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Luís Miguel Nogueira Rosa Dias (1/1/1931 - 30/8/2019), admirável maçom

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O Dr. Luís Rosa Dias foi um muito competente médico cirurgião vascular. O Luís Miguel Nogueira Rosa Dias era sobrinho de Fernando Pessoa e deu inúmeras conferências sobre o seu tio. O Miguel Roza, pseudónimo que utilizou para as suas lides literárias, foi autor de livros como Encontro Magick: Fernando Pessoa e Aleister Crowley , Salpicando Poesia ,  De Médico e Louco de Tudo um Pouco , Fiz das Tripas Coração , os mais recentes O Templário com Duas Vidas  e  O Espião do Extremo Ocidente, duas novelas que são os dois primeiros tomos de uma trilogia cujo último volume felizmente deixou já escrito e em fase de edição, que será publicado postumamente, sob a direção de uma das suas filhas, e foi ainda o prefaciador e organizador do Trolhamento dos 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceite . O Companheiro Luís Rosa Dias foi um insigne rotário, designadamente fundador e primeiro presidente do primeiro Rotary Clube   misto em Portugal Porém, para nós, na Loja Mest...

Jerônimo Borges (1942-2018) - In memoriam

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Não o conheci pessoalmente. Nunca falei com ele de viva voz. Trocámos algumas mensagens de correio eletrónico e acompanhávamos mutuamente os respetivos trabalhos publicados em relação à Maçonaria. Tanto bastou para que nutrisse por ele um grande respeito e consideração. Partiu ontem para o Oriente Eterno. É mais um insubstituível que teremos de aprender a substituir! Jerônimo Borges, brasileiro de Santa Catarina, não perdia uma oportunidade de gabar a sua Florianópolis. Foi juiz e foi maçom. Quando se aposentou da magistratura, entendeu por bem passar a aproveitar o tempo que passara a ter disponível para criar e manter, durante anos, o que será, durante muito tempo, um marco da imprensa maçónica em língua portuguesa, o informativo maçónico JB News. Durante anos, diariamente caía nas caixas de correio eletrónico de todos os que se tinham inscrito para receber, o número dessa jornada do JB News. Dia após dia. De inverno e de verão. Em época de trabalho e em período de férias. E...

Mário Martin Guia - maçom bom

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Mário Martin Guia passou ao Oriente Eterno na madrugada da passada sexta-feira, dia 30 de junho de 2017. Ao princípio da manhã, alguém colocou a informação numa rede social. Ao longo desse dia multiplicaram-se as mensagens de pêsames e de homenagem ao extinto. O que impressionou não foi a rapidez e a amplitude da reação. Foi a forma como quase todos reagiram. Claro que todos manifestaram o seu pesar pelo acontecimento. Mas, sobretudo, celebraram a  vida e o caráter e a postura de Mário Martin Guia. Comecemos pelo menos importante. Mário Martin Guia foi Grão-Mestre da Grande Loja Legal de Portugal / Grande Loja Regular de Portugal entre 2007 e 2010. Passemos agora ao que mais interessa. Mário Martin Guia foi um homem bom. Muito bom. A sua simplicidade era tocante. O seu bom humor cativava. A sua disponibilidade para os demais exemplar. A sua bonomia aconchegante. O seu calmo sorriso a todos influenciava. Era simples e cordato sem deixar de ser firme, quando era necessário qu...

Carlos Antero Ferreira (24/2/1932-14/1/2017), maçom simples

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A imprensa divulgou a notícia do falecimento do professor Carlos Antero Ferreira, arquiteto, professor da Faculdade de Arquitetura de Lisboa, historiador, ensaísta, poeta, que foi Presidente do Centro Cultural de Belém, Presidente do Conselho de Administração e do Conselho Diretivo da Fundação das Descobertas, depois de ter sido Presidente do Instituto Português do Património Cultural, mais tarde Instituto Português do Património Arquitetónico e Arqueológico. A imprensa informou também que Carlos Antero Ferreira foi responsável pela transformação do Departamento de Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, hoje integrada na Universidade de Lisboa, e que recebeu vários galardões e distinções e escreveu mais de duzentos títulos, entre livros de divulgação, ensaios e poesia. Carlos Antero Ferreira foi, reconhecidamente, um homem que fez coisas importantes e, a nível académico, da gestão do património...

Luís Manuel Douwens Prats, maçom esotérico

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Há dois sábados atrás, ao fim da tarde, recebi uma mensagem SMS do José Ruah: Fui informado do falecimento do Luís Prats . O laconismo da mensagem não me impressionou: o José e eu estamos habituados a comunicar da forma mais simples e com o mínimo de palavras. Conhecemo-nos há muito e muito bem, não é preciso muito para cada um de nós entender o que o outro lhe quer transmitir - se for preciso entendemo-nos até por sinais de fumo...  Aquela curta mensagem, para além da informação objetiva e factual, indicava-me mais coisas: que o texto seguinte que eu escreveria para o blogue seria a evocação do Luís, que tinha partido um amigo e um Irmão que, presentemente, na Loja só nós dois e muito poucos mais recordávamos em pleno o Luís - e que não seria fácil escrever sobre ele! A dificuldade em escrever sobre o Luís Prats resulta de uma ambivalência que nós (eu e, estou certo, também o José) temos em relação a ele: por um lado, recordamo-lo como um amigo, um amigo com quem tert...

Jorge Manuel do Carmo Pereira de Almeida (1958-2015), maçom afável

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Para alguns de nós era o Jorge Pereira de Almeida. Outros conheciam-no melhor por Manuel do Carmo, parte do seu nome que utilizava enquanto autor e artista plástico. Ele era ambos e ambos eram um só, ele, um maçom afável, que era estimado por todos os elementos da Loja que com ele privaram. Foi advogado, autor de quinze livros publicados sobre relações internacionais, arte e filosofia (só para referir três:  Um Café pelo Aqueduto (Dinalivro), O Método Alternativo  (Guimarães Editores), Caixa para Pensar  (Verbo), o seu último trabalho editado), empresário, artista plástico. Foi assessor da Presidência do Conselho de Ministros no VII Governo Constitucional, professor de Relações Internacionais no ISLA, assessor na Fundação Oliveira Martins, Presidente da ONG Latin American Studies Institute , e fundador e Presidente da Manuel do Carmo Foundation , organização sem fins lucrativos sedeada em New York com o objetivo de angariar fundos para promover o diálogo entre ...

Salomão Sequerra Amram (1933-2013), maçom discreto

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Diz o Povo que um mal nunca vem só. Os provérbios populares advêm de constatações empíricas, umas vezes justificadas, outras apenas decorrendo da maior ou particular atenção que, em certas circunstâncias, se dá a uma categoria de fenómenos. A extinção da vida é um desses fenómenos que, quando ocorre em relação a alguém perto de nós, estimula esse tipo de atenção. É, assim, comum que, quando alguém próximo de nós se extingue, haja a tendência de nos interrogarmos da proximidade de outro evento semelhante. E, às vezes, a álea da vida confirma a dúvida. Ainda mal refeitos da notícia da Passagem ao Oriente Eterno de um Irmão que foi fundador da Loja Mestre Affonso Domingues, fomos surpreendidos por outra de natureza semelhante, a da Passagem ao Oriente Eterno de Salomão Sequerra Amram. t O Salomão, insigne cardiologista, que nos deixou no dealbar da sua oitava década de vida, já se retirara da Loja há alguns anos. Dos atuais obreiros da Loja Mestre Affonso Domingues, poucos pr...

Rui Clemente Lelé (26/8/1958-18/11/2013), maçom organizado

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Há pouco mais de uma semana, a notícia da passagem ao Oriente Eterno do Rui Clemente Lelé chegou, chocante e inesperada. Sabia que o Rui tinha sido, dias antes, submetido a uma delicada intervenção cirúrgica, mas também sabia que se tratara de uma intervenção programada e que havia notícia de que tinha corrido bem e o Rui passara sem problemas o período de recobro e de maior risco. Mas, embora gradualmente diminuindo, há sempre um risco numa intervenção cirúrgica - e, no caso do Rui, aconteceu o que já se pensava estar ultrapassado. O Rui foi fundador da Loja Mestre Affonso Domingues, no ano de 1990. Quando, no ano seguinte, eu, oriundo de uma Loja germânica, ingressei na mesma Loja, integrámos juntos a Coluna dos Companheiros. Fomos Exaltados Mestres Maçons na mesma sessão. Vivemos e partilhámos juntos os tempos, para nós memoráveis, da implantação e consolidação da Loja. Ao longo de mais de duas décadas, partilhámos cumplicidades e distanciamentos, mas sempre uma sólida e pa...

As ondas da fortuna

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Um dia, passeando junto ao mar, aproximei-me de uma falésia com as minhas filhas, e mostrei-lhes as ondas revoltosas que fustigavam as rochas. Perguntou-me uma delas sobre aquelas enormes pedras: "Alguém as pôs ali? De onde vieram?". Expliquei-lhe que por debaixo do chão que pisávamos havia terra, areia, pedrinhas pequenas, argilas, e algumas pedras grandes. As ondas do mar e as marés iam corroendo a base da falésia, fazendo desabar partes desta, e dissolvendo depois as partículas menores em areia e em pó. Era daí que vinham as pedras. // Um maçom tem como principal objetivo tornar-se numa pessoa melhor. É para isso que a maçonaria existe: para tornar homens bons ainda melhores. Melhores não em termos absolutos, mas cada um relativamente melhor do que era antes, aos seus próprios olhos, e em face da sua própria realidade. Os objetivos de cada um, as estratégias de progresso, os critérios de sucesso, a cada um pertencem. É inútil tentarmos q...

Jorge Silveira (1953-2012), maçom breve

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Conheci o Jorge precisamente no dia 23 de novembro de 2011. Foi esse o dia em que o Jorge foi iniciado Aprendiz Maçom na Loja Mestre Affonso Domingues. Antes desse dia, Jorge Manuel Maciel da Silveira fora apenas um nome numa ficha de candidatura lida e aprovada em Loja para prosseguimento do normal processo de candidatura e, depois, o nome da pessoa retratada nos relatórios dos inquiridores que sobre ele se informaram e, tendo concluído tratar-se de um homem livre e de bons costumes, com sincero desejo de se aperfeiçoar, recomendaram a sua admissão às provas da Iniciação. Nessa noite de inverno, conheci um homem alto e bem constituído, um pouco mais velho do que eu, que realizou as suas provas de Iniciação com naturalidade e que, no convívio que se seguiu no final da sessão (quando não há uma segunda oportunidade para uma boa primeira impressão...) se confirmou um homem calmo, ponderado, com muita vida já vivida, e se revelou, sobretudo, como um homem sorridente.  É est...

Alexis Botkine - O Maçom que veio de longe

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Escrever um In Memoriam pela passagem ao Oriente Eterno do Alexis não é fácil. Alexis era o mais velho, o mais antigo, o mais conhecedor de todos nós, e era talvez o mais otimista e alegre de todos Começou a sua vida maçónica já tarde na idade, mas ainda a tempo de ser maçon há mais de 40 anos! Foi por 1970  que na sua Suíça natal, mas ainda assim terra de acolhimento, porque Alexis era russo e descendente da família do médico do ultimo Tzar, foi iniciado. O seu labor maçónico de grande importância e relevância para a regularidade portuguesa fica melhor contado, embora em francês, porque na primeira pessoa -  aqui . Alexis foi um marco incontornável na obtenção da regularidade maçónica para Portugal. Alexis tinha muitas facetas, era Engenheiro, Matemático e Músico. Foi Maestro compositor, e era intérprete de violino e balalaika. Teve o seu Grupo de Folclore Russo e poderão ser ouvidas algumas das suas interpretações  aqui ...

João Damião Pinheiro, maçom estabilizador

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João António Neto Guerreiro Damião Pinheiro entrou neste mundo em 3 de janeiro de 1959. Saiu deste mundo, em direção ao Oriente, no dia 6 de abril de 2012, a uma sexta-feira que a sua crença religiosa denominou de Sexta-Feira Santa. Entre uma e outra data decorreram pouco mais de 53 anos. O João terminou o seu tempo entre nós mais cedo do que todos esperávamos. Por isso, a notícia da sua passagem para o Além foi inesperada para todos os obreiros da sua Loja de sempre, a Loja Mestre Affonso Domingues. Os maçons acreditam que a morte é apenas uma passagem e portanto lidam relativamente bem com ela. Mas quando essa passagem ocorre inesperadamente e quando se augurava ainda muitos mais anos entre nós daquele que segue adiante, a incredulidade, o choque, o sentimento de perda, são inevitáveis. O João Damião Pinheiro foi um elemento que marcou a Loja Mestre Affonso Domingues. Foi - é, sempre! - um amigo cujo afastamento prematuro não podemos deixar de lamentar. Precisamente no d...

Niny Sequeira - Maçon de corpo inteiro

Niny Sequeira – assim de repente o nome não diz nada a ninguém, ou a apenas poucas pessoas, a mim diz-me. Diz-me que já passaram muitos anos desde o dia em que o conheci, uns 20 talvez, ou quase. Diz-me que nos idos tempos da “expansão pela província” da Maçonaria, privei muito de perto com ele. Pela aurora se marcava a hora de encontro, ali para um posto de abastecimento de combustível na Encarnação. Niny era inconfundível, magro, enérgico e sempre com um cigarro, mas não era por isso que era inconfundível, era pelo smoking. Homem prático não queria saber de levar muita coisa com ele e por isso o fatito de cerimónia ia logo vestido pela manhã, aliás de uma das vezes quis ser tão prático, e ao mesmo tempo tão irreal, que o smoking acabou por ser o seu pijama. As idas eram para Bragança, e evidentemente não voltávamos no mesmo dia !! Sim porque isto de ir realizar sessões maçónicas a sério, para ele só podia ser de smoking. Foram algumas as viagens, foram muitas as peripécias. For...

Paulo Guilherme D'Eça Leal, maçom irreverente

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Passou ao Oriente Eterno em 9 de outubro deste ano, após uma profícua e criativa vida de setenta e oito anos. A notícia da sua saída deste mundo físico foi publicada em vários órgãos de comunicação social, seguida do habitual rol de realizações, breve historial de vida em meia dúzia de linhas. Sim, foi ilustrador - prolífico e genial. Sim, foi decorador de edifícios emblemáticos (a sede do Banco Pinto e Sotto Mayor, no Porto, por encomenda de António Champalimaud, o Aeroporto de Lisboa, o Museu do Centro Cultural de Macau em Lisboa). Sim, foi pintor e escultor de qualidade que permanecerá reconhecida. Sim, foi escritor, contista, investigador do esotérico. Sim, foi autor de diversos selos, moedas e medalhas. Sim, foi cenógrafo. Sim, foi, em resumo, um artista multifacetado, que espalhou a sua criatividade, qualidade e originalidade. Mas, para mim, para nós, os mais antigos da Loja Mestre Affonso Domingues, foi simplesmente o Paulo Guilherme, um dos nossos, um pouco, um tudo nada, excê...

José Luís Ribeiro Moita de Macedo, maçom improvável

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Ao longo dos quase vinte anos que tenho da Loja Mestre Affonso Domingues, conheci umas centenas de Irmãos. Com alguns forjei laços de amizade. Com outros, construí uma agradável relação de camaradagem. Com outros ainda, uma saudável relação fraterna de integração num mesmo grupo. Com poucos, muito poucos, as circunstâncias do nosso contacto não possibilitaram um conhecimento mútuo. José Luís Moita de Macedo foi um desses poucos casos, nem sei bem porquê. Quando preparava a edição do livro relativo aos Vinte Anos da Loja, o José Ruah enviou-me a lista, que trabalhosamente efetuou, dos obreiros que, ao longo deste tempo, passaram pela Loja. Um dos nomes incluídos nessa lista era o do José Luís Moita de Macedo - com a indicação de que já tinha falecido. Uma vez que o projeto do livro previa a inclusão de textos evocativos dos Irmãos da Loja que, nos dois decénios de vida desta, tinham já passado ao Oriente Eterno, a minha falta de memória em relação ao José Luís tornava-me tarefa quase im...