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Vamos jantar, Cotrim?

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Na sequência do meu texto , onde deixei claro que a Maçonaria não vota nem emite opiniões partidárias enquanto instituição, sinto a necessidade de voltar ao tema. Desta vez não o faço por minha iniciativa, mas porque o candidato da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, decidiu trazer o fantasma maçónico para o centro da campanha eleitoral. Ao criticar o almirante Gouveia e Melo por eventuais apoios ou almoços com irmãos maçons, Cotrim recorreu a um moralismo que disfarça mal o taticismo político e que merece, da minha parte, uma reflexão e um convite sincero. Custa muito entender como alguém que lidera um movimento dito liberal, defensor intransigente das liberdades individuais, tenha tanta dificuldade em aceitar um dos pilares da democracia que é a liberdade de associação. Demonizar um grupo de cidadãos apenas por se reunirem, debaterem ou almoçarem não é liberalismo, é exatamente o oposto. A postura ficou evidente quando, no recente frente a frente televisivo, ao ser confron...

INQUIRIÇÃO, DESAFIO DE LIBERDADE

A Maçonaria é, por definição, um conjunto de homens “livres e de bons costumes”, que se consideram como tal e se reconhecem como tal, perseguindo os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. São conceitos que serviram uma revolução em 1789 em França, mas que são tão antigos quanto o próprio homem. Nem sempre cumpridos... raramente cumpridos… mas existentes ! A condição de Maçon diz que somos “livres e de bons costumes”, ou que nos reconhecemos conjuntamente como Homens “livres e de bons costumes”. Deixo os “bons costumes” de lado, por agora, e foco-me em “ser livre”, e pode-se ser livre dentro das grades de uma prisão e sentir-se acorrentado no cimo de uma montanha com o horizonte por limite. O “infinito” é um conceito teórico que os matemáticos arranjaram para trabalharem com o Universo que, sendo material, não tem “folha de cálculo” ou “plano de contas” que o suporte. Sem princípio nem fim. E é por aqui que entendo a liberdade dos Maçons. Ser livre é a capacidade d...

O que os maçons acreditam?

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Como utopia pessoal, cada maçom propõe elevar seu status para ser social, na medida das suas próprias competências, guiado por uma escola iniciática que fundou-a sobre princípios morais. Acredita na necessidade de tolerar a opinião contrária, respeitando a diversidade de crenças religiosas e diferentes filosofias de vida. Então, acredita em tolerância como resseguro à liberdade de pensamento, ela age como uma rede de contenção nos debates e teste, tornando-se permanentemente formado, Maçom em um homem com a capacidade de ouvir, compreender e agir. Acredita na democracia como uma teia onde as diversas formas de pensamento e de crenças que estão interligadas dentro de que, tendo respeito pelos outros e tolerância de divergência, como propõe uma sociedade fraterna e progressista. Eu, Mestre Maçom acredito na ciência, como representante do progresso, mas guiada por valores eternos como a igualdade de Justiça;lealdade sobre a igualdade de oportunidades. Acreditar n...

Porquê "meu irmão", e não "meu amigo"? (republicação)

Tenho andado a fazer uma "reciclagem" de  alguns dos textos que eu considero oportunos para serem republicados de tempos a tempos para nova leitura ou para uma "leitura em primeira-mão". Tais textos, por norma, já têm bastante tempo passado desde a sua publicação original, logo deste modo, alguns leitores poderão nunca os ter lido por se encontrarem no "arquivo" do Blogue, e dada a sua contemporaneidade, considero que devem novamente "vir a lume" como é usual se dizer. Posto isto, o texto de hoje foi escrito pelo  Paulo M.  e pode ser consultado no seu original  aqui  . " Porquê "meu irmão", e não "meu amigo"?  Os maçons tratam-se, entre si, por "irmão", tratamento que é explicitamente indicado a cada novo maçon após a sua iniciação. Imediatamente após terminada a sessão de Iniciação é normal que todos os presentes cumprimentem o novo Aprendiz com efusivos abraços, rasgados sorrisos e, entre rep...

L'égalite est la base de toute liberté (republicação)

O texto que hoje é republicado é datado de 2009 e foi escrito pelo Jean-Pierre Grassi, obreiro também ele da Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues nº5. Foi escrito  em francês e irei manter a sua integralidade nesta republicação. " Ou serait-ce le contraire? Ou bien alors, est-ce que l’un de ces mots a-t-il un sens sans le second? Ou bien encore, est-ce que ces mots, égalité et liberté, ne sont-ils pas dénués de sens? Du moins dans l’absolu. Serait-ce une hérésie que de dire que Egalité et Liberté sont en soi deux mots abstraits? Voyons. La définition de l’égalité est relativement simple, c’est l’absence complète de distinction entre les hommes sous le rapport des droits: égalité civile, sociale, politique, ... Or nous savons que cet état d’égalité n’existe pas. Qu’elle soit naturelle, acceptée ou imposée, la différence entre les hommes a toujours existée. La liberté, par définition, est l’absence de contrainte; mais il n’existe pas de liberté absolue. Que se soit ...

25 de Abril... uma singela reflexão

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Comemora-se hoje mais um feriado referente ao 25 de Abril.  Como todos bem sabemos, este feriado celebra o fim da ditadura do Estado Novo, época durante a qual as liberdades e direitos da maioria do povo se encontravam cerceados. O 25 de Abril, ou a revolução efetuada nesse dia e mais tarde conhecida com o sugestivo epíteto de “revolução dos cravos”, independentemente de muitos concordarem ou não com os seus fins programáticos, numa coisa todos terão de concordar, trouxe alguma da liberdade de expressão que antes não existiria.  Liberdade de expressão esta que me permite neste momento estar a debitar estas singelas linhas,” liberdade de expressão” que me autoriza a que eu o possa assim fazer apenas por me apetecer tal. Para além disso, consignou o “direito à livre reunião entre pessoas”, direito esse eu que orgulhosamente usufruo na sua plenitude. Permitindo-me estar com quem eu quero quando o assim desejo ou posso. Trouxe também o “direito à livre cir...

"Curiosidade, voyerismo, ou simplesmente, requintes de malvadez…?!"

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Hoje infelizmente trago à baila um tema que me causa algum   amargo de boca,   daqueles amargos criados por um qualquer   espinho purulento que se possa ter na garganta ... Seja por mesquinhez humana, seja meramente por curiosidade ou simples voyerismo sobre o que se passa na vida de outrem, os   tugas   são uns “cuscos” por natureza… A curiosidade sobre a forma de como o seu amigo, vizinho ou colega de trabalho vive ou age, geralmente faz parte do   imaginário   coletivo do povo português. Saber o que   aqueles   fazem nas suas vidas, nas suas profissões, quais as  suas amizades, os seus gostos e “desgostos”, levaram a que as redes sociais crescessem de forma exponencial ao longo dos últimos anos e não apenas em Portugal, mas no resto do mundo também. Quantos de nós aderiu ou  ainda pertence a uma   rede   deste tipo? Quantos de nós fomenta e desenvolve a suas amizades e conhecimentos nestas redes ...

Refletindo sobre a frase "Sei que só há uma liberdade: a do pensamento" dita por Antoine de Saint-Exupery...

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(imagem proveniente de Google Images)  Na minha opinião (tendo ela a relevância que lhe quiserem atribuir), Antoine de Saint-Exupery (29/06/1900 – 31/07/1944) disse uma verdade suprema . Não a classificando como paragdigmática ou um dogma até, a sua frase “ Sei que só há uma liberdade : a do pensamento ”   envolve tudo aquilo que   é para mim a faculdade mais importante que o Ser Humano poderá ter,    a capacidade de pensar e refletir; bem como aborda também para mim, a forma de como nos devemos  sentir na sociedade, sentirmo-nos livres, libertos de preconceitos e ideias que são repisadas por outros sem que nos preocupemos em aferir a sua veracidade e a sua causalidade, e assim manter a "mente aberta", limpa e disponível à aprendizagem que é inerente ao nosso processo de crescimento pessoal e às vivências próprias deste trilho em que caminhamos, a nossa Vida. Há que discutir, há que debater, há que pensar ... E só estando livres e ...