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A mostrar mensagens de março, 2011

O Padrinho (II)

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Para além da indispensável função de auxiliador da integração do novel elemento na Loja, o Padrinho deve assumir uma outra função em relação àquele que propôs para integrar a Loja, relacionada com a formação do Aprendiz. A formação dos Aprendizes decorre sob a direção do 2.º Vigilante, seu responsável. O Padrinho não pode, nem deve, substituir-se-lhe. Mas pode, é é útil que o faça, exercer um precioso papel complementar. Não nos esqueçamos que o 2.º Vigilante tem de coordenar a formação de um conjunto de Aprendizes, com diferentes personalidades, variados percursos de vida, diversas preparações, separados interesses, para além do comum, relativamente à Arte Real, vários tempos de permanência no grau - e, portanto, dissemelhantes estádios de evolução no conhecimento e tratamento dos elementos simbólicos catalisadores da evolução de cada um. O 2.º Vigilante elabora um plano de formação que, necessariamente, é um máximo denominador comum em relação a todo este conjunto de variáveis - e, l...

O Padrinho

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Em Maçonaria, designa-se por Padrinho o primeiro proponente da candidatura de um profano à iniciação. Com esse ato, o primeiro signatário dessa candidatura afiança perante a Loja a boa fé do candidato, o seu reto propósito, a posse das características e da maturidade indispensáveis ao profícuo trabalho de desenvolvimento e aperfeiçoamento pessoal que é o objetivo primeiro de cada maçom regular e a capacidade de harmoniosa integração no grupo, na Loja, do candidato proposto. Com efeito, não deve ser admitido às provas da Iniciação quem não detenha a necessária maturidade para efetuar o trabalho de um maçom, quem não possua características compatíveis com o trabalho maçónico, quem, por índole ou feitio, não seja capaz de harmoniosamente se integrar num grupo de desconhecidos que pré-existe em relação à sua entrada, existirá com a sua presença e permanecerá após a sua partida. E é claro que a boa fé de quem se apresenta é absolutamente essencial... Só pode ser padrinho de...

A Maçonaria "restritiva e selectiva"

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Li recentemente o seguinte comentário: « é por certo o grande mal da Maçonaria, ser tão restritiva e selectiva na escolha dos seus “Irmãos” ». Este comentário traduz bem a ideia muito difundida de que a Maçonaria é só para alguns muito poucos, que está cheia de "personalidades" que não se misturam com o comum dos mortais, e que os critérios de admissão passam, essencialmente, pelo posicionamento económico, social ou político do candidato. Não é verdade; a Maçonaria não é isso. Por outro lado, não poderia dizer que a Maçonaria não seleciona os candidatos, não exerce qualquer controlo sobre as admissões, nem coloca às mesmas qualquer obstáculo. Claro que exerce controlo, claro que seleciona, claro que coloca obstáculos. Os critérios de admissão, porém, são públicos e ao alcance de todos quantos pretendam, eventualmente, juntar-se à nossa Ordem. O principal critério advém do cumprimento dos Landmarks da Maçonaria, que ditam muitas das restrições à admissão, como sendo a excl...

Lição de um Mestre ao seu Aprendiz - IV

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Meu Irmão: Antes de tudo e acima de tudo, quero expressar-te, em nome de toda a Loja o júbilo que aquece nossos corações. Enfim, estás entre nós! Mas, meu Irmão, o júbilo não brota diretamente do facto de estares entre nós. Resulta principalmente de estar entre nós alguém que foi por nós reconhecido como um homem bom. Mas, meu Irmão, nota que esse júbilo não resulta apenas de estar entre nós um homem bom. Nasce principalmente de esse homem bom poder tornar-se e ter a vontade de se tornar um homem melhor. E decorre ainda de termos a esperança de que te podemos auxiliar nessa demanda! O caminho que hoje encetas é um caminho novo e diferente de tudo o que fizeste na vida até agora. Tens à tua disposição um método – o método maçónico de aperfeiçoamento através do estudo dos símbolos e aplicação dos conhecimentos com esse estudo obtido. Não terás, porém, aulas. Terás uma panóplia de símbolos perante ti, para que os descubras e trabalhes por ti, terás um guia para começares a fazê-lo, terás ...

A recomendação

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Quem de nós nunca ficou subitamente sem empregada doméstica e precisou de encontrar outra com rapidez? Nestas circunstâncias o mais comum é pegar-se no telefone e telefonar a amigos e conhecidos, a ver se alguém conhece alguém de confiança que esteja disponível... Só esgotados os contactos pessoais - e os amigos dos amigos - é que se recorre, a contragosto, a anúncios, centros de emprego ou se contrata uma empresa que trate do recrutamento. O que fazemos na nossa casa faz-se, do mesmo modo, nas empresas. Quando alguém, numa empresa, precisa de reforçar uma equipa ou de recrutar um profissional, é comum perguntar entre os seus conhecidos: "Olha, conheces alguém com este perfil assim-assim, e que me recomendes?" Aqueles a quem se recorre são, sempre, pessoas em cujos critérios se deposita confiança. Assim, ter bons contactos, conhecer pessoas capazes e competentes e saber fazer confluir as necessidades complementares de uns e outros é algo que a todos beneficia. Começa, por ...

Lição de um Mestre ao seu Aprendiz - III

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(Nota: as lições anteriormente publicadas neste blogue foram escritas por Jean-Pierre Grassi e estão aqui e aqui ) Meu Irmão: A melhor forma de manifestar os calorosos sentimentos fraternos de toda esta Respeitável Loja para contigo é sublinhar que não foste simplesmente aceite aqui, não foste simplesmente admitido à Iniciação, foste verdadeiramente cooptado para este grupo, para esta Loja. Cada vez que alguém entra ou sai da Loja, esta modifica-se, pois a Loja é o conjunto de todos os seus obreiros, a soma de todas as suas capacidades, a multiplicação de todas as suas potencialidades, a divisão por todos dos pesares de cada um, enfim, a Loja é um conjunto vivo cujas células são os seus obreiros. E se, quando um obreiro parte, a Loja pouco perde, perde apenas as suas potencialidades futuras, conservando tudo o que esse obreiro, enquanto entre nós esteve aqui deixou, aqui ensinou, connosco partilhou, a cada um de nós influenciou, sempre que um novo elemento é cooptado pelos que já a in...

O conceito maçónico de "Grande Arquiteto Do Universo" - Epílogo

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Depois de tudo o que foi dito, e de se entender como o conceito de Grande Arquiteto do Universo se foi progressivamente alargando, resta a questão final: porque é que a Maçonaria Regular insiste em exigir dos seus membros esta crença, quando não a define cabalmente? Porque é que não deixa, de uma vez por todas, de estabelecer essa restrição? Qual a razão, enfim, por detrás da obrigatoriedade da crença no  Grande Arquiteto do Universo ? Revisitemos rapidamente a evolução do conceito: do Deus de várias denominações cristãs, passou a significar o Deus das religiões "do Livro" (cristianismo, islão e judaísmo); daí alargou-se a qualquer conceito equivalente, fosse de que religião fosse - ou mesmo de uma crença sem religião nenhuma. Continua, todavia, a insistir-se que o maçon tem que ter fé - seja lá no que for. Porquê? Por mais diferentes que sejam as suas religiões, duas pessoas que creiam que a existência não é "só isto", só este deambular por um mundo condenado a...

Origem e primórdios do Rito Escocês Antigo e Aceite - Conclusão

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Dedicar sete textos (com este, oito) à origem e primórdios do Rito Escocês Antigo e Aceite para quê? Em primeiro lugar, para se saber. Conhecer o passado, visitar a História, habilita-nos a compreender o presente, a enquadrar o que vemos, o que vivemos, o que fazemos. Saber como base para refletir, para perceber, para analisar, para inferir. Não podemos planear o futuro, não conseguimos atuar eficazmente no presente, se o nosso planeamento, a nossa atuação forem deixadas ao mero acaso e sabor da inspiração, do desejo, da impressão. Conhecer o passado, saber a origem das coisas, é um lastro indispensável para nos equilibrar nas nossas ações e um auxiliar precioso para a nossa preparação do futuro. O passado é o chão onde nos equilibramos hoje e que nos proporciona a base para o impulso para o amanhã. Em segundo lugar, para compreender. Compreender que o Rito Escocês Antigo e Aceite não resulta de nenhuma revelação divina, que foi criado, que, mais do que isso, foi fabricado, trabalhado,...