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"Arte Royal"...

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Na publicação de hoje, trago para Vossa leitura algo um pouco diferente do que é habitualmente publicado por cá, ou seja, hoje "verá aqui a Luz" um pequeno poema de minha autoria. "Arte Royal" Era de noite... e debaixo de uma acácia que me era conhecida eu repousava. Reparei que na abóbada celestial flamejava uma estrela, e que por ser tão bela, certamente que, seria obra de um sapiente geómetra.  Que com a força do seu punho a cinzelou e no céu a estabeleceu... É nestes momentos, de rara nostalgia, e vislumbrando a natureza que me rodeia, que sinto que quase não sei ler nem escrever, e que dificilmente conseguirei soletrar o quer que seja... Ou não fossem as palavras que ficam, por vezes, por dizer,  serem tantas como as espigas dos nossos campos; e que por isso, por vezes, me parece que a carne se me desprega dos ossos... Depois, acordei e vi que a luz me inundava o quarto e que tudo tinha sido um mero sonho. Um sonho ...

Carlos Antero Ferreira (24/2/1932-14/1/2017), maçom simples

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A imprensa divulgou a notícia do falecimento do professor Carlos Antero Ferreira, arquiteto, professor da Faculdade de Arquitetura de Lisboa, historiador, ensaísta, poeta, que foi Presidente do Centro Cultural de Belém, Presidente do Conselho de Administração e do Conselho Diretivo da Fundação das Descobertas, depois de ter sido Presidente do Instituto Português do Património Cultural, mais tarde Instituto Português do Património Arquitetónico e Arqueológico. A imprensa informou também que Carlos Antero Ferreira foi responsável pela transformação do Departamento de Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, hoje integrada na Universidade de Lisboa, e que recebeu vários galardões e distinções e escreveu mais de duzentos títulos, entre livros de divulgação, ensaios e poesia. Carlos Antero Ferreira foi, reconhecidamente, um homem que fez coisas importantes e, a nível académico, da gestão do património...

"Eu, Pedra Bruta que sou..."

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Já no texto que publiquei  anteriormente  e que abordava este conceito de "Pedra Bruta" tive a oportunidade de abordar um pouco o que ela é e representa para a Maçonaria; ou seja, é nela que reside a essência de um maçom (e) no que respeita ao desenvolvimento do seu trabalho pessoal na construção de si mesmo, nomeadamente no que é o seu auto-aperfeiçoamento como ser humano. Assim, hoje volto novamente a abordar esta temática, que me é muito cara também, com uma reflexão que efectuei há uns anos atrás e que para mim ainda é muito presente no meu "pensamento" e que pode ser consultada no seu original  aqui. "Eu, Pedra Bruta que sou..." Um dos vários motivos que me levaram a “bater à porta” do Templo e entrar na Maçonaria, e o mais importante (disso tenho a certeza!) foi o de precisamente puder “desbastar a minha pedra bruta”. Pedra Bruta essa que não é uma capa ou camada rochosa que sirva de sustentação para a minha pele ou corpo; mas ...

Comunicação do Grão-Mestre da GLLP/GLRP por ocasião do solstício de inverno

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Enlaço todos os irmãos num enorme abraço em cadeia fraterna. Dizer-vos mais uma e outra vez obrigado: pela vossa comparência e por todos os momentos de fraternidade feliz que me ofereceis. Desassistido da mão amiga e fraterna dos demais irmãos obreiros sou infeliz e não consigo efectuar, sozinho, grandes desígnios e empreendimentos.  Tal como ouvi na minha iniciação « No entanto, reflicta que nem os adultos isolados e plenamente desenvolvidos podem efectuar sozinhos qualquer grande empreendimento. Pôde fazer sem dificuldade a sua viagem com o passo firme de um homem maduro mas foi-lhe certamente bem útil a companhia de um homem experiente que se comportou como um Irmão » .  Cumprido que está um primeiro mandato como Grão-Mestre, dizer-vos que unidos já fizemos muito: somos mais reconhecidos, somos mais respeitados, crescemos, fortalecemo-nos, temos melhores infra-estruturas, comunicamos melhor. Neste segundo mandato que agora iniciei, quero adensar a nossa caminha...

Pedra Bruta...

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Esta minha primeira publicação de 2017/6017 é uma republicação  de um texto de minha autoria e que foi publicado previamente, à cerca de 6 anos noutro local e que agora considero que deve ser acedido também pelos habituais leitores deste espaço. O texto tem como tema central a "Pedra Bruta", cuja simbólica é muito importante para os Maçons, mas principalmente para o Aprendiz Maçom.  Num primeiro plano,  porque este é o Grau de acesso na Maçonaria e depois porque, e também, ser esta "pedra" a primeira "coisa" com que Aprendiz terá contato na sua vida maçónica ... Espero que com esta pequena introdução ao tema, tenha despertado ou aguçado a curiosidade para o texto em si...  Aqui fica: " Pedra Bruta" A Pedra Bruta à primeira vista, é apenas um pedaço de pedra tosca e imperfeita, um bocado de rocha com arestas vincadas e ásperas, sem forma definida. Tal se assemelha ao Aprendiz Maçom quando entra em Loja pela primeira vez.  ...

Os Valores vencerão os medos e o terror

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Quis o calendário deste ano que este texto se publique a 26 de dezembro, logo após o feriado do Natal. Espero que todos os que o leem tenham tido umas Boas Festas, em paz, sossego e junto de sua família, se assim foi o seu desejo. Quer o calendário e a programação deste blogue que o próximo texto que convosco partilhe seja publicado já no início da segunda semana de janeiro de 2017, quando os festejos da Passagem de Ano já mais não forem do que recordação. Esta é altura de balanço do ano que está prestes a findar e de expectativa em relação ao ano que aí vem. Abalanço-me ao balanço e à expectativa. Vivemos tempos complicados e que nos impõem a necessidade de serenidade nas análises que fazemos. O ano que finda não foi, seguramente, dos melhores anos da nossa vida coletiva. Em termos económicos, em Portugal começou-se a ver um ainda muito leve, e esperemos que não tão frágil como alguns o pintam, desanuviamento. Mas no Brasil a coisa parece estar feia e a instabilid...

"Prancha de Traçar"

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O texto que hoje publico viu a sua "luz"  aqui  à algum tempo atrás e quero partilhá-lo também com os habituais leitores e visitantes do  "A Partir Pedra" , e trata de um tema que faz parte da vivência e prática maçónica, e que são as "Pranchas"... Uma “Prancha de Traçar”, ou “Prancha Traçada” como também é costume se designar, pois é o resultado final que é avaliado, não é mais do que um trabalho efetuado por um maçom. Independentemente do material do qual é elaborado ou tema abordado, ela é sempre de extrema relevância no processo de aprendizagem e formação do maçom bem como no seu trajeto pelos vários graus do rito que pratique.   O facto de se designarem por Pranchas de Traçar, os trabalhos apresentados em Loja e executados por Maçons, é originário da Maçonaria Operativa, a maçonaria dos artífices pedreiros da época da Idade Média. Era nas suas pranchas que eles desenhavam as plantas dos imóveis, criavam os seus projetos de construção...