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A mostrar mensagens de outubro, 2011

Maçonaria e Poder (XV)

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Estandarte da GLLP/GLRP Se a GLLP/GLRP não intervém politicamente, então não deve ter no seu seio políticos. Se os tem, não deveria ter - ou então pratica de facto aquilo que nega de palavra. Esta é uma objeção que já ouvi. E que é aplicável aos políticos, como aos magistrados, como aos gestores públicos, por exemplo. Não tem razão de ser esta objeção. Mas não basta afirmá-lo, há que mostrar porquê. Elenquemos alguns factos, formulemos algumas hipóteses (não propriamente impossíveis, mas de efetivação muito improvável, refira-se já, para que não haja dúvidas ou suspeitas infundadas) e coloquemos algumas questões. O JPSetúbal é um empresário com muitos anos de experiência e lançou e manteve vários negócios e empresas. Ainda hoje, semirreformado, gere uma pequena empresa com relevância e repercussão pública no concelho onde reside. Suponhamos que decidia candidatar-se à autarquia onde reside e onde é conhecido e era eleito. Passava automaticamente à condição de político. Deveria, por ta...

Maçonaria e Poder (XIV)

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Audiência do Presidente da República a uma delegação da GLLP/GLRP Este já longo conjunto de textos teve como objetivo mostrar, serenamente e com o máximo de objetividade que me foi possível, como, ao longo do tempo e em diversas latitudes, se processou o relacionamento entre o Poder e a Maçonaria. Espero que os de boa-fé (os outros não me interessam - ladrarão sempre à passagem da caravana...) tenham ficado com um pouco mais de informação que lhes permita enquadrar e ajuizar sempre que um qualquer político demagogo mande umas "bocas" sobre a a "atividade escondida" da Maçonaria ou um periódico sensacionalista decida vender algum papel ou conquistar uns pontos de audiência "desvendando" que A, B ou C é maçom, que D, E ou F se reúnem no local X, Y ou Z ou que G, H ou I pertencem a partidos diferentes e afinal são "Irmãos" da mesma Loja. Desmontar a demagogia, desdenhar do sensacionalismo, não significa, não passa, não pode passar (sob pena de se tr...

Solidariedade na escassez

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Não é novidade que os tempos que vivemos são duros, e que tempos mais duros se avizinham. Onde ontem se gastava displicentemente uma nota inteira, hoje despende-se parcimoniosamente apenas algumas moedas. Se a diminuição de rendimento disponível é uma contrariedade para uns, para outros é um verdadeiro problema - e para alguns, mesmo, um desastre. Hoje, mais do que nunca, é importante saber gerir, procurar alternativas, e estabelecer prioridades que salvaguardem o essencial. Há que buscar formas mais eficientes de obter talvez não o mesmo, mas pelo menos algo que se lhe assemelhe. Não se pode ir jantar fora com uns amigos? Convide-se os amigos para a nossa casa. Não se consegue oferecer uma refeição? Ofereça-se um café e umas bolachas - ou então, que cada um traga qualquer coisinha, de preferência feita em casa... Não se consegue manter a conta do ginásio, da gasolina e da explicação do miúdo? Faça-se exercício na rua ou num parque, e salvaguarde-se o que é mais imp...

Maçonaria e Poder (XIII)

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Fernando Teixeira Grão-Mestre Fundador da GLRP, hoje GLLP/GLRP Em 25 de abril de 1974, um golpe militar pôs fim ao regime limitativo das liberdades públicas que vigorou em Portugal durante mais de quarenta anos. A proibição da Maçonaria deixou de vigorar. A sede do Grande Oriente Lusitano foi-lhe devolvida. Ficaram criadas as condições para o normal retomar da atividade maçónica em Portugal. As perto de quatro décadas de proibição, porém, inevitavelmente causaram assinalável mossa. Restavam no país poucas dezenas de maçons, a maior parte de avançada idade. Praticamente, havia que recomeçar muito próximo do zero. Quem restava para disseminar a Luz da Tradição maçónica era um misto de velhos republicanos e de políticos oposicionistas ao regime político derrubado. Lançaram-se ao trabalho de reimplantação da Maçonaria no país. Iniciações, rejuvenescimento, criação de novas Lojas, foram palavras de ordem essenciais. Em alguns anos, as poucas dezenas passaram a centenas, ultrapassaram o milh...

O mistério dos veneráveis desaparecidos

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É saudável e desejável que uma loja maçónica seja composta por obreiros de diversas idades, maturidades e experiências; quando tal sucede, alarga-se o leque de crescimento potencial de cada um. Na Mestre Affonso Domingues temos desde aprendizes com vinte e tal anos de vida a mestres octogenários com mais de quarenta anos de maçonaria, e o contacto entre uns e outros é muito enriquecedor. No ano maçónico que recentemente teminou (o ano maçónico começa em Setembro, pelo equinócio de Outono) tive a honra de ser Secretário da Mestre Affonso Domingues. Para além de estar incumbido de redigir e distribuir as convocatórias, bem como redigir e apresentar as atas das sessões, é dever do secretário anotar as presenças, ausências e justificações. As novas tecnologias tornam extremamente fácil fazer-se uns "bonecos" com os números em bruto; de uma simples folha de cálculo com os mapas da assiduidade ao longo das sessões pode extrair-se vários números interessantes. A Loja ...

Maçonaria e Poder (XII)

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Sebastião de Magalhães Lima Grão-Mestre do GOL entre 1907 e 1928 Membro do Diretório do Partido Republicano Em 1877, consuma-se o cisma maçónico entre a Grande Loja Unida de Inglaterra e o Grande Oriente de França. O GOLU (Grande Oriente Lusitano Unido) já estava então claramente na órbita do Grande Oriente de França, com ele partilhando, quer em resultado das vicissitudes nacionais no século XIX, quer por via da influência da instituição francesa na portuguesa, as caraterísticas que demarcaram a postura do GOF e que este herdou dos valores saídos da Revolução Francesa: a laicidade, o anticlericalismo, o igualitarismo, o republicanismo. A Maçonaria portuguesa, que anteriormente interviera em defesa do ideário liberal, a partir do último quartel do século XIX alinhou resolutamente na corrente da Maçonaria dita Irregular, em todas as suas vertentes, incluindo a do republicanismo. A Monarquia Constitucional já não lhe era bastante. Cada vez mais maçons e cada vez mais a Maçonaria portugue...

Contra factos...

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Todos conhecemos a controvérsia em torno da educação sexual, mesmo quando uns e outros acordam que esta deva ser instrumento de prevenção de doenças e gravidezes indesejadas. De um lado, uns advogam a promoção da abstinência, de padrões de conduta e de dicotomias entre bem e mal, no contexto de que o ato sexual é público e sagrado e como tal sujeito às leis da moral e da religião. Do outro lado, outros promovem o recurso a meios anticoncecionais, a permissividade perante uma gama alargada de identidades e práticas sexuais, e reduzem o ato sexual a um ato biológico privado e regido pelas leis naturais. Pelo meio, uma multiplicidade de posições mais ou menos moderadas e contemporizadoras. Em poucos países este debate é tão verrinoso e extremado como nos Estados Unidos da América. Recentemente, em face do contexto económico desfavorável e dos inevitáveis cortes orçamentais em tudo quanto se afigure supérfluo, terá recrudescido uma forma muito pragmática de elaborar política...