre da Loja, aos demais Oficiais da Loja, aos Visitantes (ou, nos ágapes brancos, às senhoras presentes) e a todos os Maçons, onde quer que se encontrem. O ágape branco é um ágape em que estão presentes não maçons, em regra familiares e amigos. No ágape branco, o cerimonial é aligeirado ao mínimo, mantendo-se apenas os brindes. O ágape ritual é considera...

Gastronomia Maçónica - 3

Pois é !! Estou de acordo com quase tudo o que o Rui diz. Também creio que não há gastronomia Maçonica, que para comer uns petiscos com uns gajos porreiros não é preciso grande coisa, etc. Mas só estou de acordo com quase tudo. Não espirito que aguente um estomago vazio. Mas um estomago não se deve encher sem preceito. E é aqui que penso que entra a Maçonaria. Criar um preceito para que os estomagos nos agapes se encham com a mesura do comedimento que deve ter um Maçon. Não estou aqui a dizer que temos que ter um repasto frugal, tipo uma folha de alface , meio rabanete, um tomate Cherry com uma azeitona espetada num palito. ( com um pouco de vinagre balsamico, azeite de qualidade uma pitada de sal e uma volta de moinho de pimenta fica um "amuse bouche" simpatico) Mas um repasto após uma sessão em que tentamos elevar a nossa espiritualidade, tem que permitir que no final quando vamos para casa sobre alguma coisa (dessa espiritualidade). Não é por acaso que existem Brindes ritu...