A Medida do Tempo
Há lugares que conhecemos muito antes de os visitar. O Egipto é um deles. Desde a escola que nos habituámos a olhar para as pirâmides como uma das maiores realizações da Humanidade, a reconhecer os nomes de alguns faraós e a admirar uma civilização que floresceu nas margens do Nilo há milhares de anos. Crescemos com imagens de templos monumentais, de hieróglifos misteriosos e de túmulos onde a vida e a morte parecem encontrar-se numa mesma narrativa. Mas uma coisa é conhecer o Egipto através dos livros, outra, bastante diferente, é estar diante da Grande Pirâmide de Quéops e tentar compreender o que significou erguê-la há cerca de quatro mil e quinhentos anos. À primeira vista, a grandeza das pirâmides está nas suas dimensões. A quantidade de pedra, o peso dos blocos, a precisão das linhas e a extraordinária resistência ao passar dos séculos impressionam qualquer visitante. Porém, à medida que nos aproximamos, a admiração começa a deslocar-se da obra para aqueles que a construíram. É ...