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A mostrar mensagens de 2011

Exortação de mudança de ano

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Segundo as notícias que chegam a Portugal, o Brasil vive um bom período, o otimismo medra na mesma proporção do desenvolvimento, espera-se que o ano de 2012 seja melhor do que o de 2011. Que assim seja! Do outro lado do Atlântico, neste jardim da Europa à beira-mar plantado (expressão que se tornou um lugar-comum para designar Portugal e que é um verso do poema A Portugal , incluído no livro D. Jaime do hoje quase esquecido poeta oitocentista Tomás Ribeiro - e escrevo quase apenas porque uma movimentada rua no centro de Lisboa tem o seu nome; mas tenho poucas dúvidas de que a esmagadora maioria dos que nela passam não tem sequer uma vaga noção de quem foi, ou o que fez, o patrono de tal artéria), neste velho Portugal, cada vez mais velho, demograficamente falando, o panorama é bem mais sombrio: a seguir a um mau ano de 2011 espera-se um pior ano de 2012, o pessimismo está instalado em proporção superior à percentagem de queda do Produto Interno Bruto. Por estas bandas, os tradicionais,...

Exortação solsticial

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Seria bom, mas não podemos esperar que todos os templos sejam utilizáveis e utilizados pelos crentes de todas as religiões. É bom que, como referi no texto da semana passada, esteja projetado num hospital português um espaço de assistência espiritual e religiosa concebido para ser utilizado pelos crentes e ministros de todas as religiões, mas essa é (ainda?) uma exceção. Deve-se aspirar a que a tolerância religiosa seja, mais do que um facto, uma naturalidade, e que locais de culto utilizáveis e utilizados por crentes de todas as religiões não só existam, como sejam uma banalidade. Mas o ótimo é inimigo do bom e não devemos confundir sonhos e aspirações com a realidade. Até que a tolerância religiosa seja tão banal e tão natural que se entenda, sem rebuço, que o que importa é que cada um cultue o Criador e não a forma como o faz e seja comummente entendido que o espaço de culto pode ser indiferentemente utilizado pelos crentes de qualquer religião, muitas águas passarão debaix...

Quinze anos, 10 dias e 12 horas depois

Terminou a contenda, a separação e a desunião.  Já aqui neste blog foi falado e escrito sobre os negros momentos de separação vividos no passado quando aconteceu a cisão em 1996. Não pode acontecer de maneira diversa agora que aconteceu a união. É apenas normal que aqui dela se fale. Este sábado,  15 anos, 10 dias e 12 horas deu-se a junção das duas facções resultantes da cisão de 1996 sob a liderança do MRGM José Moreno, Grão Mestre da GLLP/ GLRP. Nunca a sigla GLLP/ GLRP significou tanto, quanto a partir desse momento. Mas e haverá muito mais a dizer ? Há mas não agora !  E quem sabe se agora a Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues vai ficar novamente completa. Quem sabe se os desígnios do GADU permitirão que a esperança plasmada num documento  cuja maioria da resoluções foi votada unanimemente se torne uma realidade. Quinze anos, 10 dias e 12 horas depois recomeçou o futuro. José Ruah

Liberdade e tratamento da doença

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Os cuidados de saúde não se limitam aos cuidados do corpo e à erradicação da doença física. Se assim fosse não haveria psicólogos, psiquiatras ou assistentes sociais, não haveria formação específica para os prestadores de cuidados de saúde no que concerne a relação com o doente, e não haveria tantos estudos que apontam para que o melhor ou pior ânimo do doente fazem muitas vezes a diferença entre a convalescença e a morte. Por outro lado, no nosso país (e em muitos outros) o paciente tem - desde que lúcido - sempre a última palavra quanto aos cuidados que lhe são prestados, podendo recusá-los ou procurar outros prestadores. Se um médico, o seu diagnóstico os a terapia que preconiza não nos agradam, podemos consultar outro, e escolher entre os dois - ou não escolher nenhum. A saúde de cada um é algo sobre que a cada um incumbe decidir, e não pode ser imposto a ninguém (que se encontre mentalmente capaz de decidir) qualquer tipo de tratamento. Estas duas condicionantes leva...

Uma realidade próxima

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Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. (Fernando Pessoa - verso inicial da Segunda Parte / Mar Português, da Mensagem ) Na sequência do texto da semana passada, mão amiga proporcionou-me o acesso ao relatório e contas relativo ao ano de 2009 do Hospital de S. João, no Porto, que foi ultimado em 26 de março de 2010. Na página 106 desse relatório, inserida no capítulo Responsabilidade social e sob as epígrafes Outros - Religião, pude ler: No Hospital de São João, já há muitos anos que padres e ministros de outras religiões acompanham espiritualmente os seus crentes, num apoio personalizado que pretende ajudar a suportar o sofrimento. No dia seguinte ao internamento, os doentes são visitados por voluntários que lhes propõem assistência religiosa, seja qual for o credo: católico, islâmico, hindu, judaico, budista, baha'i ou de outras confissões cristãs. O espaço de culto ainda é a capela católica, mas em breve haverá um lugar multirreligioso que poderá ser utilizado p...

Deveria ser Instrução em Maçonaria -VII - Mas Não é ! é outra coisa !

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Salvo raríssimas excepções não são publicados neste blog  dois textos no mesmo dia. Hoje é um desses dias.O texto das quartas-feiras, assinado pelo Rui, aparecerá à hora do costume, ao meio dia. Este aparece pela noite, embora a dia 14, porque está escrito “ e foi noite e foi dia “. Ultimamente tenho escrito às segundas-feiras, não o tendo feito propositadamente esta semana porque o tempo não dá para dois textos por semana. O dia 14 de Dezembro é no calendário de 2011 dia de sessão da Loja Mestre Affonso Domingues, mais propriamente dia da primeira sessão do Mês. Este facto na história da Loja só aconteceu nos anos de 2002, 1996 e 1991, isto é a primeira sessão do mês de Dezembro da Loja Mestre Affonso Domingues calhar ao dia 14. Ora, em 1996 apesar de ser dia de sessão, esta não ocorreu.. Analisando as datas ao abrigo do método usado com muito apreço dos leitores e de grande fiabilidade aqui temos então que: A soma dos algarismos da data de 1991 = ...

Especular - o trabalho maçónico

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Nascemos rodeados de atenções, crescemos no centro da nossa família nuclear, e muitos de nós p assam pela vida sem nunca quebrar essa ilusão de importância, sem nunca se aperceber da nossa pequenez, da nossa insignificância, do nada que somos em face do que nos rodeia.  A este respeito, chamo a vossa atenção para este  vídeo sobre o universo conhecido . E agora (e porque, em maçonaria, tudo se aprende e nada se ensina), apesar de hoje poder, a este respeito, escrever muito,   nada mais escreverei sobre o assunto. Poderia fazê-lo, mas não o farei. Vou, em vez disso, ficar-me pelo que já fiz: indicar um tema, fornecer alguma substância e um ponto de partida, e deixar que cada um congemine as suas próprias suposições, teça as suas próprias ideias, e chegue às suas próprias conclusões - esperando que isso o enriqueça, o melhore e o aperfeiçoe. Poderemos, depois, quem sabe, partilhar algo daquilo que atingimos. Ou não. Podemos eventualmente...

Um sonho meu

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Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança. (estrofe final de Pedra Filosofal , de António Gedeão) Eu acho que sei e, por isso, sonho. A dormir e, muito, acordado. A Pedra Filosofal é um dos meus poemas preferidos, onde sempre renovo o meu, espero que incurável, otimismo. Estando acordado, ter sonhos de progresso, de esperança, de fraternidade, não é ingenuidade nem perda de tempo. É, sobretudo, confiança - confiança em nós, na nossa comunidade, na Humanidade. Transmitir os sonhos que acordados temos aos outros é dar-lhes a possibilidade de serem partilhados, adotados, fortalecidos, poderem porventura ganhar massa crítica que os materialize em realidades. Se de mil sonhos dos que sonhamos acordados apenas um deixar o mundo etéreo das aspirações e, pedra a pedra, se for construindo, já se tem ganho, já existe pulo, já há avanço. Por isso, eu, impenitente otimista,...

Instrução em Maçonaria - VI

As minhas desculpas pelo atraso no texto, mas algumas dificuldades técnicas impediram-me de o concluir em tempo util . Continuando a serie sobre instrução em Maçonaria e tendo os artigos anteriores sido essencialmente dirigidos à instrução de mestres e à auto instrução, creio que é momento de abordar a instrução tal como ela é compreendida na sua vasta generalidade. Tradicionalmente são os Vigilantes de cada Loja que estão encarregues de proceder à instrução dos aprendizes e dos companheiros. Não existe uma regra para proceder a esta instrução. Existem Vigilantes mais proactivos e outros mais passivos, às vezes até em excesso que de proactividade quer de passividade. Em minha opinião é melhor ser proactivo que passivo, mas como em tudo há que ter limites. O excesso de proactividade pode ser invasivo do espaço de cada um e pode gerar também reacções adversas ao excesso de trabalho exigido. E como pode um maçon falar em excesso de trabalho !  Pode. Antes de tudo s...

Afinal, o que é o segredo maçónico?

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O "segredo maçónico" é daquelas coisas a que a curiosidade da sociedade, certa comunicação social, e alguns setores mais "aguerridos" não resistem. A maçonaria é coisa de que só recentemente se fala às claras e na praça pública: antes só merecia comentários em surdina, meias palavras e olhares de desagrado, invariavelmente acompanhados de desinformação, descontextualizados e eivados de preconceito. Uma boa parte da responsabilidade é dos próprios maçons. Perseguidos anos a fio, mantiveram-se a partir de certo ponto de tal modo "subterrâneos" e discretos que não se preocupavam, sequer, com o que deles diziam - quanto mais preocuparem-se com a refutação pública das inverdades, e com a divulgação de informação correta sobre a maçonaria. Os tempos têm mudado, os extremismos do passado têm-se refreado, e a maçonaria começa a poder sair debaixo da pedra onde se escondeu - e os maçons começam a querer desfazer os equívocos resultantes de décadas de sil...

A Maçonaria NÃO É uma sociedade secreta (V)

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Já vimos que foi a alta hierarquia da Igreja Católica quem lançou e divulgou e repetiu que a Maçonaria era uma sociedade secreta. Hoje, o epíteto é glosado em vários tons pela comunidade dos teóricos da conspiração, pelos fundamentalistas religiosos de vários quadrantes e pelos ditadores de serviço em várias latitudes. Os mais primários decretam que a Maçonaria é uma sociedade secreta... porque é, porque "toda a gente" o diz. A esses não importa que se lhes mostre que, em cada país, cada Obediência maçónica se estrutura e organiza no respeito da Lei do Estado, em regra organizando-se como associação sem fim lucrativo, constituída nos termos e pela forma legal e cumprindo as determinações legais quanto ao seu funcionamento, escolha e publicidade dos seus corpos gerentes, facultando, nos termos que a Lei determina as informações que a Lei determina, executando os comandos das leis fiscais, etc.. A esses nada importa. A Grande Loja Legal de Portugal / GLRP - Associação co...

Instrução em Maçonaria - V

E ao fim de uns anos larguei a música. Não que tenha deixado de a ouvir (porque tocar … isso não é para mim) mas porque este ano deixei o cargo de Organista. O Venerável pediu e o meu dever era aceitar o seu pedido e fui consequentemente fazer outras coisas. Foram uns anos, mais de 3. Foi mais que isso, foi um percurso, um estudo e uma evolução. Tive a necessidade de entender sob um outro prisma o que se passava em Loja. A leitura dos rituais não foi suficiente, as ordens de trabalhos insuficientes e muitas vezes incompletas ou tardias, as alterações de ultima hora comunicadas, e as não comunicadas. O esquecimento que esta ou aquela cerimónia tinha também mais esta deslocação ou este momento de silencio. Os momentos de silêncio e sua análise. Podiam ou não ser preenchidos por música? e sendo como ? A aprendizagem de cada momento de cada sessão, a respectiva interiorização e visualização em pensamento e em memória “RAM equivalente” considerando ou pelo meno...

A Maçonaria NÃO É uma sociedade secreta (IV)

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Leão XIII retomou a sua cruzada contra a Maçonaria na sua encíclica de 8 de dezembro de 1892 Custodi de quella fede (texto integral em inglês aqui ). A unificação da Itália completara-se em 1870, com a anexação de Roma ao Estado italiano, apesar da forte oposição do Papa (só em 1929, com o Tratado de Latrão, a situação ficou resolvida, com a mútua aceitação da presente configuração política de uma República italiana e de um Estado papal, o Vaticano, no interior da cidade de Roma). Leão XIII, italiano, de seu nome civil Gioacchino Vincenzo Pecci, escreve esta encíclica do ponto de vista do clérigo italiano que vê a sua terra politicamente organizada de uma forma diferente da que ele gostaria. Efetivamente, a Maçonaria teve um grande e ativo papel na unificação italiana. Garibaldi e Cavour, os dois grandes artífices da mesma, foram maçons. Este enquadramento histórico permite entender melhor a grande animosidade de Leão XIII em relação á Maçonaria. Nesta sua encíclica, Leão XIII co...

Instrução em Maçonaria - IV

Fico curioso! Eu aqui a falar de uma coisa, essencialmente de métodos que podem até ser transversais a outras áreas do conhecimento e os comentadores (por acaso sempre os mesmos) a comentarem ao lado. Imaginemos por um instante que eu escrevia aqui sobre temas de culinária, aliás exemplo usado por um dos comentadores para explicar a outro qualquer comentador coisa que este ultimo teimava em não perceber, e os comentadores sempre questionando sobre carburadores e cilindros e outros assuntos de mecânica automóvel. E que lendo e relendo o que escrevia, via com clareza que lá estavam métodos de cocção, formas de arranjar alimentos, maneiras de fazer molhos, apreciações objectivas sobre as quantidades dos ingredientes, da farinha, do sal, do azeite e do vinho. Pequenos truques para as especiarias aromatizarem e para os óleos não se queimarem, enfim lendo e relendo e voltando a verificar que o escrito era mesmo sobre o tema anunciado e depois quando chegam os comentários só m...

Duas certezas

Li recentemente, “ O Livro da Ignorância geral”, escrito por John Lloyd e John Mitchinson, onde encontrei a seguinte passagem, “ Nunca se definiu com êxito o que é que confere interesse às coisas – ou se percebeu por que motivo aquilo que não sabemos é muito mais interessante do que aquilo que sabemos” …e considerei este pequeno excerto mais que oportuno para esta altura, pois, devido a algumas publicações recentes em órgãos de comunicação social escritos, intituladas de “grandes investigações” se cria, como é habitual, um espetro negro sobre a Maçonaria. Naturalmente, o que é divulgado sobre a nossa Ordem, deixa-nos sempre apreensivos e, julgo falar por todos ou por uma larga maioria, há sempre uma certeza patente, antes sequer de lermos os artigos, na sua grande maioria, o que é publicado, não corresponde à verdade. Não falo, claro está de entrevistas aos membros que são publicamente assumidos na sua qualidade de maçom, pois esses, proferem declarações e essas ficam, para sempre, ag...

A Maçonaria NÃO É uma sociedade secreta (III)

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Leão XIII A Encíclica Humanum Genus , de Leão XIII (texto integral em português aqui ) elenca as críticas da alta hierarquia da Igreja Católica à Maçonaria. A primeira, não destituída de fundamento, na época, atento o acentuado anticlericalismo que a Maçonaria Liberal e então revolucionária manifestava, era a de que o propósito da Maçonaria era a destruição da Igreja: Nesta época, entretanto, os partisans (guerrilheiros) do mal parecem estar se reunindo, e estar combatendo com veemência unida, liderados ou auxiliados por aquela sociedade fortemente organizada e difundida chamada os Maçons. Não mais fazendo qualquer segredo de seus propósitos, eles estão agora abruptamente levantando-se contra o próprio Deus. Eles estão planeando a destruição da santa Igreja publicamente e abertamente, e isso com o propósito estabelecido de despojar completamente as nações da Cristandade, se isso fosse possível, das bênçãos obtidas para nós através de Jesus Cristo nosso Salvador. A segunda e...