Mensagens

O Padrinho (II) - republicação

Imagem
Texto originalmente publicado no blogue A Partir Pedra em 30 de março de 2011. Para além da indispensável função de auxiliador da integração do novel elemento na Loja, o Padrinho deve assumir uma outra função em relação àquele que propôs para integrar a Loja, relacionada com a formação do Aprendiz. A formação dos Aprendizes decorre sob a direção do 2.º Vigilante, seu responsável. O Padrinho não pode, nem deve, substituir-se-lhe. Mas pode, é é útil que o faça, exercer um precioso papel complementar. Não nos esqueçamos que o 2.º Vigilante tem de coordenar a formação de um conjunto de Aprendizes, com diferentes personalidades, variados percursos de vida, diversas preparações, separados interesses, para além do comum, relativamente à Arte Real, vários tempos de permanência no grau - e, portanto, dissemelhantes estádios de evolução no conhecimento e tratamento dos elementos simbólicos catalisadores da evolução de cada um. O 2.º Vigilante elabora um plano de formação que, necessaria...

O Padrinho (republicação)

Imagem
Texto originalmente publicado no blogue A Partir Pedra em 23 de março de 2011 Em Maçonaria, designa-se por Padrinho o primeiro proponente da candidatura de um profano à iniciação. Com esse ato, o primeiro signatário dessa candidatura afiança perante a Loja a boa fé do candidato, o seu reto propósito, a posse das características e da maturidade indispensáveis ao profícuo trabalho de desenvolvimento e aperfeiçoamento pessoal que é o objetivo primeiro de cada maçom regular e a capacidade de harmoniosa integração no grupo, na Loja, do candidato proposto. Com efeito, não deve ser admitido às provas da Iniciação quem não detenha a necessária maturidade para efetuar o trabalho de um maçom, quem não possua características compatíveis com o trabalho maçónico, quem, por índole ou feitio, não seja capaz de harmoniosamente se integrar num grupo de desconhecidos que pré-existe em relação à sua entrada, existirá com a sua presença e permanecerá após a sua partida. E é claro que ...

Quite (republicação)

Imagem
Texto originalmente publicado no blogue A Partir Pedra em 8 de dezembro de 2010 Um maçom deve estar sempre quite para com a sua Loja, isto é, ter cumpridas as suas obrigações para com esta. As obrigações mínimas do maçom perante a Loja respeitam ao dever de assiduidade, isto é, à comparência em todas as sessões de loja para que for convocado, e o pontual pagamento da quota mensal. Estar quite é cumprir estes deveres SEMPRE. Sempre que um obreiro injustificadamente falte a uma sessão, viola o dever de assiduidade e, portanto, não está quite. Sempre que se inicia um mês do calendário civil sem ter pago a sua quota do mês anterior, não está quite. Não está quite perante si próprio, perante a sua consciência. Porque, incumprindo o seu dever de assiduidade, sem justificação para tal, incumprindo, podendo fazê-lo, o seu dever de pagar a sua quota mensal, o obreiro está, antes de mais, a faltar aos compromissos que assumiu, respetivamente, de assiduidade e de comparticipação para o T...

Diversidade (republicação)

Imagem
Este texto foi originalmente publicado no blogue A Partir Pedra em 17 de novembro de 2010 A Maçonaria é, por vezes, vista do exterior como uma instituição fechada, imutável, dotada de uma grande coesão, que atua em bloco. Esta visão não é, nem de perto, nem de longe, correta. Pelo contrário, a Maçonaria é dotada de uma invulgar diversidade, agrupando sob a mesma genérica denominação, realidades distintas, práticas diversas, entendimentos díspares. Em todos os aspetos, a começar logo pelas suas origens... A maior parte dos estudiosos da Maçonaria considera que ela tem a sua origem nas corporações medievais de construtores em pedra, de catedrais, palácios, fortificações, etc.. Mas essas agremiações medievais, embora partilhando regras e costumes similares, tinham caraterísricas muito próprias e específicas, em função da sua localização geográfica. Só para falar das Ilhas Britânicas, a organização específica das Lojas Operativas inglesas diferia das escocesas, que por sua vez, ...

A ORIGEM DA DESIGNAÇÃO “LISBOA”

Base: Livro “FOI ASSIM MESMO QUE ACONTECEU? de Sérgio Luís de Carvalho, 2ª Edição . Nota prévia (de esclarecimento): Em azul está o que respiguei com rigor do livro referido         e a preto os meus comentários                                          No caminho da lenda de ULISSES ULISSES, rei de Ítaca, foi incorporado no exército grego quando estes desencadearam a guerra contra Tróia.  Esta guerra durou 10 anos, acabando com a célebre artimanha do “Cavalo de Tróia”, atribuída ao próprio Ulisses. Nota: O dito ULISSES terá sido um bom terrorista da época (a chamada artimanha do Cavalo tem todas as característica dos actos terroristas actuais – entrada dissimulada numa zona defendida pelas “legítimas autoridades governantes”, com a exe...

FRATERNIDADE MAÇÓNICA

     Esta será a minha primeira colaboração neste “Blogue” que considero como um “esclarecedor”, para quem o frequenta e lê, do que é e deve ser a Ordem “Discreta” da Maçonaria em Portugal. Assim resolvi apresentar um pequeno “Artigo” sobre um tema que eu considero de possível interesse para um leitor interessado nestes assuntos. O titulo será: FRATERNIDADE MAÇÓNICA Quando se fala de “Fraternidade Maçónica”, para mim, tem um  significado muito mais para “além” de considerarmos os maçons de: Todos Irmãos! Consideramos como são “Irmãos”, porque foram “escolhidos” para tal, onde, alem do sentimento fraterno de irmão para irmão, como se tem com um irmão de família, neste caso são escolhidos, não por razões familiares, mas sim por poderem ter “potencialidades” de atuar, fazer, ou dar, não só “Amizade”, não só “Conforto”, não só ”Caridade”, não só “Amparo”, mas antes e ainda mais, que algo que está inerente a qualquer pessoa bem formada vivendo em comum! Devem...

As Lojas e a Grande Loja: conceção simbiótica

Imagem
Expus em dois dos últimos textos as conceções polarizadas que podem existir nas relações entre as Lojas maçónicas e a respetiva Grande Loja ou respetivo Grande Oriente, essencialmente a que dá prevalência àquelas sobre esta ou este e a que assenta no pressuposto precisamente contrário. Efetuei, ainda que brevemente, a crítica de uma e outra posições. É agora tempo de indicar a conceção que tenho por correta e que acho que deve enformar o relacionamento entre as Lojas e a sua estrutura agregadora.  Conforme, em comentário a um dos textos, numa rede social, muito lucidamente escreveu Carlos D., um maçom que muito prezo e cujos escritos leio sempre muito atentamente, " e fectivamente, a Loja constitui a base estrutural da Maçonaria" e, quer nas Grandes Lojas, quer nos Grandes Orientes, " ressalta a convicção da soberania das lojas, cabendo às "grandes" instâncias o exercício executivo dessa soberania colectiva". Efetuo estas citações porque resumem ce...