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Quite (republicação)

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Texto originalmente publicado no blogue A Partir Pedra em 8 de dezembro de 2010 Um maçom deve estar sempre quite para com a sua Loja, isto é, ter cumpridas as suas obrigações para com esta. As obrigações mínimas do maçom perante a Loja respeitam ao dever de assiduidade, isto é, à comparência em todas as sessões de loja para que for convocado, e o pontual pagamento da quota mensal. Estar quite é cumprir estes deveres SEMPRE. Sempre que um obreiro injustificadamente falte a uma sessão, viola o dever de assiduidade e, portanto, não está quite. Sempre que se inicia um mês do calendário civil sem ter pago a sua quota do mês anterior, não está quite. Não está quite perante si próprio, perante a sua consciência. Porque, incumprindo o seu dever de assiduidade, sem justificação para tal, incumprindo, podendo fazê-lo, o seu dever de pagar a sua quota mensal, o obreiro está, antes de mais, a faltar aos compromissos que assumiu, respetivamente, de assiduidade e de comparticipação para o T...

"Prancha de Traçar"

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O texto que hoje publico viu a sua "luz"  aqui  à algum tempo atrás e quero partilhá-lo também com os habituais leitores e visitantes do  "A Partir Pedra" , e trata de um tema que faz parte da vivência e prática maçónica, e que são as "Pranchas"... Uma “Prancha de Traçar”, ou “Prancha Traçada” como também é costume se designar, pois é o resultado final que é avaliado, não é mais do que um trabalho efetuado por um maçom. Independentemente do material do qual é elaborado ou tema abordado, ela é sempre de extrema relevância no processo de aprendizagem e formação do maçom bem como no seu trajeto pelos vários graus do rito que pratique.   O facto de se designarem por Pranchas de Traçar, os trabalhos apresentados em Loja e executados por Maçons, é originário da Maçonaria Operativa, a maçonaria dos artífices pedreiros da época da Idade Média. Era nas suas pranchas que eles desenhavam as plantas dos imóveis, criavam os seus projetos de construção...

"Tronco da Viúva"...

Hoje publico um texto de minha autoria e que foi publicado anteriormente  aqui , cujo o tema é o "Tronco da Viúva". Termo este um pouco estranho para quem pouco ou nada sabe sobre a Maçonaria mas que não deixa de ter um cariz muito importante dentro da Ordem. Desta forma, passo ao texto em si: "Tronco da Viúva  O “Tronco da Viúva” é também designado por “Tronco da Beneficência” ou “Tronco da Solidariedade”.  Ao Tronco da Viúva são lhe atribuídas várias origens, pelo que uma das mais assumidas pela Maçonaria tem origem bíblica. Hiram Abiff, mestre construtor do Templo de Salomão era filho de uma viúva. Mestre esse, que foi assassinado por três companheiros seus, por não querer divulgar os segredos de construção a que estava sujeito como mestre-de-obras. Esse assassinato veio mais tarde a originar uma das mais importantes lendas da Maçonaria; a qual está na base da maioria dos ritos maçónicos atuais. Advindo dessa lenda, o epíteto de “Filhos da Viúva”, com que s...

“Estar Aprendiz…”

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Para a publicação de hoje trago-Vos uma Prancha lida em Loja há algum tempo atrás, aliás foi a minha primeira Prancha escrita e posteriormente lida numa Sessão Maçónica, logo uma Prancha de Aprendiz. Geralmente as Pranchas deste Grau são muito pessoais, sensoriais. Normalmente são abordadas as "primeiras impressões" de quem chega a uma Loja e não raramente são abordadas as Iniciações ou o simbolismo do que se pode observar e tocar num Templo Maçónico.  Naturalmente também pouco mais se pode pedir a um Aprendiz. Ele é uma "pessoa nova", recém-chegada a um grupo já coeso e unido e terá de se integrar - e ser integrado (!) - e uma das melhoras formas desta "integração" é a sua formação. - Apenas bem formando poderemos ter melhores maçons, melhores Homens entre nós e na Sociedade.- E como numa sessão o Aprendiz nada diz, apenas observa,  poderá então fazer uma "viagem interna", um pouco semelhante à viagem que teve de fazer na sua ...

"Palavra Maçónica"

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O texto que hoje publico é um texto de minha autoria que viu a luz anteriormente noutro espaço em que debitava umas linhas sobre Maçonaria. Este texto pode ser consultado no seu original  aqui. E como considero que sua atualidade permanece, irei transcrever o mesmo texto nas linhas abaixo para Vosso conhecimento: " Palavra Maçónica " A   “palavra maçónica”   é um compromisso de honra efectuado pelo neófito quando tem contacto com os Mistérios da Arte Real. No qual ele se compromete a honrar e dignificar a Maçonaria, bem como em guardar  segredo   do que vir ou tomar conhecimento em sessão ritualista maçónica. E como tal, nada mais é importante para o maçom do que respeitar a sua palavra, a sua palavra dada, a sua   palavra de honra . Sendo por isso, que uma das suas obrigações é a de ser um   homem de bons costumes . Alguém que é   honrado   e vive sob bons preceitos morais. Quando um maçom se compromete com algo...

Léxico maçónico: Ágape (republicação)

Este texto que hoje é republicado e que pode ser acessado no seu original aqui  é da autoria do  Rui Bandeira  e já foi alvo de uma consideração póstuma que foi publicada uns anos mais tarde neste mesmo blogue e que também pode ser consultada  aqui  . O Ágape ritual é uma das componentes mais belas do próprio ritual maçónico. Nele se vive e prolonga a fraternidade vivida na Cadeia de União. Ele é um prologo da vivência em Loja e onde todos, também ao mesmo nível, podem falar, sem estarem a violar qualquer preceito maçónico ou até mesmo por estarem subscritos ao "silêncio" referente ao grau a que alguns dos elementos da Loja possam estar remetidos durante a execução de uma sessão maçónica e ao mesmo tempo para aproveitar para tomar uma refeição em conjunto. Assim, depois desta pequena introdução ao tema de hoje, deixo-Vos com o texto na íntegra: "Léxico Maçónico: Ágape Nos vários textos anteriores, foi várias vezes mencionado o termo "ágape", aliás nu...

Porque são secretos os rituais maçónicos (republicação)...

Na republicação textual de hoje, publico um texto do  Paulo M.  que aborda a questão do secretismo dos rituais maçónicos na qual dá uma opinião simples e facilmente compreensível por quem não" anda nestas andanças", mas consentânea na sua plenitude e com a qual eu concordo também. O seu original foi publicado neste blogue à cerca de seis anos e quanto a mim mantém, e manterá, a sua atualidade por vários anos; aliás há coisas que são (quase) imutáveis e esta posição que o autor toma sobre este assunto em específico é de forma clara uma delas. Sendo assim e findo este intróito passarei à republicação do texto nas linhas abaixo escritas... "Porque são secretos os rituais maçónicos Como se disse já, a Maçonaria tem apenas três tipos de segredos: os rituais, os meios de reconhecimento e a identidade dos seus membros. Debrucemo-nos hoje sobre os rituais. Recordo claramente o "ritual" de início de cada dia de escola: entrávamos todos em fila, ordeiramente ...

"A Irmandade Maçónica"

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A forma habitual de tratamento entre maçons é por "Irmãos". Irmão porque a Maçonaria é uma fraternidade, logo traduzido literalmente "fraternidade" por "irmandade", sendo os "fraters", "irmãos" entre si. Todavia, mesmo não sendo  irmãos de sangue  - que os há! - e inclusive de não fazerem parte da mesma família sanguínea ou por adopção, os maçons sentem-se como tal, como membros integrantes e plenos de uma "família universal". E daqui vem o seu  espírito de corpo  (de corporação, de corporativismo).  E aproveitando este termo também, porque a Maçonaria atual tem as suas origens nas corporações medievais de pedreiros e artificies que trabalhavam na construção civil à época onde nas quais os seus membros se sentiam também como irmãos por partilharem o mesmo ofício e os seus  mistérios ... Enquanto os "construtores de catedrais" trabalhavam efetivamente a pedra em si, os atuais maçons laboram a "pe...

Sobre o Método Maçónico (III)...

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Já em dois textos anteriores que podem ser consultados  aqui  abordei como assunto o “Método Maçónico” e hoje volto ao mesmo tema para complementar o que foi anteriormente publicado. O designado "Método Maçónico" é um processo refletivo, seja ele autónomo (pessoal) ou coletivo (na forma de debate). Na sua forma   pessoal , é um modo de auto-questionamento que em última instância levará ou deveria levar, a um aprimoramento moral e social do seu interlocutor. As questões pessoais que afligem e que com as quais se debate um maçom enquanto ser humano, logo "ser pensante", os “talvez?!”, os"quês?!", os "porquês?!", os "serás?!", os "conseguirei?!" e outras questões análogas que possam surgir na mente e na vida de um maçom, serão a base do seu pensamento, da sua motivação e que levarão à sua suplantação pessoal.  Isto é a busca pelo auto-aperfeiçoamento, conceito este commumente tão propalado no meio maçónico. ...

"Qualidades maçónicas"

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Sempre que em  maçonês  se fala em "qualidades maçónicas", não se está a abordar nenhum adjetivo em concreto mas antes funções e cargos ocupados por membros dos quadros de obreiros das lojas maçónicas. Para erigir e fazer funcionar uma Loja é necessária uma determinada quantidade Mestres, para fundar uma Loja são necessários 7 mestres e para o seu funcionamento pelo menos 5 mestres, sendo o ideal existir um mínimo de 7 mestres presentes numa sessão maçónica. Estes mestres ocuparão cargos e funções necessárias ao normal e regular funcionamento de uma Loja. E dado que uma loja maçónica é uma estrutura similar a uma qualquer associação, necessita de ter quem a dirija e de quem se ocupe de outros cargos que são necessários existirem para que esta associação/"Loja" funcione em pleno; ou seja, de forma  justa e perfeita . Normalmente a quantidade  de cargos a serem preenchidos pelos obreiros de uma Loja (designados por Oficiais) depende quase s...

"Será a Maçonaria para ricos?!"

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Esta questão que usei como título deste post reflete uma questão e afirmação que ouço amíude em alguns círculos profanos. Uns questionam na sua ignorância se a Maçonaria é para "ricos", outros afirmam de forma contudente que ela é feita para "ricos". Posso afirmar que nem é uma coisa nem a outra! Primeiro porque a Maçonaria é uma Ordem universal. Logo encontrando-se ela em qualquer parte do globo terrestre, seja nos países ditos de "primeira linha" como nos países classificados (injustamente!) como "terceiro-mundistas", a Maçonaria é o espelho da sociedade onde se encontra implantada. O que levará a que nos seus quadros de obreiros se encontrem gente de múltiplas origens, profissões ou de níveis académicos díspares. O que será sintomático da sua heterogeneidade e universalidade. Mas apesar disso, é costume se afirmar que a Maçonaria é feita de uma elite de pessoas, mas "elite" essa que nada tem a haver com   economia e fi...