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Conversas com a IA: declaração pública de pertencer à maçonaria

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Inspirado  pelo filosofo Leandro Karnal, que em seu canal do YouTube tem sessões de conversa com a IA, resolvi colocar o ChatGPT em uma entrevista.   Considerando que o treinamento dos models de IA é feito com dados públicos e privados, é natural que o modelo reflita parte da opinião comum da população. Claro que a maneira como as perguntas são feitas levam à uma determinada resposta, afinal a escolha das palavras pela IA é estatística e baseada nas palavras anteriores. É por isso que a IA concorda com você na maioria das vezes, exceto quando desafiada a estruturar a resposta com passos de “raciocínio”. Na entrevista abaixo desafiei a IA a expor suas “estatísticas“ sobre a maçonaria atual e sobre o direito de permanecer à maçonaria de forma não-declarada. Aproveitem. Fábio:  Tenho uma década de maçonaria. Fui iniciado no Brasil e, desde que moro em Portugal, frequento uma loja portuguesa. Quero saber a tua opinião sobre ser maçom nos dias de hoje. ChatGPT:  Eu não ve...
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  HUMANIDADE 3 - RESPOSTAS Não é novidade ! Tenho insistido no objetivo do “ser Maçon” e “ser Maçon” significa a aceitação diária, permanente de “polir a pedra”, entenda-se melhorar o Homem, ajudar a Humanidade a ser “Justa e Perfeita”. É este o entendimento do “ser Maçon”, conforme aceite sob juramento é sua obrigação ajudar os outros homens a serem mais Livres, ajudar a sociedade humana a ser mais Fraterna, compreender e fazer compreender que os Homens são todos iguais na sua característica única que é o de serem humanos. É esta a coluna vertebral deste corpo maçónico. O objetivo, sobreposto a quaisquer outros interesses, é ajudar a fazer a Humanidade mais Livre, mais fraterna, mais Igual. É este o trabalho do Maçon. E este trabalho tem sido feito ? De facto a Maçonaria tem lutado e os Maçons têm distribuído Liberdade, Fraternidade, Igualdade pelos seus pares ? Basta ouvir e/ou ler as notícias diárias e jornais e/ou noticiários televisivos para constatarmos que o percurso p...

O Sol esteve sempre lá!

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Na passada quarta-feira, dia 12, como muitos outros portugueses, parei para observar o eclipse do Sol. É algo que normalmente só vemos acontecer noutros sítios, mas desta vez calhou-nos a nós. Há mais de um século que não se via algo assim por terras lusitanas, o anterior aconteceu em 1912. O próximo? Teremos de esperar até 2144 para voltar a ter um eclipse total do Sol em território português, ou seja, segundo a lei da vida, será algo único para nós. Sendo algo tão raro, todos quisemos observar a Lua a avançar lentamente sobre o Sol e depois a deixá-lo para trás novamente. Algo lógico, conhecido e perfeitamente explicado do ponto de vista astronómico, mas, fazendo um dos nossos paralelismos, notamos que o Sol continuou exatamente onde sempre esteve, com a mesma dimensão e a produzir a mesma luz. Não perdeu intensidade, não se apagou e não desapareceu. Apenas, e durante algum tempo, alguma coisa se colocou entre o Sol e nós. Para quem é maçom e sabe que a Luz assume um significado muit...

A conversa que ninguém quer ter

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    Introdução O presente artigo é uma reflexão sobre um artigo que saiu no Financial Times  ( Link do artigo ) e que retrata a realidade da maçonaria regular na Inglaterra, assim como as dificuldades que tem tido no recrutamento e na consequente continuação.    É inegável que a maçonaria teve uma grande importância no desenvolvimento dos ideais iluministas, na forma de pensar e mesmo na conduta dos governos do final do séc. XIX e no decorrer de todo o séc. XX. Desde o seu início em 1717 que a maçonaria esteve empenhada em construir o grande edifício que é a sociedade. Umas vezes construiu edifícios fortes, noutras edifícios mais frágeis, sem nunca, claro está, haver alguma polémica por trás.    A maçonaria regular como irmandade iniciática tem algumas características que a definem: a beneficência e a ritualística filosófica. No que concerne à primeira, há várias associações que o fazem de forma muito eficiente e que dispensam toda a ritualística da ma...

O Peso do Malhete

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Na primeira sessão de Julho, fui eleito Venerável Mestre da Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues, e e screver ou até pensar nesta frase ainda me parece estranho. É uma mistura de orgulho, alegria, gratidão e, há que dizê-lo, também de algum peso. Ainda não fui instalado, nem tão pouco me sentei na Cadeira de Salomão ou peguei no malhete de VM, mas penso que comecei a sentir o peso da responsabilidade no momento em que o resultado da votação foi anunciado. Na nossa Loja, como em outras, existe a tradição de o caminho até ao Oriente não aparecer de repente, vai-se fazendo através do exercício de diferentes cargos, primeiro observando, depois ajudando, assumindo responsabilidades e aprendendo a olhar para a Loja de diferentes lugares. É um percurso que se vai preparando e que, de alguma forma, também se vai esperando e até ambicionando. Mas uma coisa é sabermos que estamos nesse caminho, outra é chegar o momento em que os nossos Irmãos são chamados a votar.  Por muito que a tradi...
  HUMANIDADE 2 - INTEGRAÇÃO Ruben Portinha Há pouco tempo fui surpreendido pela RTP. Assistia à transmissão de um programa de entretenimento musical com o Fernando Pereira, imitador famoso, cantor, entretainer com carreira longa e cheia de êxitos pelos palcos do mundo. Fernando Pereira apareceu acompanhado por diversos convidados e entre eles uma figura que se cruzou comigo nos idos da TVL por razões que, na época, nada tinham a ver com música. Refiro-me a Ruben Portinha, velho conhecido e pessoa que me deu a honra de poder acompanhar nalgumas das suas atividades, na época muito longe da música que ele hoje interpreta e muito bem, refira-se. O Ruben Portinha é invisual e na época que refiro (estávamos em 2013) era, além de desportista valoroso, Presidente da direção da ANDDVIS ( Associação Nacional de Desporto para Deficientes Visuais) , lutando com enormes dificuldades para manter e desenvolver a atividade de apoio social que era seu objetivo. Foi nessa qualidade que o c...

Regular, Reconhecido, Irregular — três palavras que não significam o que pareces pensar

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O vocabulário que usamos todos os dias na loja merece uma revisão honesta. As frases que já ouviste: "Aquela potência não é reconhecida.", "Esse irmão é irregular.", "O REAA deles é espúrio." Frases assim circulam em qualquer encontro maçónico em Portugal ou no Brasil. Quem as diz raramente está errado na conclusão, mas quase sempre confunde os conceitos pelo caminho.  E a confusão importa porque, quando misturamos  o regular  com o  reconhecido,  chegamos a conclusões que os factos não sustentam. Vale a pena separar as peças. O que é uma potência (e o que não é) Uma potência maçónica (também chamada obediência) é uma entidade que governa as lojas por meio de um Grão-Mestre. O que distingue uma potência de uma confederação é simples: na potência, as lojas respondem a um único Grão-Mestre; numa confederação, várias potências independentes agrupam-se voluntariamente, mas cada uma mantém o seu próprio Grão-Mestre sem responder ao de outra. Em Portugal temos d...