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Sobre o Método Maçónico (III)...

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Já em dois textos anteriores que podem ser consultados  aqui  abordei como assunto o “Método Maçónico” e hoje volto ao mesmo tema para complementar o que foi anteriormente publicado. O designado "Método Maçónico" é um processo refletivo, seja ele autónomo (pessoal) ou coletivo (na forma de debate). Na sua forma   pessoal , é um modo de auto-questionamento que em última instância levará ou deveria levar, a um aprimoramento moral e social do seu interlocutor. As questões pessoais que afligem e que com as quais se debate um maçom enquanto ser humano, logo "ser pensante", os “talvez?!”, os"quês?!", os "porquês?!", os "serás?!", os "conseguirei?!" e outras questões análogas que possam surgir na mente e na vida de um maçom, serão a base do seu pensamento, da sua motivação e que levarão à sua suplantação pessoal.  Isto é a busca pelo auto-aperfeiçoamento, conceito este commumente tão propalado no meio maçónico. ...

Penso, logo...

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É do conhecimento comum a frase de Descartes Cogito ergo sum Também é comum que esta frase apareça traduzida para português como Penso, logo existo Porém, como diz um também muito citado provérbio italiano, "traduttore, traditore" ... Traduzir sum  por existo  é gramaticalmente correto, mas não é a única opção. Talvez mesmo não seja a melhor. Com efeito, uma pedra não pensa, mas existe. Indubitavelmente que existe. Podemos vê-la, pegar-lhe, arremessá-la, trabalhá-la ou simplesmente ignorá-la. Mas existe - não pensando. Logo, existir não é consequência de pensar. No meu entendimento, a melhor tradução para português da célebre frase é a mais simples e direta: Penso, logo sou Com esta tradução, o significado da frase enriquece-se em vários sentidos. Se, ao contrário de existir, ser é uma consequência de pensar, então ser é bem mais do que meramente existir . Logo, eu, que penso, não me limito a existir (como qualquer pedra...), mas realmente sou...

Maçons, "livres-pensadores"...

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Aqui há uns tempos em conversa com um amigo sobre determinado tema, disse-lhe eu isto: “eu apenas te mostro o mapa , caberá a ti escolheres o caminho ”. E de facto esta é a realidade em que temos de viver. Ou seja, nós somos as nossas “escolhas”, nós somos as “decisões” que tomamos e as ações que decidimos praticar. Por mais que uns nos digam para irmos para a “esquerda” , outros para a “direita” e alguns inclusive nos digam para seguir pelo “meio”, a decisão final sairá de nós próprios, da nossa vontade, independentemente das indicações e dos conselhos que recebamos e que possam nos auxiliar na decisão a tomar. Se decidirmos agir de certa maneira, coincidindo ou não com o que a generalidade ou somente com o que alguns considerem sobre tal , foi a nossa mente que o decidiu.  Assim, todos nós na nossa Vida somos  - e seremos sempre - responsáveis por aquilo que decidirmos, sejam ações ou palavras e até mesmo pelos mais simples pensamentos. - Fomos nós que os cri...

Sobre o "Método Maçónico" (II)...

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                                                                                                  (imagem proveniente de Google Images) Um pouco por todas as   correntes   do   pensamento humano , a   “dúvida”   sempre esteve presente e como tal foi   precursora de Conhecimento. Se nos casos dos Racionalistas e Existencialistas, a dúvida foi a “catalisadora” do ato de pensar, nas correntes Positivistas, Cepticistas e Empiristas da Filosofia foi mesmo a base do próprio pensamento. E se   “pensar”   é a   base   do Método Maçónico , a   “dúvida”   é um dos  instrumentos  pelos quais este método pode ser aplicado.  Não apenas duvidando por duvidar, ou questionan...

Refletindo sobre a frase "Sei que só há uma liberdade: a do pensamento" dita por Antoine de Saint-Exupery...

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(imagem proveniente de Google Images)  Na minha opinião (tendo ela a relevância que lhe quiserem atribuir), Antoine de Saint-Exupery (29/06/1900 – 31/07/1944) disse uma verdade suprema . Não a classificando como paragdigmática ou um dogma até, a sua frase “ Sei que só há uma liberdade : a do pensamento ”   envolve tudo aquilo que   é para mim a faculdade mais importante que o Ser Humano poderá ter,    a capacidade de pensar e refletir; bem como aborda também para mim, a forma de como nos devemos  sentir na sociedade, sentirmo-nos livres, libertos de preconceitos e ideias que são repisadas por outros sem que nos preocupemos em aferir a sua veracidade e a sua causalidade, e assim manter a "mente aberta", limpa e disponível à aprendizagem que é inerente ao nosso processo de crescimento pessoal e às vivências próprias deste trilho em que caminhamos, a nossa Vida. Há que discutir, há que debater, há que pensar ... E só estando livres e ...

Refletindo sobre a frase "Não sabemos o que se passa e precisamente é isso o que se passa" de Ortega Y Gasset...

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(imagem proveniente de Google Images)   Nesta simples frase proferida pelo filósofo espanhol José Ortega Y Gasset (09/05/1883-18/10/1955) e que se encontra na sua obra “ A Revolta das Massas” escrita em 1930, encontro um paralelismo com a postura que o mundo profano tem em relação à Maçonaria. O atrás designado   mundo profano , a sociedade em geral, pouco conhece ou entende dos segredos e mistérios maçónicos, podendo apenas especular sobre o que farão os maçons nas suas reuniões e sessões de loja bem como qual a sua ação na sociedade civil. E, uma vez que os profanos pouco ou nada conhecem, muitos porque nem sequer se dão ao trabalho de tentar conhecer, especulam e especulam mal! Várias vezes foi dito neste blogue, que tanto na internet como nas livrarias e bibliotecas espalhadas por esse mundo fora, existe um rol de informações fidedignas efetuadas tanto por maçons como por autores não maçónicos credíveis, tanto pela sua cultura como pela sua   idonei...

Entre o que uns pensam e outros dizem, de eu ser Maçon!

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Entre o que de mim dizem, Entre o que de mim pensam, Entre os me julgam sem saberem bem e sobre o quê, Entre os que de mim não gostam, Entre os que das minhas dificuldades se glorificam, está a verdadeira razão da minha existência: AQUELES a quem eu AMO e que me retribuem de forma igual! Entre aqueles que acham que o melhor era o meu silêncio, Entre aqueles que em todas as minhas ações só vem o que não conseguem fazer, Entre aqueles que se preocupam mais com o que faço e com o pouco que tenho, do que com aquilo que deviam de fazer para poder ter mais ou o mesmo, está a verdadeira razão da minha persistência: AQUELES que mesmo sem que eu tenha de pedir, me dão força para seguir em frente e continuar a caminhar, os Meus Queridos Irmãos. Entre aqueles que em todos os meus actos só vêm interesses ocultos, Entre aqueles que buscam permanentemente nos meus actos o reflexo negro e sujo das suas mentes pobres, Entre aqueles que apenas se focam em desdizer e contrariar, por contrariar, o que...

É hora de escrever …

Como escrever algo quando a inspiração a isso pouco ou nada ajuda? Escolher um tema, daqueles que julgamos saber, estudá-lo um pouco mais, ou na realidade, estudá-lo pela primeira vez, desenvolvê-lo, interpretá-lo e escrever sobre ele? Escrever sobre tudo e nada, sobre nada em particular, sobre tudo em geral? “Bater” toda esta mistura de ingredientes e como sempre vontade de a saborear e escrever … e levado ao “forno” sair algo sobre maçonaria. Seja assim então! É hora de escrever. O que não falta a um maçon é inspiração para escrever, essa é uma capacidade que nos é reconhecida pelos demais, embora particularmente encontre que muitas das vezes a simpatia e a amizade fazem com que as críticas e os reparos sejam amenos. Quais os temas, daqueles que julgamos saber e dominar de lés a lés, quando na realidade nada sabemos sobre eles? Não insinuo sobre aqueles que sabemos mais ou menos, muito menos sobre os outros em que sabemos uma ou outra coisa, pronúncio sim aqu...