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A mostrar mensagens de novembro, 2007

Reflexão

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Sexta-feira. Seis horas da tarde. Começo a escrever o quinto texto da semana. A cabeça fervilha de ideias boas e originais. Infelizmente, as originais não são boas e as boas não são originais... Entre a qualidade e a novidade, opto pela qualidade. É melhor publicar uma ideia boa de outro do que uma má ideia minha... Li no blogue The Burning Taper uma citação de Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido por Voltaire, que me parece a afirmação de uma boa ideia: Conhecemos melhor uma pessoa através das suas perguntas do que através das suas respostas . Pensando bem, é verdade. A resposta que alguém me dá pode ser trabalhada, dirigida para causar uma determinada impressão. Mas, normalmente, se se conseguir saber aquilo sobre que alguém se interroga, logra-se ter uma mais precisa noção das suas preocupações, dos seus interesses, dos seus receios, das suas prioridades. Enfim, do que a pessoa é. Nesse sentido, aparentemente não deixo entrever nada do que eu sou neste blogue. O que escrevo - é a...

Foi um cometa que causou o Dilúvio - é simple(s)!

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Hoje recebi uma mensagem de correio electrónico do simple, que transcrevo na parte que interessa para este texto (em bom rigor, vai mesmo ser esse o texto...): Caríssimo: Não pretendo, de modo algum, "impingir-lhe" temas para o blog; não faltava mais nada. (...) Dito isto, envio-lhe mais uma história, desta vez sobre um mito. Sendo o simbolismo algo de muito importante na Maçonaria, pareceu-me esta uma história interessante, pois trata da (possível) origem de uma das lendas colectivas mais difundida pelo mundo: a do Dilúvio; esta será, mesmo, transversal a muitas culturas pelo mundo fora, o que terá causado alguma estranheza na comunidade científica. Uma das hipóteses que se coloca será a da queda de um asteroide ter provocado um enorme tsunami, há cerca de 5000 anos atrás. Deixo-lhe os links - do New York Times e da Discover Magazine - para o caso de querer ler algo sobre o assunto: http://www.nytimes.com/2006/11 /14/science/14WAVE.html?n=Top /Reference/Time...

O lugar do Aprendiz

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O local onde uma Loja maçónica se reúne é pelos maçons designado de Templo . Dentro do Templo, e no decorrer de uma reunião de Loja, tudo existe segundo uma ordem determinada e todos têm assento em locais definidos. O sentido de ordem, a segurança que psicologicamente é transmitida a quem se encontra num local ordenado, onde tudo e todos estão no seu lugar, ajudam à criação de uma atmosfera de confiança, descontracção e concentração que é preciosa, quer para o bom desenrolar da sessão, quer para o conforto de todos, quer para a predisposição para atender aos assuntos do espírito, deixando-se efectivamente os metais à porta do Templo. Como todos os outros obreiros, o Aprendiz tem o seu lugar determinado. Ou, melhor dizendo, uma zona da sala destinada a que ele ali se coloque e assista a tudo o que se passa. Esse lugar, essa zona, situa-se nas cadeiras traseiras do lado Norte da sala. O lado Norte aqui em causa é, como quase tudo em Maçonaria, simbólico. Pode, portanto, corresponder o...

A Maçonaria Americana e os novos tempos

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A Maçonaria nos Estados Unidos da América teve uma evolução diferente da Maçonaria Europeia. Para além das especificidades e idiossincrasias do grande País da América do Norte serem claramente diferentes da mentalidade europeia (esta conformada por uma história milenar, algo que os americanos, com paciência, também virão a ter: basta-lhes aguardar uns oitocentos anos...), a Maçonaria Americana não se desenvolveu confrontada, como sucedeu com a Maçonaria Europeia, com a existência, muito precocemente criada (no primeiro século da institucionalização da Maçonaria Especulativa), de dois ramos diferentes: a Maçonaria Regular, centrada no estilo britânico da Grande Loja Unida de Inglaterra, e a Maçonaria Liberal, oriunda das concepções que vieram a prevalecer no Grande Oriente de França e, a partir deste, para diversas Obediências Maçónicas Liberais, com significativa existência em diversos países europeus e na América do Sul. Com efeito, não tendo vivido de perto as incidências do grande c...

O Grão-Mestre Fundador

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Fernando Teixeira foi o Grão-Mestre Fundador da Obediência Maçónica Regular Portuguesa, internacionalmente reconhecida, em que se integra a Loja Mestre Affonso Domingues, que se denominou, inicialmente de Grande Loja Regular de Portugal e que presentemente se denomina Grande Loja Legal de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal (GLLP/GLRP). O seu currículo maçónico está resumido na página dedicada aos Past Grão-Mestres do sítio da GLLP/GLRP, na forma seguinte: Curriculum Vitae maçónico - Grau 33 do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceite. - Membro Honorário do Grande Priorado de Helvetia. - Cavaleiro Benfeitor Honorário da Cidade Santa, do Grande Priorado Lusitano. - Grande Prior do Capítulo Português do Arco Real. - Membro de Honra da Grande Loja de Washington D.C. - Membro de Honra da Loja "Atlântida" da Grande Loja de Espanha. - Grande Oficial Honorário do Grande Oriente de Itália. - Membro Honorário (Venerável de Honra) da Loja "Oldest Ally" da Grande ...

O eco da vida

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Mais uma pequena alegoria recebida em correio electrónico e por mim adaptada, que ilustra bem a postura que devemos ter na vida, se a queremos viver da melhor maneira. Um pai e um filho passeavam na montanha. A certa altura, o filho magoou-se e gritou: - Aaaahhhhh! Para seu espanto, ouviu, vinda não sabia de onde, da montanha, uma voz que respondeu: - Aaaahhhhh! Curioso, o menino gritou: - Quem está aí? E ouviu, vindo não sabia de onde, da montanha, a mesma voz responder: - Quem está aí? Zangado com a resposta, o menino gritou: - Estúpido!! E ouviu a mesma voz responder-lhe, sempre vinda não sabia de onde, da montanha: - Estúpido!! Confuso, o menino perguntou ao pai o que se passava, que voz era aquela. O pai, sorrindo, disse-lhe: - Filho, presta atenção! E, virando-se para a montanha, gritou: - És admirável! Logo se ouviu uma voz respondendo de volta: - És admirável! O pai gritou de novo: - És um campeão!!! E ouviu-se de volta: - És um campeão!!! O menino, admirado, cont...

Da Loja - prefácio

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Doric Room - Templo da Grande Loja de Nova York - http://www.nymasons.org/cms/ Há já algum tempo que ando com vontade de iniciar uma serie de textos sobre Lojas. Falar sobre aspectos relativos à gestão das mesmas, sobre o nascimento, o apogeu, o declínio, o ressurgimento e mesmo a morte das Lojas. Não sei ainda quantos textos serão nem qual a periodicidade, nem sequer a sequência que lhes vou dar. Considerem este texto como uma introdução ao tema. Acredito, como sempre acreditei, em Lojas fortes unidas e com uma dimensão de várias dezenas de obreiros e ao longo do tempo tenho vindo a pensar que uma Loja precisa mais do que trabalhos rituais e pranchas simbólicas. É para mim fundamental, não só perceber porque começam as Lojas, com que objectivos e finalidades, mas também porque razão acabam, ou passam por períodos de menor vitalidade. Uma Maçonaria forte e interventiva só é possível com Lojas a trabalharem correctamente e com projectos de união interna. Há para mim algumas noções que ...

EXPOSIÇÃO de PINTURA e DESENHO

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Para quem andou por "Castelo Rodrigo" recorda-se com certeza da "Maria", para quem não andou ficará a recordar-se se fôr visitar a exposição ! Não deixem de ir até lá ! JPSetúbal

O reactor nuclear de Sacavém tem um novo coração

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Dentro das pesquizas diárias sobre assuntos diversos surgiu-me esta notícia, publicada no "Público" e assinada por Teresa Firmino , que quis trazer para o blog por 2 razões: - O nuclear foi questão já ventilada por cá; - Tem relação directa com o tema "Meio ambiente", também muito tratado entre nós. Então aqui Vos deixo este trabalho, que considero bem interessante. Para José Marques, a luz mais bela do mundo vem do fundo de uma piscina. Não de uma piscina qualquer, mas daquela onde se encontra o núcleo do Reactor Português de Investigação, perto de Sacavém. Do núcleo – o coração do reactor – emana um azul luminoso, intenso, tranquilizador até. Este Verão, o reactor recebeu um novo coração, com outro combustível, que entretanto voltou a brilhar.“Então José, o azul mudou?”, perguntava, a brincar, Parrish Staples, da agência nacional de segurança nuclear do Departamento de Energia dos EUA, depois de uma visita ao reactor há alguns dias. “Não, que eu tenha notado”, re...

Interlúdio

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Contra o que é habitual, ontem não foi publicado qualquer texto no A Partir Pedra . Tal ocorreu por avaria nas comunicações na zona de onde me ligo à Rede, precisamente quando, com o texto já escrito, seleccionava uma imagem para o acompanhar. Aproximava-se a hora do jantar - que, em minha casa, é um momento sagrado de reunião e convívio familiar - e não me foi possível aguardar pelo retomar das comunicações. Portanto, ontem as circunstâncias impuseram que não pudesse ser cumprido o propósito de, fora dos períodos de férias, o blogue ter sempre publicado, pelo menos, um texto em cada dia útil. Fiquei levemente aborrecido, mas sou um optimista. E um optimista consegue sempre descortinar algo de bom no que corre mal, consegue sempre antecipar algum sol no meio de uma tempestade. A pausa forçada permite-me reequilibrar um pouco a minha produção de textos aqui no blogue. Como tive oportunidade de referir aqui , este ano maçónico esperava que a minha contribuição para o blogue se cifrasse e...

Balanço da memória

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Desde que iniciei a série de textos que designei "Memória da Loja", já fiz referência aos mandatos de todos os 16 Veneráveis Mestres cujos mandatos se iniciaram antes da criação do A Partir Pedra . Reflecti sobre se deveria parar por aqui, dedicando este registo a esses mandatos iniciados antes de criado o blogue. Decidi, porém, prosseguir, enquanto o blogue também continuar a ser publicado. Por um lado, embora as principais iniciativas da Loja Mestre Affonso Domingues sejam aqui divulgadas, o que porventura justificaria a cessação de publicação de textos sobre os mandatos que decorrem já em curso de publicação do A Partir Pedra , o certo é que a dinâmica dos textos publicados em relação aos mandatos dos primeiros 16 Veneráveis Mestres da Loja Mestre Affonso Domingues acabou por redundar em análises, necessariamente subjectivas, dos respectivos méritos e deméritos, êxitos e fracassos, projectos e rotinas. E isso não é suprido apenas pelas referências casuísticas e factuais às...

Dia Internacional da Tolerância

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16 de Novembro foi proclamado pela UNESCO o Dia Internacional da Tolerância. Já o ano passado aqui o assinalei, procedendo até à publicação da Declaração de Princípios sobre a Tolerância aprovada no âmbito daquele organismo da ONU. Esta efeméride e a referência a que ela procedi foi, aliás, ponto de partida para um interessante debate entre mim e o José Ruah, que se prolongou até Janeiro deste ano. Não pretendo reiniciá-lo, nem acho que se justifique. O assunto foi por nós debatido ainda recentemente, de forma esclarecedora e que nos orgulha: pudemos mostrar, para todos verem, como os maçons podem debater opiniões diferentes de forma franca e leal, com o propósito de se esclarecerem mutuamente e de procurarem os pontos de convergência, admitindo como naturais e saudáveis as divergências que porventura existam. Para quem não leu na altura, ou já não se recorda, aconselho que use um pouco do seu tempo do fim de semana e leia o debate (dá para perceber que a estrutura de apresentação do...

Binyan Habayis

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O formato blogue apareceu originariamente como um diário publicado no espaço virtual constituído por todos os computadores do Mundo que se ligam em Rede. Claro que não demorou muito para que esse conceito originário fosse desenvolvido, objecto de variações e utilizado para diferentes abordagens de diversificados assuntos. Não demorou também muito para que surgissem os blogues de temática maçónica e para se verificar a existência de diferentes abordagens dentro dela. Uma dessas abordagens, particularmente visível nos Estados Unidos da América, onde a Maçonaria está mais abertamente inserida na Sociedade como uma das instituições conformadoras da vida social da comunidade, é a do blogue acerca do percurso do seu autor na sua aproximação à Maçonaria, da sua entrada nela e das vicissitudes da sua vida maçónica. É, em suma, o "diário" na Rede do maçon seu autor, em curioso regresso à origem do formato, agora sectorialmente direccionado. Nos Estados Unidos existem vários blogu...

As melhores sementes

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Um agricultor, homem de poucos estudos, todos os anos participava na Feira de Agricultura da cidade mais próxima da sua exploração apresentando a concurso exemplares da sua colheita de milho e todos os anos ganhava o troféu do Milho do ano . O seu milho, ano após ano, era cada vez melhor. Certa vez, após a cerimónia de recepção do prémio, foi entrevistado por um repórter do jornal local, que, tendo perguntado sobre a forma como ele costumava cultivar o seu valioso e qualificado milho, ficou muito intrigado com a revelação do agricultor de que ele partilhava boa parte das suas melhores sementes com os seus vizinhos. - Porque é que senhor partilha com os seus vizinhos as suas melhores sementes, quando eles competem directamente consigo ? O agricultor, homem de poucos estudos, respondeu-lhe: - Porquê? É simples: o vento apanha o pólen do milho maduro e leva-o de campo para campo. Se os meus vizinhos cultivarem milho de qualidade inferior à do meu, a polinização degradará gradualmente ...

O silêncio do Aprendiz

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Em Loja, o Aprendiz Maçon não tem direito ao uso da palavra. Esta frase, sendo substancialmente verdadeira, não espelha, porém, correctamente a realidade. A mesma ideia, correctamente formulada, expressa-se pela seguinte frase: em Loja, o Aprendiz Maçon beneficia do direito ao silêncio e cumpre o dever do silêncio. O Aprendiz Maçon não usa da palavra em Loja, não porque se lhe não reconheça capacidade para tal (pelo contrário: o Aprendiz foi cooptado para integrar a Loja, pelo que se lhe reconhece valor), não porque se lhe atribua um estatuto inferior aos restantes (mais uma vez, pelo contrário: o Aprendiz tem um estatuto de plena igualdade com os restantes obreiros e é um importante pólo de atenção da Loja, que tem como uma das suas mais importantes tarefas a sua formação), mas porque o cumprimento de um período de silêncio é considerado imprescindível para o seu processo de aperfeiçoamento. O silêncio do Aprendiz em Loja é importante por, pelo menos, três razões: a defesa ...

O décimo sexto Venerável Mestre

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O décimo sexto Venerável Mestre foi Luís R. D.. Foi eleito em Julho de 2005. Como é normal na Loja Mestre Affonso Domingues, exercia o ofício de 1.º Vigilante quando foi eleito. Luís R. D. era já, aquando da sua eleição, um Mestre Maçon com alguma antiguidade. Normalmente, teria sido chamado a dirigir a Loja mais cedo, mas as circunstâncias da vida impediram que assim tivesse ocorrido. Com efeito, na altura em que Luís R. D. normalmente iria começar a assegurar funções de Oficial do Quadro da Loja, não lhe foi possível assegurar quaisquer tarefas. Grave e prolongada doença de sua esposa obrigou-o a dar prioridade ao que era prioritário: assistir a sua companheira na vida, acompanhá-la na sua provação, proporcionar-lhe o conforto que lhe era possível proporcionar-lhe. Todo o maçon sabe, porque a todos é dito logo no dia da sua Iniciação, que os seus deveres perante a sua família preferem às suas tarefas maçónicas. Assim, durante algum tempo, prolongado, Luís R. D. mantinha com a Loja e ...