Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Ofícios da Loja

O ofício de Venerável Mestre

Imagem
Em regra anualmente, as Lojas maçónicas elegem um dos Mestres do seu Quadro para assumir a função de Venerável Mestre.  O Venerável Mestre tem a incumbência de dirigir administrativamente a Loja, com o auxílio, designadamente, do Secretário, do Tesoureiro, do Arquivista e do Orador (este com a expressa função de dirimir e/ou tentar fazer com que se ultrapassem eventuais litígios e de instruir qualquer procedimento disciplinar que porventura se mostre necessário). Deve também providenciar pela adequada instrução e formação dos Aprendizes e Companheiros da Loja, a daqueles sob a direção do Segundo Vigilante, a destes mediante a coordenação do Primeiro Vigilante. Deve ainda assegurar a adequada e correta execução do ritual praticado pela Loja, contando, para isso, com o especial contributo do Mestre de Cerimónias, do Experto e do Guarda Interno. Deve mais garantir que, quando se justifique, a solidariedade da Loja perante qualquer dos seus obreiros seja efetiva e atempadament...

O trabalho fora de Loja: Segundo Vigilante

Imagem
Ao Segundo Vigilante de uma Loja maçónica compete, além do exercício das funções rituais, a coadjuvação do Venerável Mestre na administração da Loja, em conjunto com o Primeiro Vigilante, e, sobretudo, a superintendência no trabalho e na formação dos Aprendizes. Quanto ao seu papel na administração da Loja, se nele falhar ou executar deficientemente, tal implicará uma sobrecarga do Venerável Mestre (que terá de suprir a falta ou a deficiência no auxílio) e, sobretudo uma quebra ou uma deficiência na planificação e execução de longo prazo da atividade da Loja. Não é por acaso que, pese embora a Loja delegue a responsabilidade e o poder de decisão no Venerável Mestre, se refira que a administração do grupo recai sobre as "Luzes da Loja", ou seja, no conjunto composto pelo Venerável Mestre e os dois Vigilantes. Porque tendencial - e desejavelmente - estes três Oficiais da Loja cumprem uma linha de sucessão na direção da mesma, a boa cooperação entre esta tríade, indepen...

"Qualidades maçónicas"

Imagem
Sempre que em  maçonês  se fala em "qualidades maçónicas", não se está a abordar nenhum adjetivo em concreto mas antes funções e cargos ocupados por membros dos quadros de obreiros das lojas maçónicas. Para erigir e fazer funcionar uma Loja é necessária uma determinada quantidade Mestres, para fundar uma Loja são necessários 7 mestres e para o seu funcionamento pelo menos 5 mestres, sendo o ideal existir um mínimo de 7 mestres presentes numa sessão maçónica. Estes mestres ocuparão cargos e funções necessárias ao normal e regular funcionamento de uma Loja. E dado que uma loja maçónica é uma estrutura similar a uma qualquer associação, necessita de ter quem a dirija e de quem se ocupe de outros cargos que são necessários existirem para que esta associação/"Loja" funcione em pleno; ou seja, de forma  justa e perfeita . Normalmente a quantidade  de cargos a serem preenchidos pelos obreiros de uma Loja (designados por Oficiais) depende quase s...

O trabalho fora de Loja

Imagem
Em Maçonaria, é essencial o trabalho realizado em Loja: a execução do ritual de abertura, através do qual todos os presentes se concentram no espaço, tempo, lugar e trabalho que vão efetuar, desligando-se das vicissitudes do mundo exterior (o mundo profano), o despachar de toda a parte burocrática e administrativa inerente ao funcionamento da Loja, a participação na ordem do dia e o ritual de encerramento, pelo qual os presentes se preparam para a saída do espaço, tempo, lugar e trabalho comuns e conjuntos e para o regresso ao mundo exterior (o mundo profano). Mas mal andará qualquer Loja em que apenas se dê atenção ao trabalho em sessão! Este não é possível, ou, pelo menos, não é profícuo, nem sustentável, sem o trabalho que, desejavelmente, todos os maçons efetuam, em si e perante os que os rodeiam, no mundo e tempo profanos e particularmente sem o trabalho, o esforço e a dedicação dos Oficiais da Loja entre as sessões desta. Para que os trabalhos de uma Loja decorram de...

"Os que ficam pelo caminho" (republicação)

Imagem
Hoje republico um texto de um dos membros do painel de escritores deste blogue. O texto em questão é da autoria do  Paulo M.  e para além de ser um texto que reflete um pouco sobre a caminhada  e a busca pessoal de cada um  pode fazer na Maçonaria. Para além disso suscitou um debate interessante na sua "caixa de comentários". O texto pode ser lido no seu original  aqui. Agora faço a transcrição do respetivo texto: " "Nem todos os Aprendizes chegam a Companheiros. Nem todos os Companheiros ascendem a Mestres. E seguramente que nem todos os Mestres virão a exercer o ofício de Venerável Mestre. É assim a realidade!"  Assim escreveu o Rui Bandeira num texto publicado em 2008, ainda não tinha eu recebido o meu avental branco.  Na altura, quando o li, achei estranho o tom, a naturalidade, e o que tomei por critérios de seleção apertadíssimos. Recordo-me de ter pensado algo como  "Estes tipos não brincam em serviço... Devem ser besti...

O trabalho da Coluna da Harmonia...

Imagem
(imagem proveniente de Google Images) Durante o decorrer de uma sessão ritual maçónica existe o hábito generalizado de existir música ambiente. Música essa que deverá criar certos estados de espírit o aos seus ouvintes para possibilitar uma certa harmonia entre todos os presentes na sessão. A responsabilidade da condução musical numa loja maçónica é do Mestre da Harmonia , o qual também é designado por Coluna da Harmonia . A seleção musical a ser utilizada deverá ser preferencialmente escrita e/ou musicada por autores maçónicos, nomeadamente Ludwig van Beethoven, Frédéric Chopin, Wolfgang Amadeus Mozart entre outros,   mas também pode ser utilizada música de qualquer tipo de autor sem prejuízo para os anteriormente citados. O género musical a ser utilizado também dependerá daquilo a que se proponha fazer o Mestre da Harmonia em consonância direta com o programa da respetiva sessão maçónica; sendo que ao conjunto de músicas que integram o seu trabalho se designar por Pr...

Os que ficam pelo caminho

Imagem
"Nem todos os Aprendizes chegam a Companheiros. Nem todos os Companheiros ascendem a Mestres. E seguramente que nem todos os Mestres virão a exercer o ofício de Venerável Mestre. É assim a realidade!" Assim escreveu o Rui Bandeira num texto publicado em 2008, ainda não tinha eu recebido o meu avental branco. Na altura, quando o li, achei estranho o tom, a naturalidade, e o que tomei por critérios de seleção apertadíssimos. Recordo-me de ter pensado algo como "Estes tipos não brincam em serviço... Devem ser bestialmente exigentes, e só escolhem os melhores para progredir... Isto devem ser chumbos de três em pipa..." Estava tão enganado! Com o tempo vim a perceber que dificilmente a Loja "chumbava" fosse quem fosse, a não ser nas circunstâncias mais excecionais, mas que, não obstante, o Rui tinha razão: havia muitos que ficavam pelo caminho. Mas se a Loja não chumbava ou impedia a progressão, quem o fazia então? Ora... o próprio, quem mais?! Comecei a pe...

O Orador

Imagem
O Orador é o guardião da Tradição Maçónica e zelador pelo cumprimento das leis e regulamentos em Loja, pela Loja e pelos obreiros da Loja. Integra, com o Venerável Mestre e o 1.º Vigilante, a Comissão de Justiça da Loja. É o único obreiro que pode interromper qualquer outro obreiro, incluindo o Venerável Mestre, quando se lhe afigure necessário para assegurar o cumprimento dos princípios, leis ou regulamentos maçónicos. Não admira, assim, que a medalha do Orador seja constituída por uma imagem das Tábuas da Lei. O Orador é um ofício específico do Rito Escocês Antigo e Aceite, que não deve ser confundido, por exemplo, com o ofício de Capelão em outros ritos. Com efeito, o Orador é o oficial da Loja que tem, além da anteriormente referida, a função ritual de proferir Orações. Mas isso não quer dizer Preces... A Oração proferida por este Oficial da Loja é de outra natureza: o Orador tira, de cada debate, as suas conclusões e nisso deve consistir a Oração final (no sentido de "interve...

Guarda Externo / Guarda Interno

Imagem
Nos Ritos de York e de Emulação, a privacidade da sessão de uma Loja Maçónica é assegurada por um Guarda Externo, isto é, um Oficial da Loja que, armado de uma espada, guarda, pelo lado de fora, a porta do local onde se processa a reunião. Em inglês, este Oficial é denominado Tyler. Daí a designação de Telhador que também em português foi atribuída a este ofício, em evidente corruptela da designação inglesa. O Guarda Externo é o Oficial que deve aguardar a chegada do Venerável Mestre ao local onde vai decorrer a reunião da Loja e imediatamente iniciar as suas funções, só franqueando a entrada no local a quem se faça por ele reconhecer como maçon, e como maçon do grau (ou superior) em que a Loja vai nesse dia trabalhar. Esse reconhecimento é feito através dos sinais, toques e palavras passes adequados à circunstância. Designa-se esta actividade de efectuar o reconhecimento de um maçon, em ordem a franquear-lhe (ou recusar-lhe) a entrada no local onde vai reunir ou está reunida a Loja co...

Orador

Imagem
Nos Ritos de York e de Emulação existe um ofício, designado por Capelão, cuja função é dirigir a Loja na invocação do Grande Arquitecto do Universo, em oração colectiva que realça a espiritualidade da Maçonaria e reforça os laços entre os seus membros. No Rito Escocês Antigo e Aceite, o ofício de Orador é aquele cujo titular pode exercer a mesma função, mas que vai muito mais para além dela. O Orador não se limita à invocação do Grande Arquitecto do Universo. Aliás, em bom rigor, nem sequer é esse o principal escopo deste ofício. O Orador é o oficial da Loja encarregue de tirar as conclusões de qualquer debate. A discussão de qualquer assunto é levada a cabo segundo regras destinadas a permitir um debate sério, sereno e esclarecedor, em que cada um expõe a sua ideia e os motivos dela, mais do que rebater as ideias expressas pelos demais. Em reunião de Loja, procura-se que todos os membros se expressem pela positiva, isto é, afirmem as suas ideias, não pela negativa, limitando-se ...

Oficios da Loja

O Rui é como já o disse frequentemente um excelente causidico, e como tal apresenta sempre uma colecção de argumentos vasta e que sirvam os interesses da tese que está a defender. Não temos, no que respeita a algumas particularidades , a mesma opinião. Não era sequer saudavel que tivessemos. Temos sim os mesmos propósitos finais. Propósitos estes que estão, em linhas gerais, ligados à gestão sem sobressaltos da Loja e da sua continuidade. Continuidade numa linha de trabalho que vem a ser criada desde há muitos anos e que pensamos ser a correcta. Gestão sem sobressaltos, porque mesmo se todos os assuntos devem ser debatidos, devem também ser burilados, ver mesmo bem lapidados, antes de aparecerem a debate. Não com a intençao de manipular ou de esconder, mas com o propósito de consolidar a Loja. No caso vertente dos cargos de Loja, temos as nossas divergencias e elas assentam neste momento sobre os cargos do Experto e do Hospitaleiro. Vejamos o Experto. No seu ultimo texto Rui Bandeira ...

O Experto e os jovens Mestres

Imagem
No seu texto Percurso a Venerável , o José Ruah divulga um trabalho seu, intitulado Cargos de Oficial e Percursos de Progressão REAA - Lojas Azuis , no qual explana a sua concepção de cada um dos ofícios, da forma de organização da Loja, dos critérios de preenchimento dos ofícios pelos obreiros. Concordo em quase tudo com o que ele ali refere. Existem apenas dois aspectos em que divirjo um pouco do seu entendimento. Um deles, já o esclareci no texto Da linha e do percurso . O outro respeita à concepção que o José apresenta de que o ofício de Experto deve ser preferencialmente exercido por um antigo Venerável. Compreendendo embora o seu ponto de vista, o meu entendimento é exacta,mente o oposto, isto é, que tal ofício deve ser exercido preferencialmente por um jovem (em termos de antiguidade) Mestre. Relembro então o que o Ruah escreveu, a este propósito: Experto – A ele estão confiadas tarefas importantes de condução de cerimónias de Iniciação, Aumento de Salário e Exaltação. Es...

Transição

Imagem
Os antigos Veneráveis Mestres, quando não tenham ofícios atribuídos, devem manter-se disponíveis para assegurar substituições de Oficiais do Quadro, sempre que tal se torne necessário, por impedimento de qualquer destes. Durante parte deste ano maçónico, coube-me a responsabilidade de assegurar, em substituição do Oficial titular, o ofício de Mestre de Cerimónias. Com efeito, o Oficial titular, praticamente logo depois de ter sido investido nas suas funções, viu-se, por razões pessoais que entendeu ponderosas, na necessidade de comunicar ao Venerável Mestre que iria adormecer, isto é, suspender a sua actividade maçónica. O adormecimento de um maçon é algo que, por razões pessoais, profissionais ou outras, pode sempre ocorrer e é visto e aceite com naturalidade pela Loja. Se as circunstâncias obrigam um Irmão a suspender a sua actividade maçónica, o que deve fazer é comunicar esse facto e informar da sua suspensão de actividade. Assim, não estando em falta e, pelo contrário, estando e...