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Maçonaria e Política

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Em comentário ao texto Versão brasileira de "Cinco motivos para NÃO SER maçom" , Diogo perguntou: Porque estará tão disseminada a noção de que a integração na Maçonaria confere «influência junto ao Poder Político», que serve para «subir na vida» e «usufruir de privilégios especiais»? De tal forma que leva maçons a escrever - «CINCO MOTIVOS PARA NÃO SER MAÇOM»? A pergunta é pertinente e é daquelas que merece resposta, não apenas em outro comentário mas em texto no espaço principal do blogue. Comecemos por aferir da justeza dos pressupostos. É exato que está tão disseminada a noção de que a integração na Maçonaria confere «influência junto ao Poder Político» ? Está! É inegável que está! Pelo menos na "opinião publicada". Seguramente nos azedos comentários de anti-maçons ou, mais elucidativo ainda, de adversários políticos de determinado partido político português, que, certa ou erradamente, ganhou fama de ser muito influente entre os maçons. É óbvio, é evidente q...

O obstáculo no nosso caminho

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De acordo com os meus queridos Manos entrei hoje... em tempo "extra" ! Não sei se é uma fina alusão ao futebol e ao período extra que os árbitros sempre dão após o tempo regulamentar significando que o meu "tempo de jogo já acabou", mas se é... tudo bem, eu tratarei de ir preparando o caldeirão para quando Vocês chegarem não ficarem à espera !!! Entretanto chegou-me, sob a forma de lição (esta é uma de 5) mais um "continho" que Vos passo. O obstáculo no nosso caminho Em tempos antigos, um rei mandou colocar um enorme pedregulho num caminho. Depois escondeu-se e ficou a ver se alguém retirava a enorme pedra. Alguns dos comerciantes mais ricos do Rei passaram e simplesmente se afastaram da pedra, contornando-a. Alguns culpavam em alta voz o Rei por não manter os caminhos limpos. Mas nenhum fez nada para afastar a pedra do caminho. Apareceu então um camponês, carregando um molho de vegetais. Ao aproximar-se do pedregulho, o camponês colocou o seu fardo no so...

Extra! Extra!

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O JPSetúbal faz hoje 69 anos! Como disse certa vez um Presidente da Asssembleia da República... curioso número! Aliás, quando buscava uma imagem para ilustrar este texto, encontrei uma razoável percentagem de imagens brejeiras. Mas este blogue é temático e.. nada recusando das coisas boas da vida, que os maçons prezam o esoterismo, mas não são monges e, portanto, não consideram esoterismo incompatível com erotismo... não é dado a brejeirices! Bem basta pisar (levemente?) o risco com as voltas que o texto deu até aqui... Portanto, a imagem escolhida para ilustar este texto é alusiva à famosa "Route 69" americana. Pretende-se com ela simbolizar que este aniversário do JPSetúbal é essencialmente um marco na estrada da vida que ele percorre. Completa agora o JPSetúbal o último ano da década dos "sessenta". Para o ano, entrará na década dos "setenta", desejamos todos que com a mesma boa disposição, agilidade e lucidez, física e mental , com que faz o favor de ...

Versão brasileira de "Cinco motivos para NÃO SER maçom"

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Publicado no A Partir Pedra em 10 de abril de 2007, o texto Cinco motivos para NÃO SER maçon vem, desde então, e ano após ano, a ser o texto mais lido do blogue. Sugiro que o leitor siga agora o atalho que coloquei no seu título e o leia ou releia, para melhor apreciar o que vem aí. E o que vem aí é uma versão criada especificamente para o Brasil e a realidade brasileira desse texto. É seu autor o Irmão N.·. A.·. S.·. (ele, se assim o entender, mais completamente se identificará; eu não o faço, pois respeito o compromisso de nunca revelar a identidade de um maçom, que não se tenha antes publicamente identificado como tal e não sei se tal sucedeu com este Irmão), Mestre Instalado da A.·. R.·. L.'. M.·. Justiça e Liberdade, nº 13, a Oriente de Aracaju - Sergipe. O autor desta versão teve a fineza de ma enviar e deu-me autorização para aqui a publicar, o que muito lhe agradeço. Aqui deixo, pois, a versão para o Brasil e realidade brasileira de CINCO MOTIVOS PARA NÃO SER MAÇOM 1. INF...

O MURO

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Festejou-se no dia 10, com toda a pompa e circunstância a chamada “Queda do Muro de Berlim”. Juntaram-se Presidentes e Primeiros Ministros, fizeram-se discursos, cantou-se vitória sobre o fim da divisão física da Alemanha. É bom que se lembre o muro de Berlim, o que ele significou enquanto existiu, todos os que morreram por se aproximarem dele na ânsia da fuga a um regime ditatorial, policial, opressor. É bom que se faça isso. A memória dos homens é fraca demais e a tendência para o laxismo é constante. Por isso é bom que se provoquem estas recordações, mesmo que com a pompa e circunstância que, se calhar, seria dispensável. Quem viveu em Portugal antes de Abril de 1974 sabe interpretar bem o que significou, para os alemães, o derrube do muro de Berlim. A questão é: - e será que o muro foi mesmo abaixo ? - completamente ? Quem vai à Alemanha e aborda o assunto com alemães (especialmente com os que viviam na parte Ocidental) apercebe-se facilmente que ainda há "muito muro para derr...

O Símbolo Perdido

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O Símbolo Perdido , da autoria de Dan Brown e recentemente publicado, conta uma história que se desenrola em torno da Maçonaria e dos seus símbolos existentes na capital americana. Desde o megassucesso de O Código Da Vinci que os livros deste autor americano, até aí relativamente desconhecido, são objeto de grande curiosidade por parte do público. Estou em crer que se venderam mais exemplares de livros anteriores ao Código da Vinci ( Anjos e Demónios , Fortaleza Digital , A Conspiração) depois da publicação da emblemática novela de aventuras sobre os alegados segredos escondidos na Última Ceia , de Leonardo da Vinci, do que aquando da publicação original dos respetivos volumes... Hoje por hoje, juntar uma novela de Dan Brown e a temática da Maçonaria é êxito editorial garantido. Os exemplares do livro vendem-se como pãezinhos quentes. A historieta decorre ao estilo do escritor, em ritmo rápido, de leitura fácil e viciante. Na minha opinião, a trama de O Símbolo Perdido tem uma qualid...

Você sabia que...

Este "Você sabia que..." vem com um atraso considerável (3 dias !). Para os que já se habituaram à minha lenga-lenga pr'ó fim de semana terão desta vez um novo paradigma (esta está tão na moda que não resisti... "um novo paradigma"... não digam que não é bonito !) que é uma lenga-lenga prá semana. Como de costume trata-se de um vídeo/texto enviado por um amigo do tempo dos calções para o qual peço a Vossa paciência para a adaptação à realidade portuguesa. É da autoria de um brasileiro (escrito em brasilês...) e naturalmente com números e exemplos da realidade brasileira, mas em todo o caso muito interessante. É a chamada de atenção para uma realidade que ninguém põe em destaque, mesmo constituindo a parametrização de toda a nossa vida próxima futura. Políticos de todos os setores, técnicos de todas as profissões, população em geral interessada ou distraída, todos... mas todos mesmo passam ao lado das questões que aqui são afloradas. Uns por desinteresse, outros ...

A Lenda do Ofício - análise crítica: conclusão

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Feita a viagem pelos caminhos da Lenda do Ofício , com paragens nos vários apeadeiros que o fluir do tempo foi proporcionando, é tempo de fazer o balanço do que se aprendeu com a jornada, recolhendo esses ensinamentos para uso no prosseguimento da exploração da vereda de nossa vida. Já em vários dos específicos comentários aos diversos trechos da Lenda chamei a atenção para uma das suas caraterísticas: o aparecimento frequente de anacronismos históricos, no entanto explicáveis por refletirem concretizações de arquétipos, personificações de factos praticados por anónimos, reflexos de evoluções coletivas. Os anacronismos detetados constituem, evidentemente, entorses (ou quiçá mesmo valentes caneladas...) em relação à verdade histórica. É por isso que se trata da Lenda do Ofício , não da História do dito... Mas, se essas entorses existem e são visíveis, pudemos verificar que normalmente corresponderam, porém, a artifícios de narrativa condizentes com o plano de fundo da evolução históri...

A Água

Apenas os votos de bom fim de semana, sem mais. Está tudo aí. É só ver ! JPSetúbal

A Lenda do Ofício - análise crítica: Athelstan

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Chegamos finalmente ao epílogo da Lenda do Ofício . Esta última parte da Lenda tem um fundo histórico há muito conhecido. Registos históricos comprovam que, no tempo do rei saxão Athelstan, foram reguladas por lei as frith-gildan ( free guilds em inglês moderno), ou corporações livres de artífices de diversas profissões, entre eles os construtores. Mas, sendo uma construção lendária, a base histórica entrelaça-se com alguma imprecisão, embelezamento, modificação, gerada pela transmissão oral ao longo dos tempos. Mas, antes do mais, relembremos o último trecho da Lenda do Ofício , que alguns estudiosos maçónicos autonomizam sob a designação de Lenda de York: Pouco tempo depois da morte de Santo Albano, houve diversas guerras no reino de Inglaterra entre diversas nações, pelo que a boa regra da Maçonaria foi destruída até ao tempo dos dias do Rei Athelstone, que foi um valoroso Rei de Inglaterra e trouxe a esta terra descanso e paz; e construiu muitas grandes obras de Abadias e Torres...

A hora mudou ! E os homens ?

Pois é, esta coisa das mudanças de hora tem uma influência danada na psique do povo, e eu sou povo sofro enormemente com estas alterações. Por que raio se hão-de lembrar de mudar a hora para mais cedo se, pouco tempo depois a tornam a mudar para mais tarde ? Não seria mais sensato deixar os "reloginhos" tal qual e em vez disso dar um geitinho à velocidade da terra ? (ou do Sol como preferissem...) Parece que não é assim e esta gente prefere as soluções mais complicadas. Hoje já tive que dar à roda de uma boa dúzia de ponteiros e vários outros ficarão para quando reparar que cheguei com uma hora de avanço à reunião. Nessa altura ficarei admiradíssimo, procurarei uma boa razão para o atraso dos outros todos e constatarei com o ar inteligente que me caracteriza que afinal não acertei o meu relógio na altura certa. Paciência... há coisas piores ! Bom, mas pela confusão que estas mudanças me provocam vejam bem com que atraso chego ao blog este fim de semana... Tenho este texto com...

A Lenda do Ofício - análise crítica: Santo Albano

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Santo Albano No texto anterior, analisou-se a chegada da Maçonaria=Geometria=Arquitetura=Arte da Construção em pedra à Europa, segundo a Lenda do Ofício. A partir do texto que hoje se destaca, a Lenda centra-se em Inglaterra, país onde foi criada. A Inglaterra em todo este tempo manteve-se alheia, quanto a qualquer assunto de Maçonaria, até ao tempo de Santo Albano. E nos dias deste o rei de Inglaterra, que era pagão, edificou as muralhas da cidade que agora se chama Saint Alban. E Santo Albano era um valoroso cavaleiro e nobre da corte do Rei e tinha a direção dos assuntos do reino e também da edificação das muralhas da cidade; e gostava dos Maçons e acarinhava-os muito. E fixou o seu salário bem, de acordo com os padrões do reino; pois deu-lhes dois xelins e seis dinheiros por semana e três dinheiros para as suas refeições. E antes desse tempo, por toda esta terra, um Maçon recebia apenas um dinheiro por dia e a sua refeição, até que Santo Albano emendou isso e deu-lhes uma carta-p...

Direitos... adquiridos ?

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Nas deambulações via Net, cruzadas com mensagens que Amigos me vão fazendo entrar na caixa do correio, vou apanhando de quando em vez com notícias referentes a acontecimentos que "já passaram", a maior parte das vezes com muita pena minha por não ter dado por eles mais cedo. Se esse conhecimento estivesse comigo a tempo e horas poderia segui-los com maior atenção. Assim estou pendurado no "acaso" de uma descoberta durante a navegação ou no "acaso" de um alerta chegado por mensagem amiga. Este foi o caso. Trago-vos uma peça já posta em blog (outro, com motivações e objetivos diferentes do nosso "A-Partir-Pedra") que fiquei a conhecer agora. Para fim de semana parece-me interessante. Dá que pensar e como estamos em período fresquinho pós-eleitoral, com as equipas políticas em reconstrução, pode bem ser que alguém dessas novas equipas dê por este texto e faça alguma coisa com o seu conteúdo. Como de costume limito-me a ser o copista de serviço (apen...

A Lenda do Ofício - análise crítica: Carlos Martel

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Estátua de Carlos Martel no Palácio de Versailles Finalmente, a Lenda do Ofício chega à introdução do mesmo na Europa. Relembremos esta parte do texto: Homens da Fraternidade curiosos viajaram por diversos países, uns para aprenderem mais da arte de construir e aparelhar, outros para ensinar aqueles que tinham poucos conhecimentos. E assim sucedeu que houve um curioso Maçon, chamado Maymus Grecus, que esteve na construção do Templo de Salomão e que veio para França e aí ensinou a ciência da Maçonaria aos homens de França. E houve um, da linhagem real de França, chamado Carlos Martel; e ele era um homem que gostava muito desta ciência e aproximou-se deste Maymus Grecus, acima referido, e aprendeu com ele a ciência e obteve através dele os Deveres e as Regras; e mais tarde, pela graça de Deus, foi escolhido para ser Rei de França. E quando ele estava nessa função, contratou Maçons e ajudou a fazer Maçons de homens que não eram nada; e pô-los a trabalhar e deu-lhes os Deveres e as Regras...

Quem tudo quer...

É muito antiga a expressão "Quem tudo quer, tudo perde". Nasci e cresci ouvindo esta expressão e acontece que o tempo da vida tem-se encarregado de me mostrar que de facto é assim na grande maioria dos casos. Como sempre alguns escapam... mas na grande maioria (na grande maioria, mesmo !) das situações que conheço o resultado é mesmo o do título que escolhi. A ponderação das possibilidades, o senso das oportunidades, o saber-se onde e quando parar são princípios básicos de equilíbrio que nem todos conseguem desenvolver. Depois há o velho Peter, com o seu Princípio a marcar o ponto de viragem para a asneira. Em mais um período reflexivo/eleitoral (?) escolhi um exemplo... exemplar ! para vos entreter. E se calhar relacionado com alguns dos personagens principais deste fim de semana. Bom fim de semana... e até pode ser que Portugal vá ao Mundial da África do Sul... JPSetúbal

A Lenda do Ofício - análise crítica: O Templo de Salomão

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Do Egito, a Lenda salta para a Judeia e para a construção do Templo de Salomão. Recorde-se o texto da Lenda do Ofício , nesta parte: Muito depois deste tempo, quando os filhos de Israel chegaram à Terra Prometida, que agora é chamada entre nós de Jerusalém, o rei David iniciou a construção do Templo que é chamado entre nós de Templo de Jerusalém. E o rei David apreciava os maçons e tratava-os bem e dava-lhes bom salário. E deu-lhes os Deveres pela forma que tinha aprendido no Egito, dada por Euclides, e outros deveres de conduta de que ouvirão falar mais tarde. E depois da morte do rei David, Salomão, que era filho de David, concluiu o Templo que o seu pai começara; e mandou vir maçons de diversos países e várias terras; e juntou-os, de forma a ter 40.000 trabalhadores em pedra e chamou-lhes maçons. E escolheu de entre eles 3.000 que determinou fossem Mestres e responsáveis pelo trabalho. E, para além disso, havia um rei de outra região que os homens chamavam Hiram, que era amigo de Sa...

Homenagem aos nossos Irmãos brasileiros

O Brasil (através da cidade do Rio de Janeiro) ganhou a realização dos Jogos Olímpicos 2016. Por mim fiquei feliz com a decisão principalmente porque teremos uns Jogos Olímpicos falados em português e porque sendo o reconhecimento da capacidade organizativa daqueles nossos Irmãos é, por outro lado, uma ajuda ao desenvolvimento brasileiro. Além de ser um excelente pretexto para um Carnaval extra, coisa que brasileiro que se preze não perdôa. Pois é com o sentido de uma homenagem aos nossos Irmãos da outra banda do Atlântico que hoje dedico este espaço. Vejam só "que coisa mais linda... lá por Ipanema"... e depois uma grande recordação dos "bons velhos tempos" ! Grande abraço a todos, bom fim de semana prolongado e... não deixem roubar a bandeira da Praça do Município... t'á bem ? JPSetúbal