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Luís Miguel Nogueira Rosa Dias (1/1/1931 - 30/8/2019), admirável maçom

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O Dr. Luís Rosa Dias foi um muito competente médico cirurgião vascular. O Luís Miguel Nogueira Rosa Dias era sobrinho de Fernando Pessoa e deu inúmeras conferências sobre o seu tio. O Miguel Roza, pseudónimo que utilizou para as suas lides literárias, foi autor de livros como Encontro Magick: Fernando Pessoa e Aleister Crowley , Salpicando Poesia ,  De Médico e Louco de Tudo um Pouco , Fiz das Tripas Coração , os mais recentes O Templário com Duas Vidas  e  O Espião do Extremo Ocidente, duas novelas que são os dois primeiros tomos de uma trilogia cujo último volume felizmente deixou já escrito e em fase de edição, que será publicado postumamente, sob a direção de uma das suas filhas, e foi ainda o prefaciador e organizador do Trolhamento dos 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceite . O Companheiro Luís Rosa Dias foi um insigne rotário, designadamente fundador e primeiro presidente do primeiro Rotary Clube   misto em Portugal Porém, para nós, na Loja Mest...

Comunicação do Grão Mestre da GLLP/GLRP por ocasião do equinócio da primavera

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Meus Queridos Irmãos, Estamos aqui hoje reunidos para celebrar a Maçonaria Regular neste período que antecede o Equinócio da Primavera. Foram hoje aprovadas as contas do exercício de 2018 e foram discutidas e aprovadas alterações ao Regulamento da GLLP/GLRP. Foi, sem dúvida uma manhã muito profícua em que foi possível discutir, num ambiente fraterno, as propostas e contributos que algumas Respeitáveis Lojas, com elevado empenho e sentido de responsabilidade, nos fizeram chegar. Permitam-me, no entanto, que lembre que o nosso Regulamento não é comparável com os estatutos de uma qualquer Associação e que aquele é também o principal garante da nossa regularidade e do nosso reconhecimento internacional, sendo que a Grande Loja, dentro dos limites dos princípios do reconhecimento, ainda que num quadro de independência e autonomia, deve manter a autoridade sobre a maçonaria de base, ou seja, sem partilhar o poder com qualquer outro órgão maçónico. Por outro lado, fica pa...

A morte (e a vida)

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Em Maçonaria, os símbolos e rituais servem para colocar ao dispor do maçom os conhecimentos, os temas, os valores com significado e importância no ideário maçónico. O que cada maçom aprende ou não aprende, reflete ou não reflete, assimila ou não assimila em face desses símbolos ou rituais é com ele. Cada um é como é e livremente aproveita (ou não) da forma que melhor entende o que lhe é proporcionado.  Ao longo do seu percurso, o maçom é confrontado, simbólica e ritualmente, com a morte. Desse confronto, fará a reflexão que quiser ou for capaz, tirará a lição que conseguir tirar. Mas é importante que esse confronto exista. A morte - sabemo-lo, embora mutos o procurem esquecer pelo máximo de tempo possível... - é inevitável. A todos chegará, a cada um na sua hora. Normalmente, quanto mais novos somos, mais afastamos esse tema do nosso pensamento. É uma desagradável questão distante com que esperamos não ser confrontados por décadas - se nos detemos a pensar nisso ainda v...

O caminho, o erro e a lição

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Há alguns anos, fazia uma viagem por automóvel entre Dubrovnik, na Croácia, e Mostar, na Bósnia-Herzegovina. Receoso do alcance das redes móveis de dados, naquela região, tinha-me preparado, baixando para o meu telemóvel uma aplicação de GPS que funciona com mapas pré-instalados e que, assim, dispensava a necessidade de recurso a redes de dados móveis. Cruzada a fronteira entre a Croácia e a Bósnia-Herzegovina, o GPS deu indicação para abandonar a estrada principal e tomar uma estrada secundária. Estou habituado a confiar nas indicações do GPS, que muitas vezes nos apontam insuspeitos caminhos mais curtos ou mais rápidos. Assim, não hesitei e abandonei a estrada principal e enveredei pela secundária. Alguns quilómetros adiante, a estrada cruzou uma aldeia, com ar de semi-abandonada. Gente, muito pouca - e só idosos. Mas o que mais chamava a atenção era a visão de muitos edifícios semidestruídos. Não por algum abalo de terra, mas evidenciando marcas de terem sido atingidos...

Exortação do Grão-Mestre da GLLP/GLRP aos Grandes Oficiais

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Muito Respeitáveis e Respeitáveis Irmãos, Meus Queridos Irmãos e Amigos, Começo por agradecer a vossa presença, neste momento de fraterno convívio, passados pouco mais  de 100 dias, desde a minha instalação. Não pretendo fazer um balanço, mas quero que aproveitem este momento para se conhecerem melhor, para partilharem opiniões e experiências e para que se sintam mais próximos uns dos outros. Aproveito ainda este encontro para definir estratégias e promover o início de um debate importante sobre o nosso verdadeiro papel enquanto maçons: - Será que o que fazemos enquanto maçons é aquilo que a sociedade espera de nós? - Será que aquilo que fazemos como maçons nos ajuda a crescer e a ser homens melhores? - Podemos vencer o imobilismo e ser pró-ativos e interventivos em prol de causas que preencham vazios e necessidades concretas de pessoas que todos conhecem e já identificaram? Estas são algumas das questões que devem estar sempre presentes e para ...

O Vigésimo Oitavo Venerável Mestre

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O elemento que a Loja unanimemente - como é habitual na Loja Mestre Affonso Domingues - escolheu para assegurar a responsabilidade de a dirigir no ano maçónico de 2016/2017 foi António M.. António M. era um veterano da Loja que a tinha deixado há alguns anos atrás, para colaborar no lançamento de uma nova Loja e que, estabilizada a mesma, regressara a casa , à sua Loja-Mãe, à Mestre Affonso Domingues. A sua antiguidade, a sua qualidade, mas também a sua disponibilidade para ajudar a dar vida a um novo projeto e, quando esse já estava apto a dele não necessitar, retornar à sua  Loja, faziam dele o homem certo no momento certo para dirigir a Loja, no consensual juízo desta. Com efeito, no ano anterior houvera alguma turbulência e desencontro de opiniões, que se esperava que a experiência de António M. ajudasse a ultrapassar. Após um período de debates acesos e persistentes, a Loja ansiava por algum sossego e concórdia. Mas, mais uma vez, a perceção que se tinha da realida...

O Vigésimo Sétimo Venerável Mestre

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Com a eleição de  Paulo M. - um dos que escrevem neste blogue -, a Loja continuou a trilhar o caminho da transição de gerações, que então pensava ser o maior problema que tinha de enfrentar. Com efeito, Paulo M. entrara na Loja já depois do início deste blogue, de que. mais tarde, viria a ser um dos animadores. Ter na direção da Loja "um dos novos" afigurava-se ser a receita certa para prosseguir e concretizar a transição de gerações. A realidade, porém, no mandato de Paulo M. e no do seu sucessor, veio a revelar-se mais complexa. Foi no mandato de Paulo M. que se começaram a tornar evidentes sinais de crise. O que a Loja fazia, a forma como a Loja atuava, estava já desfasada do sentimento da maioria dos elementos que a constituíam. Até então, os desequilíbrios eram apenas pressentidos. No mandato de Paulo M. tornaram-se visíveis. Paulo M. era e é um homem meticuloso, pormenorizado, que, detetando um problema, analisa-o em profundidade e estabelece uma via para a ...