17 janeiro 2026

 


Dia 17 de Janeiro de 2026 em Portugal

 Pois bem reflitamos então um pouco acerca do dia de hoje.

Liberdade, Igualdade, Fraternidade !

Quando o calendário é feito no início do ano constatamos que todos os dias serão previsivelmente iguais. Muda-se o número do dia no mês e o nome do dia na semana. E é tudo.

Dia a dia, semana a semana, mês a mês durante 12 meses.

Acontece depois que cada dia toma uma personalidade própria. A Natureza encarrega-se de pôr diferenças em cada dia que vamos vivendo.

Chuva hoje, vento amanhã, calor e sol a seguir…

O Homem trata de dar uma ajuda a diferenciar cada dia de cada dia.

Hoje um tratado, amanhã uma doença, guerra a seguir… mais uns discursos, umas promessas, um salvamento, um nascimento, uma morte…

Os dias que nasceram todos iguais acabam todos diferentes. É o espelho da nossa própria existência.

A “Mãe Natureza” encarrega-se de distribuir “qualidades” conforme Lhe vai apetecendo (é uma simplificação conveniente para o momento) tornando-nos diferentes, todos, por mais iguais que quiséssemos ser.

Só que no final voltamos à igualdade.

A mais absoluta igualdade. Finalmente todos iguais, apetece-me dizer…

Estamos, como pus no título, a 17/01/2026, em Portugal !

Então, sendo que é assim, reflitamos !!!

Não encontro melhor do que recorrer a 2 extraordinários cérebros “nacionais”. Sem eles saberem pedi-lhes ajuda, também sem eles autorizarem usei o seu pensamento para o trazer até aqui para me ajudar a refletir…



J.Paiva Setúbal (MM:.) - 17/01/2026

 

Educação, o que é ?

A influência da Maçonaria na Sociedade é um dos seus objetivos. Uma das suas tarefas mais importantes deve ser a de transmitir à sociedade o enriquecimento interno, pessoal e espiritual que pretendemos obter na nossa vivência maçónica.

A intervenção social é uma das obrigações principais da Maçonaria unindo todos os homens, toda a Humanidade na procura da Felicidade, da Paz, da Alegria, da Liberdade.

É obrigação do Maçon dar testemunho de interesse pelo aperfeiçoamento da Fraternidade Humana.

Hoje dedico aqui algumas linhas à Educação a partir de um evento em que estive há algum tempo, talvez 2 anos (?), mas cuja atualidade é evidente.

Na televisão, nos jornais, nas redes sociais, em todos os suportes de informação onde é possível falar de Educação encontramos um consenso bem generalizado, de facto só contrariado sistematicamente pelos órgãos do governo em funções no momento, seja que governo for, e o consenso é claro, a Educação em Portugal vai mal ou a Educação em Portugal está pior…

A definição de “Educação” que nos interessa aqui é a componente escolar.

De facto, o que se entende por Educação é um conjunto de variáveis nas quais se inclui o “ensino escolar”, mas esse é apenas e só apenas, um dos componentes da Educação, quiçá não o mais importante. Mas é exatamente esse o componente mais referido e vulgarmente o único, que é avaliado quando se fala de Educação.

A Escola não é o único fornecedor de Educação, nem sequer o principal, mas é o mais em evidência por maior facilidade de localização física.

A escola é aquilo, está ali… O professor é aquele, está ali também…  É muito fácil encontrar um e outro.

Neste curto pensamento é exatamente a este componente da Educação que me refiro e é a este apenas, porque é o mais atacado, direi que, na maior parte das vezes, injustiçado.

A escola não funciona, o professor é mau…

Não se faz referência, ou raramente se faz referência, à qualidade do aluno e principalmente à qualidade dos Pais (Encarregados de Educação) do aluno. E no entanto, a meu ver, é a estes que cabe a componente mais importante do conjunto que é a Educação.

Neste meu interesse momentâneo quero dar visibilidade, a que consigo dar, a alguém que sabe do assunto e que muito tem pensado e escrito sobre o tema, com a visão muito clara de que não há “ensinar” sem haver “aprender”.

É esta dicotomia que é tratada na escola sendo claro que Professor e Aluno são, devem ser, uma unidade e não elementos separados do “eu ensino” e “tu aprendes se quiseres”. Se o aluno não aprender o professor também não ensina. Não há um sem o outro.

Esta tem sido uma das preocupações do Professor Jorge Rio Cardoso, plasmada no conjunto da sua obra “Bora Lá…”. É um conjunto de livros pensado para a Escola, para os Alunos e para os Pais (Encarregados de Educação).

Estivemos no lançamento de um desses livros e registamos o que foi dito pelos intervenientes. Divido convosco o final da lição dada na altura pelo professor J.R.C.

(Chamo a atenção para a qualidade da imagem cuja recolha ficou muito deficiente. Mesmo assim resolvi pô-la porque o que de facto interessa aqui são as palavras. E essas são bem percetíveis).

J.Paiva Setúbal (MM:.)

10 janeiro 2026

A Arteriosclerose de uma loja



Antes de tudo, convém assentar uma pedra angular: não escrevo estas linhas para defender o abandono do ritual ou a negligência dos nossos regulamentos. Pelo contrário, sou um fervoroso defensor de que a forma protege o conteúdo. O ritual é a moldura que permite à Loja operar num tempo e espaço sagrados, distintos do profano. Eu não proponho a anarquia, mas a vitalidade. Não questiono a regra, mas o "preciosismo cego" que, sob o pretexto de zelar pela perfeição, acaba por assassinar o espírito real da fraternidade.

Na medicina, a arteriosclerose refere-se ao endurecimento das artérias. As paredes, que deveriam ser flexíveis para permitir a circulação do sangue, tornam-se rígidas, estreitas e, eventualmente, bloqueiam o fluxo, levando à morte do tecido ou à falha do órgão. Na Loja, enfrentamos um risco semelhante. Quando o foco de uma sessão se desvia do aprimoramento moral e do calor da fraternidade para uma discussão vazia sobre a vírgula de uma ata ou o alinhamento preciso de um objeto que não afeta o andamento dos trabalhos ou a prática da verdadeira Maçonaria, estamos a sofrer de uma arteriosclerose ritualística.

O ritual deve ser uma ferramenta de trabalho, não uma mordaça. Se um Irmão comete um deslize formal, o ambiente de harmonia deveria permitir integrar e corrigir com discrição ou explicar pedagogicamente por que fazemos as coisas de determinada maneira. Muitas vezes, o que defendemos como regra máxima é apenas uma tradição oral que se fixou numa memória de trabalho local. Castigar um Irmão por algo que sequer está escrito é contraproducente e gera uma desarmonia que nos afasta do verdadeiro propósito da reunião.

Nós não nos reunimos para prestar culto à burocracia; reunimo-nos para nos tornarmos homens melhores. Se a sessão termina e os Irmãos saem mais exaustos do que inspirados, se saem mais distantes uns dos outros devido a picuices formais, então falhámos na nossa principal tarefa. O rigor é essencial, mas deve ser imbuído de humanidade. As nossas veias maçónicas precisam de ser flexíveis o bastante para aceitar as imperfeições humanas, permitindo que a fraternidade flua sem obstáculos. Assim, ao soar o malhete de encerramento, garantiremos que cada um saia do Templo mais justo e feliz do que quando entrou.


Fábio Serrano, M∴ M∴



01 janeiro 2026


1 DE JANEIRO

É um dia especial.

Marca o início de mais um ano solar e para muitos a retoma de tarefas ou do percurso para objetivos novos ou ainda não cumpridos ou, pura e simplesmente, a estreia de roupa nova.

Para mim marca sobretudo a memória de um grande Amigo e para a R:.L:. Mestre Affonso Domingues a memória de um Maçon exemplar.

É o Aniversário do Luís Miguel Rosa Dias e seria cumprido de forma bem mais festiva se fossemos suficientemente afortunados para o termos ainda connosco.

Lembrei-me de homenagear a sua memória com a publicação de um pequeno vídeo que teve a sua participação, ainda que não apareça nele.

Porque o vídeo que Vos trago o proporciona, aproveito a recordar também outro Querido Irmão, também já no Oriente Eterno.

O nosso querido e saudoso João Pinheiro, aqui trazido por sua Filha, a Teresa Brum Pinheiro.

A Teresa, além da sua vida profissional mantem uma segunda atividade (ou será a primeira ?) cantando o Fado. É fadista e que fadista…

É um excerto da atuação da Teresa durante o lançamento do livro “A Filha do Papa” do Luís Miguel Rocha (Março2013) onde estivemos como TVL.

A Teresa também compõe e neste fado juntam-se a música da Teresa e a letra do Luís Miguel (aqui, como nos seus outros escritos assinado como Miguel Roza).

Com esta ligeiríssima homenagem deixo a todos votos de excelente 6026.

J.Paiva Setúbal