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Visita ao Templo Ecumênico Universalista de Miranda do Corvo

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Foto: https://www.adfp.pt/agenda/sentenca-templo-conferencia-de-imprensa No último sábado, um grupo de irmãos da Loja Mestre Affonso Domingues, junto com as suas famílias, fez-se à estrada para uma viagem pelo centro do país — um dia que se revelou uma excelente oportunidade de convívio. O nosso primeiro destino foi o  Templo Ecuménico Universalista , em Miranda do Corvo. É um lugar singular e de uma serenidade imensa, que surpreende logo pela sua impressionante estrutura piramidal. O acesso ao topo faz-se por um percurso pedonal onde fomos acompanhados por frases de vários pensadores e por pedras no pavimento que representam os sete pecados capitais, ilustrando os obstáculos e as dificuldades da jornada humana. Depois de passarmos o portão ladeado por duas grandes colunas de pedra, explorámos o interior do templo, cujo grande destaque é o Observatório das Religiões — um espaço de módulos interativos que percorrem 15 religiões de todo o planeta. A visita inclui ainda uma ala mais s...

O Líder Anónimo: Entre o Templo Interior e a Construção da Carreira

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A construção de uma sociedade é feita com muitas pedras e personalidades diferentes. Nenhuma é melhor do que a outra; todas colaboram na sua edificação. É da interação de cada um desses elementos, dos seus desentendimentos e das suas diferenças, que as sociedades se tornam mais ou menos prósperas, mais ou menos trabalhadoras, mais ou menos fraternas. As relações de trabalho são dinâmicas sociais onde existem várias interações, linhas hierárquicas, estruturas de poder e de cooperação. O conjunto destes laços — e de muitos outros que aqui não foram enumerados — tem um impacto prático, que é o produto visível de todo este esforço conjunto. Nesta reflexão, focar-me-ei em duas formas de liderança e exercício do poder... Como se pode verificar, estamos a falar de altos cargos de uma empresa ou de um órgão do Estado; de alguém que tem o poder de escolher pessoas. É na intenção dessa escolha que nos vamos concentrar, pois é aí que reside o problema. As escolhas das pessoas para os altos cargos...

Quando o Templo Ganha Vida

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Na última sessão tivemos a oportunidade de fazer algo que não acontece todos os dias, uma instrução de Companheiro. Tivemos também o prazer de a tornar, de alguma forma, diferente do habitual, não pelos temas abordados, porque muitos deles fazem parte naturalmente deste grau, mas pela forma como ganharam vida dentro do Templo. Durante alguns momentos, os símbolos deixaram de existir apenas no ritual e este tornou-se vivo em quadros, em palavras, através das pessoas e dos movimentos e relações que se foram construindo dentro do Templo. Curiosamente, a noite já vinha trazendo bastante matéria para reflexão antes mesmo da subida ao segundo grau e, às vezes, acontece assim, sem combinar ou prever, temas diferentes acabam por conversar entre si e deixar ideias que provavelmente ninguém tinha planeado. O Grau de Companheiro representa uma mudança, mesmo que subtil, no percurso maçónico. Enquanto o Aprendiz aprende a trabalhar a pedra e a olhar para si próprio, aprende a reconhecer imperfei...

A Pedra de Cada Um e o Templo de Todos

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Na semana passada estive na PMI Global Summit Lisbon e, no meio de tantas conversas sobre projectos, liderança, tecnologia e impacto, tive também a oportunidade de estar com alguns irmãos que já conhecia. Não houve surpresa nem coincidências místicas, apenas aquele cruzamento natural de pessoas que, apesar de caminhos diferentes, acabam muitas vezes por se encontrar nos mesmos espaços de reflexão e discussão séria. Curiosamente, um dos temas mais presentes ao longo do evento foi a Sustentabilidade. E admito sem problema nenhum que percebo perfeitamente porque é que tanta gente revira os olhos quando ouve essa palavra. Durante anos o tema foi capturado por extremos, por discursos políticos cansativos e por uma espécie de militância histérica que transformou qualquer conversa séria numa competição para ver quem grita mais que “o mundo está a acabar”, que “a culpa é dos fascistas” e dos “capitalistas”, dos carros, das vacas ou do vizinho que não separa o lixo.   Aí e tal as meta...

A sobreposição de monologos

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    As redes sociais vieram dar um novo ritmo à vida. Aproximaram pessoas, afastando-as ao mesmo tempo. Parece paradoxal, no entanto, essa aproximação vem do diálogo através das aplicações (apps) que conseguem manter várias pessoas a comunicar à distância; ou seja, passámos a falar de longe, mesmo estando perto. Esta distância física acaba por ganhar proporções psíquicas, pois o conforto do sofá faz com que haja uma preferência pelo isolamento em detrimento da presença física. O que torna toda esta experiência interessante é que muitas destas interações são altamente distanciadas e desprovidas de empatia. O resultado prático são discussões online acesas, tanto por temas impactantes como por assuntos ditos “sem jeito nenhum”. Paralelamente a tudo isto, a qualidade de vida melhorou substancialmente nas últimas décadas, o que permitiu que a maioria da população tenha acesso direto a um telemóvel que, por sua vez, dá acesso às redes sociais. O desenvolvimento da sociedade ociden...

O Irmão Ego Faltou

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Um chorinho brasileiro, de minha autoria e produção, para alegrar o dia dos irmãos.  O Irmão Ego Faltou Composição: Fábio Serrano [Verse 1] O Templo abriu num clima diferente, Sem aquele peso, num tom de cristal. O Irmão Ego, que é onipresente, Faltou à sessão, o que não é normal. Ele que adora pedir a palavra E falar difícil pra se destacar, Deixou a Coluna, livrou a bravata, E a pedra bruta parou de rolar. [Verse 2] O Senhor Vaidade, ao ver a cadeira Vazia, sem dono, lá no Ocidente, Ficou sem o chefe, perdeu a estribeira: Não pôde entrar ou se fazer presente. [Solo de flauta] [Verse 3] E o Senhor Discórdia, que é seu parceiro E gosta de ver o circo pegar fogo, Ficou na calçada, perdeu o roteiro: Sem o Ego não tem jogo. [Chorus] Foi quando a Fraternidade sorriu, Venceu a timidez e o pudor, E o Amor entre irmãos, que ninguém mais viu, Entrou de braços dados com o Esplendor. A Loja brilhava sem ouro ou metal, Apenas a luz ...

O tolerante, o intolerante e o tolo

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  Esta história foi resgatada de um pergaminho que se encontrava à porta de um templo debaixo de uma pedra imperfeita, pela qual todos passavam e pisavam, mas ninguém dava pelas suas imperfeições. Era uma pedra do chão, daquelas que todos pisam. As do chão são as menos perfeitas, menos belas, mas mais resistentes, porque sem chão edifício não chega a ser construído. Tal como o chão, assim é o homem, o seu chão são os valores que o sustentam. Ora, esta história fala-nos de valores e da sua transformação… Certo dia, encontrava-me eu no meio da minha mais recente aventura, a obra da Sé de Lisboa, a aprender o Ofício dos Pedreiros, quando me deparei com uma cena que me marcou. Da mesma forma que esta história me marcou a alma, também eu deixo este pergaminho marcado a tinta, para que a memória humana não a perca na vastidão imaginária das mentes humanas. Naquela grande obra que atrás me referi havia um chefe que denominávamos de Venerável, pois era ele quem comandava os trabalhos. O se...