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Visita ao Templo Ecumênico Universalista de Miranda do Corvo

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Foto: https://www.adfp.pt/agenda/sentenca-templo-conferencia-de-imprensa No último sábado, um grupo de irmãos da Loja Mestre Affonso Domingues, junto com as suas famílias, fez-se à estrada para uma viagem pelo centro do país — um dia que se revelou uma excelente oportunidade de convívio. O nosso primeiro destino foi o  Templo Ecuménico Universalista , em Miranda do Corvo. É um lugar singular e de uma serenidade imensa, que surpreende logo pela sua impressionante estrutura piramidal. O acesso ao topo faz-se por um percurso pedonal onde fomos acompanhados por frases de vários pensadores e por pedras no pavimento que representam os sete pecados capitais, ilustrando os obstáculos e as dificuldades da jornada humana. Depois de passarmos o portão ladeado por duas grandes colunas de pedra, explorámos o interior do templo, cujo grande destaque é o Observatório das Religiões — um espaço de módulos interativos que percorrem 15 religiões de todo o planeta. A visita inclui ainda uma ala mais s...

O caminho, o erro e a lição

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Há alguns anos, fazia uma viagem por automóvel entre Dubrovnik, na Croácia, e Mostar, na Bósnia-Herzegovina. Receoso do alcance das redes móveis de dados, naquela região, tinha-me preparado, baixando para o meu telemóvel uma aplicação de GPS que funciona com mapas pré-instalados e que, assim, dispensava a necessidade de recurso a redes de dados móveis. Cruzada a fronteira entre a Croácia e a Bósnia-Herzegovina, o GPS deu indicação para abandonar a estrada principal e tomar uma estrada secundária. Estou habituado a confiar nas indicações do GPS, que muitas vezes nos apontam insuspeitos caminhos mais curtos ou mais rápidos. Assim, não hesitei e abandonei a estrada principal e enveredei pela secundária. Alguns quilómetros adiante, a estrada cruzou uma aldeia, com ar de semi-abandonada. Gente, muito pouca - e só idosos. Mas o que mais chamava a atenção era a visão de muitos edifícios semidestruídos. Não por algum abalo de terra, mas evidenciando marcas de terem sido atingidos...

O Visitante, o Viajante e o Turista (republicação)

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Rste texto foi originalmente publicado no blogue A Partir Pedra em 22 de setembro de 2010 Três homens decidiram deslocar-se a uma grande cidade, uma daquelas cidades que todos desejamos conhecer, com história, dimensão, vida, monumentos, museus, teatros, cinemas, enfim, uma metrópole moderna. Todos eles dispunham de tempo e meios para por lá ficarem um mês e todos eles iam decididos a fazer a "viagem da sua vida" e a ficar a conhecer aquela cidade o mais profundamente possível. Esses três homens eram, como é natural, diferentes e cada um preparou e realizou a expedição à sua maneira. O primeiro homem, chamemos-lhe Visitante, contratou através da sua agência de viagens os serviços do melhor operador turístico da cidade, que lhe preparou meticulosamente a estada. Chegado a essa cidade, o Visitante tinha preparado um completo programa de trinta dias de visitas guiadas a tudo o que a cidade de melhor tinha para oferecer aos seus visitantes. Foi uma visita inesquecível!...

A minha Iniciação. Parte -3

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Julgado fui, e agora novas provas tinha de passar, pois no fim de tudo a Luz eu ia poder enxergar e o meu Eu, mais íntimo, alcançar. Às provas me dediquei, depois de as aceitar. Guiado fui e pelas várias provas passei, vento e calor sofri, mas com água no final me refresquei e dela bebi, só não esperava o amargo, que no fim senti. Sim o amargo da “doce” frescura, pois com sede “ao pote” eu tinha ido, mas do mais importante me esquecia, que quem daquela água bebe, a ela fica ligado. Provas superadas a Luz me foi mostrada, sim a Luz à minha frente se apresentava. Estaria eu acordado, ou a sonhar? Tudo aquilo à minha frente se declarava e a Luz se mostrava. Estaria a sonhar, ou aquilo era a realidade? Pois por um sonho já eu havia passado e com uma Luz, sonhado, que a mesma me haveria de ser dada, por alguém que eu não vislumbrava, por alguém que eu desconhecia, mas por alguém, que de mim, já algo sabia. Recordo-me e sei, que dessa forma um dia sonhei. E dos sonhos par...

A minha Iniciação. Parte -2

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Eis que de repente a viagem começou e eu por ela não tinha dado, ou melhor, por ela eu não queria dar. Agora do silêncio da espera algo irrompia e de súbito uma mão para mim se estendeu. De onde vinha e ou de quem era, isso agora não importava, o que contava era que a tal viagem para que eu me preparara agora já estava a acontecer. A caminho, e de caminho, a uma porta, eu fui dar, e na consciência eu fui bater. Que consciência? A consciência de que esta viagem tinha de ser feita de uma forma leal e sentida, por isso se o sítio escuro, tinha de ser, porque haveria eu de os olhos querer usar. Bem voltando à Porta, a que eu tinha ido dar, para a conseguir ultrapassar um segredo me foi contado. - Não, claro que o não posso revelar. Lembrem-se, esta foi a viagem ao meu interior e só para mim ela faz sentido e significado consegue ganhar. Depois de, no tal segredo, as respostas ter recebido, foi um tormento, ali logo concedido, mais fundo eu tinha que descer e numa gruta...

Elegia a um homem bom

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Chegámos, a minha mulher e eu, ao hospital ao fim da tarde. Íamos visitar o pai de uma amiga que sabíamos estar gravemente doente. Encontrámo-lo rodeado pela família - a mulher e as duas filhas. Um olhar atento e alguns momentos chegaram-me para perceber que o seu estado não era apenas grave. A agonia começara. Não obstante, o homem doente estava lúcido. Fraco, muito fraco, mas lúcido. Não sei se consciente de que a travessia do umbral da eternidade estava próxima, mas lúcido. Escondi o meu pensamento, proferi as palavras de conforto e encorajamento que devem ser levadas por quem visita quem está doente - esperando que às mesmas conseguisse conferir um pouco de credibilidade. Como é meu hábito (defesa?) nestas situações, procurei orientar a conversa para temas ligeiros e lançar um par de larachas que, por momentos embora, desanuviassem o ambiente. Senti-me grato por ter conseguido vislumbrar um par de sorrisos no homem doente. Pensei que, quando chegasse a altura de ser eu a fazer a me...

O Visitante, o Viajante e o Turista

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Três homens decidiram deslocar-se a uma grande cidade, uma daquelas cidades que todos desejamos conhecer, com história, dimensão, vida, monumentos, museus, teatros, cinemas, enfim, uma metrópole moderna. Todos eles dispunham de tempo e meios para por lá ficarem um mês e todos eles iam decididos a fazer a "viagem da sua vida" e a ficar a conhecer aquela cidade o mais profundamente possível. Esses três homens eram, como é natural, diferentes e cada um preparou e realizou a expedição à sua maneira. O primeiro homem, chamemos-lhe Visitante, contratou através da sua agência de viagens os serviços do melhor operador turístico da cidade, que lhe preparou meticulosamente a estada. Chegado a essa cidade, o Visitante tinha preparado um completo programa de trinta dias de visitas guiadas a tudo o que a cidade de melhor tinha para oferecer aos seus visitantes. Foi uma visita inesquecível! O Visitante foi guiado pelos melhores museus da cidade, onde lhe foram mostradas as mais sign...

O último grau

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Quando entrei na sala da Loja, privado de visão, ouvi a mais bela música que alguma vez ouvi. Não era uma música com que eu estivesse familiarizado, nem com o que a produzia, nenhum instrumento que eu pudesse identificar. Mas era, oh, tão pacífica, trespassava a minha alma e criava uma noção de harmonia e de acordo total. Eu era energia arrastada ou conduzida em pensamento em torno da Loja por esta música, seguindo o que parecia um rumo ao acaso, mas, após oito repetições, fui capaz de discernir que havia quatro repetições de duas manobras, uma sendo um círculo e outra um triângulo . A repetição de manobras foi necessária, como mais tarde me foi explicado, para criar a imagem de um símbolo tridimensional para este grau. E este símbolo era um dos existentes na Câmara do Meio onde recebi este grau. O Esquadro e o Compasso continuavam a adornar o exterior do edifício da Loja, mas dentro deste edifício existia uma Câmara do Meio, onde Pirâmide e Globos eram os símbolos utilizados. Pude ma...

Tive um sonho

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Tive um sonho há não muito tempo. E nesse sonho eu tinha passado para a Loja Celestial e encontrava-me mesmo junto ao Portão das Pérolas. Não era S. Pedro quem me aguardava, mas antes um Peregrino de bordão e lanterna, vestido com um manto ou túnica larga, com o capuz puxado por cima da cabeça. Estava tão dobrado que mal se viam os seus olhos ou o movimento dos seus lábios. "Eis um Viajante", disse ele com uma voz rouca. "Sim, sou e acho que fiz uma longa viagem", retorqui. "Podes prová-lo?", perguntou o Peregrino. "Tenho a certeza que posso provar, sem margem para dúvidas de ninguém, que sou um Mestre Maçon", respondi. "Está bem. Segue-me." "Para onde vamos?" “Para a Loja Celestial.” "A Loja Celestial no além, que bom". "Não, só Loja Celestial; no além já nós estamos." Para iniciarmos o caminho, tentei dar um passo largo, mas permaneci no mesmo sítio. O Peregrino disse: "Aqui, o caminho faz-se em pen...

Uma visita a RIGOR

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Uma delegação de sete obreiros da Loja Mestre Affonso Domingues efectuou no fim de semana último uma visita à Respeitável Loja Rigor, n.º 57 da Grande Loja Legal de Portugal / GLRP, ao Oriente de Bragança. Nesta visita, a delegação da Loja Mestre Affonso Domingues teve a honra de acompanhar o Muito Respeitável Grão- Mestre, Mário Martin Guia. O nosso companheiro neste blogue José Ruah deslocou-se na dupla condição de obreiro da Loja e de Grande Inspector para o Rito Escocês Antigo e Aceite. Deslocámo-nos na companhia das respectivas famílias, pelo que, enquanto decorreu a reunião da Respeitável Loja Rigor, n.º 57, a esposa de um dos nossos anfitriões acompanhou as nossas mulheres e filhos numa visita ao castelo e a alguns museus de Bragança. Na reunião, tivemos, designadamente, o grato prazer de testemunhar a iniciação do vigésimo quarto obreiro da Loja Rigor, a qual se destaca pela elevada assiduidade dos seus obreiros, além de ter ficado decidida a geminação entre as duas Lojas. ...

Por terras de Castelo Rodrigo

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Pormenor de torre do Castelo Rodrigo No passado fim de semana, membros da Loja Mestre Affonso Domingues, entre os quais os colaboradores deste blogue JPSetúbal, PauloFR e Rui Bandeira, e respectivas famílias, no âmbito da actividade social da Loja, efectuaram uma visita à zona de Figueira de Castelo Rodrigo. O programa da visita foi elaborado pelo Venerável Mestre da Loja, que fez questão de por este meio assinalar o termo do seu mandato, que se aproxima. Visitou-se a barragem de Almofala, de onde se avista um fantástico panorama serrano, onde se enquadra a "Torre das Águias", antigo templo romano que terá albergado os primeiros então monges beneditinos, que vieram, depois de já terem aderido à Ordem de Cister, a construir o Mosteiro de Santa Maria de Aguiar, ponto seguinte da visita. Ainda na manhã de Sábado, a comitiva dirigiu-se a Barca de Alva, . A meio do trajecto, fez uma paragem num miradouro, de onde se avista a paisagem de fronteira entre Portugal e Espanha, na z...