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Loja Mestre Affonso Domingues - 32 anos

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  A  Loja Mestre Affonso Domingues  foi fundada, ainda antes da formal constituição da Grande Loja Regular de Portugal (GLRP), hoje  Grande Loja Legal de Portugal/GLRP , como loja pertencente ao Distrito de Portugal da Grande Loge Nationale Française ( GLNF ). Foi, na ordem de numeração desse Distrito, ulteriormente mantida na ordem de numeração da GLLP/GLRP, a Loja n.º 5, com a sua criação contemporânea das quatro que a precedem nessa Ordem:  Fernando Pessoa, n.º 1 , Porto do Graal, n.º2, Europa, n.º 3, e General Gomes Freire de Andrade, n.º 4. Todas agruparam maçons que, oriundos do Grande Oriente Lusitano ( GOL ), Obediência que se integra na corrente liberal da Maçonaria, desejavam refundar a Maçonaria Regular em Portugal. A data de constituição oficial da Loja Mestre Affonso Domingues, enquanto Loja nº 5 da GLLP/GLRP é coincidente com a data da fundação da Grande Loja Regular de Portugal, hoje Grande Loja Legal de Portugal/GLRP, em 29 de junho de 1991. ...

TEMPO DE OBRAS NA RLMAD

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                                                      O 29º Venerável Mestre No 29º Veneralato os Obreiros da RLMAD não puderam dar continuidade ao processo de escolha do seu VM seguindo o sistema habitual da Loja instituído há muitos anos. Este tema da eleição do VM na RLMAD já foi aqui abordado e explicado há algum tempo ( https://a-partir-pedra.blogspot.com/2017/05/da-ilusoria-natureza-do-poder-em.html?m=0 )     e sempre se confirmou ser um bom processo, dele resultando sempre o VM adequado e preparado para a função. Porém desta vez as coisas não correram de forma tão linear quanto é habitual. Na verdade e em sequência das divergências de interpretação de algumas decisões da Loja em exercícios anteriores, o Obreiro Mestre que estava na linha de sucessão para a candidatura entendeu que devia recusar esse direito e afastar-se da Loja abr...

O Vigésimo Oitavo Venerável Mestre

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O elemento que a Loja unanimemente - como é habitual na Loja Mestre Affonso Domingues - escolheu para assegurar a responsabilidade de a dirigir no ano maçónico de 2016/2017 foi António M.. António M. era um veterano da Loja que a tinha deixado há alguns anos atrás, para colaborar no lançamento de uma nova Loja e que, estabilizada a mesma, regressara a casa , à sua Loja-Mãe, à Mestre Affonso Domingues. A sua antiguidade, a sua qualidade, mas também a sua disponibilidade para ajudar a dar vida a um novo projeto e, quando esse já estava apto a dele não necessitar, retornar à sua  Loja, faziam dele o homem certo no momento certo para dirigir a Loja, no consensual juízo desta. Com efeito, no ano anterior houvera alguma turbulência e desencontro de opiniões, que se esperava que a experiência de António M. ajudasse a ultrapassar. Após um período de debates acesos e persistentes, a Loja ansiava por algum sossego e concórdia. Mas, mais uma vez, a perceção que se tinha da realida...

O Vigésimo Sétimo Venerável Mestre

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Com a eleição de  Paulo M. - um dos que escrevem neste blogue -, a Loja continuou a trilhar o caminho da transição de gerações, que então pensava ser o maior problema que tinha de enfrentar. Com efeito, Paulo M. entrara na Loja já depois do início deste blogue, de que. mais tarde, viria a ser um dos animadores. Ter na direção da Loja "um dos novos" afigurava-se ser a receita certa para prosseguir e concretizar a transição de gerações. A realidade, porém, no mandato de Paulo M. e no do seu sucessor, veio a revelar-se mais complexa. Foi no mandato de Paulo M. que se começaram a tornar evidentes sinais de crise. O que a Loja fazia, a forma como a Loja atuava, estava já desfasada do sentimento da maioria dos elementos que a constituíam. Até então, os desequilíbrios eram apenas pressentidos. No mandato de Paulo M. tornaram-se visíveis. Paulo M. era e é um homem meticuloso, pormenorizado, que, detetando um problema, analisa-o em profundidade e estabelece uma via para a ...

O Vigésimo Sexto Venerável Mestre

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No ano maçónico de 2014/2015, a Loja Mestre Affonso Domingues teve como seu Venerável Mestre o Irmão Luís N. C.. Luís N. C. é um gentleman , de uma polidez a toda a prova. mantendo sempre uma calma olímpica e uma impertubável serenidade que, no entanto, não prejudicam uma segura determinação no cumprimento das tarefas que se propõe realizar. Tomou conta do leme da Loja após um período anómalo na sua gestão, pois, no ano anterior, a Loja tivera um Venerável que, muito pouco tempo após a sua instalação, teve que se ausentar, um largo período de substituição assegurada interinamente e, por fim, um novo Venerável para um mandato reduzido. Havia que procurar retomar a normaliddade e foi isso que Luís N. C. providenciou. A Loja retomou as suas rotinas. Foi dada atenção à regularização da situação administrativa e financeira. Retomaram-se as tarefas de formação dos mais recentes elementos da Loja. Tudo isso Luís N. C. assegurou e assegurou bem. Aparentemente, a Loja retomava a sua...

A identidade da Loja

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Cada Loja maçónica adquire ao longo do tempo uma identidade própria, que a distingue, sem dificuldades, das restantes. Essa identidade começa a construir-se pelas circunstâncias do seu aparecimento (Loja essencialmente com obreiros oriundos de outra Loja: decisão consensual ou conflitual?; Loja de caráter genérico ou Loja criada com um objetivo específico? Loja criada a partir de um grupo coeso que se expandirá normalmente ou Loja de implantação numa zona, cujos fundadores a virão a abandonar quando estiver implantada e firme?), prossegue com a forma como se relacionam os seus elementos (relações de amizade ou cordiais ou existência de tensões que vão sendo dirimidas e aplainadas?) e com a forma como é gerida a Loja e efetuadas as escolhas que tiverem de ser tomadas (Loja habitualmente coesa ou Loja com grupos estabelecidos que se vão confrontando e sucedendo nas tomadas de decisão)? A forma como a Loja adquire e molda a sua identidade determina a sua maior ou menor aproximaçã...

O Vigésimo Quinto Venerável Mestre

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Com a renúncia do Vigésimo Quarto Venerável Mestre , a Loja deparou-se com uma situação inédita para resolver. Já anteriormente ocorrera uma renúncia do Venerável Mestre a meio do mandato, a do Sétimo Venerável Mestre , José Ruah. Então, a Loja designou para lhe suceder o Primeiro Vigilante, que completou o mandato e foi reeleito para exercer um mandato completo. Mas agora esta solução não era possível, pois o Primeiro Vigilante em funções informou que ou completaria o mandato interrompido, ou exerceria o mandato completo que se iniciasse em setembro seguinte, mas não estava disponível para exercer o ofício de Venerável Mestre durante ano e meio. Analisado o problema e as várias propostas de solução que foram sendo apresentadas, a solução - como frequentemente sucede quando se debate em conjunto, com lealdade, seriedade e espírito de compromisso - acabou por ser uma que ninguém vira à partida, um verdadeiro "ovo de Colombo", uma solução tão evidente, tão lógica, tão à v...

O Vigésimo Quarto Venerável Mestre

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Para o ano maçónico de 2013/2014, o obreiro consensual para assegurar o exercício do ofício de Venerável Mestre e, consequentemente, candidato único proposto por todos os Mestres presentes na sessão para o efeito destinada, foi J. D.. J. D. era um dos mais antigos obreiros da Loja, sempre muito participativo nela. Aquando da crise da cisão , desgostou-se e afastou-se. Anos depois, ainda bem antes da reunificação, voltou. Com a naturalidade dos nossos , reintegrou-se. A seu tempo, assegurou a função de Segundo Vigilante, um Segundo Vigilante exigente, que muito bem formou os seus  Aprendizes. Na altura própria assegurou a função de Primeiro Vigilante e ultimou a formação de toda uma geração de obreiros da Loja Mestre Affonso Domingues. Era chegado o tempo de mais um dos históricos obreiros da Loja a dirigir e a sua eleição - como sempre na Loja Mestre Affonso Domingues - foi consensual. Duas semanas passadas sobre a eleição, ainda em pelo período de exercício de funções...

O Vigésimo Terceiro Venerável Mestre

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Foi eleito para o exercício do ofício de Venerável Mestre em julho de 2012. Foi instalado na Cadeira de Salomão no início do ano maçónico de 2012/2013, para exercer o ofício até à instalação do seu sucessor, prevista para ocorrer no início do ano maçónico subsequente. Sucedeu ao Venerável Mestre que aqui  referi ter sido, na Loja, " talvez o maçom que mais bem preparado foi e estava para assumir o ofício de dirigir a Loja quando tal lho foi solicitado pelo conjunto dos obreiros" e cujo " mandato começou bem, prosseguiu agradável e terminou melhor. Elevou muito a fasquia para os seus sucessores". Rui S., o Vigésimo Terceiro Venerável Mestre, não tinha, assim, tarefa fácil - e tinha consciência disso. As suas caraterísticas pessoais eram diferentes das do seu antecessor. Onde este era organizado, Rui era espontâneo. A um cultor da organização e da programação, sucedeu um afável e gregário gestor de iniciativas que privilegiava o momento, a integração do ines...

Do problema que não foi, à solução pelo desafio

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Por uma particularidade que não foi cogitada, viu-se a Loja Mestre Affonso Domingues numa situação inusitada. O seu Venerável Mestre por razões pessoais, vê-se compelido a ausentar-se por um período de pelo menos 5 sessões consecutivas. Esta ausência, embora não deixando a Loja sem Venerável de direito, deixou-a sem Venerável de facto. Se esta fosse uma associação qualquer a decisão seria de ir adiando o que fosse adiável, tornar adiável tudo que o não sendo pudesse sem grande prejuízo ser adiado e consequentemente fazer apenas aquilo que fosse mesmo premente e urgente. Mas uma Loja maçónica não é uma associação qualquer. Numa Loja não se adia, faz-se, não se protela decide-se, e por isso desengane-se o leitor se pensou que no impedimento do Venerável os maçons da Loja Mestre Affonso Domingues iriam desanimar e pausar o seu trabalho. Um Maçon pousa as suas ferramentas apenas e quando é chamado a fazer a derradeira viagem, mas sobre isso foi já escrito nos múlti...