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A Prancha que Não Te Pertence

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Você já notou que as pranchas sobre o esquadro e o compasso dizem todas a mesma coisa? Não aproximadamente. Exatamente a mesma coisa, às vezes na mesma ordem. Obviamente, isto não é coincidência. A maioria dos irmãos não escreveu o que apresentou. Existe uma ecologia de textos maçônicos circulando em grupos de WhatsApp, em blogs, em arquivos de Word que circulam sem rastreio. Alguém pesquisa, copia, ajusta dois parágrafos, coloca o nome. O trabalho está feito. A loja ouve. O irmão senta. Ninguém fala nada. Eu entendo o impulso. Um Google, um chatgpt e voilá . Preparar uma prancha do zero é trabalhoso, e a maioria de nós chega ao dia marcado com pouco tempo e muita pressão. Um rascunho de outra pessoa parece uma saída razoável. O problema é que ele resolve a situação de forma incorreta. A Loja não precisa de mais uma exposição sobre o Esquadro. É o aprendiz que apresenta que precisa ter pensado no que aquele símbolo significa para ele. Isso é diferente. Quando você passa meses tenta...

1º de Maio, Dia do Trabalhador ( e do maçom, digo eu!)...

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Depois de ter publicado no texto anterior uma reflexão sobre o 25 de Abril, hoje venho publicar outro texto mas desta vez motivado pelo “1º de Maio”. O que poderá  aparentar que transformei este espaço de liberdade com politiquices e afins… Mas nada de mais errado! Quem não leu o texto anterior e apenas viu as letras do título poderia supor tal, aceito isso.   Mas quem leu o texto anterior na integra e se for ler este texto também, no final constatará que “politiquismos” não existem, mesmo que a Política seja um conceito necessário para a vida das civilizações e seu progresso. Mas o que me importa abordar neste texto é o contexto de trabalho que se pode assacar da celebração do feriado do “ 1º de Maio”. Festeja-se esse dia por este mundo fora para celebrar o Dia do Trabalhador, logo de todos nós. Mas num sentido mais estrito da palavra “trabalhador”,  também aqui os maçons podem considerar esse dia com um dia seu .  E passo a explicar. ...

O que se faz numa sessão maçónica

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Para se entender o que se faz numa sessão maçónica é necessário entender-se, antes do mais, que muito do que aí se faz é ensaiado, teatralizado ou, como nós dizemos,  ritualizado . Há vários rituais diferentes, correspondentes a cada um dos ritos, com muitos pontos comuns entre si mas cada um com a sua especificidade. Quando se diz que uma loja "trabalha num determinado rito", isso significa, essencialmente, que segue um determinado "guião" nas suas sessões, que executa sempre um determinado ritual. Este pouco mais determina que, de forma algo mais solene, se faça o que se faz numa simples reunião de condóminos: - saber-se quem dirigirá a reunião e quem desempenhará outros papéis, como o de secretariar; - confirmar se o local reune as condições para se efetuar a reunião: se há luz, cadeiras, documentação (livros de atas, de tesouraria, etc.) entre outros; - verificar se os presentes são condóminos ou mandatados por algum condómino (ou seja: se têm l...

Especular - o trabalho maçónico

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Nascemos rodeados de atenções, crescemos no centro da nossa família nuclear, e muitos de nós p assam pela vida sem nunca quebrar essa ilusão de importância, sem nunca se aperceber da nossa pequenez, da nossa insignificância, do nada que somos em face do que nos rodeia.  A este respeito, chamo a vossa atenção para este  vídeo sobre o universo conhecido . E agora (e porque, em maçonaria, tudo se aprende e nada se ensina), apesar de hoje poder, a este respeito, escrever muito,   nada mais escreverei sobre o assunto. Poderia fazê-lo, mas não o farei. Vou, em vez disso, ficar-me pelo que já fiz: indicar um tema, fornecer alguma substância e um ponto de partida, e deixar que cada um congemine as suas próprias suposições, teça as suas próprias ideias, e chegue às suas próprias conclusões - esperando que isso o enriqueça, o melhore e o aperfeiçoe. Poderemos, depois, quem sabe, partilhar algo daquilo que atingimos. Ou não. Podemos eventualmente...

A recomendação

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Quem de nós nunca ficou subitamente sem empregada doméstica e precisou de encontrar outra com rapidez? Nestas circunstâncias o mais comum é pegar-se no telefone e telefonar a amigos e conhecidos, a ver se alguém conhece alguém de confiança que esteja disponível... Só esgotados os contactos pessoais - e os amigos dos amigos - é que se recorre, a contragosto, a anúncios, centros de emprego ou se contrata uma empresa que trate do recrutamento. O que fazemos na nossa casa faz-se, do mesmo modo, nas empresas. Quando alguém, numa empresa, precisa de reforçar uma equipa ou de recrutar um profissional, é comum perguntar entre os seus conhecidos: "Olha, conheces alguém com este perfil assim-assim, e que me recomendes?" Aqueles a quem se recorre são, sempre, pessoas em cujos critérios se deposita confiança. Assim, ter bons contactos, conhecer pessoas capazes e competentes e saber fazer confluir as necessidades complementares de uns e outros é algo que a todos beneficia. Começa, por ...