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A mostrar mensagens de março, 2019

Comunicação do Grão Mestre da GLLP/GLRP por ocasião do equinócio da primavera

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Meus Queridos Irmãos, Estamos aqui hoje reunidos para celebrar a Maçonaria Regular neste período que antecede o Equinócio da Primavera. Foram hoje aprovadas as contas do exercício de 2018 e foram discutidas e aprovadas alterações ao Regulamento da GLLP/GLRP. Foi, sem dúvida uma manhã muito profícua em que foi possível discutir, num ambiente fraterno, as propostas e contributos que algumas Respeitáveis Lojas, com elevado empenho e sentido de responsabilidade, nos fizeram chegar. Permitam-me, no entanto, que lembre que o nosso Regulamento não é comparável com os estatutos de uma qualquer Associação e que aquele é também o principal garante da nossa regularidade e do nosso reconhecimento internacional, sendo que a Grande Loja, dentro dos limites dos princípios do reconhecimento, ainda que num quadro de independência e autonomia, deve manter a autoridade sobre a maçonaria de base, ou seja, sem partilhar o poder com qualquer outro órgão maçónico. Por outro lado, fica pa...

A morte (e a vida)

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Em Maçonaria, os símbolos e rituais servem para colocar ao dispor do maçom os conhecimentos, os temas, os valores com significado e importância no ideário maçónico. O que cada maçom aprende ou não aprende, reflete ou não reflete, assimila ou não assimila em face desses símbolos ou rituais é com ele. Cada um é como é e livremente aproveita (ou não) da forma que melhor entende o que lhe é proporcionado.  Ao longo do seu percurso, o maçom é confrontado, simbólica e ritualmente, com a morte. Desse confronto, fará a reflexão que quiser ou for capaz, tirará a lição que conseguir tirar. Mas é importante que esse confronto exista. A morte - sabemo-lo, embora mutos o procurem esquecer pelo máximo de tempo possível... - é inevitável. A todos chegará, a cada um na sua hora. Normalmente, quanto mais novos somos, mais afastamos esse tema do nosso pensamento. É uma desagradável questão distante com que esperamos não ser confrontados por décadas - se nos detemos a pensar nisso ainda v...

O caminho, o erro e a lição

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Há alguns anos, fazia uma viagem por automóvel entre Dubrovnik, na Croácia, e Mostar, na Bósnia-Herzegovina. Receoso do alcance das redes móveis de dados, naquela região, tinha-me preparado, baixando para o meu telemóvel uma aplicação de GPS que funciona com mapas pré-instalados e que, assim, dispensava a necessidade de recurso a redes de dados móveis. Cruzada a fronteira entre a Croácia e a Bósnia-Herzegovina, o GPS deu indicação para abandonar a estrada principal e tomar uma estrada secundária. Estou habituado a confiar nas indicações do GPS, que muitas vezes nos apontam insuspeitos caminhos mais curtos ou mais rápidos. Assim, não hesitei e abandonei a estrada principal e enveredei pela secundária. Alguns quilómetros adiante, a estrada cruzou uma aldeia, com ar de semi-abandonada. Gente, muito pouca - e só idosos. Mas o que mais chamava a atenção era a visão de muitos edifícios semidestruídos. Não por algum abalo de terra, mas evidenciando marcas de terem sido atingidos...