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Entrar é apenas o princípio!

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Há poucos dias, o DG publicou aqui no A Partir da Pedra um texto a que chamou “ A conversa que ninguém quer ter ”, onde abordou uma questão que me parece não só pertinente como também inevitável hoje em dia: o envelhecimento da Maçonaria e a necessidade de conseguirmos atrair e manter novas gerações. Começo por dizer que partilho a sua opinião quase na íntegra e, na verdade, este texto não pretende propriamente apresentar uma visão contrária à sua. Ao lê-lo fiquei sobretudo com vontade de pegar numa das duas partes da questão que colocou, como atrair e como manter, e desenvolver um pouco mais a segunda. Também acho que temos demasiada burocracia, que não faz muito sentido ocupar uma parte importante de uma sessão com assuntos administrativos que poderiam ser tratados de outra forma, que podemos utilizar melhor a tecnologia precisamente para retirar parte dessa burocracia da Loja e que devemos criar mais espaço para a discussão, para a formação e para aquilo que verdadeiramente nos lev...

Conversas com a IA: declaração pública de pertencer à maçonaria

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Inspirado  pelo filosofo Leandro Karnal, que em seu canal do YouTube tem sessões de conversa com a IA, resolvi colocar o ChatGPT em uma entrevista.   Considerando que o treinamento dos models de IA é feito com dados públicos e privados, é natural que o modelo reflita parte da opinião comum da população. Claro que a maneira como as perguntas são feitas levam à uma determinada resposta, afinal a escolha das palavras pela IA é estatística e baseada nas palavras anteriores. É por isso que a IA concorda com você na maioria das vezes, exceto quando desafiada a estruturar a resposta com passos de “raciocínio”. Na entrevista abaixo desafiei a IA a expor suas “estatísticas“ sobre a maçonaria atual e sobre o direito de permanecer à maçonaria de forma não-declarada. Aproveitem. Fábio:  Tenho uma década de maçonaria. Fui iniciado no Brasil e, desde que moro em Portugal, frequento uma loja portuguesa. Quero saber a tua opinião sobre ser maçom nos dias de hoje. ChatGPT:  Eu não ve...
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  HUMANIDADE 3 - RESPOSTAS Não é novidade ! Tenho insistido no objetivo do “ser Maçon” e “ser Maçon” significa a aceitação diária, permanente de “polir a pedra”, entenda-se melhorar o Homem, ajudar a Humanidade a ser “Justa e Perfeita”. É este o entendimento do “ser Maçon”, conforme aceite sob juramento é sua obrigação ajudar os outros homens a serem mais Livres, ajudar a sociedade humana a ser mais Fraterna, compreender e fazer compreender que os Homens são todos iguais na sua característica única que é o de serem humanos. É esta a coluna vertebral deste corpo maçónico. O objetivo, sobreposto a quaisquer outros interesses, é ajudar a fazer a Humanidade mais Livre, mais fraterna, mais Igual. É este o trabalho do Maçon. E este trabalho tem sido feito ? De facto a Maçonaria tem lutado e os Maçons têm distribuído Liberdade, Fraternidade, Igualdade pelos seus pares ? Basta ouvir e/ou ler as notícias diárias e jornais e/ou noticiários televisivos para constatarmos que o percurso p...

O Sol esteve sempre lá!

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Na passada quarta-feira, dia 12, como muitos outros portugueses, parei para observar o eclipse do Sol. É algo que normalmente só vemos acontecer noutros sítios, mas desta vez calhou-nos a nós. Há mais de um século que não se via algo assim por terras lusitanas, o anterior aconteceu em 1912. O próximo? Teremos de esperar até 2144 para voltar a ter um eclipse total do Sol em território português, ou seja, segundo a lei da vida, será algo único para nós. Sendo algo tão raro, todos quisemos observar a Lua a avançar lentamente sobre o Sol e depois a deixá-lo para trás novamente. Algo lógico, conhecido e perfeitamente explicado do ponto de vista astronómico, mas, fazendo um dos nossos paralelismos, notamos que o Sol continuou exatamente onde sempre esteve, com a mesma dimensão e a produzir a mesma luz. Não perdeu intensidade, não se apagou e não desapareceu. Apenas, e durante algum tempo, alguma coisa se colocou entre o Sol e nós. Para quem é maçom e sabe que a Luz assume um significado muit...

A conversa que ninguém quer ter

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    Introdução O presente artigo é uma reflexão sobre um artigo que saiu no Financial Times  ( Link do artigo ) e que retrata a realidade da maçonaria regular na Inglaterra, assim como as dificuldades que tem tido no recrutamento e na consequente continuação.    É inegável que a maçonaria teve uma grande importância no desenvolvimento dos ideais iluministas, na forma de pensar e mesmo na conduta dos governos do final do séc. XIX e no decorrer de todo o séc. XX. Desde o seu início em 1717 que a maçonaria esteve empenhada em construir o grande edifício que é a sociedade. Umas vezes construiu edifícios fortes, noutras edifícios mais frágeis, sem nunca, claro está, haver alguma polémica por trás.    A maçonaria regular como irmandade iniciática tem algumas características que a definem: a beneficência e a ritualística filosófica. No que concerne à primeira, há várias associações que o fazem de forma muito eficiente e que dispensam toda a ritualística da ma...

O Peso do Malhete

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Na primeira sessão de Julho, fui eleito Venerável Mestre da Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues, e e screver ou até pensar nesta frase ainda me parece estranho. É uma mistura de orgulho, alegria, gratidão e, há que dizê-lo, também de algum peso. Ainda não fui instalado, nem tão pouco me sentei na Cadeira de Salomão ou peguei no malhete de VM, mas penso que comecei a sentir o peso da responsabilidade no momento em que o resultado da votação foi anunciado. Na nossa Loja, como em outras, existe a tradição de o caminho até ao Oriente não aparecer de repente, vai-se fazendo através do exercício de diferentes cargos, primeiro observando, depois ajudando, assumindo responsabilidades e aprendendo a olhar para a Loja de diferentes lugares. É um percurso que se vai preparando e que, de alguma forma, também se vai esperando e até ambicionando. Mas uma coisa é sabermos que estamos nesse caminho, outra é chegar o momento em que os nossos Irmãos são chamados a votar.  Por muito que a tradi...
  HUMANIDADE 2 - INTEGRAÇÃO Ruben Portinha Há pouco tempo fui surpreendido pela RTP. Assistia à transmissão de um programa de entretenimento musical com o Fernando Pereira, imitador famoso, cantor, entretainer com carreira longa e cheia de êxitos pelos palcos do mundo. Fernando Pereira apareceu acompanhado por diversos convidados e entre eles uma figura que se cruzou comigo nos idos da TVL por razões que, na época, nada tinham a ver com música. Refiro-me a Ruben Portinha, velho conhecido e pessoa que me deu a honra de poder acompanhar nalgumas das suas atividades, na época muito longe da música que ele hoje interpreta e muito bem, refira-se. O Ruben Portinha é invisual e na época que refiro (estávamos em 2013) era, além de desportista valoroso, Presidente da direção da ANDDVIS ( Associação Nacional de Desporto para Deficientes Visuais) , lutando com enormes dificuldades para manter e desenvolver a atividade de apoio social que era seu objetivo. Foi nessa qualidade que o c...