Mensagens

Sugestão Musical para a Coluna da Harmonia “Los Hermanos” de Atahualpa Yupanqui...

Imagem
A música que hoje publico, “Los Hermanos” , e que  em relação à qual  poderia ter feito a sua respetiva análise quanto à  simbólica  maçónica que se pode encontrar nela, não a farei. E não a farei apenas porque o simbolismo intrincado nela é bastante explícito, bem como quero deixar ao critério de quem a ouve ou mais abaixo lê a sua letra, fazer esse tipo de exercício. Esta canção pertence a um autor, compositor e músico argentino que nunca foi membro da Maçonaria, tendo sido   inclusive  perseguido e encarcerado pelo regime de Juan Domingo Péron (que era maçom) por ter pertencido durante algum tempo ao Partido Comunista Argentino. O autor desta canção, o argentino Héctor Roberto Chavero (31/01/1908-23/05/1992), mais popularmente conhecido por “Atahualpa Yupanqui” , legou-nos uma música que eu não poderia deixar de salientar neste espaço e também de a enaltecer, dada a beleza e o sentido fraterno contidos  nela. (Para quem afirmo...

Formalismos na Maçonaria…

Imagem
(imagem proveniente de Google Images) Na Maçonaria existe o costume de os seus membros se tratarem por irmãos ou manos , uma vez que a Augusta Ordem Maçónica é uma Irmandade de carácter fraternal. Mas para além deste hábito, existe outro que costuma fazer alguma confusão aos recém-chegados. É o facto de todos no seu trato habitual se tratarem por “tu”. Independentemente da idade, do grau ou da  qualidade maçónica   (cargo que se represente em Loja ou na Obediência) , todos, mas mesmo todos,  se tratam por “tu”. Enquanto na vida profana é habitual  as pessoas tratarem-se com alguma deferência, nomeadamente tratarem-se por “você” ou por “senhor” ou até mesmo pelo título académico que detenham, na Maçonaria não existe esse distanciamento pessoal. Quando se aborda um irmão, é por “tu  isto …” ou “tu  aquilo …” É “tu” e prontos! Isto por si só, é uma demonstração que aos maçons não interessam os cargos ou as profissões que um irmão desempen...

Sobre o "Método Maçónico" (II)...

Imagem
                                                                                                  (imagem proveniente de Google Images) Um pouco por todas as   correntes   do   pensamento humano , a   “dúvida”   sempre esteve presente e como tal foi   precursora de Conhecimento. Se nos casos dos Racionalistas e Existencialistas, a dúvida foi a “catalisadora” do ato de pensar, nas correntes Positivistas, Cepticistas e Empiristas da Filosofia foi mesmo a base do próprio pensamento. E se   “pensar”   é a   base   do Método Maçónico , a   “dúvida”   é um dos  instrumentos  pelos quais este método pode ser aplicado.  Não apenas duvidando por duvidar, ou questionan...

Os olhos azuis

Imagem
Apesar da baixa temperatura na rua, reinava a boa disposição: acabara mais um dia de trabalho. Trocávamos as últimas despedidas, quando notámos uns olhos azuis que, confrangedoramente mudos, procuravam os nossos. Aproximara-se, sem que notássemos, um vulto de casaco grosso - à moda antiga - na postura destruída de quem já viu melhores dias. Não o envolvia, porém a antecipada nuvem de álcool e tabaco, e muito menos o incontornável e penetrante cheiro da rua. De pé, a um metro de nós, interpelava-nos com o olhar, mas a boca não se abria, qual mola teimosamente contida, presa sabe-se lá em quê, mas desesperada por se libertar. - Boa tarde, posso ajudá-lo? E os olhos azuis, impotentes e embaraçados perante os vários segundos de imobilidade a que aquela boca se votou até que, a custo, lá acabou por deixar escapar qualquer coisa: - Queria apanhar o autocarro para... "O autocarro para". E a boca, entreaberta, como quem aguardava ordens; os olhos, suplicant...

Sobre o "Método Maçónico"...

Imagem
                                                                                                     (imagem proveniente de Google Images) Muito se fala e especula sobre o que é e o que será o tão propalado “método maçónico”. Ele não é mais que um método de busca, estudo e aprendizagem que auxilia o maçom ao longo da sua vida. Tal como outros métodos de estudo ou de vida, ele não é melhor nem pior, mas é o que o maçom utiliza. O maçom através da sua busca incessante de informação/conhecimento, a procura da dita “Luz”, o leva a questionar os motivos, as razões, os porquês …. “O que é?”, “O que será?”,“O porquê?” e “Para que serve?” são para os maçons, tal como para os profanos, a base do caminho de suplantação das suas dúvi...

2015: Equilíbrio e tolerância

Imagem
Estamos prestes a festejar o fim do Ano Velho  e a assinalar o início de 2015, o Ano Novo  das anualmente renovadas esperanças de que cada novo princípio seja o início de um período melhor do que o que o anterior. Para quem viveu os tempos duros dos últimos anos em Portugal, parece evidente que 2015 só pode  ser melhor, quanto mais não seja porque, como diz a canção popular , para pior já basta assim ! Mas se todos vamos tendo esperanças de que o fundo em que batemos já está para trás e o horizonte começa a desanuviar, também é tempo de equilíbrio. Saltar da depressão para a euforia é manobra perigosa, verdadeiro salto mortal  das nossas expectativas de digna melhoria das nossas condições de vida. Não se salta da cama, vencida perturbadora gripe ou arrasadora pneumonia, para se ir logo correr a maratona... Primeiro há que reganhar forças, paulatinamente retomar a forma e então, sim, pode-se partir à conquista da nossa merecida coroa de louros, devida hom...

Explicação, renovação e soltício

Imagem
Tenho andado afastado deste espaço. Por duas razões: a primeira, pessoal, é que estou presentemente empenhado numa tarefa profissional que me consome muito do meu tempo, inclusive o que eu dedicava aos escritos aqui publicados; a segunda tem a ver com a passagem de testemunho na manutenção corrente do blogue para o Nuno Raimundo. Este blogue, como tudo na vida, deve evoluir para não estagnar, para não ser mais do mesmo e, assim, paulatinamente, reduzir-se à irrelevância. Achei - achámos! - que essa evolução deveria passar pela mudança de titularidade da manutenção corrente do blogue. Oito anos é muito tempo, muitos escritos aqui publiquei, de muitos temas tratei, tinha chegado ao ponto de me começar a repetir. Havia que refrescar, que mudar de estilo e de abordagem de temas. Essa evidência determinou a passagem de testemunho para o Nuno com a facilidade e naturalidade de uma simples frase: A partir de agora ficas tu responsável pelo blogue! Esta passagem de testemunho, porém, ...