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A mostrar mensagens de janeiro, 2014

Oração de um Mestre a outros Mestres - II

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Novos Mestres: Eis-vos finalmente na Câmara do Meio. Eis-vos merecidamente revestidos da plenitude de todos os direitos de Mestres Maçons. Eis-vos igualmente onerados com a totalidade dos deveres de Mestres Maçons. Estais na Câmara do Meio iguais entre iguais. Cada um de vós não é menos, não vale menos, do que eu ou qualquer outro Mestre Maçom presente nesta sala – quaisquer que sejam os ofícios por alguns exercidos, quaisquer que sejam as dignidades a alguns outorgadas. Cada um de vós não é mais do que eu ou qualquer outro Mestre Maçom presente nesta sala – quaisquer que sejam os vossos méritos, os vossos títulos académicos ou posições profanas. Cada um de vós é exatamente igual a mim e a qualquer outro Mestre Maçom presente nesta sala – iguais entre iguais na nossa comum pequenez perante o Grande Arquiteto do Universo, perante a nossa comum ignorância do sentido da vida e da existência, perante o nosso comum desejo de ser melhor, saber mais, fazer bem, viver plenamente...
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O Mundo quadrado! (Fonte: Desconhecida, pesquisa em Google Imagens) Por vezes esta é a forma como vejo o espaço onde vivemos! Por vezes esta é a forma como me sinto envolvido pela iMundice em que diariaMente chafurdamos! Por vezes, algumas vezes, de vez em quando! Será que o Mundo podia ser menos Quadrado, se fosse gerido e liderado por aqueles, que se dizem, “Eu estou preparado”? Será que seria melhor se tudo fosse mais Redondo e menos Quadrado? Será? Por vezes? Quadrado? Redondo? Será que não estamos a ser Quadrados ao tentar arRedondar aquilo que na verdade deve de ser Quadrado? Pois é, tantas questões e tão poucas ou nenhumas respostas, e logo num espaço onde se escreve sobre a Maçonaria Universal de uma forma tão brilhante e transparente. Não deve ser a Maçonaria um espaço de crescimento, aprendizagem e de construção de homens melhores e assim serem capazes de a todo e qualquer instante dar respostas para tudo e mais alguma coisa? - Se sim e se este é u...

Saber parar

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Um dos desafios mais difíceis para um homem ativo é saber parar. Uma das coisas mais descuradas por quem está habituado a assumir responsabilidades é a preparação para a cessação da assunção dessas mesmas responsabilidades. Quem está habituado a fazer tem tendência para alimentar a ilusão de que o seu contributo é imprescindível. Pessoalmente, procuro combater essa tendência lembrando-me frequentemente que o cemitério está cheio de insubstituíveis  - e, no entanto, o mundo continua a girar, o Sol continua a nascer todas as manhãs no Oriente e a pôr-se todas as tardes no Ocidente, o mundo e as sociedades prosseguem imperturbavelmente os seus destinos, apesar de os insubstituíveis  terem sido substituídos... Este alerta mental é válido também para uma Loja maçónica. Uma das piores coisas que pode acontecer a uma Loja maçónica é haver elementos que, qualquer que seja ou tenha sido a sua valia ou importância, se considerem insubstituíveis, necessários, procurando exaustiv...

Confortavelmente no fio da navalha

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Quem costuma ler os escritos que aqui publico sabe que não é meu hábito escrever sobre acontecimentos internos da Loja Mestre Affonso Domingues, para além dos balanços anuais dedicados a cada um dos Veneráveis que se vão sucedendo à frente dos destinos da Loja - e mesmo estes só depois de decorrido pelo menos um ano após o termo do mandato. Mas toda a regra tem exceção e hoje apetece-me escrever algo a propósito da última sessão da Loja Mestre Affonso Domingues. Em parte do presente ano maçónico, e por razões cujo esclarecimento reservo para o texto que, daqui a um pouco mais de ano e meio, projeto elaborar sobre o presente veneralato, a Loja Mestre Affonso Domingues tem - consciente e assumidamente - vivido em estado de exceção, no que à sua liderança respeita. Não se tratou de nada inesperado ou sequer imponderado. Pelo contrário, trata-se da resolução de um problema que foi em devido tempo colocado à consideração da Loja, pela forma que esta - repito, consciente e assumidame...

Entre uns e outros!

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- Entre o que de mim dizem, entre o que de mim pensam, entre os que me julgam sem saberem bem e sobre o quê, entre os que de mim não gostam, entre os que das minhas dificuldades se glorificam, está a verdadeira razão da minha existência: -AQUELES a quem eu AMO e que me retribuem de forma igual! - Entre aqueles que acham que o melhor era o meu silêncio, entre aqueles que em todas as minhas ações só vem o que não conseguem fazer, entre aqueles que se preocupam mais com o que faço e com o pouco que tenho, do que com aquilo que deviam de fazer para poder ter mais ou o mesmo, está a verdadeira razão da minha persistência: - AQUELES que mesmo sem que eu tenha de pedir, me dão força para seguir em frente e continuar a caminhar, os meus AMIGOS! - Entre aqueles que em todos os meus actos só vêm interesses ocultos, entre aqueles que buscam permanentemente nos meus actos o reflexo negro e sujo das suas mentes pobres, entre aqueles que apenas se focam em desdizer e contrariar, p...

Alinhamentos!

Há vários dias que sabia que seria o mestre, ainda que em exercício, da Coluna da Harmonia, na próxima sessão, algo que nada de novo tem, pois é função que já desempenhei enquanto Oficial da Loja e sempre que me é solicitado por quem de direito, mesmo não sendo o titular da “pasta”. Portanto, tudo normal, mais uma sessão, um novo plano de alinhamento e a “coisa” decorrerá sem problemas de maior, foi este o meu pensamento conseguinte. A verdade é que fiquei inquieto, diria mesmo um pouco nervoso, havendo algo que não consigo explicar por meras palavras e que me está a atormentar o juízo e a preocupar-me. Visualizei mentalmente que músicas iria selecionar para este e para aquele momento, afastando possibilidades, suposições e as várias hipóteses que existem para todos os momentos da sessão e fiquei ainda mais inquieto. Já tive oportunidade de preparar alinhamentos musicais para sessões com enorme simbolismo, exemplo disso são as iniciações, aumentos de s...

"Um olhar..."

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No texto que aqui no blogue se publicou em memória do Rui Clemente Lelé  escreveu-se e aqui e agora reproduzo: Também foi um amante da fotografia. Não do mero registo de imagens que a facilidade dos modernos telemóveis com câmaras de milhões de  pixels possibilita , mas da fotografia  a sério , buscando imagens de qualidade e dignas de serem registadas em telas de grandes dimensões. Na última sessão de Grande Loja (não sabíamos então que seria mesmo a sua última sessão de Grande Loja!) efetuou uma exposição de várias fotografias suas assim registadas em tela, todas de grande qualidade.  Essa exposição constituía um aperitivo de uma outra que o Rui, com o apoio de um obreiro da Loja Mestre Affonso Domingues, preparava para ter lugar no início de 2014. A sua inesperada Passagem ao Oriente Eterno impediu-o de ultimar a mostra. Mas felizmente o essencial do trabalho estava já feito, a escolha das imagens a exibir  estava quase ultimada e o que fal...

2014: O Recomeço!

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Terminei o meu primeiro texto de 2013 assim: Que todos consigam prescindir sem demasiado esforço do supérfluo e preservar o verdadeiramente essencial. Que àqueles que já veem o essencial a ser atacado não falte a indispensável solidariedade que lhes permita resistir e ultrapassar a sua situação. Que àqueles que mantiverem o privilégio de manter barca que os proteja do furor destas vagas alterosas, que a tantos e cada vez mais fustiga, não lhes falte o sentido de solidariedade, a predisposição para ajudar, o ânimo para partilhar o que lhes sobra com quem está a necessitar. Se assim for, então todos conseguiremos vir a ver o horizonte a clarear, encontrar novos caminhos desimpedidos, reconstruir o que se tiver perdido ou destruído. E a superação das dificuldades ter-nos-á tornado um pouco mais fortes, capazes e resistentes - em suma, melhores. Se assim for, apesar dos pesares, ao olhar para trás poderemos dizer que as dificuldades afinal não nos impediram de conseguir ter o qu...