Mensagens

A mostrar mensagens de setembro, 2007

Presença do Conde Lippe em Portugal

Imagem
A - Introdução Iniciam-se estas reflexões por um ligeiro esboço da situação político/militar em Portugal antes da Guerra dos 7 anos. Procura-se seguidamente apresentar um breve perfil do Marechal-General Conde de Lippe, quer como militar, quer como homem, fazendo referência daquilo que se julgou ser o mais importante legado ao nosso país; e conclui-se focando o Conde de Lippe como Maçon. D. José I era o rei de Portugal e tinha como Primeiro-Ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, a quem concedeu o título de Conde de Oeiras em 1759, e mais tarde, em 1769, o título de Marquês de Pombal. Sem ameaças exteriores e com a necessidade interna de diminuir o poder do exército, o governo de D. José I, descurou completamente o aparelho militar. O Marquês de Pombal, por desafecto às instituições militares, ou porque de todo o absorvia o delírio de aniquilar a companhia de Jesus e a Nobreza, recordo que só os nobres tinham acesso aos postos mais elevados da hierarquia militar, tornou-se...

O décimo Venerável Mestre

Imagem
Uma das vantagens do sistema de sucessão no exercício do ofício de Venerável Mestre informalmente instituído na Loja Mestre Affonso Domingues (e também em muitas outras Lojas, das mais diversas Obediências, ritos e latitudes) é que possibilita ao 1.º Vigilante um ano completo para analisar a Loja, verificar os seus pontos fortes e fracos, meditar sobre qual a melhor forma de dar o seu contributo aquando do exercício do seu mandato como Venerável Mestre - em suma, concede ao 1.º Vigilante um ano inteiro para preparar o seu projecto para o ano seguinte. Dadas as circunstâncias em que eu fui designado/nomeado/empurrado/nomeado voluntário para ser 1.º Vigilante, eu utilizei esse período de reflexão para meditar sobre a melhor forma de evitar que situações semelhantes ocorressem num futuro próximo. Foi neste estado de espírito que o mandato do décimo Venerável Mestre da Loja Mestre Affonso Domingues, Rui Bandeira, eu próprio, foi iniciado. Tinha de confiar no instinto. E o instinto acenava...

Aquém e além do símbolo

Imagem
É inaugurada na próxima sexta-feira, dia 28 de Setembro, pelas 16,30 horas, a exposição de pintura e escultura de Júlio Pêgo intitulada "Aquém e Além do Símbolo". Esta exposição estará patente na zona de exposições temporárias, sita na ala Norte do Claustro da Hospedaria, e ainda no no Claustro da Micha, no Convento de Cristo, em Tomar. O seu núcleo de pintura manter-se-á à disposição do público até ao dia 28 de Outubro. O núcleo de escultura, por sua vez, permanecerá exposto até 29 de Dezembro. Esta exposição integra-se no programa nacional das Jornadas Europeias do Património 2007 e tem entrada livre nos dias 28, 29 e 30 de Setembro, bem como em todos os domingos e feriados até às 14 horas, destinando-se aos visitantes do Convento de Cristo. A exposição é constituída pela mostra de 11 esculturas em ferro galvanizado e aço inoxidável e 21 pinturas, tendo como temáticas a época dos Templários e a expansão portuguesa e é uma organização do artista e do Convento de Cristo. Mais...

Dignidade desportiva

Imagem
São 16 horas de 25/09/2007. Refiro o momento exacto em que passo estas ideias ao papel (ao ecran…) porque é importante que se relacione com o tempo ainda anterior ao espectáculo desportivo do Portugal-Roménia em râguebi. Temos, aqui, feito referência aos êxitos de Vanessa Fernandes e Nelson Évora nos campeonatos do mundo de Atletismo, tal como se referiu a participação da Selecção Nacional de Basquetebol, modesta mas a melhor possível face aos meios disponíveis, tal como têm que ser referidas as 7 (SETE) medalhas que os nossos judocas trouxeram de Birmingham e Tallin. E os heróis do Desporto para Pessoas Diferentes ? Quantas medalhas, quanta honra, quanta dignidade… E agora no topo do podium, para nós, a Selecção Nacional de Râguebi. Verdadeiramente amadores batendo-se de igual para igual (mesmo quando perderam por 101-13 com a Nova Zelândia) com profissionais de um desporto de força, sem dúvida, mas de enorme exigência técnica, também. E bateram-se de igual para igual porque, quem as...

A Iniciação (II)

Imagem
Os ritos de passagem são frequentemente integrados por referências ou representações à vida anterior dos que se submetem ao rito (de onde vens), por uma ou mais provas que devem ser superadas (o que és) e por referências ou representações daquilo a que se acede (para onde vais), designadamente aos deveres ou obrigações inerentes à nova situação que é atingida. O rito de passagem que é a Cerimónia de Iniciação maçónica não foge a este estereótipo. Tem, porém, a característica de, após uma fase inicial, destinada à preparação psicológica e interior do candidato, tudo isso ocorrer em simultâneo. Durante praticamente todo o decurso da Cerimónia de Iniciação, processam-se, em simultâneo, simbólicas referências à vida passada do profano em geral (e, portanto, também do candidato), ocorre a prestação de provas pelo candidato, por cuja submissão e consequente superação, também simbolicamente, se processa a transformação da realidade anterior para a realidade futura e apresentam-se ao candidato...

Scolari

“Exalta-te e serás humilhado, Humilha-te e serás exaltado” Ora eu aqui de novo, aproveitando a inter-actividade aqui do sítio, proponho-me discorrer, profanamente, embora com certa intenção não profana, apelando a valores que se ensinam quando ainda só sabemos soletrar. De caminho dou nota do comentário feito por uma cunhada a propósito do meu artigo “Grandes Portugueses II”, a quem agradeço as palavras que me dirigiu e me alertaram para a necessidade de esclarecer, aquilo que não soube transmitir. Quando referia que as figuras históricas presentes na “final” do concurso televisivo eram iniciados, obviamente não me referia à Maçonaria Especulativa, aquela onde hoje somos humildes obreiros, mas também aludi à distinção que Fernando Pessoa fazia entre Ordem Maçónica e Maçonaria (especulativa). A primeira refere-se a um sistema tributário de valores esotéricos e profanos que não carecem de uma iniciação formal e ritualística, ancestral, e nessa medida, ser adequado admitir que um iniciado...

Sobre Esoterismos

Falei num post prévio da linha esotérica, e o nosso leitor Simple que lê todas as letrinhas que escrevemos neste blog não deixou passar essa referencia em branco e questionou sobre. O esoterismo está em minha opinião no feitio de cada um. Eu sou cartesiano, racionalista, e sigo linhas de pensamento lógicas sendo também um pouco Maniqueísta. É a minha formação, é a minha forma de ser na sociedade civil, sou assim em casa com a família. De vez em quando, se a situação o exige visto a minha capa de politico e passo a admitir alguns tons de cinzento e situações menos lógicas. Acredito que a Maçonaria tem origens definidas e que com os landmarks, os regulamentos, os rituais, a prática se pode muito bem responder a toda e qualquer questão que se levante. Mas hoje estou aqui para falar de Esoterismo. Sendo este um tema de grande importância na Maçonaria, decidi contudo fazer uma abordagem ligeira, ou talvez não. Creio que o esoterismo se pode dividir em categorias (cá está a minha faceta lógi...

A Iniciação (I)

Imagem
Quando um profano pede para ser admitido maçon e a Loja que recebeu esse pedido acede a ele, a entrada do novo elemento para a Maçonaria e para a Loja processa-se mediante uma cerimónia, designada de Iniciação. Um dos compromissos que os maçons assumem é o de não divulgar a profanos como se processa a cerimónia de Iniciação. Não por gosto do secretismo. Não porque algo de ilícito, ou perigoso, ou atentatório da dignidade, exista nessa cerimónia. Simplesmente porque o desconhecimento sobre como se processa e o que se passa nessa cerimónia é absolutamente essencial para que esta atinja os objectivos que com ela se procura prosseguir. Dir-se-ia, assim sendo, que, nesse caso, não poderia ou deveria eu aqui escrever sobre a Iniciação. Tudo depende do que se escreve e como se escreve. Obviamente que não vou descrever a cerimónia, dizer o que nela se passa, como se processa. Assumi o compromisso de tal não fazer publicamente ou em privado perante profanos. E concordo e entendo as razões que s...

The Burning Taper

Imagem
The Burning Taper (O Círio Ardente) é um interessante blogue norte-americano de temática maçónica. Há meses que andava para aqui o divulgar, mas, por uma ou por outra razão, tal referência foi sendo adiada - até hoje! The Burning Taper é escrito por um maçon, residente numa povoação do Estado sulista da Geórgia, que usa o pseudónimo de Widow's Son (Filho da Viúva - a expressão que os maçons utilizam para se designar a si próprios). A leitura deste blogue permite que nos apercebamos de quão diferente é a maçonaria americana da maçonaria europeia. Diga-se desde já que este é um blogue contra a corrente, escrito por alguém que assumidamente está preocupado com o estado actual da Ordem Maçónica nos Estados Unidos, inserindo-se numa tendência de maçons que, insatisfeitos com o trabalho interno das Lojas, reduzidas quase a clubes sociais e filantrópicos, defendem que a crise por que passa a maçonaria americana (em contínua perda de efectivas, desde há várias décadas)...

Entre o Nono e o Décimo Veneravel

Sabia, mais ou menos, o que o Rui iria escrever sobre esta época da Loja. Tive tempo para pensar sobre se escreveria ou nao sobre este periodo. Só hoje decidi. Ao ler o post do Rui A Ultrapassagem . Comecei por escrever na zona de comentários mas decidi passar para aqui. Ao contrario do que se possa pensar , e na minha opinião estes foram os anos mais dificieis da Affonso Domingues. O perigo vinha de dentro e como todos sabemos as guerras internas sao muito mais violentas que as externas. Diz o povo " Eu contra o meu Irmão, eu e o meu Irmão contra o nosso primo, Eu o meu irmao e o nosso primo contra o vizinho, eu,meu irmao, nosso primo e o vizinho contra o vizinho da rua de baixo, etc." Anos antes a guerra nao era nossa, era imposta, nestes anos a desavença era interna. Por isso aqui vai. Creio que deve aqui ser dito que Luís D.P. era adepto de uma via esotérica que privilegiava a permanência pelo máximo período de tempo possível em cada lugar. Começou por recusar ser...

A ultrapassagem

Imagem
No texto O nono Venerável Mestre , referi que Luís P. exerceu a função com alguns laivos de autoritarismo. Convém esclarecer que tal sucedeu não porque Luís P. fosse especialmente autoritário, mas porque a sua concepção da maçonaria e da Loja era de que esta era dirigida pelas três Luzes (O Venerável Mestre e os dois Vigilantes), sob o comando do Venerável Mestre. Luís P. exerceu as funções de 1.º Vigilante no Veneralato do oitavo Venerável Mestre, Jean-Pierre G. O 2.º Vigilante da Loja, nesse Veneralato, foi João D. P.. Com a eleição de Luís P. para Venerável Mestre, a prática usualmente seguida na Loja implicava que o novo Venerável indicasse para exercer o ofício de 1.º Vigilante o Mestre que exercera as funções de 2.º Vigilante no ano anterior. Essa prática só muito raramente foi quebrada e, por regra, por indisponibilidade do Mestre que devia passar de 2.º a 1.º Vigilante. Foi, aliás, o caso de Luís P. que, mostrando-se especialmente interessado na formação dos Aprendizes, exerceu...

Blogue do Grémio Estrela d'Alva

Imagem
Aqui no A Partir Pedra , quanto a sítios e blogues de inspiração ou temática maçónica, a única distinção que fazemos é a da existência ou não de qualidade. Hoje, quero aqui chamar a atenção para um blogue de superior qualidade: o blogue do Grémio Estrela d'Alva . Publica textos de notável qualidade desde 15 de Julho de 2006 - é, portanto, cerca de um mês mais novo do que o A Partir Pedra . Ao contrário do que aqui fazemos, no Grémio Estrela d'Alva não existe a intenção de publicar textos com frequência: no segundo semestre de 2006, foram ali publicados ao todo 15 textos (média de 2,5 por mês) e, no corrente ano, até final de Julho (em Agosto e até à presente data de Setembro nada foi publicado), publicaram-se ali mais 25 textos ( média um pouco superior a 3 por mês). Mas quase todos os textos merecem atenta leitura e e constituem boas lições para quem tem a preocupação de se aperfeiçoar. Pelo menos uma vez por mês, vou espreitar este blogue e, quando há texto novo, leio-o sem...

O nono Venerável Mestre

Imagem
Entre Setembro de 1998 e igual mês de 1999, exerceu funções o nono Venerável Mestre da Loja Mestre Affonso Domingues, Luís P.. Luís P. foi um dos maçons que mais tempo se manteve no grau de Aprendiz, não por desinteresse ou falta de assiduidade, mas porque recusou, várias vezes, ser elevado ao Grau de Companheiro, por não se sentir preparado para tal! Já Mestre maçon, sempre revelou um particular interesse pela formação, especialmente pela formação dos Aprendizes, de que foi directamente responsável, salvo erro, dois anos, enquanto 2.º Vigilante da Loja. Foi ele o 2.º Vigilante que, conforme o José Ruah referiu aqui , lhe pediu para continuar mais um ano nessa função, em vez de, como seria normal, avançar para 1.º Vigilante, preferindo ser ultrapassado na informal "linha de sucessão" da Loja por Jean-Pierre G.. Ou seja, Luís P. revelou um particular interesse pela formação maçónica e pelo trabalho com os símbolos, quer como formando, quer como formador. Tinha, além disso, um...

“Os Grandes Portugueses” - 2

Após estimulante conversa com o meu Irmão Aprendiz Maçon A. D., também obreiro na minha estimada loja, na qual me deu nota que via no sítio electrónico em tópico, uma estimulante via de aprendizagem, e não dispensava o seu acesso numa base diária. Tendo já escrito um artigo para o mesmo e sabendo que os escrivães de serviço são poucos (apenas 3), eu solidariamente, proponho-me de quando em vez, dar o meu contributo. De resto é esta também uma forma de estar ligado, não só espiritualmente, mas pela forma da letra aos meus irmãos. Terminada a conversa acedi ao sitio e percorri os artigos, por temas, e um, cuja autoria é do Rui Bandeira, que procurou responder a um leitor cuja curiosidade o levou a querer saber quantos, dos grandes portugueses elencados no conhecido programa televisivo, teriam sido Maçons. Na sua habitual facilidade com que explana os temas, o Rui Bandeira, de forma brilhante teceu os seus considerandos sobre o caso, pese embora, se note que só a custo aceita t...