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A mostrar mensagens de abril, 2016

Desde há 42 anos - para sempre!

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Recordo que, quando eu era rapazote, havia algo que me impressionou ao ponto de não o ter esquecido. O dia 5 de outubro era, como voltou a ser depois de breve hiato, feriado nacional. Comemorava-se a Implantação da República. E, no telejornal, religiosamente seguido por todos lá em casa, nesse dia lá víamos sempre a reportagem das comemorações do aniversário da dita Implantação, em que os principais intervenientes eram uns caquéticos velhinhos, cada ano mais caquéticos e mais velhinhos, mas também cada ano menos em quantidade. A minha mente infantil abismava-se então que se comemorasse a República, uma coisa tão natural como o ar que respiramos. Que tinha isso de especial? "Toda a gente" sabia que o normal era haver República, que isso da Monarquia era uma ultrapassada cena do passado, que desaparecera há mais de cinquenta anos (então...)!  E então aquela coisa dos velhinhos a desfilarem e a colocar coroas de flores não sabia bem aonde, também me parecia algo biz...

Sobre o Método Maçónico (III)...

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Já em dois textos anteriores que podem ser consultados  aqui  abordei como assunto o “Método Maçónico” e hoje volto ao mesmo tema para complementar o que foi anteriormente publicado. O designado "Método Maçónico" é um processo refletivo, seja ele autónomo (pessoal) ou coletivo (na forma de debate). Na sua forma   pessoal , é um modo de auto-questionamento que em última instância levará ou deveria levar, a um aprimoramento moral e social do seu interlocutor. As questões pessoais que afligem e que com as quais se debate um maçom enquanto ser humano, logo "ser pensante", os “talvez?!”, os"quês?!", os "porquês?!", os "serás?!", os "conseguirei?!" e outras questões análogas que possam surgir na mente e na vida de um maçom, serão a base do seu pensamento, da sua motivação e que levarão à sua suplantação pessoal.  Isto é a busca pelo auto-aperfeiçoamento, conceito este commumente tão propalado no meio maçónico. ...

Afinal é só isto ?

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Um homem livre e de bons costumes, a certa altura, manifesta interesse em se integrar na maçonaria. Espera um bocado (ás vezes, um booom bocado...), alguns desconhecidos têm com ele conversas que lhe parecem cerrados interrogatórios, um belo dia é informado que foi aceite para ser iniciado, um não menos belo dia é mesmo iniciado. Vive uma cerimónia que, provavelmente, não vai esquecer até ao fim da sua vida e dizem-lhe que, a partir daí, é um Aprendiz. Passa um bom bocado (às vezes um booom bocado...) nessa condição e, outro belo dia, é elevado a Companheiro, noutra cerimónia que, esta, o dececiona um pouco. Passa outro bom (ou booom...) bocado e, em mais outro belo dia, é exaltado Mestre Maçom, numa nova cerimónia que, esta, vai rivalizar, na sua memória com aquela em que foi iniciado. A partir daí, é um elemento com pleno direito a intervir em tudo o que diz respeito à sua Loja e à Obediência em que se integra. O homem livre e de bons costumes (desejavelmente melhores...), a...

Caminhos ...

Os passos são dados em silêncio, sem alarmismos, sem falsos moralismos e sempre sem afrontamentos. A solidão impera entre 4 paredes, ou porque não dizer, entre o sul e o norte, entre o oriente e o ocidente. Os caminhos, individuais, são graduados por desvios, curva e contra curva, retas, curva em cotovelo, cruzamentos e entroncamentos e, sempre assim é, e sempre assim será, cada um faz o seu caminho, percorre a distância que lhe apraz percorrer, trilha os lugares por onde passa e, sobretudo, os lugares por onde quer passar e marcar presença. Seja ela de que índole for, ou seja, para ser conciso, seja ela propositada ou não. As leis existem…sim, as leis, porque no fundo são leis, os regulamentos, as provas, as provações, as provocações, as ilusões, e muitas outras coisas acabadas em “ões” … Consequentemente, tudo isto seria fácil de explicar à luz de uma dinâmica de grupo, em que a ação gera reação e por fim, em ambos os sentidos, reflexão. Que é como quem diz, “amor co...