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A mostrar mensagens de março, 2026

A Tradição não é prisão

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Numa das últimas sessões, graças a um bom àgape, tive oportunidade de apresentar uma prancha onde falei sobre os hemisférios norte e sul e a culminação do Sol e como isso se transfere para as nossas colunas. Teria lógica os aprendizes e companheiros estarem em posições opostas consoante o hemisferio? Conclusão simples, e pensava eu lógica, tanto aqui como no hemisfério lá de baixo todos nos sentamos nas mesmas posições... Todos não!!!! Isto quase faz lembrar o Astérix e a nossa poção mágica chamada Ritual: "Toda a Maçonaria está ocupada pelo rito escocês antigo e aceite… Toda? Não. Um rito, praticado por irredutíveis obreiros brasileiros, continua a dar o mesmo sabor à salada, mas de forma diferente.” O Irmão Filipe M., visitante de uma Loja brasileira que trabalha no Rito Brasileiro, comentou e esclareceu que no rito dele, os Aprendizes e Companheiros estão em posições invertidas em relação ao que conhecemos no Rito Escocês Antigo e Aceite . Na altura ficou como uma curiosidade,...

Maçonaria: um ato de rebeldia num mundo indiferente

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  A Maçonaria vive de momentos. Ao longo da sua história passou por bons e maus momentos. Na atualidade não podemos dizer que esteja propriamente a passar um mau bocado, mas já vimos dias melhores. O mundo é cada vez menos empático, individualista e cruel. Esta falta de empatia e gosto cada vez maior pela individualidade faz com que se pense menos no coletivo e mais no eu individual. É verdade que, para o coletivo funcionar, é necessário que, em primeiro lugar, estejamos bem connosco próprios. No entanto, após a passagem do nível EU temos de desenvolver os nossos esforços para aperfeiçoar o NÓS como sociedade. Foi assim que a sociedade se desenvolveu até ao nível que conhecemos atualmente. Por outro lado, a Maçonaria, ao longa da sua história, não tem feito pelo abono positivo da sua imagem. Basta olhar para os inúmeros exemplos de boatos que existem à sua volta e desinformação. É pelas razões atrás descritas que é compreensível que o número de iniciações tenha reduzido drasticam...
  AS PERTENÇAS EXCLUSIVAS... “Num tempo em que tudo parece exigir alinhamentos rígidos e pertenças exclusivas, talvez devêssemos olhar para cima e aprender com o céu, pois ele apenas cumpre o seu percurso. A questão é saber se nós fazemos o mesmo ou se continuamos a confundir o nosso ponto de vista com a verdade absoluta.” Começo pelo fim… Este primeiro parágrafo é reprodução do último do texto aqui em baixo (2 andares abaixo deste prédio) da autoria do J.B. Peguei nele porque nele está parte da grande questão da Humanidade, considerando que a existência do homem teima em reger-se por “números" , sejam distâncias, sejam horas, sejam capacidades individuais, ir mais longe, ir mais depressa, saltar mais alto mas também a dimensão da sala ou saldo da conta bancária. Tudo números. E nada que não sejam “milhões”, “biliões”,… zeros, muitos zeros à direita. No futebol como na política, na economia como no clima, na miséria como na riqueza. Números pornográficos são “per...

Onde foi parar o meu Salmo 133?

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Quando troquei os pampas do Rio Grande do Sul pela margem do Tejo e passei a frequentar as colunas da Mestre Affonso Domingues, trazia comigo um "vício" de ouvido. Na minha Loja mãe, da GLMERGS, no Rio Grande do Sul, a abertura do Livro da Lei tinha um ritmo quase musical: "Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união". Era o sinal de que a egrégora estava selada. Por isso, confesso que nas minhas primeiras sessões em Portugal, o silêncio desse momento me causou uma certa "ausência". Aqui, o Livro abre-se solenemente, mas as palavras do Rei Davi não ecoam pelo Templo. Ficamos com o peso do silêncio e o foco na Luz que emana das páginas abertas. Para quem, como eu, se formou na escola das Grandes Lojas brasileiras, esse silêncio parece uma omissão. Mas a história explica o desencontro. O REAA, na sua matriz original francesa, não previa a leitura deste salmo. Se no Brasil hoje respiramos o Salmo 133, devemos isso a uma "manobra diplomática...