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A mostrar mensagens de outubro, 2025

Ó malhão, malhão… que raio de malhete és tu?

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Há expressões e músicas populares que se colam à memória e de repente ganham outro sentido quando aplicadas à nossa vida, até mesmo à nossa vida para além da profanidade. Foi isso que me aconteceu numa sessão, quando ao encostar o malhete ao peito me veio à mente a tradicional cantiga do malhão. "Ó malhão, malhão, que raio de malhete és tu? Um gesto tantas vezes repetido, quase automático, mas que me soou estranho. Porque fazemos isto? De onde vem? Que sentido tem? É ritual? Ou simplesmente foi um erro que se tornou hábito, que virou costume, fez-se tradição e adaptou-se como princípio? Nunca se valeu como norma, muito menos se fundamentou como Lei, Landmark. O malhete, sabemos, é símbolo de autoridade e de comando. Marca decisões, ordena silêncios, abre e fecha trabalhos, mas quando um Vigilante o encosta ao peito, o gesto parece inverter o significado. Em vez de comando, submissão, em vez de palavra, silêncio. É aí que surge o paradoxo, porque no Ritual o malhete junto ao coraç...

A Voz e o Silêncio

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Na semana passada, aqui neste rectângulo à beira mar plantado, fomos novamente chamados às urnas, mas para agora eleger os 308 presidentes de câmara e também os 3091 presidentes de junta de fréguesia. Foi mais um momento em que cada um de nós teve a liberdade para poder exercer o direito de escolher quem o representa, não apenas um partido, mas, tantas vezes, uma pessoa. Nas autárquicas, essa escolha ganha uma dimensão mais humana e próxima, vota-se em quem se conhece, em quem caminha nas mesmas ruas, em quem partilha as mesmas preocupações, talvez aqui não se olhe tanto aos partidos mas sim às pessoas, àqueles que podem fazer diferente. É aqui que a democracia mostra o seu rosto mais autêntico, o da confiança pessoal e da responsabilidade partilhada. Votar é um ato de liberdade. E a liberdade não se impõe, exerce-se. Não temos o dever ou a obrigação de ir votar, temos o direito e o não votar, ou votar branco é uma expressão tão válida da nossa liberdade do que escolher algum dos nome...

Mulheres, a Beleza Invisível na Vida de um Maçom

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Hoje, no aniversário da minha esposa, não posso deixar de elogiá-la e reflectir sobre o papel das mulheres na vida de um maçom, bem como sobre a razão pela qual a Maçonaria Regular mantém a tradição de não as admitir em Loja. A Maçonaria que praticamos nasceu das antigas corporações de pedreiros, compostas apenas por homens, que erguiam templos de pedra com a força dos braços e a ciência do ofício. Quando, em 1717, se consolidou como Maçonaria Especulativa em Inglaterra, herdou essa forma e cristalizou-a nos Landmarks , os princípios imutáveis que definem a Regularidade. Também é importante recordar que as primeiras Lojas reuniam-se no fundo de tabernas, locais vedados a mulheres de bem, a consequência foi natural, a Maçonaria estruturou-se como espaço masculino e, com as Constituições de Anderson (1723), essa tradição ficou formalizada. Albert G. Mackey, no seu Text Book of Masonic Jurisprudence (1865), resumiu esse Landmark de forma inequívoca: “ The Persons admitted Members of a Lo...

O Diário do Aprendiz - lançamento do meu livro

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Meus queridos irmãos e demais leitores do A Partir Pedra ,  É com muita emoção que escrevo este post para falar do lançamento do meu livro “O Diário do Aprendiz”. Publicado em junho de 2025, o livro conta a história de Uri, um jovem judeu que abandona uma vida confortável para trabalhar nas obras do grande Templo de Salomão. Durante sua jornada, Uri documenta cada aprendizagem em seu diário e percebe que nunca mais será o mesmo. “O Diário do Aprendiz” é uma leitura muito útil aos aprendizes de todas as lojas e uma preparação para os demais graus. Ao mesmo tempo que não revela nenhum segredo maçónico, o livro traz questionamentos e analogias a vida diária de todos os irmãos. Compartilho convosco um dos capítulos do livro, que pode ser encontrado para venda na Amazon nos seguintes links: - Portugal: https://amzn.eu/d/cppGh8Z  - Brasil: https://a.co/d/ftqXO2e   - Estados Unidos: https://a.co/d/itprtpU   18º Dia do Mês de Nisan , no primeiro ano da Grande Obra . Ca...

E se a loja fosse tratada como uma empresa?

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Grande parte dos irmãos das Lojas são empresários. Então, nada mais curioso que tentemos trazer uma visão estratégica para saber como nossa “empresa” está indo e para onde devemos rumar. Pensando nisso, imaginei como seria o Balanced Scorecard ( BSC ) de uma Loja Maçônica. Claro que é uma adaptação livre, mas ainda assim pode nos trazer algumas reflexões valiosas. O BSC, é uma ferramenta de gestão utilizada em empresas para equilibrar objetivos em quatro dimensões: financeira, clientes, processos internos e aprendizado. Mas, e se transportássemos essa lógica para a Loja? Será que não encontraríamos paralelos interessantes? Vejamos a tabela abaixo: Perspectiva Objetivos Indicadores possíveis Financeira Garantir sustentabilidade da Loja e capacidade de beneficência - Regularidade de contribuições;  - equilíbrio entre receitas e despesas;  - fundos para projetos sociais Irmãos & Sociedade Satisfação e engajamento dos Irmãos; impacto positivo na comunidade - Retenção de membr...