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A importância do Ritual

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Meus Irmãos, saúdo-vos fraternalmente, em todos os vossos graus e qualidades. A suspensão dos trabalhos presenciais por virtude da pandemia em curso revelou-nos a falta que o Ritual, a execução do Ritual, nos faz. É essa a natureza humana: muitas vezes só nos damos conta do que é importante quando o não temos. Mas não é sob esta perspetiva que escolhi expor a Importância do Ritual. Vou procurar incidir a nossa atenção sobre a razão por que o Ritual é importante, porque só tendo-se essa noção é que nos apercebemos completamente da importância do mesmo. Começo por fazer uma afirmação que aparentemente não tem nada a ver com o tema e que é – como todas! – discutível, mas cujo mérito vos peço que julgueis apenas no final desta nossa conversa: a Maçonaria não se ensina, aprende-se! Não quero com esta afirmação dizer que os mais experientes não devem partilhar com os mais novos o que aprenderam, o que sabem. Com esta frase, enfatizo que, em Maçonaria, o que é importante, não é o que se...

A Loja pós-pandemia

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A interrupção dos trabalhos presenciais em resultado da pandemia constituiu, obviamente, um apreciável transtorno para a Loja. Interrompeu-se a programação do ano, bem como o contacto presencial entre os obreiros da Loja. Ao fim de algum tempo, passou-se a utilizar os meios técnicos disponíveis para passar a reunir em videoconferência, nas mesmas noites em que normalmente haveria sessões de Loja. Foi o remédio possível, mas rapidamente se verificou que... não é a mesma coisa! Nem poderia ser, claro. Inicialmente, nas duas ou três primeiras videoconferências, ainda houve a alegria do reencontro, ainda que por meios virtuais. Mas depois começou a ouvir-se o lamento, de cada vez mais de nós até ser evidente haver unanimidade nesse sentimento, de que... falta o ritual! E falta, efetivamente.  Mas em quase todas as situações podemos escolher ver o copo meio vazio ou olhar para o copo meio cheio. O copo está meio vazio, porque falta o ritual. Mas, por outro lado, afinal o copo está m...

Comunicação do Grão Mestre da GLLP/GLRP aos Irmãos por ocasião do Equinócio de Outono

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Lisboa, 22 de Setembro de 6020  O Equinócio dos tempos que desconhecemos  Meus Queridos Irmãos,  Muito gostaríamos de estar reunidos na Assembleia Maçónica da Grande Loja para comemorar o Equinócio do Outono, à semelhança do ano passado, ocasião que foi para todos nós muito especial porquanto estiveram presentes mais de 800 Irmãos, e muitos e ilustres visitantes de 34 delegações oriundas de 26 países espalhados por todo o mundo.  Há muito que vivemos tempos desafiantes, inquietantes, estranhos e perigosos. Mas a humanidade, ao longo dos milénios, sempre teve enormes problemas para resolver e agora, não sendo os mesmos, incumbe-nos a nós estar à altura dessas interrogações, enfrentando esses perigos e receios.  O Equinócio é o evento celeste que ocorre duas vezes no ano, em Março e em Setembro. Nos equinócios ambos os hemisférios se encontram igualmente iluminados pelo Sol, na sua órbita aparente vista da terra passa pelo equador celeste, tornando o dia e a noite...

Recordando Luiz Miguel Roza Dias (2)

  Miguel Roza, Templário Trago ao "A-Partir-Pedra" mais um extrato de uma conversa entre amigos. Muito mais do que um programa de televisão, estes encontros com o Luiz Miguel foram conversas entre amigos sobre temas do trabalho literário do nosso Luiz Miguel. Há uma bela coleção de livros saídos da imaginação e do trabalho do Luiz que contempla desde a compilação de documentação relativa à vida de Fernando Pessoa até ao romance passando, com alguma preferência, pela poesia. Neste extrato falamos sobre "O Templário que Viveu Duas vezes", 1º romance do Luiz Miguel, abrindo uma trilogia que terminou em data já muito próxima da sua passagem ao Oriente Eterno. Mas falamos também de outras coisas. Com o Luiz não era possível estar encerrado num tema. Os assuntos saltam, tal como a vida, e há sempre algo mais e diferente a dizer e a fazer. É mais um pedaço do nosso querido Luiz Miguel na primeira pessoa. Deixo para todos mais esta recordação da verdade, da alegria de viver...

Recordando Luiz Miguel Roza Dias (1)

Luiz Miguel na 1ª pessoa Há poucos dias completou-se um ano sobre a data em que deixámos de ter a presença física do Luiz Miguel entre nós. É uma saudade imensa e salta-me a recordação permanente da alegria, do companheirismo, de tanta coisa que, se quiser ser justo, daria para preencher um blog inteiro com as qualidades humanas deste Homem exemplar. Só quem teve a felicidade de conviver com o Luiz sabe o exemplo de vida que ele nos legou. Companheiro como poucos, solidário como muito poucos, fraterno como raros.  Neste primeiro ano de ausência resolvi recordar o Luiz Miguel por Si próprio. É um excerto de uma conversa que tivemos os dois. É o Luiz na 1ª pessoa.

Recordando Alexis Botkine (3)

Passaram algumas semanas e retorno ao encontro dos nossos acompanhantes para terminar esta recordação do nosso Querido Alexis,  sempre presente entre todos os que o conheceram e com ele tiveram a oportunidade de conviver. É a terceira intervenção do Alexis, com a Maria Delfina no piano, que incluo nesta recordatória de um grande Maçon, grande Amigo e enorme Homem do mundo.

Recordando Alexis Botkine (2)

“RAMO DE FLORES E DANÇA” Conforme prometido aqui Vos deixo um momento que é bem a recordação de um grande interprete, na verdade de dois grandes interpretes, da música do mundo. O título da peça pode muito bem representar a imagem do caracter do Alexis. Ele que foi um amante da vida, que espalhou as flores da sua alegria por todos os que com ele conviveram. Fica-me para todo o meu sempre, a memória do sorriso vivo e malandro com que pegava no violino ou na balalaika e andava entre as mesas dos nossos ágapes brancos, tocando para todos, mas com dedicatória especial junto do elemento feminino. Nunca perdeu a oportunidade de um piropo musical, ele que sobrepôs sobre tudo, o respeito pelas pessoas e pelos seus sentimentos.