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Os Landmarks da Maçonaria Regular: a Regra em 12 pontos

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Em inglês, "Land" significa "terra" e "mark" traduz-se por "marca", "alvo". "Landmark" é, assim, a marca, o sinal, na terra, e, mais especificamente, os sinais colocados nos terrenos para assinalar a sua delimitação em relação aos terrenos vizinhos. Em suma, "landmark" é, em português, o marco, no sentido de marco delimitador de terreno. Fazendo a transposição para a Ordem Maçónica, Landmarks são, correspondentemente, os princípios delimitadores da Maçonaria, isto é, os princípios que têm em absoluto de ser intransigentemente seguidos para que se possa considerar estar-se perante Maçonaria Regular. Ou seja, os Landmarks são o conjunto de princípios definidores do que é Maçonaria. Só se pode verdadeiramente considerar maçom quem, tendo sido regularmente iniciado, seja reconhecido como tal pelos outros maçons e observe os princípios definidores da Maçonaria constantes dos Landmarks. Porque definidores ...

"O lugar do Aprendiz" (republicação)

O texto de hoje, da autoria do  Rui Bandeira ,  versa sobre a localização do sítio no interior de um templo maçónico onde deve se sentar o Aprendiz. O Aprendiz, em qualquer Rito maçónico, ocupará um lugar na Coluna do Norte, e isso é algo que aprende logo no dia da sua Iniciação. Mas deixo para o Rui, que explica muito bem -como é hábito - esta questão. Este texto foi publicado na sua versão original em Novembro de 2007 e pode ser consultado  aqui também  e nas seguintes linhas transcritas : "O lugar do Aprendiz" O local onde uma Loja maçónica se reúne é pelos maçons designado de  Templo . Dentro do Templo, e no decorrer de uma reunião de Loja, tudo existe segundo uma ordem determinada e todos têm assento em locais definidos. O sentido de ordem, a segurança que psicologicamente é transmitida a quem se encontra num local ordenado, onde tudo e todos estão no seu lugar, ajudam à criação de uma atmosfera de confiança, descontracção e concentração que é preci...

O outro Afonso Domingues

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O patrono da Loja Mestre Affonso Domingues foi um dos arquitetos do Mosteiro da Batalha, imortalizado no conto de Alexandre Herculano A abóbada.  O JPSetúbal publicou neste blogue um texto evocativo do patrono da Loja, com o título Sobre o nosso patrono MESTRE AFFONSO DOMINGUES . Mas talvez o leitor não saiba que, na Maçonaria portuguesa, houve um outro Afonso Domingues. Se assim for, vai ficar a saber! Em algumas Obediências maçónicas há o hábito da utilização de nomes simbólicos , afinal verdadeiros pseudónimos escolhidos pelos maçons para protegerem as suas identidades. A escolha do nome simbólico por um maçom traduz, muitas vezes, para além de uma homenagem, uma identificação do maçom que o escolhe com aquele cujo nome foi escolhido. Uma das Obediências em que detetamos a prática da utilização do nome simbólico é o Grande Oriente Lusitano. Em 1908, foi iniciado na Loja Fiat Lux, de Lisboa e do GOL, o arquiteto, escultor, pintor e autarca republicano Arnaldo Red...

Léxico maçónico: Ágape (republicação)

Este texto que hoje é republicado e que pode ser acessado no seu original aqui  é da autoria do  Rui Bandeira  e já foi alvo de uma consideração póstuma que foi publicada uns anos mais tarde neste mesmo blogue e que também pode ser consultada  aqui  . O Ágape ritual é uma das componentes mais belas do próprio ritual maçónico. Nele se vive e prolonga a fraternidade vivida na Cadeia de União. Ele é um prologo da vivência em Loja e onde todos, também ao mesmo nível, podem falar, sem estarem a violar qualquer preceito maçónico ou até mesmo por estarem subscritos ao "silêncio" referente ao grau a que alguns dos elementos da Loja possam estar remetidos durante a execução de uma sessão maçónica e ao mesmo tempo para aproveitar para tomar uma refeição em conjunto. Assim, depois desta pequena introdução ao tema de hoje, deixo-Vos com o texto na íntegra: "Léxico Maçónico: Ágape Nos vários textos anteriores, foi várias vezes mencionado o termo "ágape", aliás nu...

Pompa e circunstância

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Mês de equinócio é mês de sessões de Grande Loja (ou Grande Oriente). Em Portugal, no Brasil ou, genericamente em qualquer parte do mundo onde esteja implantada a Maçonaria, sessão de Grande Loja ou Grande Oriente é, normalmente, sinónimo de pompa e circunstância.  Desde que a Maçonaria especulativa surgiu, muito rapidamente a Primeira Grande Loja passou a ter como dirigente máximo um elemento da nobreza. Ora, como sabemos, nobreza britânica e pompa e circunstância são termos inseparáveis...  Não há mal nenhum na pompa e circunstância - desde que cada maçom tenha sempre presente que o que verdadeiraente importa não tem nada a ver com isso. Maçonaria pode ter brilho, pode ter dourados, pode ter aventais ricamente bordados, colares vistosos e toda a série de penduricalhos que se quiser. Mas, em Maçonaria o que verdadeiramente importa é a construção que cada um faz de si e em si mesmo. Esse é que é o princípio e o fim. A pompa, a circunstância, os penduricalh...

Sessão de Equinócio de Outono de 2016 e Celebração do 25ºAniversário da Grande Loja Legal de Portugal/ GLRP

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Decorreu durante o fim-de-semana passado, na zona oriental de Lisboa, a Sessão de Equinócio de Outono de 2016 da Grande Loja Legal de Portugal/GLRP, no qual foram instalados os recentes Veneráveis Mestres aos "comandos" das Respeitáveis Lojas filiadas na Obediência, bem como a instalação do nosso Muito Respeitável Grão-Mestre, o Muito Respeitável Irmão Júlio Meirinhos. A sessão decorreu de forma justa e perfeita durante a manhã e parte da tarde, na qual estiveram presentes acima do milhar de maçons, membros desta Obediência Maçónica Regular, bem como várias comitivas estrangeiras com origens europeias, africanas e americanas. Durante a noite, teve lugar o já tradicional "Jantar em Honra das Senhoras" e a celebração do 25ºAniversário da fundação da Grande Loja Legal de Portugal/GLRP. Da minha parte apenas tenho a dizer que por ora, passaram os "primeiros" 25 anos da Obediência; esperamos agora a vinda do próximo quarto de século com a persevera...

1717? 1721? Por enquanto, ainda 1717...

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O tema começou a chamar a atenção quando o Irmão Chris Hodapp, no seu blogue Freemasosns for Dummies , informou que, na Conferência sobre a História da Maçonaria que a Loja Quatuor Coronati, n.º 2076, o Queen's College e a Universidade de Cambridge organizaram, dedicada ao 300.º aniversário da fundação da Primeira Grande Loja de Inglaterra, em 1717, o prestigiado historiador Andrew Prescott, professor da Universidade Glasgow (que, além do mais foi o fundador e Diretor, entre 2000 e 2007, do Centro de Investigação sobre a Maçonaria na Universidade de Sheffield) e a historiadora Susan Mitchell Sommers, professora de História do St. Vincent College, apresentaram uma comunicação na qual terão reportado a descoberta, na parte de trás de um dos Livros de Atas da Loja Antiguidade , n.º 2, uma ata referente à criação da Grande Loja de Londres e Westminster (a primeira Grande Loja) em 1721 , na qual, designadamente se refere como Grão-Mestre fundador John Montagu, o 2.º Duque de Montag...