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2015: Equilíbrio e tolerância

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Estamos prestes a festejar o fim do Ano Velho  e a assinalar o início de 2015, o Ano Novo  das anualmente renovadas esperanças de que cada novo princípio seja o início de um período melhor do que o que o anterior. Para quem viveu os tempos duros dos últimos anos em Portugal, parece evidente que 2015 só pode  ser melhor, quanto mais não seja porque, como diz a canção popular , para pior já basta assim ! Mas se todos vamos tendo esperanças de que o fundo em que batemos já está para trás e o horizonte começa a desanuviar, também é tempo de equilíbrio. Saltar da depressão para a euforia é manobra perigosa, verdadeiro salto mortal  das nossas expectativas de digna melhoria das nossas condições de vida. Não se salta da cama, vencida perturbadora gripe ou arrasadora pneumonia, para se ir logo correr a maratona... Primeiro há que reganhar forças, paulatinamente retomar a forma e então, sim, pode-se partir à conquista da nossa merecida coroa de louros, devida hom...

2014: O Recomeço!

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Terminei o meu primeiro texto de 2013 assim: Que todos consigam prescindir sem demasiado esforço do supérfluo e preservar o verdadeiramente essencial. Que àqueles que já veem o essencial a ser atacado não falte a indispensável solidariedade que lhes permita resistir e ultrapassar a sua situação. Que àqueles que mantiverem o privilégio de manter barca que os proteja do furor destas vagas alterosas, que a tantos e cada vez mais fustiga, não lhes falte o sentido de solidariedade, a predisposição para ajudar, o ânimo para partilhar o que lhes sobra com quem está a necessitar. Se assim for, então todos conseguiremos vir a ver o horizonte a clarear, encontrar novos caminhos desimpedidos, reconstruir o que se tiver perdido ou destruído. E a superação das dificuldades ter-nos-á tornado um pouco mais fortes, capazes e resistentes - em suma, melhores. Se assim for, apesar dos pesares, ao olhar para trás poderemos dizer que as dificuldades afinal não nos impediram de conseguir ter o qu...

Mesmo que seja duro, Feliz 2013!

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Há pouco mais de um ano, comecei o último texto de 2011 que publiquei aqui no blogue assim: Segundo as notícias que chegam a Portugal, o Brasil vive um bom período, o otimismo medra na mesma proporção do desenvolvimento, espera-se que o ano de 2012 seja melhor do que o de 2011. Que assim seja! Não sei se no Brasil se pressente que 2013 será melhor do que 2012, mas creio que se confia que, pelo menos, não será pior. Por mim, repito o que desejei o ano passado: Que assim seja! No mesmo texto, quanto a Portugal, aos portugueses e aos que neste país vivem, escrevi então que " neste velho Portugal, cada vez mais velho, demograficamente falando, o panorama é bem mais sombrio: a seguir a um mau ano de 2011 espera-se um pior ano de 2012, o pessimismo está instalado em proporção superior à percentagem de queda do Produto Interno Bruto. Por estas bandas, os tradicionais, nesta época, votos de Feliz Ano Novo soam a esperança vã, palavras ocas, simulacro de boa disposição. ...

Exortação de mudança de ano

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Segundo as notícias que chegam a Portugal, o Brasil vive um bom período, o otimismo medra na mesma proporção do desenvolvimento, espera-se que o ano de 2012 seja melhor do que o de 2011. Que assim seja! Do outro lado do Atlântico, neste jardim da Europa à beira-mar plantado (expressão que se tornou um lugar-comum para designar Portugal e que é um verso do poema A Portugal , incluído no livro D. Jaime do hoje quase esquecido poeta oitocentista Tomás Ribeiro - e escrevo quase apenas porque uma movimentada rua no centro de Lisboa tem o seu nome; mas tenho poucas dúvidas de que a esmagadora maioria dos que nela passam não tem sequer uma vaga noção de quem foi, ou o que fez, o patrono de tal artéria), neste velho Portugal, cada vez mais velho, demograficamente falando, o panorama é bem mais sombrio: a seguir a um mau ano de 2011 espera-se um pior ano de 2012, o pessimismo está instalado em proporção superior à percentagem de queda do Produto Interno Bruto. Por estas bandas, os tradicionais,...

E chega...

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Encadeada com a festa do solstício de dezembro, o Hanukkah, o Natal, a Festa da Família, segue-se o período da comemoração do Ano Novo. A necessidade de compartimentação do tempo, desde tempos imemoriais sentida pelos humanos, levou à criação dos calendários. A compartimentação do tempo não se fez ao acaso, antes seguiu e reproduziu o ciclo da vida na natureza, nos países temperados. Desde cedo que o bicho-homem se apercebeu que a natureza se repetia ciclicamente, que ao frio sucedia o calor, que o brotar das plantas, o seu florir, era seguido pelo crescimento dos frutos, que à colheita se seguia o tempo de pousio, em que nada crescia e a natureza parecia reservar um tempo para ganhar forças e tudo recomeçar. Desde cedo que o bicho-homem se apercebeu do ciclo natural e da sua repetição. Um ano corresponde, assim, ao desenrolar dos processos desde o repouso da Natureza até novo repouso - ou, conforme as culturas, desde um florescer a outro, ou desde uma época de colheita a outra. No cal...

A felicidade exige valentia

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(Fotografia de um quadro de Hernani Oliveira) "Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..." Fernando Pessoa Acompanho o Zé Ruah em tudo o que escreveu na sua (nossa...) Mensagem de Ano Novo. Para todos, TODOS, os leitores deste espaço desejo o melhor em 2009, mes...

Mensagem de Ano Novo

Pode parecer pretencioso o titulo. Normalmente usado para o Presidente da Republica ou para altos dignatarios de confissões Religiosas. Mas na verdade não faria sentido que este Blog não assinalasse o fim do Ano Civil de 2008 comemorando o Inicio de um novo Ano. Em Maçonaria não há um inicio, há multiplos inicios e em cada um deles o Maçon revê o que fez e abarca novas responsabilidades. Assim também é o ciclo do tempo. Em cada fim de ciclo deparamos-nos com um novo ciclo prestes a começar. Os votos são de S+F+B que é como quem diz: Saude Felicidade e Bonança ou Sucesso, Fraternidade e Benemerencia ou mesmo Sabedoria, Força e Beleza A cada um de vós os desejos que em 2009 as vossas aspiraçoes se cumpram. Feliz ano de 2009 José Ruah

Balanço... ?

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No último dia do ano fica mal haver algum descarado que não faça o “balanço” do ano que termina e não deixe os votos para o ano que começa ! Eu tenho alguma dificuldade neste cerimonial (na verdade tenho dificuldades com todos os cerimoniais…) porque, para mim, todos os dias acabam e começam anos e ainda não percebi porquê, teimosamente, se insiste em lançar os foguetes no dia (noite) 31 de Dezembro. Porque não a 3 de Janeiro comemorando os 365 dias que começaram a 4 de Janeiro anterior ? ou a 27 de Julho comemorando os mesmos 365 dias iniciados em 28 de Julho anterior ? ou outro dia qualquer comemorando… Esta lógica seria bem mais simpática, até porque teríamos muito provavelmente a possibilidade de ter foguetes todos os dias, já que cada qual comemoraria o final do ano que lhe desse mais jeito. Já viram como seria simpático todos os dias ser-mos convidados para um reveillon ? E todos os dias ter-mos direito a uns copos pagos pelo amigo (artolas…) que comemorava o fim de ano naquele d...