HUMANIDADE 2 - INTEGRAÇÃO Ruben Portinha Há pouco tempo fui surpreendido pela RTP. Assistia à transmissão de um programa de entretenimento musical com o Fernando Pereira, imitador famoso, cantor, entretainer com carreira longa e cheia de êxitos pelos palcos do mundo. Fernando Pereira apareceu acompanhado por diversos convidados e entre eles uma figura que se cruzou comigo nos idos da TVL por razões que, na época, nada tinham a ver com música. Refiro-me a Ruben Portinha, velho conhecido e pessoa que me deu a honra de poder acompanhar nalgumas das suas atividades, na época muito longe da música que ele hoje interpreta e muito bem, refira-se. O Ruben Portinha é invisual e na época que refiro (estávamos em 2013) era, além de desportista valoroso, Presidente da direção da ANDDVIS ( Associação Nacional de Desporto para Deficientes Visuais) , lutando com enormes dificuldades para manter e desenvolver a atividade de apoio social que era seu objetivo. Foi nessa qualidade que o c...
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A mostrar mensagens de julho, 2026
Regular, Reconhecido, Irregular — três palavras que não significam o que pareces pensar
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Fabio Serrano
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O vocabulário que usamos todos os dias na loja merece uma revisão honesta. As frases que já ouviste: "Aquela potência não é reconhecida.", "Esse irmão é irregular.", "O REAA deles é espúrio." Frases assim circulam em qualquer encontro maçónico em Portugal ou no Brasil. Quem as diz raramente está errado na conclusão, mas quase sempre confunde os conceitos pelo caminho. E a confusão importa porque, quando misturamos o regular com o reconhecido, chegamos a conclusões que os factos não sustentam. Vale a pena separar as peças. O que é uma potência (e o que não é) Uma potência maçónica (também chamada obediência) é uma entidade que governa as lojas por meio de um Grão-Mestre. O que distingue uma potência de uma confederação é simples: na potência, as lojas respondem a um único Grão-Mestre; numa confederação, várias potências independentes agrupam-se voluntariamente, mas cada uma mantém o seu próprio Grão-Mestre sem responder ao de outra. Em Portugal temos d...
HUMANIDADE 1 - "CAIS"
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Rui Bandeira
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Este título tem a ver com o que iremos “blogar” agora e em mais alguns momentos seguintes com referência a uma coluna vertebral a que chamarei Humanidade. Na Maçonaria temos como preocupação central a trilogia Liberdade, Fraternidade, Igualdade e estas 3 grandezas maiores do Homem desenvolvem-se com cada vez maior dificuldade. Nunca foi fácil mas sempre houve quem esperasse que o tempo, esse grande senhor que se calhar não existe (!), desse alguma ajuda com o que poderia ser o amadurecimento do Ser Humano. Acontece porém que o Ser Humano parece teimar em não amadurecer. Pior do que isso, o Ser Humano parece que está a apodrecer antes de amadurecer. Acontece com muitos frutos esse fenómeno. Como se diz no Alentejo como justificação “à patrão, tá tude podre, dê-lhe a bicheza…”. O que constato lamentavelmente, conforme os acontecimentos da vida vão passando, é justamente isso. Parece que o Ser Humano também está “ca bicheza”, “bicheza” que não o deixa amadurecer e o faz cair de podre...
O Primeiro Passo
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JoãoB
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Na última sessão da nossa Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues tivemos a alegria de receber um novo Irmão, o João A. Há momentos que, por mais que os queiramos explicar, perdem sempre qualquer coisa quando passam para palavras, a iniciação é um desses momentos. Não porque tenha de ser escondida atrás de mistérios exagerados, nem porque precise de ser envolvida em dramatismos desnecessários, mas porque há experiências que simplesmente têm de ser vividas. E cada um vive a sua iniciação à sua maneira, cada Maçom guarda dela memórias diferentes, emoções diferentes, silêncios diferentes e até dúvidas diferentes. Talvez seja precisamente essa vivência tão própria que torna a iniciação tão especial, todos batemos à mesma porta e todos somos recebidos da mesma forma, o caminho que trilhamos é que nunca é o mesmo. Quem já passou por ela sabe do que falo, quem ainda não passou, por muito que leia ou que lhe expliquem, nunca conseguirá perceber verdadeiramente o que se sente naquele caminho ...