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A mostrar mensagens de dezembro, 2017

Solstício de Inverno

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Ontem foi o solstício de Inverno. É o dia mais curto do ano, e a noite mais longa. Até aqui os dias foram progressivamente encurtando, cada um com menos luz do que o seu predecessor. A partir de hoje, porém, cada dia será, progressivamente, um pouco mais luminoso que a sua véspera - até ao solstício de Verão, dia mais longo do ano, e noite mais curta. Chegados aí, os dias passarão a ser progressivamente mais curtos, até que, de novo, chegue o solstício de Inverno. Este ciclo solar - a repetição das estações - não passou despercebido aos nossos antepassados, e o passar das eras carregou-o de simbolismo. O Homem, divinizando as forças da natureza - e o Sol em particular - interpretava como podia esta alternância entre  luz e escuridão, entre abundância e escassez,  entre vida e morte. As antigas feiticeiras -  ervanárias,  na verdade - atribuiam nomes fantásticos, como asas de morcego ou dentes de dragão, às ervas que usavam nas suas poções. Com essas iden...

Segurança informática

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Uma vez deixei o carro mal travado num parque de estacionamento, e ele foi bater noutros dois. Não houve danos pessoais, tanto mais que ninguém estava presente. A seguradora pagou os danos que o meu carro causou nos outros e os danos do meu carro saíram-me do bolso. Tirando as fotos e o gozo dos colegas, a história ficou por ali. Não é este, no entanto, o típico acidente automóvel. O normal é o condutor, ou um peão, fazerem alguma coisa de errado –pode ser uma manobra desastrada, ou mera distração que leve a uma omissão – e em consequência disso haver um acidente, frequentemente com danos pessoais. Quando os acidentes ocorrem na estrada já todos sabemos o que há a fazer. Afinal de contas, por um lado, as regras do código da estrada já têm muitos anos – de facto, é de 3 de Outubro de 1901 a publicação do Regulamento sobre Circulação de Automóveis, e de 1928 o primeiro Código da Estrada. Por outro, não podemos conduzir um automóvel sem aprender primeiro como se faz, e passar um ...

Homo homini lupus

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A organização social das alcateias tem vindo a ser extensivamente estudada desde os anos 60 do século passado por L. David Mech, que começou pela observação do comportamento de várias alcateias que se haviam constituído em cativeiro a partir de indivíduos dispersos - reproduzindo o entendimento que se tinha, de que estes se reuniriam para, juntos, fazerem frente aos desafios trazidos pelo Inverno.  A hipótese inicial a que as observações levaram este cientista foi a de que os lobos se organizariam em torno de um "macho alfa", mais forte, que exigia acesso preferencial à comida e às fêmeas, por exemplo, mas também a locais de abrigo ou certos papéis nas atividades do grupo. Esta hipótese do "macho alfa" explicava o comportamento verificado, de constantes lutas entre machos no sentido da dominância de uns indivíduos sobre os demais. Mais de trinta anos depois, Mech apercebeu-se de um erro que derrubava impiedosamente as suas conclusões: o que tomara por...