Da Loja - Capitulo II

Aproveitando uma questão posta por um dos leitores habituais deste espaço, relativa à numeração das Lojas, aproveito para mais um post sobre as Lojas.
Confesso aos leitores que não pesquisei sobre o que acontece na generalidade das Grandes Lojas, e por isso aqui vos deixo com o que penso ser o critério mais lógico.
Por deformação profissional, acredito que numa base de dados uma vez criado um número de ordem, este ficará indefinidamente associado à informação original, e se por acaso foi criado por erro (repetição de nome - vulgar por exemplo na saúde mas não vulgar em Maçonaria) então deverá ser queimado.
A cada Loja é atribuído um número, que conjuntamente com o nome distintivo escolhido e com o Oriente de reunião completam a identificação da mesma.
Os números são sequenciais e crescentes e acompanham a Loja do início ao fim.
Quero com isto dizer que não faz, para mim, qualquer sentido o aproveitamento do número de uma Loja que tenha abatido colunas no sentido de o atribuir a outra.
Uma Loja é um projecto de actuação. Que sentido faria a reatribuição do mesmo numero a uma Loja diferente com um projecto diferente.
Uma Grande Loja constrói a sua história, e esta é feita também de insucessos. Insucessos como sejam o desaparecimento de Lojas.
Do ponto de vista histórico há que manter uma certa coerência e logo a necessidade de manter inalterável o registo da existência em determinado momento de uma determinada Loja.
Do ponto de vista prático, quando vemos o número da Loja podemos perceber se ela é recente ou não pelo “tamanho” do mesmo. Ora se fizermos reaproveitamentos isto deixa de ser possível.
Indo um pouco mais fundo, creio que uma vez que a uma Loja abata colunas, elas não devem mais ser reerguidas pois o projecto não é seguramente o mesmo, os actores são outros, etc.
Por tudo isto é minha convicção que os números de ordem das Lojas não deverão nunca ser reutilizados.
Confesso aos leitores que não pesquisei sobre o que acontece na generalidade das Grandes Lojas, e por isso aqui vos deixo com o que penso ser o critério mais lógico.
Por deformação profissional, acredito que numa base de dados uma vez criado um número de ordem, este ficará indefinidamente associado à informação original, e se por acaso foi criado por erro (repetição de nome - vulgar por exemplo na saúde mas não vulgar em Maçonaria) então deverá ser queimado.
A cada Loja é atribuído um número, que conjuntamente com o nome distintivo escolhido e com o Oriente de reunião completam a identificação da mesma.
Os números são sequenciais e crescentes e acompanham a Loja do início ao fim.
Quero com isto dizer que não faz, para mim, qualquer sentido o aproveitamento do número de uma Loja que tenha abatido colunas no sentido de o atribuir a outra.
Uma Loja é um projecto de actuação. Que sentido faria a reatribuição do mesmo numero a uma Loja diferente com um projecto diferente.
Uma Grande Loja constrói a sua história, e esta é feita também de insucessos. Insucessos como sejam o desaparecimento de Lojas.
Do ponto de vista histórico há que manter uma certa coerência e logo a necessidade de manter inalterável o registo da existência em determinado momento de uma determinada Loja.
Do ponto de vista prático, quando vemos o número da Loja podemos perceber se ela é recente ou não pelo “tamanho” do mesmo. Ora se fizermos reaproveitamentos isto deixa de ser possível.
Indo um pouco mais fundo, creio que uma vez que a uma Loja abata colunas, elas não devem mais ser reerguidas pois o projecto não é seguramente o mesmo, os actores são outros, etc.
Por tudo isto é minha convicção que os números de ordem das Lojas não deverão nunca ser reutilizados.
José Ruah
Comentários
Agradeço a resposta à questão.
:)
abr...prof...
Se em tese, e por norma, concordo com o raciocínio do JR,admito e acho útil e significativo que um grupo de maçons,como homenagem aos fundadores ou a elementos de uma Loja que abateu colunas (que pode, durante parte do,quiçá significativa do tempo em que manteve as suas Colunas alçadas, ter sido uma notável e ilustre Loja, merecedora de lembrança e registo)se disponha e solicite retomar ou assumir as Tradições e a História de uma Loja outrora ilustre e solicite autorização pararealçamento das suas colunas.
Concordo que o projeto será seguramente outro, mas sendo herdeiro, inspirado, no exemplo anterior,porque não "enxertá-lo no que teve época de glória, decaiu e se pretende renasça?
Evidentemente que, na história da Loja deve sempre constar o seuabatimento e realçamento de colunas e respetivas datas -quiçá mesmo em toda a documentação da Loja -, para que sejam evidentes os diferentes períodos da sua história.
Esta situação ocorre em muitas Lojas por esse mundo fora, Inglaterra e Estados Unidos incluídos, algumas Lojas ilustes ou com uma longa história, que um dia decaíram e mais tarde outros quiseram homenagear e retomar as respetivas tradições.