Globalização versus TV, ou as brincadeiras perigosas.
A televisão portuguesa, qualquer dos operadores serve, é especialista em me pôr perante uma das minhas “ ralações ” actuais. Talvez mesmo a maior de todas, dadas as relações que tem com a “vida” de todos nós. Quando refiro “vida” refiro tudo o que se refere a liberdade, alegria, capacidade de escolha do que se quer a cada momento. A capacidade de estarmos ou de mudarmos, de rirmos ou de chorarmos, de dormirmos ou de estarmos acordados, sem termos necessidade de pedir licença a quem quer que seja, com a garantia que as liberdades individuais que a democracia garante (garante mesmo ?) nos permitem optar, momento a momento, pela decisão que mais nos agradar. Esta questão surge-me face a um programa que agora apareceu, pretensamente de humor, e é de um mau gosto a toda a prova (texto, interpretação enquadramentos,...). A partir da ideia peregrina de uma camara de filmar instalada numa máquina de café, mostram-se as pequenas intrigas e os pequenos problemas que enchem grande parte da vida ...