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A mostrar mensagens de abril, 2014

Eleição de Grão-Mestre 2014/2016: os candidatos

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A eleição do Grão-Mestre da Grande Loja Legal de Portugal/GLRP para o mandato que decorre entre 2014 e 2016 está marcada para o dia do solstício de verão, 21 de junho. Findo o período de apresentação de candidaturas, apresentaram-se ao escrutínio dois valorosos obreiros, os Irmãos Júlio Meirinhos, Vice Grão-Mestre em funções, e José Manuel Pereira da Silva.   Num processo eleitoral que decorre de forma tranquila, duas coisas se podem já tomar como certas.  A primeira é que o próximo Grão-Mestre da GLLP/GLRP será um maçom de alto gabarito, merecedor da confiança de todos os obreiros, qualquer que seja a opção de voto que venham a manifestar. Com efeito, ambos os candidatos dão garantias de competência e capacidade e a Grande Loja ficará bem servida com qualquer deles. É sempre motivo de agrado quando a escolha que se perfila é entre dois elementos capazes, é uma escolha entre dois bons elementos. Obviamente que será necessário escolher, optar, e que, no final, ...

Há quarenta anos, dia por dia...

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Há quarenta anos, dia por dia, eu era um jovem de dezoito anos que alcançara, à custa de muito trabalho, uns quantos sacrifícios e bastantes privações dos meus pais, o que era então o verdadeiro privilégio de ser estudante universitário. Estudava que me desunhava, não porque fosse especialmente dedicado, mas porque sabia que os meus pais - ele, operário eletricista, ela doméstica - não podiam sustentar vilegiaturas académicas sem aproveitamento. O curso era para se fazer o mais depressa que fosse possível, que os tostões eram parcos e contadíssimos e havia que deixar de ser fardo para a família e começar a contribuir para o seu sustento. Por outro lado, não bastava tirar o curso depressa: havia que procurar ter boas notas, única forma de diferenciação possível de quem provinha de classe modesta e não dispunha de pedigree , conhecimentos ou auxílios da elite que dominava este país.  Há quarenta anos, dia por dia, o sentimento que perpassava por toda a sociedade, por pratica...

Lição de um Mestre ao seu Aprendiz - VI

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Pedro Espanhol , 2009, óleo sobre tela, 90 x 120 cm Reprodução publicada pelo autor em Masonic Art Antes do mais, sê muito bem-vindo entre nós. Estás aqui por teus méritos e, sobretudo, por tuas potencialidades. A ti, e só a ti, deves a admissão no seio dos obreiros desta Oficina da Augusta Ordem da Maçonaria. Nós, os que vos acolhemos, limitámo-nos a reconhecer em ti a capacidade e a vontade de efetuar o longo – direi mesmo: interminável -, trabalhoso – acrescentarei: permanente – e minucioso – precisarei: rendilhado – processo de transformação de um Homem Bom num Homem Melhor. Esta frase, que de tantas vezes dita soa já como um lugar-comum, é, acredita-me, muito mais simples de dizer do que de levar à prática. Passar de um simples e comum Homem Bom – aquilo que nós, maçons, costumamos designar por homem livre e de bons costumes – para se ser um Homem Melhor é tarefa, mais do que diária, de todos os instantes, verdadeiramente permanente, que necessita de ser executada ao...

Prancha de proficiência

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Na Loja Mestre Affonso Domingues, um dos requisitos necessários para que um Aprendiz seja elevado a Companheiro ou para que um Companheiro seja Exaltado Mestre Maçom é a apresentação em Loja de uma prancha, isto é, de um trabalho elaborado pelo obreiro. Em regra, o tema desse trabalho é escolhido por consenso entre o interessado e o Vigilante responsável pela sua Coluna e o referido Vigilante acompanha a elaboração desse trabalho, analisando a ou as versões preparatórias elaboradas e aconselhando ou sugerindo emendas, alterações ou desenvolvimentos, sempre que tal entenda necessário ou conveniente. Todos, sendo essencialmente iguais, somos diferentes nas nossas capacidades específicas, interesses, vocações. Há quem, seja por habituação nos tempos de escola, seja por prática profissional, seja, pura e simplesmente por vocação ou aptidão própria, tenha facilidade em escrever, em organizar uma exposição sobre um tema. Há quem tenha menos habituação ou uma aptidão menos apurada...

Harmonia

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Os maçons prezam a Harmonia na Loja.  Esta frase é consensual. Mas será que todos dão o mesmo significado à palavra Harmonia? Em que consiste realmente a Harmonia da Loja? Quando se pode dizer que uma Loja está em Harmonia?  A Harmonia da Loja não é unanimidade. Nem sequer consenso (estes dois conceitos não são sinónimos; o consenso resulta sempre de uma concertação de posições, à partida, necessariamente com algumas diferenças; a unanimidade não resulta necessariamente desse esforço; a unanimidade pode surgir sem que se faça nada por ela; o consenso resulta sempre de  trabalho, busca). Pode - e é comum que isso suceda - haver divergências, desacordos, sem que se quebre a Harmonia da Loja. Tudo depende de como as posições diferentes são expostas, encaradas e, sobretudo, trabalhadas pelo grupo. Superar desacordos, integrar diferenças, compatibilizar divergências reforça a Harmonia da Loja. Assim sendo, há mais Harmonia numa Loja em que as divergências se expõe...