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Saber parar

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Um dos desafios mais difíceis para um homem ativo é saber parar. Uma das coisas mais descuradas por quem está habituado a assumir responsabilidades é a preparação para a cessação da assunção dessas mesmas responsabilidades. Quem está habituado a fazer tem tendência para alimentar a ilusão de que o seu contributo é imprescindível. Pessoalmente, procuro combater essa tendência lembrando-me frequentemente que o cemitério está cheio de insubstituíveis  - e, no entanto, o mundo continua a girar, o Sol continua a nascer todas as manhãs no Oriente e a pôr-se todas as tardes no Ocidente, o mundo e as sociedades prosseguem imperturbavelmente os seus destinos, apesar de os insubstituíveis  terem sido substituídos... Este alerta mental é válido também para uma Loja maçónica. Uma das piores coisas que pode acontecer a uma Loja maçónica é haver elementos que, qualquer que seja ou tenha sido a sua valia ou importância, se considerem insubstituíveis, necessários, procurando exaustiv...

Confortavelmente no fio da navalha

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Quem costuma ler os escritos que aqui publico sabe que não é meu hábito escrever sobre acontecimentos internos da Loja Mestre Affonso Domingues, para além dos balanços anuais dedicados a cada um dos Veneráveis que se vão sucedendo à frente dos destinos da Loja - e mesmo estes só depois de decorrido pelo menos um ano após o termo do mandato. Mas toda a regra tem exceção e hoje apetece-me escrever algo a propósito da última sessão da Loja Mestre Affonso Domingues. Em parte do presente ano maçónico, e por razões cujo esclarecimento reservo para o texto que, daqui a um pouco mais de ano e meio, projeto elaborar sobre o presente veneralato, a Loja Mestre Affonso Domingues tem - consciente e assumidamente - vivido em estado de exceção, no que à sua liderança respeita. Não se tratou de nada inesperado ou sequer imponderado. Pelo contrário, trata-se da resolução de um problema que foi em devido tempo colocado à consideração da Loja, pela forma que esta - repito, consciente e assumidame...

Entre uns e outros!

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- Entre o que de mim dizem, entre o que de mim pensam, entre os que me julgam sem saberem bem e sobre o quê, entre os que de mim não gostam, entre os que das minhas dificuldades se glorificam, está a verdadeira razão da minha existência: -AQUELES a quem eu AMO e que me retribuem de forma igual! - Entre aqueles que acham que o melhor era o meu silêncio, entre aqueles que em todas as minhas ações só vem o que não conseguem fazer, entre aqueles que se preocupam mais com o que faço e com o pouco que tenho, do que com aquilo que deviam de fazer para poder ter mais ou o mesmo, está a verdadeira razão da minha persistência: - AQUELES que mesmo sem que eu tenha de pedir, me dão força para seguir em frente e continuar a caminhar, os meus AMIGOS! - Entre aqueles que em todos os meus actos só vêm interesses ocultos, entre aqueles que buscam permanentemente nos meus actos o reflexo negro e sujo das suas mentes pobres, entre aqueles que apenas se focam em desdizer e contrariar, p...

Alinhamentos!

Há vários dias que sabia que seria o mestre, ainda que em exercício, da Coluna da Harmonia, na próxima sessão, algo que nada de novo tem, pois é função que já desempenhei enquanto Oficial da Loja e sempre que me é solicitado por quem de direito, mesmo não sendo o titular da “pasta”. Portanto, tudo normal, mais uma sessão, um novo plano de alinhamento e a “coisa” decorrerá sem problemas de maior, foi este o meu pensamento conseguinte. A verdade é que fiquei inquieto, diria mesmo um pouco nervoso, havendo algo que não consigo explicar por meras palavras e que me está a atormentar o juízo e a preocupar-me. Visualizei mentalmente que músicas iria selecionar para este e para aquele momento, afastando possibilidades, suposições e as várias hipóteses que existem para todos os momentos da sessão e fiquei ainda mais inquieto. Já tive oportunidade de preparar alinhamentos musicais para sessões com enorme simbolismo, exemplo disso são as iniciações, aumentos de s...

"Um olhar..."

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No texto que aqui no blogue se publicou em memória do Rui Clemente Lelé  escreveu-se e aqui e agora reproduzo: Também foi um amante da fotografia. Não do mero registo de imagens que a facilidade dos modernos telemóveis com câmaras de milhões de  pixels possibilita , mas da fotografia  a sério , buscando imagens de qualidade e dignas de serem registadas em telas de grandes dimensões. Na última sessão de Grande Loja (não sabíamos então que seria mesmo a sua última sessão de Grande Loja!) efetuou uma exposição de várias fotografias suas assim registadas em tela, todas de grande qualidade.  Essa exposição constituía um aperitivo de uma outra que o Rui, com o apoio de um obreiro da Loja Mestre Affonso Domingues, preparava para ter lugar no início de 2014. A sua inesperada Passagem ao Oriente Eterno impediu-o de ultimar a mostra. Mas felizmente o essencial do trabalho estava já feito, a escolha das imagens a exibir  estava quase ultimada e o que fal...

2014: O Recomeço!

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Terminei o meu primeiro texto de 2013 assim: Que todos consigam prescindir sem demasiado esforço do supérfluo e preservar o verdadeiramente essencial. Que àqueles que já veem o essencial a ser atacado não falte a indispensável solidariedade que lhes permita resistir e ultrapassar a sua situação. Que àqueles que mantiverem o privilégio de manter barca que os proteja do furor destas vagas alterosas, que a tantos e cada vez mais fustiga, não lhes falte o sentido de solidariedade, a predisposição para ajudar, o ânimo para partilhar o que lhes sobra com quem está a necessitar. Se assim for, então todos conseguiremos vir a ver o horizonte a clarear, encontrar novos caminhos desimpedidos, reconstruir o que se tiver perdido ou destruído. E a superação das dificuldades ter-nos-á tornado um pouco mais fortes, capazes e resistentes - em suma, melhores. Se assim for, apesar dos pesares, ao olhar para trás poderemos dizer que as dificuldades afinal não nos impediram de conseguir ter o qu...

Boas Festas!

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Quis o calendário que, este ano, o dia da semana em que habitualmente publico os meus escritos aqui no A Partir Pedra  corresponda, esta semana, ao dia 25 de dezembro, o dia em que os cristãos celebram o Natal.  Desde a mais remota Antiguidade que a Humanidade celebra uma festa por volta do solstício de inverno (no hemisfério norte), celebrando o renascer da esperança, a vitória da Luz sobre a Sombra que assola a paisagem, após a ocorrência do dia mais curto - e consequentemente da noite mais longa - do ano.  Esta celebração, pelas condições de vida  impostas pela estação do ano, tem a ver com recolhimento e solidariedade familiar, com a reunião à volta do fogo, que aquece e ilumina. E relembra-nos que, suceda o que suceder, quaisquer que sejam as dificuldades, há um núcleo que nos rodeia, protege, aconchega, acarinha, um grupo no seio do qual aprendemos a ser gente e gente responsável - a família. 25 de dezembro é, para os cristãos, o dia de Natal, a ...

Pavimento Mosaico

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Em todas as Lojas maçónicas regulares está presente, em todo ou em parte do solo da sala onde ocorrem as sessões de Loja, um pavimento mosaico, constituído por um conjunto de quadrados brancos e negros, colocados alternadamente entre si.  O símbolo remete claramente para a dualidade - mas também para a harmonia entre os opostos. Cada quadrado de uma das cores está rodeado de quadrados da outra cor. É assim frequente referir-se ao recém-iniciado que o pavimento mosaico representa a sucessão entre os dias e as noites, o bem e o mal, o sono e a vigília, o prazer e a dor, a luz e a obscuridade, a virtude e o vício, o êxito e o fracasso, etc.. Mas também a matéria e o espírito como componentes do Homem. Ou, simplesmente, recordar que, como resulta da lapidar equação de Einstein, a matéria é composta por massa, mas também por energia. O dualismo provém de antigas tradições humanas. A civilização suméria dotava os seus templos de piso em pavimento mosaico, que só podia ser ...

A morte.

A minha ilusão pode perfeitamente ser a tua ilusão, a tua vida inteira, as nossas, mas não é e, em boa verdade, é impossível de o ser e ambos o sabemos. Mas (também) sei que aqui não há qualquer ilusão. És matreira e até falsa, pois fazes as “coisas” sem pré-aviso e de uma forma insensível, portanto a ilusão, a existir, é apenas fruto da minha ingénua imaginação. A nossa relação, não é, nunca foi, nem nunca vai ser fácil, recuso-me, por muito que me eduquem para tal, a reconhecer-te como uma fase desta passagem, é algo meu, sem falsos rodeios, posso afirmar-te, a ti e a quem quiser, é pura e sentida reciprocidade. Não somos, nem nunca vamos ser amigos, é de todo impossível nutrir por ti, outro qualquer sentimento que não seja a repulsa. Como poderei respeitar, encarar e entender algo que não se dá a conhecer? Por muito fértil que fosse a minha imaginação, até tu reconheces, que é de todo impossível.   Compreendo que não tenhas de avisar-me de nada do que fazes, não sou...

Do problema que não foi, à solução pelo desafio

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Por uma particularidade que não foi cogitada, viu-se a Loja Mestre Affonso Domingues numa situação inusitada. O seu Venerável Mestre por razões pessoais, vê-se compelido a ausentar-se por um período de pelo menos 5 sessões consecutivas. Esta ausência, embora não deixando a Loja sem Venerável de direito, deixou-a sem Venerável de facto. Se esta fosse uma associação qualquer a decisão seria de ir adiando o que fosse adiável, tornar adiável tudo que o não sendo pudesse sem grande prejuízo ser adiado e consequentemente fazer apenas aquilo que fosse mesmo premente e urgente. Mas uma Loja maçónica não é uma associação qualquer. Numa Loja não se adia, faz-se, não se protela decide-se, e por isso desengane-se o leitor se pensou que no impedimento do Venerável os maçons da Loja Mestre Affonso Domingues iriam desanimar e pausar o seu trabalho. Um Maçon pousa as suas ferramentas apenas e quando é chamado a fazer a derradeira viagem, mas sobre isso foi já escrito nos múlti...

Esquadro e compasso

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Talvez o mais conhecido dos símbolos da Maçonaria seja o que é constituído por um esquadro, com as pontas viradas para cima, e um compasso, com as pontas viradas para baixo. Como normalmente sucede, várias são as interpretações possíveis para estes símbolos. É corrente afirmar-se que o esquadro simboliza a retidão de caráter que deve ser apanágio do maçom. Retidão porque com os corpos do esquadro se podem traçar facilmente segmentos de reta e porque reto se denomina o ângulo de 90 º que facilmente se tira com tal ferramenta. Da retidão geométrica assim facilmente obtida se extrapola para a retidão moral, de caráter, a caraterística daqueles que não se "cosem por linhas tortas" e que, pelo contrário, pautam a sua vida e as suas ações pelas linhas direitas da Moral e da Ética. Esta caraterística deve ser apanágio do maçom, não especialmente por o ser, mas porque só deve ser admitido maçom quem seja homem livre e de bons costumes. É também corrente referir-se que o...

Farinha do mesmo saco

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Em tempos idos, depois da colheita e da debulha, tomavam os agricultores o seu grão que levavam ao moleiro para que o transformasse em farinha. Diversas variedades de grão davam origem a diversos tipos de farinha, que não se queriam misturados; afinal, farinha de trigo e farinha de centeio resultam em tipos de pão muito diferentes... Por isso, cada um dos vários tipos de farinha era cuidadosamente ensacado separadamente dos restantes. Ficava, assim, a farinha mais fina separada da mais grosseira, e a mais branca separada da mais escura. O povo, pródigo em aforismos, terá visto nas várias qualidade de farinha uma metáfora para as qualidades humanas. Do latim nos chega, assim, a expressão  ejusdem farinae ( "da mesma farinha" ),  dizendo-se de vários indivíduos serem, como diríamos hoje, "farinha do mesmo saco", quando apresentassem qualidades ou defeitos comuns. No fundo, a expressão dá a entender que os bons se juntam aos bons, enquanto os maus andam na...

Salomão Sequerra Amram (1933-2013), maçom discreto

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Diz o Povo que um mal nunca vem só. Os provérbios populares advêm de constatações empíricas, umas vezes justificadas, outras apenas decorrendo da maior ou particular atenção que, em certas circunstâncias, se dá a uma categoria de fenómenos. A extinção da vida é um desses fenómenos que, quando ocorre em relação a alguém perto de nós, estimula esse tipo de atenção. É, assim, comum que, quando alguém próximo de nós se extingue, haja a tendência de nos interrogarmos da proximidade de outro evento semelhante. E, às vezes, a álea da vida confirma a dúvida. Ainda mal refeitos da notícia da Passagem ao Oriente Eterno de um Irmão que foi fundador da Loja Mestre Affonso Domingues, fomos surpreendidos por outra de natureza semelhante, a da Passagem ao Oriente Eterno de Salomão Sequerra Amram. t O Salomão, insigne cardiologista, que nos deixou no dealbar da sua oitava década de vida, já se retirara da Loja há alguns anos. Dos atuais obreiros da Loja Mestre Affonso Domingues, poucos pr...

Rui Clemente Lelé (26/8/1958-18/11/2013), maçom organizado

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Há pouco mais de uma semana, a notícia da passagem ao Oriente Eterno do Rui Clemente Lelé chegou, chocante e inesperada. Sabia que o Rui tinha sido, dias antes, submetido a uma delicada intervenção cirúrgica, mas também sabia que se tratara de uma intervenção programada e que havia notícia de que tinha corrido bem e o Rui passara sem problemas o período de recobro e de maior risco. Mas, embora gradualmente diminuindo, há sempre um risco numa intervenção cirúrgica - e, no caso do Rui, aconteceu o que já se pensava estar ultrapassado. O Rui foi fundador da Loja Mestre Affonso Domingues, no ano de 1990. Quando, no ano seguinte, eu, oriundo de uma Loja germânica, ingressei na mesma Loja, integrámos juntos a Coluna dos Companheiros. Fomos Exaltados Mestres Maçons na mesma sessão. Vivemos e partilhámos juntos os tempos, para nós memoráveis, da implantação e consolidação da Loja. Ao longo de mais de duas décadas, partilhámos cumplicidades e distanciamentos, mas sempre uma sólida e pa...

A trolha

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A Maçonaria utiliza os artefatos e ferramentas ligados à atividade da construção como símbolos ilustrativos dos ensinamentos que procura transmitir e preservar. É o caso, por exemplo, da trolha. A trolha, ou colher de pedreiro, é uma ferramenta do ofício da construção utilizada para separar, transportar, projetar ou colocar argamassa, massa ou cimento nas superfícies, paredes ou muros, de uma construção. Serve também para alisar a massa, argamassa ou cimento colocada, por exemplo, numa placa ou na união entre pedras ou tijolos de uma parede ou muro. Tendo em conta estas utilidades para o ofício da construção, a Maçonaria Especulativa adapta o conceito para simbolizar virtudes ou comportamentos que devem ser adotados pelos maçons e naturais numa Loja maçónica. Tal como a ferramenta operativa alisa as superfícies, assim também o maçom deve utilizar a trolha da concórdia, da conciliação, para alisar, regularizar, aplainar diferenças ou conflitos entre Irmãos.  A...

O visível limite da Tolerância!

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A Maçonaria, sendo algo de sério, não tem que ser sisuda. Os maçons tratam do que é sério com seriedade, mas também sabem descontrair, brincar e utilizar o humor para evidenciar pontos de vista, quando é o momento e o ambiente para tal. O episódio que vou contar é uma demonstração disso mesmo. Ocorreu recentemente, no decorrer de um ágape da Loja Mestre Affonso Domingues. Os ágapes são importantes complementos das reuniões maçónicas. No decorrer das sessões trabalha-se de modo sério, compenetrado, concentrado e tão eficiente quanto possível, sobre os assuntos que são objeto da reunião. Finda a sessão formal, os obreiros da Loja reúnem-se então à volta de uma mesa e, partilhando uma refeição, convivem, conversam, debatem, brincam, enfim, conhecem-se melhor e reforçam os laços entre si. É frequente que, mesmo nesse ambiente descontraído, sejam colocados temas para debate ou análise que, sendo sérios, não perdem nada em serem tratados de forma mais coloquial. Foi o caso num...

O Dever, caminho para a realização

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Os maçons falam muito de Dever. É natural. O aperfeiçoamento individual a que se dedicam implica, inevitavelmente, que identifiquem o que têm a corrigir e definam como fazer a correção, isto é, o que se deve  fazer para melhorar. O caminho do maçom não é uma avenida de direitos, é uma vereda de deveres a cumprir. Mais: um conjunto de deveres que o maçom escolhe  cumprir. Na ética maçónica, em primeiro lugar vem a obrigação, o cumprimento dos deveres - só depois se atenta nos direitos. Porque o caminho é este, não há constrangimentos nem vergonhas na reclamação ou no exercício dos direitos, porque se interiorizou que estes são o reverso correspondente aos deveres que se cumprem. Assim, o cumprimento do dever é preâmbulo do exercício do direito - nunca o oposto. Esta postura, que é o oposto do facilitismo e do hedonismo tão propalados por certos media  comummente referidos de cor-de-rosa, que insidiosamente vão influenciando as mentes mais frágeis ou meno...