Energia - a factura II

Nota previa
Fico sempre satisfeito quando um tema gera respostas contraditorias ou movimentos de continuação. E fico-o porque acho que esse é um dos objectivos deste blog.
Fico muito satisfeito por ter sempre as opinioes do Rui e do JPSetubal.
Ficaria muito mais se outros se juntassem à discussão.



Não sou um fundamentalista da energia Nuclear. Chamem-me mais um copista.

Na Europa industrializada mais de metade da energia electrica ( em alguns casos cerca de 80 % ) é de origem nuclear.

Eu sei bem que o Nuclear não resolve o caso dos automoveis e de outras meiso de locomoção.
Mas a energia electrica é uma alternativa a geradores Diesel, maquinas a Gás natural, consumo domestico de aquecimento, etc.

A produção Nuclear obvia à necessidade de centrais termoelectricas a carvão, petroleo ou gás ou mesmo as mais modernas de ciclo combinado.

Por uma Central Nuclear a trabalhar demora. Demora uns anos largos e é preciso começar logo a pensar no seu fecho e na abertura de uma nova.

O que acontece neste mundo é que os hidrocarbonetos estão com os dias contados. O Desenvolvimento da India e da China aumentando o respectivo consumo de petroleo, vieram por uma pressão suplementar em cima do preço. ( Basta pensarmos que estes dois paises juntos somam mais de 2,5 bilioes de pessoas ou seja 1/3 da populaçao do mundo e só agora começam a desenvolver-se economicamente)

As alternativas ao Petroleo passaram de alternativas a interesse estratégico. Quando o Petroleo acabar .....

E quer queiramos quer não, as eolicas têm uma produção muito pouco rentavel, as ondas do mar é uma ideia que ainda nao produziu resultados que sejam sequer mensuraveis, a biomassa é um conceito interessante para produção energética local ( auto-suficiencia de exploraçoes agricolas).

Mas dizia eu que sou um copista.

Sou porque não vale a pena re-inventar a roda. Uma data de países cujas economias são bem mais fortes que a nossa produzem energia Nuclear, e nós andamos atrás de Moinhos de Vento.

Nem os espanhois, patricios do D. Quixote, andam atras dos moinhos de vento.

O Nuclear é 100 % seguro ? É claro que não.

Nada é 100% seguro.

Há acidentes nucleares ? Claro que há.

Como há acidentes com refinarias convencionais, e centrais de ciclo combinado , etc.

Mas tudo isto é irrelevante face à necessidade estratégica de ter alternativas de produção energetica dentro de 10 anos.

Se me convencerem que uma plantaçao de Moinhos de vento de Norte a Sul , De Ocidente a Oriente e do Zenite ao Nadir das Montanhas , resolve o nosso problema energetico sem criar outros de maior dimensão, garanto que pego numa pá e planto um moinho la na minha rua.

Enquanto isso, sou copista.

JoseSR

Comentários

Rui Bandeira disse…
Sei que não és fundamentalista, nem do nuclear, nem de coisa nenhuma.
No entanto, continuo na minha: quanto ao problema concreto - deve-se produzir energia eléctrica mediante uma central nuclear em Portugal? - continuas apenas a ter a CONVICÇÃO, a crença, que sim.
Não tens - e obviamente que dificilmente poderias ter - os dados CONCRETOS, ESTUDADOS, APLICADOS À REALIDADE ESPECÍFICA NACIONAL que te permitam dizer de ciência certa que essa á A solução.
Esta a nossa diferença: tu crês que sim (e tens o direito de o fazer e procuras fundamentar a convicção); eu espero para ver.
Jose Ruah disse…
@rui bandeira

é claro que não tenho dados, sabes bem isso. Se tivesse se calhar tava rico!!!

Não pretendo convencer ninguém, e esperar para ver é uma opção.

Eu cá parece-me que se outros que ja pensaram e que têm os dados do problema enveredaram por esse caminho, então talvez se deva ser copista.

Mas isto sou eu a pensar!!!!
Rui Bandeira disse…
Caro ZéSR, a minha opinião é que não é facil ser copista, principalmente ser um bom copista. Por isso perece-me muito bem que o sejas. Devo dizer-Te que sempre defendi a cópia do que é bom, mas também sei que há sempre uma maneira diferente e melhor de fazer as mesmas coisas. Procuremos pois uma maneira diferente e melhor de produzir energia. E viva o progresso.

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