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O outro termo da equação

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A afirmação de que o que se busca na Maçonaria é o aperfeiçoamento individual através da interação com a Loja transcrita para linguagem matemática seria qualquer coisa como Maçom + Loja = Aperfeiçoamento. O primeiro termo da equação, o Maçom, é abundantemente tratado nos escritos, nos seus mais variados aspetos. É natural: os maçons que escrevem sobre Maçonaria integram eles próprios o primeiro termo da equação, conhecem-no literalmente por dentro e por fora, é mais fácil escrever sobre o que se conhece, analisar o que o próprio sente, definir os objetivos que o próprio anseia. Mas, para que a equação funcione, exista realmente, é indispensável a presença e o efeito do seu segundo termo: a Loja. É a Loja que é o ponto de confluência de todos os obreiros, onde todos levam as suas idiossincrasias pessoais, mas também os seus esforços, preocupações e anseios. É no confronto de tudo aquilo que se junta e partilha na Loja que cada um escolhe e retira os materiais e as ferra...

A pedra bruta (republicação)...

Para a habitual publicação das "segundas-feiras" irá rever a luz um texto em forma de alegoria que o  Paulo M.  publicou aqui no  "A Partir Pedra" , e que pode ser consultado no seu original  aqui , que aborda a "Pedra Bruta", conceito maçónico este que os nossos habituais leitores já deverão ter depreendido que é um tema que me é muito caro.  E como para o maçom o processo da sua transformação,  inicialmente sendo ele uma simples "pedra bruta" ( o seu Eu , com os defeitos e vícios adquiridos ao longo da sua vida) para se tornar numa "pedra polida" (sendo este um estádio mais avançado, evoluído de si mesmo) ser deveras importante, dado que o aprimoramento moral - o seu auto-aperfeiçoamento ! - é necessário para uma conduta social, profissional, inclusive familiar(!) exemplar; já para não falar (passe o pleonasmo) de que essa evolução ser também  necessária também no seio da Maçonaria, porque apenas reconhecendo aqueles que são l...

O sentido da vida

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Todo o ser humano, mais tarde ou mais cedo, mais ou menos frequentemente, se interroga sobre o sentido da vida. As religiões resultam, em última análise, dessa primordial interrogação, procurando cada uma delas dar resposta à mesma.  Confrontado com a crença religiosa que a sua cultura lhe disponibiliza, o indivíduo tem, basicamente, uma de três reações. Ou aceita essa doutrina, ou a rejeita ou aceita elementos, ainda que modificando-os, dessa tradição, mas busca ir mais além e mais fundo. Se o indivíduo aceita a doutrina da crença religiosa que a sua cultura lhe disponibiliza, o seu problema está resolvido: o sentido da sua vida contém-se nos princípios dessa doutrina, cumpre, ou procura cumprir, os preceitos dessa religião e busca a Salvação ou a Evolução que a doutrina da sua religião preconiza. Sabe qual é o seu lugar e a sua função no mundo e na vida. Não precisa de se questionar mais. Se o indivíduo rejeita a crença religiosa que a sua cultura lhe disponibili...

"Arte Royal"...

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Na publicação de hoje, trago para Vossa leitura algo um pouco diferente do que é habitualmente publicado por cá, ou seja, hoje "verá aqui a Luz" um pequeno poema de minha autoria. "Arte Royal" Era de noite... e debaixo de uma acácia que me era conhecida eu repousava. Reparei que na abóbada celestial flamejava uma estrela, e que por ser tão bela, certamente que, seria obra de um sapiente geómetra.  Que com a força do seu punho a cinzelou e no céu a estabeleceu... É nestes momentos, de rara nostalgia, e vislumbrando a natureza que me rodeia, que sinto que quase não sei ler nem escrever, e que dificilmente conseguirei soletrar o quer que seja... Ou não fossem as palavras que ficam, por vezes, por dizer,  serem tantas como as espigas dos nossos campos; e que por isso, por vezes, me parece que a carne se me desprega dos ossos... Depois, acordei e vi que a luz me inundava o quarto e que tudo tinha sido um mero sonho. Um sonho ...

Carlos Antero Ferreira (24/2/1932-14/1/2017), maçom simples

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A imprensa divulgou a notícia do falecimento do professor Carlos Antero Ferreira, arquiteto, professor da Faculdade de Arquitetura de Lisboa, historiador, ensaísta, poeta, que foi Presidente do Centro Cultural de Belém, Presidente do Conselho de Administração e do Conselho Diretivo da Fundação das Descobertas, depois de ter sido Presidente do Instituto Português do Património Cultural, mais tarde Instituto Português do Património Arquitetónico e Arqueológico. A imprensa informou também que Carlos Antero Ferreira foi responsável pela transformação do Departamento de Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, hoje integrada na Universidade de Lisboa, e que recebeu vários galardões e distinções e escreveu mais de duzentos títulos, entre livros de divulgação, ensaios e poesia. Carlos Antero Ferreira foi, reconhecidamente, um homem que fez coisas importantes e, a nível académico, da gestão do património...

"Eu, Pedra Bruta que sou..."

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Já no texto que publiquei  anteriormente  e que abordava este conceito de "Pedra Bruta" tive a oportunidade de abordar um pouco o que ela é e representa para a Maçonaria; ou seja, é nela que reside a essência de um maçom (e) no que respeita ao desenvolvimento do seu trabalho pessoal na construção de si mesmo, nomeadamente no que é o seu auto-aperfeiçoamento como ser humano. Assim, hoje volto novamente a abordar esta temática, que me é muito cara também, com uma reflexão que efectuei há uns anos atrás e que para mim ainda é muito presente no meu "pensamento" e que pode ser consultada no seu original  aqui. "Eu, Pedra Bruta que sou..." Um dos vários motivos que me levaram a “bater à porta” do Templo e entrar na Maçonaria, e o mais importante (disso tenho a certeza!) foi o de precisamente puder “desbastar a minha pedra bruta”. Pedra Bruta essa que não é uma capa ou camada rochosa que sirva de sustentação para a minha pele ou corpo; mas ...

Comunicação do Grão-Mestre da GLLP/GLRP por ocasião do solstício de inverno

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Enlaço todos os irmãos num enorme abraço em cadeia fraterna. Dizer-vos mais uma e outra vez obrigado: pela vossa comparência e por todos os momentos de fraternidade feliz que me ofereceis. Desassistido da mão amiga e fraterna dos demais irmãos obreiros sou infeliz e não consigo efectuar, sozinho, grandes desígnios e empreendimentos.  Tal como ouvi na minha iniciação « No entanto, reflicta que nem os adultos isolados e plenamente desenvolvidos podem efectuar sozinhos qualquer grande empreendimento. Pôde fazer sem dificuldade a sua viagem com o passo firme de um homem maduro mas foi-lhe certamente bem útil a companhia de um homem experiente que se comportou como um Irmão » .  Cumprido que está um primeiro mandato como Grão-Mestre, dizer-vos que unidos já fizemos muito: somos mais reconhecidos, somos mais respeitados, crescemos, fortalecemo-nos, temos melhores infra-estruturas, comunicamos melhor. Neste segundo mandato que agora iniciei, quero adensar a nossa caminha...

Pedra Bruta...

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Esta minha primeira publicação de 2017/6017 é uma republicação  de um texto de minha autoria e que foi publicado previamente, à cerca de 6 anos noutro local e que agora considero que deve ser acedido também pelos habituais leitores deste espaço. O texto tem como tema central a "Pedra Bruta", cuja simbólica é muito importante para os Maçons, mas principalmente para o Aprendiz Maçom.  Num primeiro plano,  porque este é o Grau de acesso na Maçonaria e depois porque, e também, ser esta "pedra" a primeira "coisa" com que Aprendiz terá contato na sua vida maçónica ... Espero que com esta pequena introdução ao tema, tenha despertado ou aguçado a curiosidade para o texto em si...  Aqui fica: " Pedra Bruta" A Pedra Bruta à primeira vista, é apenas um pedaço de pedra tosca e imperfeita, um bocado de rocha com arestas vincadas e ásperas, sem forma definida. Tal se assemelha ao Aprendiz Maçom quando entra em Loja pela primeira vez.  ...

Os Valores vencerão os medos e o terror

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Quis o calendário deste ano que este texto se publique a 26 de dezembro, logo após o feriado do Natal. Espero que todos os que o leem tenham tido umas Boas Festas, em paz, sossego e junto de sua família, se assim foi o seu desejo. Quer o calendário e a programação deste blogue que o próximo texto que convosco partilhe seja publicado já no início da segunda semana de janeiro de 2017, quando os festejos da Passagem de Ano já mais não forem do que recordação. Esta é altura de balanço do ano que está prestes a findar e de expectativa em relação ao ano que aí vem. Abalanço-me ao balanço e à expectativa. Vivemos tempos complicados e que nos impõem a necessidade de serenidade nas análises que fazemos. O ano que finda não foi, seguramente, dos melhores anos da nossa vida coletiva. Em termos económicos, em Portugal começou-se a ver um ainda muito leve, e esperemos que não tão frágil como alguns o pintam, desanuviamento. Mas no Brasil a coisa parece estar feia e a instabilid...

"Prancha de Traçar"

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O texto que hoje publico viu a sua "luz"  aqui  à algum tempo atrás e quero partilhá-lo também com os habituais leitores e visitantes do  "A Partir Pedra" , e trata de um tema que faz parte da vivência e prática maçónica, e que são as "Pranchas"... Uma “Prancha de Traçar”, ou “Prancha Traçada” como também é costume se designar, pois é o resultado final que é avaliado, não é mais do que um trabalho efetuado por um maçom. Independentemente do material do qual é elaborado ou tema abordado, ela é sempre de extrema relevância no processo de aprendizagem e formação do maçom bem como no seu trajeto pelos vários graus do rito que pratique.   O facto de se designarem por Pranchas de Traçar, os trabalhos apresentados em Loja e executados por Maçons, é originário da Maçonaria Operativa, a maçonaria dos artífices pedreiros da época da Idade Média. Era nas suas pranchas que eles desenhavam as plantas dos imóveis, criavam os seus projetos de construção...

Valores Maçónicos (II)

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O segundo tema dos Antigos Deveres respeita ao relacionamento que o maçom deve ter com o Poder Político e respectivas autoridades. Eis o seu teor: U m Maçon é sempre um súbdito pacífico, respeitador do poder civil, em qualquer lugar que resida ou trabalhe. Jamais está implicado em conspirações ou conluios contra a paz e a felicidade da nação, nem se há-de rebelar contra a autoridade, porque a guerra, os derramamentos de sangue e as perturbações, têm sido sempre funestas à Maçonaria. Assim, os antigos Reis e Príncipes sempre estiveram dispostos a proteger os membros da corporação posto que sua tranquilidade e fidelidade, que refutavam praticamente as calúnias de seus adversários, realçavam a Honra da Fraternidade, que sempre prosperou em tempos de paz. De modo que, se um Irmão se rebelasse contra o Estado, não deveria ser sustentado em seus atos. Todavia, poderia ser confortado, como um infeliz, e se não for reconhecido culpado de nenhum outro crime, embora a fiel Confraria...

"Tronco da Viúva"...

Hoje publico um texto de minha autoria e que foi publicado anteriormente  aqui , cujo o tema é o "Tronco da Viúva". Termo este um pouco estranho para quem pouco ou nada sabe sobre a Maçonaria mas que não deixa de ter um cariz muito importante dentro da Ordem. Desta forma, passo ao texto em si: "Tronco da Viúva  O “Tronco da Viúva” é também designado por “Tronco da Beneficência” ou “Tronco da Solidariedade”.  Ao Tronco da Viúva são lhe atribuídas várias origens, pelo que uma das mais assumidas pela Maçonaria tem origem bíblica. Hiram Abiff, mestre construtor do Templo de Salomão era filho de uma viúva. Mestre esse, que foi assassinado por três companheiros seus, por não querer divulgar os segredos de construção a que estava sujeito como mestre-de-obras. Esse assassinato veio mais tarde a originar uma das mais importantes lendas da Maçonaria; a qual está na base da maioria dos ritos maçónicos atuais. Advindo dessa lenda, o epíteto de “Filhos da Viúva”, com que s...

Valores maçónicos (I)

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Uma forma de determinarmos quais são os Valores maçónicos é verificar quais são os que encontramos referidos nos textos constitutivos e nos textos essenciais da Maçonaria. Nas Constituições de Anderson de 1723, encontramos a compilação dos Ancient Charges , os Antigos Deveres. Lendo-a, deparamos com um significativo conjunto de Valores, que integram o cerne do que podemos considerar como a ideologia maçónica. O primeiro capítulo dos Antigos Deveres trata de Deus e da Religião e nele pode ler-se: Um Maçom é obrigado, pela sua condição, a obedecer à lei moral. E, se compreende corretamente a Arte, nunca será um ateu estúpido nem um libertino irreligioso. Mas, embora, nos tempos antigos, os maçons fossem obrigados, em cada país, a ser da religião desse país ou nação, qualquer que ela fosse, julga-se agora mais adequado obrigá-los apenas àquela religião na qual todos os homens concordam, deixando a cada um as suas convicções próprias: isto é, a serem homens bons e leais ou...