O reactor nuclear de Sacavém tem um novo coração
Como é o núcleo e o que vai fazer-se com ele
A 51ª conversão de um núcleo americano
Blogue sobre Maçonaria escrito por Mestres da Loja Mestre Affonso Domingues
Publicado por J.Paiva Setúbal às 05:15 0 comments
Marcadores: energia nuclear, reactor
Contra o que é habitual, ontem não foi publicado qualquer texto no A Partir Pedra. Tal ocorreu por avaria nas comunicações na zona de onde me ligo à Rede, precisamente quando, com o texto já escrito, seleccionava uma imagem para o acompanhar. Aproximava-se a hora do jantar - que, em minha casa, é um momento sagrado de reunião e convívio familiar - e não me foi possível aguardar pelo retomar das comunicações. Portanto, ontem as circunstâncias impuseram que não pudesse ser cumprido o propósito de, fora dos períodos de férias, o blogue ter sempre publicado, pelo menos, um texto em cada dia útil. Fiquei levemente aborrecido, mas sou um optimista. E um optimista consegue sempre descortinar algo de bom no que corre mal, consegue sempre antecipar algum sol no meio de uma tempestade.
A pausa forçada permite-me reequilibrar um pouco a minha produção de textos aqui no blogue. Como tive oportunidade de referir aqui, este ano maçónico esperava que a minha contribuição para o blogue se cifrasse em dois textos por semana. Isso não se tem revelado possível. O reforço que se anunciava não se concretizou. Até agora, pelo menos. Os afazeres e as falhas de inspiração dos outros autores habituais de textos no blogue também os têm impedido de publicar mais assiduamente. Como resultado, para garantir o cumprimento do desejado objectivo de pelo menos um texto em cada dia útil, tenho tido necessidade de publicar quatro e, por vezes, cinco textos por semana.
Não me queixo. A publicação de textos no blogue é um acto voluntário, quem corre por gosto não cansa e quem não pode, arreia. Mas esta necessidade de garantir um ritmo elevado de publicação não deixa de me preocupar, sobretudo pelos possíveis reflexos na qualidade dos textos. Não é possível haver ópera todos os dias... E quanto mais dias houver função, menor será a proporção da ópera no meio da música...
A qualidade dos textos aqui publicados é para mim importante. Para escrever qualquer coisa de qualquer maneira, mais vale estar quieto e tentar fazer algo de mais útil... Procuro, portanto, escrever de forma a expor ideias, pensamentos, conclusões, que sejam dotados de alguma Sabedoria, que tenham alguma Força para inspirar ou influenciar quem lê e que sejam textos com alguma Beleza de escrita.
Porém, para escrever algo com uma sofrível Sabedoria é preciso reflectir. E quanto mais frequentemente se tiver que publicar, menos tempo se tem para reflectir no que se escreve...
Para escrever algo com a Força suficiente para marcar quem lê o texto, tem de se escrever convictamente. E a necessidade de publicar todos os dias obriga, por vezes, a escrever sobre detalhes, ligeirezas ou curiosidades, sobre os quais dificilmente se consegue transmitir convicção... Não que não haja lugar a textos sobre detalhes, ligeirezas e curiosidades aqui no A Partir Pedra. Claro que há, até por uma questão de saudável variedade de temas e estilos. Mas gostaria de poder programar mais descansadamente a mescla do sério com o ligeiro, para poder tentar até o ligeiro dotar de alguma Força...
Para escrever textos com alguma Beleza, com alguma qualidade de escrita, necessito de muita transpiração... Não sou um artista das letras, não escrevo particularmente bem, tenho consciência que mais não sou do que um medíocre alinhavador de palavras, um sofrível escrevinhador, um razoável divulgador de pensamentos. Mas, embora com reduzido sucesso, procuro, tento, teimo, que o que escrevo tenha, aqui ou ali, algo que possa ser considerado como não feio de todo. Para tentar não me distanciar muito desse objectivo, mister é que releia, emende, corrija, melhore o que a minha pouco inspirada mente vai dolorosamente expelindo. Mas a necessidade de publicar a um ritmo diário permite-me menos tempo para que o faça... E, no entanto, para mim é importante ter possibilidade de reler e aprimorar os textos que vou escrevendo, antes de os publicar. Nunca cesso de me surpreender como a simples alteração de disposição, de humor, entre o momento em que escrevi um texto e aquele em que o revejo, me possibilita aprofundá-lo com novos detalhes, enriquecê-lo com novas cambiantes, adorná-lo com mais uma ou outra imagem.
Procuro, sempre que possível, escrever com alguma antecedência, ter de um a cinco textos aptos a serem publicados, de forma a poder revê-los, melhorá-los, afiná-los, antes da publicação de cada um e, até, poder jogar com a respectiva ordem de publicação. Mas ultimamente isso não tem sido possível: os meus próprios afazeres nem sempre me têm permitido escrever todos os dia úteis e a reserva de textos foi sendo utilizada.
Procuro, pelo menos, escrever de manhã e só publicar ao fim da tarde, para ainda ter um tempinho para o meu subconsciente me ajudar a providenciar por uma ou outra afinação. Mas dias há em que nem isso tem sido possível, em que tenho escrito e imediatamente publicado. Resultado: quando releio o que já está publicado, mais frequentemente do que eu gostaria deparo com detalhes que deviam ter sido melhorados. E isso aborrece-me. Porque quem me lê tem direito ao melhor do que sou capaz, não apenas ao que saiu...
Portanto, a avaria de ontem teve o resultado positivo de me permitir uma pequena folga, que, espero, me ajudará a poder melhorar um pouquinho a qualidade do que publico. Porque ontem não publiquei e o texto que estava prestes a ser publicado fica de reserva para um dia destes (após revisão e aperfeiçoamento...) e hoje pude, a propósito, exercitar a minha capacidade de escrever sobre nada, ganhei mais um dia para reflectir sobre algumas coisas que ainda não tinha decidido se iria escrever sobre elas aqui no blogue - e que entretanto já deu para me decidir pela afirmativa -, de forma a que valha a pena escrever sobre elas. Escrever sobre nada dá-me tempo para reflectir sobre a substância do que escreverei um dia destes. Hoje, escrevi sobre a espuma de algo sem importância, enquanto me preparo para escrever sobre o âmago de assuntos bem mais importantes.
O que uma avaria propicia e o que a capacidade optimista de retirar algo de positivo do que corre mal possibilita!
Rui Bandeira
Publicado por Rui Bandeira às 19:13 3 comments
Marcadores: blogue
Desde que iniciei a série de textos que designei "Memória da Loja", já fiz referência aos mandatos de todos os 16 Veneráveis Mestres cujos mandatos se iniciaram antes da criação do A Partir Pedra. Reflecti sobre se deveria parar por aqui, dedicando este registo a esses mandatos iniciados antes de criado o blogue. Decidi, porém, prosseguir, enquanto o blogue também continuar a ser publicado. Por um lado, embora as principais iniciativas da Loja Mestre Affonso Domingues sejam aqui divulgadas, o que porventura justificaria a cessação de publicação de textos sobre os mandatos que decorrem já em curso de publicação do A Partir Pedra, o certo é que a dinâmica dos textos publicados em relação aos mandatos dos primeiros 16 Veneráveis Mestres da Loja Mestre Affonso Domingues acabou por redundar em análises, necessariamente subjectivas, dos respectivos méritos e deméritos, êxitos e fracassos, projectos e rotinas. E isso não é suprido apenas pelas referências casuísticas e factuais às iniciativas que vão ocorrendo. Embora com o selo da minha subjectividade, procurei dar uma visão de conjunto da acção de cada um dos 16 primeiros Veneráveis Mestres. Não seria justo que omitisse essa visão em relação aos subsequentes, a pretexto de o blogue já existir e fazer avulsas referências às iniciativas em cada momento tomadas. E, aliás, mesmo em relação a estas, apenas tenho por hábito publicar o que tem repercussão externa à Loja. A vida interna da Loja apenas a nós diz respeito. Publica-se as notícias da eleição e da tomada de posse do Venerável Mestre e do Tesoureiro e pouco mais. Tudo o resto que não tenha repercussão externa é matéria interna, que não se justifica seja divulgada na contemporaneidade da sua ocorrência. Justificar-se-á a sua referência integrada na "Memória da Loja", na medida em que cada ocorrência, cada decisão, cada evento, auspicioso ou infeliz, tenha relevância para a evolução da Loja e dos seus obreiros.Publicado por Rui Bandeira às 19:12 0 comments
Marcadores: Memória da Loja
16 de Novembro foi proclamado pela UNESCO o Dia Internacional da Tolerância.Publicado por Rui Bandeira às 15:11 1 comments
Publicado por Rui Bandeira às 17:29 4 comments
Marcadores: blogues outros
Um agricultor, homem de poucos estudos, todos os anos participava na Feira de Agricultura da cidade mais próxima da sua exploração apresentando a concurso exemplares da sua colheita de milho e todos os anos ganhava o troféu do Milho do ano. O seu milho, ano após ano, era cada vez melhor.
Certa vez, após a cerimónia de recepção do prémio, foi entrevistado por um repórter do jornal local, que, tendo perguntado sobre a forma como ele costumava cultivar o seu valioso e qualificado milho, ficou muito intrigado com a revelação do agricultor de que ele partilhava boa parte das suas melhores sementes com os seus vizinhos.
- Porque é que senhor partilha com os seus vizinhos as suas melhores sementes, quando eles competem directamente consigo?
O agricultor, homem de poucos estudos, respondeu-lhe:
- Porquê? É simples: o vento apanha o pólen do milho maduro e leva-o de campo para campo. Se os meus vizinhos cultivarem milho de qualidade inferior à do meu, a polinização degradará gradualmente a qualidade do meu milho. Logo, para eu conseguir obter sempre milho da melhor qualidade, tenho que ajudar os meus vizinhos a cultivar também milho da melhor qualidade, cedendo-lhes parte das minhas melhores sementes.
O agricultor era homem de poucos estudos, mas de muita Sabedoria!
Quem quiser viver em Paz, deve procurar que seus vizinhos também vivam em Paz.
Quem quiser viver bem, deve ajudar os outros, para que também vivam bem.
Quem quiser ser feliz, deve ajudar os outros a encontrar também a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos. Todos nós dependemos uns dos outros e, portanto, todos nós somos importantes uns para os outros, para que todos e cada um possamos viver bem.
Que cada um de nós ajude os seus próximos a cultivar cada vez mais as melhores sementes, os melhores milhos, as melhores amizades!
Que cada um, para lidar consigo mesmo, use a cabeça e, para lidar com os outros, use o coração!
(Adaptação minha de um texto de Karl Rahner)
Rui Bandeira
Publicado por Rui Bandeira às 19:52 0 comments
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Em Loja, o Aprendiz Maçon não tem direito ao uso da palavra.Publicado por Rui Bandeira às 19:16 13 comments
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