Mensagens

A mudança

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Na sequência da Prancha apresentada por um  I:. intitulada “ Sobre a Impermanência ”, pareceu-me ser consistente escrever sobre a mudança e os processos que lhe estão associados, já que está subjacente à impermanência. Deixem-me começar por transcrever algumas frases soltas que creio poderem servir para enquadrar o tema: " Quando sentimos a necessidade de uma mudança profunda, normalmente vemo-la como algo que deve ocorrer, mas não em nós. Nas funções em que exercemos autoridade, sejamos pais, professores, chefes, ou outra coisa qualquer, somos particularmente atentos à necessidade de mudar dos outros. Esses esforços falham frequentemente e é comum que respondamos aumentando a pressão. Esta luta raramente traz consigo mudança ou excelência. " - Robert E. Quinn " Se nos conseguíssemos mudar a nós próprios, então as tendências do mundo também mudariam. Conforme a nossa mudança, assim muda também a atitude do mundo perante nós… não precisamos de esperar que os outro...

Comunicação do Grão-Mestre da GLLP/GLRP por ocasião da sua Instalação, no equinócio de outono de 2018

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Meus queridos Irmãos, Agradeço a vossa presença e a todos saúdo com um tríplice fraternal abraço. Começo por saudar tão vasta representação de Representantes das delegações de potências maçónicas estrangeiras, que muito nos honram e sensibilizam com a sua presença. Permitam-me que saúde de forma muito especial os Antigos Grão-Mestres, aqui presentes: o M. R. I. José Manuel Anes, o M. R. I. José Moreno e o M. R. I. Júlio Meirinhos que acabou de me instalar na cadeira de Salomão, o que muito me honrou. Recebo das suas mãos uma Ordem mais forte. A Grande Loja teve um enorme incremento nos últimos 4 anos, fortaleceu-se internamente e aumentou significativamente a sua influência internacional. E isso resultou do esforço e empenho no exercício do cargo. Agradeço-te, pois, M. R. I. Júlio Meirinhos o teu empenho e dedicação à nossa Grande Loja. Mas todos tiveram um papel notável na edificação da nossa Augusta Ordem. Foram o garante da nossa unidade e regularidade. Com ...

Assembleia de Grande Loja da GLLP/GLRP no Equinócio de outono: última intervenção como Grão-Mestre do agora Antigo Grão-Mestre Júlio Meirinhos

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Queridos Irmãos em todos os vossos graus e qualidades, a todos saúdo: sede bem-vindos à casa dos valores, à casa dos irmãos, à nossa casa. Hoje celebramos em Grande Loja o quarto e último equinócio de Outono do meu tempo de Grão Mestre. E tal como tenho vindo a instruir, trata-se de uma data em que a inclinação da terra e a incidência dos raios da luz do sol afiançam idêntica duração dos dias e das noites que, traduzindo para linguagem maçónica, significa que tudo está justo e perfeito . Aqui, perante esta nossa magna assembleia, apresentar antes de tudo as mais calorosas felicitações, não àquele que me vai substituir, mas sim àquele que me vai suceder, e que, de forma tão esclarecedora, foi em quem a imensa maioria dos irmãos desta nossa Augusta Ordem depositamos grande confiança, o irmão Armindo Azevedo. E, neste momento solene de passagem do gládio testemunhal, alguns irmãos seriam tentados a sugerir: as boas contas fazem sempre os bons irmãos, por isso o mais impor...
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Projeto de unidade Teremos em Setembro um novo “VM” tal como teremos um novo “GM”. Posso pensar que é a Maçonaria Regular a renovar-se e será bom que seja. É mesmo muito bom que seja. Não vou adiantar nada agora sobre uma coleção de “arestas” que tenho sentido (se calhar por desajuste da minha sensibilidade) mas que tenho sentido nestes últimos tempos do meu reconhecimento maçónico. E para o caso de, desta vez, ter razão, resolvi alinhar um desafio interno (RLMAD)… mas que rapidamente e salutarmente se poderá expandir. I - Nenhuma organização justifica a sua existência sem objetivos, ou pelo menos, sem um objetivo. Tenho tentado ao longo dos anos, bem acompanhado diga-se, para que a RLMAD defina ano a ano um objetivo para o ano do Veneralato, objetivo que receba a adesão do interesse dos Irmãos, que os ligue mais, que os aproxime, que faça deste conjunto uma família de facto… tanto quanto possível. Mesmo sendo uma utopia alguma coisa fica sempre de bom nessa aproxima...

Jerônimo Borges (1942-2018) - In memoriam

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Não o conheci pessoalmente. Nunca falei com ele de viva voz. Trocámos algumas mensagens de correio eletrónico e acompanhávamos mutuamente os respetivos trabalhos publicados em relação à Maçonaria. Tanto bastou para que nutrisse por ele um grande respeito e consideração. Partiu ontem para o Oriente Eterno. É mais um insubstituível que teremos de aprender a substituir! Jerônimo Borges, brasileiro de Santa Catarina, não perdia uma oportunidade de gabar a sua Florianópolis. Foi juiz e foi maçom. Quando se aposentou da magistratura, entendeu por bem passar a aproveitar o tempo que passara a ter disponível para criar e manter, durante anos, o que será, durante muito tempo, um marco da imprensa maçónica em língua portuguesa, o informativo maçónico JB News. Durante anos, diariamente caía nas caixas de correio eletrónico de todos os que se tinham inscrito para receber, o número dessa jornada do JB News. Dia após dia. De inverno e de verão. Em época de trabalho e em período de férias. E...

Os sete brindes rituais

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Após o final das sessões rituais em Loja, segue-se habitualmente o ágape, no qual se bebe vinho, e com ele se fazem brindes, sendo que o vinho na Maçonaria tem um valor simbólico, que varia em função de cada rito ou ritual. Tradicionalmente, os maçons designam os copos usados nestes brindes como “ canhões ” e há exemplos históricos de peças de vidro ou cristal criadas especificamente para este fim, que são autênticas obras de arte.   “Canhões” usados pelos Maçons Os brindes maçónicos são sempre feitos com vinho tinto, (pólvora negra) e de pé. Os copos ( canhões ) são levados à boca de forma pausada. Com excepção dos dois últimos brindes, a resposta ao brinde é dada pelos maçons presentes, de pé, empunhando os seus canhões e proferindo, antes de beberem um pouco: “ Fogo “. No brinde às senhoras e no 7º brinde, as expressões utilizadas são respectivamente “ ás Senhoras ” e “ A todos os maçons ”. Qualquer das sessões de Loja ou de Grande Loja, é realizada em espaço...

As perseguições à Maçonaria

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Ao longo dos últimos 300 anos a maçonaria passou por perseguições de toda a ordem. Políticas, religiosas, culturais e étnicas. Assim, resolvi apresentar uma breve reflexão sobre a perseguição á maçonaria antes da II Guerra Mundial, e durante a mesma, sumarizando os tempos difíceis pela qual a maçonaria passou nos meados do século XX. O rol de perseguições á nossa augusta ordem foi enorme e de toda a espécie. Durante as primeiras décadas do século XX essa perseguição atingiu uma particular violência um pouco por toda a Europa. Começando no primeiro regime Fascista da Europa, na Hungria em 1919 com Bella Kun, e prosseguindo com o regime Fascista de Mussolini em 1923, esses tempos difíceis na maçonaria propagaram-se também a Portugal e a Espanha. Por exemplo, mesmo aqui ao lado durante, e após, o termo da Guerra Civil Espanhola, o Generalíssimo Franco promulgou em 1940 a Lei de Repressão contra a Maçonaria e o Comunismo. Aliás, Franco atribuía frequentemente todos os males que pa...