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A honra de ser o Tesoureiro da RLMAD

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O trabalho de Tesoureiro, como qualquer ofício que honra a Ordem, é começar a desbastar a Pedra Bruta. Não se trata de uma simples contabilidade fria, mas de construir a confiança mútua, que deve ser feita com o rigor de quem sabe que um erro pequeno pode comprometer o alicerce da Obra. O Tesoureiro é o guardião da integridade financeira da Loja. Servi aos Irmãos da Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues o que é uma honra e uma responsabilidade que carrego com a humildade de quem administra um legado. Esta Loja é um repositório da nossa história, e cada valor é um compromisso tecido na nossa tapeçaria. A dignidade de servir a uma coluna tão antiga exige um rigor que vai além dos débitos e créditos.  O meu primeiro mandato de tesoureiro revelou que a Pedra Bruta do ofício exige um aperfeiçoamento constante. A gestão do fluxo de quotas, por exemplo, é um exercício que exige escrutínio. Como identificar um depósito feito sob o nome de "Joana", “Maria” ou “L&M LTD” (nomes ...

E se a loja fosse tratada como uma empresa?

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Grande parte dos irmãos das Lojas são empresários. Então, nada mais curioso que tentemos trazer uma visão estratégica para saber como nossa “empresa” está indo e para onde devemos rumar. Pensando nisso, imaginei como seria o Balanced Scorecard ( BSC ) de uma Loja Maçônica. Claro que é uma adaptação livre, mas ainda assim pode nos trazer algumas reflexões valiosas. O BSC, é uma ferramenta de gestão utilizada em empresas para equilibrar objetivos em quatro dimensões: financeira, clientes, processos internos e aprendizado. Mas, e se transportássemos essa lógica para a Loja? Será que não encontraríamos paralelos interessantes? Vejamos a tabela abaixo: Perspectiva Objetivos Indicadores possíveis Financeira Garantir sustentabilidade da Loja e capacidade de beneficência - Regularidade de contribuições;  - equilíbrio entre receitas e despesas;  - fundos para projetos sociais Irmãos & Sociedade Satisfação e engajamento dos Irmãos; impacto positivo na comunidade - Retenção de membr...

Caraterísticas da Loja Mestre Affonso Domingues, n.º 5

  A Loja Mestre Affonso Domingues, n.º 5, foi fundada em 30 de junho de 1990, no âmbito do Distrito de Portugal da Grande Loge Nationale Française. É uma das cinco Lojas fundadoras da Grande Loja Regular de Portugal, hoje Grande Loja Legal de Portugal / Grande Loja Regular de Portugal. Não é melhor nem pior do que as demais Lojas da Obediência. Mas indubitavelmente que, ao longo dos mais de trinta anos do seu funcionamento criou uma cultura própria, que lhe confere individualidade. Mais do que descrever o que fez no passado (o passado já passou…), mais do que mencionar o seu estado presente (o presente de agora não tarda nada e já é passado…), mais do que expor os seus projetos para o futuro (o futuro ainda não chegou…), julga-se útil referir (algum)as caraterísticas que compõem a individualidade da Loja Mestre Affonso Domingues, n.º 5. 1)       Na Loja nunca houve, não há e desejavelmente nunca haverá pugnas eleitorais. Na Loja Mestre Affonso Domingu...

A Loja pós-pandemia

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A interrupção dos trabalhos presenciais em resultado da pandemia constituiu, obviamente, um apreciável transtorno para a Loja. Interrompeu-se a programação do ano, bem como o contacto presencial entre os obreiros da Loja. Ao fim de algum tempo, passou-se a utilizar os meios técnicos disponíveis para passar a reunir em videoconferência, nas mesmas noites em que normalmente haveria sessões de Loja. Foi o remédio possível, mas rapidamente se verificou que... não é a mesma coisa! Nem poderia ser, claro. Inicialmente, nas duas ou três primeiras videoconferências, ainda houve a alegria do reencontro, ainda que por meios virtuais. Mas depois começou a ouvir-se o lamento, de cada vez mais de nós até ser evidente haver unanimidade nesse sentimento, de que... falta o ritual! E falta, efetivamente.  Mas em quase todas as situações podemos escolher ver o copo meio vazio ou olhar para o copo meio cheio. O copo está meio vazio, porque falta o ritual. Mas, por outro lado, afinal o copo está m...

E agora... no Facebook!

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Hesitámos durante muito tempo. Chegámos a ter, por duas vezes, projetos de páginas preparados. Das duas vezes não os ativámos publicamente. A rede social Facebook tinha (e tem) vantagens, mas também inconvenientes. Um deles o de parecer, por vezes, "território" em que as normas de boa educação e de convívio social são facilmente menosprezadas, com frequentes comentários em que o insulto soez e a provocação gratuita são moeda corrente. O que não deixa de ser curioso, para além de lamentável, numa... rede social... Decidimos, portanto, aguardar e ser prudentes. Fizemos experiências. Por exemplo, desde há vários anos que coloco na minha página do Facebook ligação para os textos que escrevo e publico no A Partir Pedra. Verifiquei que, felizmente , o número de comentários malcriados ou provocatórios foi baixo e com tendência decrescente ao longo do tempo e que uma política firme de não complacência com violações das normas sociais de respeito e consideração pelos outros -...

Novo site da Loja Mestre Affonso Domingues

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A Loja Mestre Affonso Domingues foi pioneira entre as Lojas maçónicas portuguesas na disponibilização de um site na Internet, acessível através do endereço rlmad.net . Ao longo dos anos, temos procurado remodelar e melhorar esse site, acrescentando-lhe conteúdos. Aproveitando o facto de mudarmos de fornecedor de alojamento, decidimos mudar também de plataforma, passando a utilizar o popular Wordpress e aproveitámos também para rearrumar as mais de cinco centenas de textos que já colocámos no site, agrupando-os em três grandes divisões: R.L.M.A.D. (por  sua vez, com as subdivisões Página do VM, Veneráveis e Pranchas Públicas - onde publicamos trabalhos elaborados por obreiros da Loja e nela apresentados e discutidos), G.L.L.P/G.L.R.P. (com as subdivisões Informações, Pranchas e Conteúdos, Em Loja, Memória da Grande Loja, Landmarks e Lojas Maçónicas) e Maçonaria (com os sub-temas Artigos Sobre Maçonaria, Graus Maçónicos, Interessante para os Maçons, Perguntas e Respostas, Po...

As Lojas e a Grande Loja: conceção simbiótica

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Expus em dois dos últimos textos as conceções polarizadas que podem existir nas relações entre as Lojas maçónicas e a respetiva Grande Loja ou respetivo Grande Oriente, essencialmente a que dá prevalência àquelas sobre esta ou este e a que assenta no pressuposto precisamente contrário. Efetuei, ainda que brevemente, a crítica de uma e outra posições. É agora tempo de indicar a conceção que tenho por correta e que acho que deve enformar o relacionamento entre as Lojas e a sua estrutura agregadora.  Conforme, em comentário a um dos textos, numa rede social, muito lucidamente escreveu Carlos D., um maçom que muito prezo e cujos escritos leio sempre muito atentamente, " e fectivamente, a Loja constitui a base estrutural da Maçonaria" e, quer nas Grandes Lojas, quer nos Grandes Orientes, " ressalta a convicção da soberania das lojas, cabendo às "grandes" instâncias o exercício executivo dessa soberania colectiva". Efetuo estas citações porque resumem ce...

As Lojas e a Grande Loja: conceção centralista - e sua crítica

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A Maçonaria só se estabeleceu, expandiu e evoluiu a partir da criação de Grandes Lojas. O relacionamento internacional faz-se entre Grandes Lojas e ou Grandes Orientes, não diretamente entre Lojas. A estrutura logística de funcionamento e de reunião é assegurada pelas Grandes Lojas e são estas quem efetua a coordenação da utilização dessas estruturas pelas várias Lojas. São as Grandes Lojas que assumem a preservação da cadeia iniciática, a manutenção dos princípios fundamentais e a disciplina de comportamento de Lojas e obreiros. A unidade das práticas rituais necessita de coordenação e prevenção de desvios e alterações que só pelas Grandes Lojas ou Grandes Orientes pode ser assegurada. Estas e outras afirmações - no essencial corretas, acentue-se - fundamentam a conceção centralizadora do relacionamento entre a Grande Loja, ou Grande Oriente, e as Lojas da sua jurisdição. Para esta conceção, as Lojas transferiram para a sua estrutira superior um conjnto de competências que or...

As Lojas e a Grande Loja: conceção basista - e sua crítica

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Em 24 de junho de 1717, quatro Lojas maçónicas londrinas reunidas na taberna Goose and Gridiron  decidiram associar-se numa Grande Loja e eleger um Grão-Mestre que a todos os seus obreiros representasse. Foi assim que, em síntese, James Anderson registou o nascimento da primeira Grande Loja macónica, hoje normalmente designada por Premier Grand Lodge . Este é o facto que se convencionou constituir o nascimento da Maçonaria Especulativa. Foram quatro Lojas que se associaram e decidiram constituir uma Grande Loja. Foram essas quatro Lojas e os seus respetivos obreiros que decidiram eleger um Grão-Mestre. São as Lojas que dão origem às Grandes Lojas. São os maçons que escolhem o Grão-Mestre. Esta inegável verificação constitui a base fundamentadora da conceção basista do relacionamento entre as Lojas e as respetivas estruturas agregadoras (Grandes Lojas ou Grandes Orientes). Para esta conceção basista, a origem do poder está nas Lojas e nos respetivos obreiros, tanto assim...

Da ilusória natureza do Poder em Maçonaria

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Na Loja Mestre Affonso Domingues, fora de religião e política, tudo é suscetível de ser discutido e tudo se discute, por vezes acaloradamente. Mas, até hoje, há algo a que a Loja teve o bom-senso de nunca se sujeitar: uma pugna eleitoral. Na nossa Loja, desde há muito que é consensual que o Primeiro Vigilante de um ano é, no ano seguinte, o Venerável Mestre e o Segundo Vigilante de um ano será, no ano seguinte, Primeiro Vigilante e, no subsequente, Venerável Mestre. As exceções a esta regra consensual contam-se pelos dedos de uma mão e ainda sobram dedos (curiosamente, uma dessas exceções envolveu-me a mim, como já neste blogue referi, no texto A ultrapassagem ). Quando imponderáveis se atravessam e assim não pode ser feito, por impossibilidade de o Primeiro Vigilante assumir a função de Venerável Mestre (sucedeu tal, não há muito tempo, na Loja: o Primeiro Vigilante de um ano não pôde assumir no ano seguinte o ofício de Venerável Mestre, porque entretanto foi profissionalment...

Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues, n.º 5

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Cada Loja é um mundo particular. No que tem de bom e no que que tem de menos interessante. A Loja Mestre Affonso Domingues não foge à regra. Uma das suas características é que no seu seio tudo (tudo não: religião e política estão excluídas) pode ser debatido. E o nosso conceito de debate inclui, naturalmente, a livre expressão da opinião de cada um de nós de forma franca, aberta e cara-a-cara. O que cada um acha que tem de ser dito, diz. Se se exceder, é chamado à pedra e dá as suas explicações e, se necessário apresenta o seu pedido de desculpas. Mas disse, não guardou dentro de si.  Claro que quem diz sujeita-se a ouvir... Entre nós, portanto, ninguém engana ninguém. Todos dizem o que pensam, ouvem o que têm que ouvir, toda a gente fica a perceber as posições, as razões, os sentimentos, os estados de alma de cada um. E depois chega-se coletivamente a uma conclusão. Quando há que debater, debate-se. Estejamos sós ou tenhamos visitantes connosco. Às vezes, surprendemos...